quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Exportações de carne suína devem ser recorde 01/12/2016 13:34



As exportações brasileiras de carne suína deverão atingir um volume recorde de embarques neste ano, alcançando aproximadamente 700 mil toneladas. A estimativa para a produção é de avanço de 14%, chegando a 3,8 milhões de toneladas, o que posiciona o Brasil como o quarto maior produtor. Os números fazem parte do estudo “Mapeamento da Suinocultura Brasileira”, pela Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), em evento em São Paulo (SP).
De acordo com o documento, que teve como base entrevistas com suinocultores, especialistas do setor, entidades e frigoríficos, a suinocultura brasileira registrou em 2015, o Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 62,57 bilhões. No ano passado, a atividade gerou 126 mil empregos diretos e mais de 900 mil indiretos.
Segundo o levantamento, o país registrou, em 2015, um plantel reprodutivo de mais de 1,7 milhão de matrizes tecnificadas, o abate ficou na casa de 39,3 milhões de animais e a movimentação em toda a cadeia produtiva foi de aproximadamente de R$ 149,86 bilhões. O estudo aponta também que no tocante aos sistemas de produção, a suinocultura independente representa 38% da atividade, cooperativas 23% e integração 39%.
Em relação ao consumo, o documento assinala que nos últimos 20 anos o brasileiro aumentou em 113% a ingestão de carne suína. De acordo com o levantamento, o valor médio de venda dos suínos vivos para o ano de 2015 foi de R$ 3,26/kg animal vivo, sendo o peso médio estimado em 126 kg/animal, proporcionando assim um faturamento de US$ 5,9 bilhões.
O mapeamento da ABCS acentua que os Estados da região Sul foram responsáveis por 66% dos abates. Para o presidente da ABCS, Marcelo Lopes, mesmo em um ano marcado por turbulências políticas e econômicas, a suinocultura continuou a crescer. “E esta publicação será uma importante ferramenta de informação para gerar subsídios que auxiliarão na geração de políticas públicas para o setor”.
Com informações do portal Datagro. 

Fonte: Só Notícias/Agronotícias

Boi: novembro é marcado por baixa oferta e pequenas variações nos preços 01/12/2016 10:57

Assim como em outubro, o ritmo de negócios nos diferentes elos da cadeia pecuária esteve bastante lento no correr de novembro em praticamente todas as regiões acompanhadas pelo Cepea. Nesse cenário, os preços do bezerro, da arroba do boi gordo e da carne com osso negociada no atacado registraram apenas pequenas variações ao longo do mês. Segundo pesquisadores do Cepea, com oferta de animais para abate reduzida, pecuaristas esperavam obter valores maiores pela arroba na venda para o frigorífico, o que poderia favorecer a compra de animais para reposição.
A demanda interna desaquecida, no entanto, fez com que a indústria recuasse das compras de boi em grande parte do mês. Com isso, os ajustes nos valores da arroba acabaram sendo pontuais, definidos basicamente por negociações de maior urgência do comprador. As aquisições antecipadas deram sustentação a esse cenário, visto que resultaram em escalas alongadas e que, por sua vez, exerceram pressão sobre os valores.
Nessa quarta, 30, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa do boi gordo (estado de São Paulo) fechou em R$ 149,86, 0,5% menor que o do dia 31 de outubro. O bezerro, também do estado de São Paulo, acumulou desvalorização de 1,68% no correr de novembro, mas se manteve na casa dos R$ 1.200,00/cabeça.

Fonte: Notícias Agrícolas

Propriedades comandadas por mulheres representam cerca de 5% da área rural 01/12/2016 10:17

Mais de 12% das terras no Brasil pertencem às mulheres e essas propriedades representam pouco mais de 5% das áreas rurais. Os homens são donos de 87,32% das propriedades no país, que representam quase a totalidade das áreas rurais. A maioria das agricultoras com terra tem propriedades com áreas menores de 5 hectares.
As informações fazem parte do estudo Terrenos da desigualdade: terra, agricultura e desigualdades no Brasil rural divulgado pela organização não governamental Oxfam Brasil. Dos produtores rurais sem posse da terra, 4,5% são homens e 8,1% são mulheres - quase o dobro.
A agricultora Ana Maria Azevedo dos Santos, 50 anos, produz legumes e verduras orgânicos há mais de dois anos para fins comerciais. A propriedade, localizada em Pedro do Rio, na região serrana do Rio de Janeiro, é da família, mas está no nome do irmão, que é seu sócio.
“A maioria dos produtores da região não é dona da propriedade e os donos são todos homens. Em geral, as mulheres não se metem nessa questão financeira, o homem é o provedor e a mulher é a mantenedora. Acho que é cultural”, comentou Ana Maria. “Acho que o homem, dentro dessa visão patriarcal, tem medo de perder o seu papel, sua função, se a mulher passar também a ter a posse da terra e das finanças e se tornar provedora”, afirmou.
Para a diretora executiva da organização não governamental (ONG) Oxfam Brasil, Katia Maia, a posse dos estabelecimentos rurais dominada por homens tanto em número quanto em tamanho da terra acentua as desigualdades de gênero no país.
“Metade da população brasileira é composta por mulheres, que também têm papel importante no mundo rural. Não ter a propriedade significa uma relação de poder do homem sobre a mulher. Essa desigualdade diminui um pouco quando passa para as propriedades menores, mas ainda é grande”, disse ela. “A reforma agrária tem papel fundamental de ajudar a enfrentar essa distorção de gênero, ao incluir a mulher na posse da terra”.
O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) informou que a autarquia garante às mulheres assentadas a titularidade do lote ocupado pela família. “Também é possibilitado o acesso ao Fomento Mulher, linha de crédito voltada à implantação de projeto produtivo sob responsabilidade da mulher titular do lote, no valor de até R$ 3 mil, em operação única, por família assentada”, informou o instituto por e-mail. O Incra citou ainda ações de assistência técnica, na organização de grupos femininos, para ampliar a renda nos assentamentos e consolidar a participação das mulheres no planejamento e gestão de empreendimentos da reforma agrária.
O estudo também mostrou que menos de 1% das propriedades agrícolas detém quase metade da área rural brasileira e que o Brasil ocupa o quinto pior lugar no ranking da América Latina do coeficiente de Gini, que mede a desigualdade na distribuição de terra.

Fonte: Agência Brasil

Suínos: preços reagem após 12 semanas de estabilidade 01/12/2016 09:55

Depois de 12 semanas praticamente estáveis, os preços reagiram no mercado suinícola. De acordo com pesquisadores do Cepea, representantes de frigoríficos reajustaram os valores pedidos a atacadistas e varejistas pela carne suína, na expectativa de que finalmente a demanda pelo consumidor se aqueça um pouco em dezembro.
A liquidez ainda é baixa para esta época do ano, mas está maior que a observada nas últimas semanas. Assim, suinocultores independentes também estão recebendo valores maiores pelo suíno vivo, cenário reforçado pela oferta restrita de animais para abate. No mercado atacadista da Grande São Paulo, entre 23 e 30 de novembro, a carcaça especial suína se valorizou 3,3%, com o quilo negociado na média de R$ 6,57 nessa quarta-feira, 30.
O preço da carcaça comum subiu 4,1% no período, para R$ 6,13/kg. Quanto ao suíno vivo, houve aumento de 4,4% no preço do suíno vivo da região SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), a R$ 4,29/kg no dia 30.

Fonte: Notícias Agrícolas

Senador comemora renegociação de dívidas de produtores rurais 01/12/2016 09:36

O senador Eduardo Amorim (PSC-SE) comemorou em Plenário nesta quarta-feira a decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN) de autorizar a renegociação dos contratos de custeio da safra de 2016, que agora terão dois anos de carência e um prazo de cinco anos para a quitação das dívidas. Para o senador, a medida é importante, especialmente devido à seca que atinge a região Nordeste. Em Sergipe, por exemplo, 80% a área cultivada com milho foi perdida em 2016, gerando um prejuízo de cerca de meio bilhão de reais.
“Esta foi uma ótima notícia para os produtores de milho, não só de Sergipe, mas também da Bahia e de Alagoas que, se Deus quiser, terão oportunidade, no próximo ano, de plantar, produzir, gerar emprego e renda, fortalecer economicamente suas cidades e pagar os financiamentos realizados”.
Eduardo Amorim afirmou que a seca já atinge 19 municípios sergipanos e os impactos são sentidos com a perda da safra, a morte do rebanho e o uso predatório da caatinga para alimentação animal.
O senador também informou que a bancada de seu estado destinou R$ 100 milhões para obras que vão beneficiar os produtores do perímetro irrigado do baixo São Francisco, na região de Propriá.
O dinheiro, segundo Eduardo Amorim, vai servir para que a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) melhore, no próximo ano, a infraestrutura e implante de adutoras, habilitando canais de irrigação para que os produtores continuem suas atividades. “Estamos unindo esforços e lutando para que o nosso estado, o estado de Sergipe, saia da situação vexatória na qual se encontra e possamos reverter o cenário desolador deixado por uma das piores secas em décadas”, concluiu.

Fonte: Só Notícias/Agronotícias

Suinocultura brasileira movimenta R$ 150 bilhões por ano, aponta estudo 01/12/2016 09:12

R$ 150 bilhões. Esse é a movimentação financeira de toda a cadeia produtiva da suinocultura brasileira. Esse número foi apurado em um estudo inédito lançado, em São Paulo, pela Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS). Intitulado Mapeamento da Suinocultura Brasileira, constatou ainda que o setor gera 126 mil empregos diretos, tem um plantel reprodutivo de 1,7 milhão de matrizes e abate 39,3 milhões de animais. Para 2016, está prevista a produção de 3,8 milhões de toneladas de carne, um incremento de 14% em relação há apenas 5 anos atrás.
Esses dados não eram computados até então, o que dificultava para produtores e seus dirigentes entabular conversas com países importantes visando a exportação e também apresentar subsídios a fim de pleitear políticas públicas. “Agora sim, temos números reais e não abstratos. O mapeamento traz a dimensão do setor”, afirma Marcelo Lopes, presidente da ABCS. Segundo Lopes, os números substantivos o surpreenderam positivamente. “Comprovam a importância da cadeia produtiva. É o seu retrato real. Agora fica muito mais fácil trabalhar”, ele diz.
Lopes informa que a Associação fez o trabalho junto com o Sebrae Nacional e em parceria com a Markestrat, empresa especializada em estudos de segmentos industriais, a partir de entrevistas com suinocultores, especialistas em produção, associação de classe e frigoríficos.
O estudo contatou que o Sul do país possui o maior número de matrizes, 1,7 milhão. Depois, vem o Sudeste, com 350 mil cabeças e o Centro-Oeste, com 309 mil. Em 2015, o Brasil abateu 39,3 milhões de animais.
Francisco Turra, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), afirma que agora fica mais fácil apresentar a suinocultura do país lá fora também. “A tendência é crescer ainda mais no comércio internacional. E nós já estamos entre os maiores exportadores de carne suína.
Em apenas 15 anos, o Brasil aumentou em 40% a sua produção de carne suína. Hoje, o produto está em pelo menos 70 mercados em todo o mundo.

Fonte: Só Notícias/Agronotícias

Produtores de soja e milho do Centro-Oeste trabalham com cautela no ciclo 2016/17 01/12/2016 08:43



Os produtores da região Centro-Oeste do país deram início à temporada 2016/17 com bastante cautela. Com a quebra na safra passada, principalmente por culpa da falta de chuva causada pelo El Niño, muitos seguraram os investimentos em tecnologia para tentar reduzir custos e conseguir recuperar prejuízos. O diagnóstico é da Expedição Safra, projeto que faz um levantamento técnico-jornalístico da produção de grãos e, ao longo de novembro, percorreu as lavouras de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás.
No ciclo 2015/16, o clima castigou os três estados do Centro-Oeste brasileiro. A falta de chuva, em especial na época de enchimento dos grãos, resultou na perda de áreas inteiras. “Alguns produtores nem conseguiram colher a safrinha porque não justificava tirar o milho do campo com produtividade de 10 sacas por hectare, sendo que o índice normal é de 100 sacas/hectare. Os produtores estão receosos na região toda, tentando se recuperar do tombo da safra passada”, aponta o integrante da Expedição, Antônio Senkovski.
Em Goiás, estado que mais sofreu com perdas durante a segunda safra, muitos produtores seguraram os investimentos em adubação. “Em vez de colocar 100 sacas de adubo, colocaram 80, o mínimo para ter um bom resultado. Um pouco por receio de que o cenário do ano passado se repita, mas também porque boa parte ainda precisa quitar dívidas”, destaca Senkovski. As cooperativas goianas estão tentando renegociar contratos de venda antecipada do ciclo anterior e usar a próxima safrinha como pagamento.
Em Dourados (MS), os agricultores também estão tendo que refazer as contas, pois o custo de produção cresceu entre 30% e 35% desde o último ciclo. Conforme apuração da Expedição Safra, o reajuste nos gastos se deve, principalmente, ao aumento do uso de defensivos para combater ervas daninhas. Segundo Senkovski, os produtores que não fazem rotação de cultura ou cobertura do solo durante o inverno, estão tendo que fazer três aplicações somente antes de entrar com a semente da soja.
Clima
Se na temporada passada o vilão foi o El Niño, neste ciclo o clima promete uma trégua. Com a confirmação da ocorrência de La Niña moderado, até o momento, não faltou chuva para o plantio. Em algumas regiões, o período chuvoso chegou antes do esperado, possibilitando a antecipação do calendário. Segundo Senkovski, a região de Nova Mutum e Campo Novo do Parecis, e no Norte do Mato Grosso do Sul, a semeadura da soja foi antecipada em até um mês. “É um recorde histórico. Nunca se plantou soja tão cedo”, ressalta o integrante da Expedição Safra. Com a antecipação, produtores e cooperativas esperam ganhar rendimento na safrinha, composta principalmente por milho, milho pipoca, semente de girassol, algodão e sorgo.

Fonte: Só Notícias/Agronotícias (foto: assessoria/Embrapa/arquivo)