quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

01/12/2016 - 15:51

"Nós vamos quebrar", afirmam atacadistas caso lei setorial não seja criada em Mato Grosso




Da Redação - Viviane Petroli


Foto: Assessoria Zeca Viana
''Nós vamos quebrar'', afirmam atacadistas caso lei setorial não seja criada em Mato Grosso
O aumento da carga tributária de 8% de Imposto de Circulação sobre Mercadorias e Serviços (ICMS) para 20% com as mudanças propostas pelo Governo de Mato Grosso com a reforma tributária pode "quebrar" o setor atacadista mato-grossense. A questão foi levantada durante reunião entre representantes dos atacadistas e distribuidores do Estado com deputados estaduais, caso uma lei setorial não seja criada.

O Governo de Mato Grosso encaminhou na quarta-feira, 30 de novembro, o projeto de lei da reforma tributária para a Assembleia Legislativa. O projeto da reforma tributária institui o Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS). O intuito, de acordo com o governo, é garantir mais simplicidade ao contribuinte, isonomia no cumprimento da lei, neutralidade e transparência.

As alíquotas do ICMS foram definidas em quatro faixas, de acordo com o projeto da reforma tributária elaborado pelo Governo de Mato Grosso, juntamente com a Fundação Getúlio Vargas (FGV).


Em reunião com a bancada, Taques atende pleito e revoga decreto que alterava cobrança do ICMS

Uma faixa única de 16% para produtos gerais; 25% para supérfluos, embarcações esportivas e recreativas, combustível exceto etanol, bebidas alcóolicas, cigarro, joias e cosméticos; 12% para vender produtos a consumidor final em outros estados e ao etanol etílico hidratado combustível, o etanol; 4% para compra de produtos de outros estados.

A energia elétrica segue um escalonamento. Quanto menos consumir, menos imposto o consumidor pagará. Quem consumir até 100 KWh, estará isento do ICMS; entre 100 KWh e 150 KWh será taxado em 10%; de 150 KWh a 250 KWh o ICMS será de 17%; de 250 KWh a 500 KWh um imposto de 25%; acima de 500 KWh o imposto seria de 27%, assim como para classes que não forem rural e residencial. Atualmente, para residências e propriedades rurais, o imposto é de 42%.

Hoje, o setor atacadista possui uma carga tributária de 8% de ICMS e que deverá subir para 20% com as mudanças propostas pelo governo. Durante reunião com os deputados Zeca Viana (PDT), Janaína Riva (PMDB) e Valdir Barranco (PT) o representantes do setor atacadista e distribuidores salientaram que a atividade conta atualmente com uma lei específica de nº 9855/2012, que reduz a carga tributária final de atacadistas e distribuidores de produtos alimentícios e mercadorias, excetuando apenas as bebidas alcoólicas, fixando o ICMS em 8,10% do valor da Nota Fiscal.

Conforme o segmento, a lei nº 9.855/2012 será revogada com a reforma tributária.

Não se pode de forma alguma revogar uma lei que permita a sobrevivência de um setor que é fundamental para Mato Grosso, porque é um setor que leva gêneros alimentícios e produtos de necessidade básica para todos os rincões desse estado, passando de uma carga tributária de 8% para uma carga final de 20%, caso não venha a ser atribuída a ela uma lei setorial", pontuou o presidente do Sindicato do Comércio Atacadista e Distribuidor do Estado de Mato Grosso (Sincad-MT), Sérgio José Gomes, na reunião com os parlamentares.

Sérgio Gomes destacou ainda aos deputados que o "O governo quer aprovar a Reforma Tributária para valer a partir de julho. Ora, se até julho nós tivermos essa lei setorial, nós teremos um lapso temporal até dezembro trabalhando com uma carga tributária de 20%? Nós vamos quebrar. Então, é necessário que de fato possa discutir essa lei concomitante com a lei setorial dos atacadistas. É muito simples".

O deputado estadual Zeca Viana garantiu aos atacadistas e distribuidores que irá trabalhar para que a proposta entregue pelo Governo de Mato Grosso no último dia 30 de novembro não seja aprovada pela Assembleia Legislativa sem que haja condições de competitividade para as empresas do Estado.

"Nós queremos fazer nosso estado crescer e ser mais forte, não o contrário. Por isso, nós não vamos aprovar a reforma tributária sem ter a segurança de que os segmentos terão condições de competitividade para se manter aqui em Mato Grosso", afirmou Zeca Viana.

Taques garante lei setorial

O setor atacadista e de distribuidores também reuniu-se com o governador Pedro Taques na quarta-feira, 30, no Palácio Paiaguás.

Taques garantiu para o segmento que as demandas apresentadas serão discutidas dentro das leis setoriais que serão apresentadas ao longo do primeiro semestre de 2017.

Na ocasião um estudo elaborado pelos empresários foi entregue ao chefe do Poder Executivo apontando que o setor atacadista de outros estados vende mais do que as empresas de Mato Grosso em decorrência aos incentivos oferecidos.

“Não temos interesse em prejudicar nenhum setor. Entendemos a importância de todos para a arrecadação estadual. Queremos acabar com esse cipoal que é a legislação tributária de Mato Grosso. Vamos simplificar isso e buscar não prejudicar nenhum setor”, garantiu Taques.


Colaborou Jardel P.Arruda/Olhar Direto

01/12/2016 - 13:50

Foco de raiva em bovinos leva propriedade a ser monitorada em Colíder


Da Redação - Viviane Petroli



Foto: Marcos Vergueiro/Secom-MT
Foco de raiva em bovinos leva propriedade a ser monitorada em Colíder
Focos de raiva herbívora em bovinos foram constatados em bovinos em uma propriedade localizada em Colíder. O caso foi confirmado após exame realizado pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Um animal morreu e outros dois foram sacrificados, após resultado positivo para a doença.

A doença atinge todos os mamíferos e animais silvestres e seu principal transmissor é o morcego hematófago, que transmite o vírus pela saliva ao alimentar-se do sangue dos animais.


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O caso é acompanhado pelo Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea), que monitora a propriedade em Colíder. O foco, segundo o Instituto, foi notificado no dia 13 de outubro, após resultado positivo do material coletado para exame em um animal.

O Indea revela que após a notificação não foi detectado mais nenhum animal doente. O órgão ressalta que o proprietário foi notificado para vacinar seu rebanho contra a raiva. Além disso, a Vigilância Sanitária do município foi informada sobre a questão, visando o acompanhamento de pessoas que vivem e trabalham na propriedade e para realizar a vacinação de animais domésticos, ou seja, de cães e gatos.

O Indea afirma que as cerca de 170 propriedades rurais, localizadas em um raio de 12 quilômetros do local com o caso confirmado, receberam visitas de técnicos da autarquia, onde não foram identificados focos da doença.

Conforme a diretora técnica do Indea, Daniela Soares, em 2016 foram notificados, até o momento, 31 focos da doença. Em 2015 haviam sido 42 focos.

“O boi não morde. Ele desenvolve a doença e morre. No entanto, o contato da saliva do animal, seja cão ou gato ou mesmo do boi, com a pele ferida de uma pessoa contamina. Por isso é necessário todo cuidado e qualquer manipulação de medicamentos, inclusive, deve ser feito com luvas. Uma mordida do cão com a doença também afeta o homem e não tem cura, leva a óbito”, explica o fiscal do Indea, Ernani Machado.

O animal contaminado apresenta sintomas como apatia, isolamento do restante do rebanho, agressividade, andar cambaleante, dificuldade para engolir líquidos, paralisia dos membros, e outros. O controle da raiva dos herbívoros se dá com a vacinação preventiva do rebanho.

01/12/2016 - 09:22

Conclusão de obra na BR-364 entre Jaciara e Serra de São Vicente está prevista para 2017, afirma DNIT




Da Redação - Viviane Petroli


Foto: DNIT
Conclusão de obra na BR-364 entre Jaciara e Serra de São Vicente está prevista para 2017, afirma DNIT
As obras de duplicação da BR-163/364, no trecho entre Jaciara e a Serra de São Vicente, devem ser concluídas no primeiro semestre de 2017. A informação é do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), que vistoriou a obra nesta semana. Em dezembro, seis detonações de rochas estão previstas para dar sequência aos trabalhos de duplicação do trecho entre os km 339 e km 344.

A vistoria do DNIT foi realizada pelo diretor-geral do Departamento Valter Casimiro Silveira, e o diretor de Infraestrutura Rodoviária (DIR), Luiz Antônio Ehret Garcia, no último dia 28. Na ocasião a vistoria técnica avaliou as obras de adequação de capacidade e restauração de um trecho de 15 km da BR-163/364, próximo à Jaciara (MT).


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A obra está orçada em R$ 301,5 milhões no trecho entre Jaciara e a Serra de São Vicente, que abrange 71,6 Km, e teve início em setembro de 2013. A previsão, segundo o DNIT, é que as obras no trecho sejam concluídas no primeiro semestre de 2017.

Ainda de acordo com o DNIT, uma nova visita está prevista para dezembro e em janeiro uma extensão de 15 Km deverá ser liberada.

Detonações de rochas


Em dezembro, seis detonações de rochas estão previstas para ocorrer entre os km 339 e Km 344 da BR-364, mais precisamente entre Jaciara e a Serra de São Vicente.

De acordo com a Concessionária Rota do Oeste, que dará apoio ao Consórcio Sanches Tripoloni – Contécnica, as detonações ocorrem nos dias 1º, 6, 8, 13, 15 e 20 de dezembro com bloqueio total da pista das 14h às 17h.

As obras são realizadas pelo Consórcio Sanches Tripoloni – Contécnica e estão sob a competência do DNIT.

A Rota do Oeste alerta ser importante antes de uma viagem o usuário da BR-364 entrar em contato com a Rota do Oeste, por meio do 0800 065 0163, para confirmar a programação das obras na rodovia.

01/12/2016 - 08:26

UHE de Sinop dará suporte ao sistema elétrico nacional, afirma ministro da Energia




Da Redação - Viviane Petroli


Foto: Rodolfo Perdigão/Vice-Governadoria
UHE de Sinop dará suporte ao sistema elétrico nacional, afirma ministro da Energia
Orçada em R$ 2,5 bilhões e com previsão de entrar em operação em 2018, a Usina Hidrelétrica de Sinop dará suporte ao sistema elétrico nacional. A afirmação é o ministro de Minas e Energia Fernando Coelho Filho, que esteve em Sinop com o vice-governador Carlos Fávaro visitando as obras do empreendimento.

A obra da Usina Hidrelétrica de Sinop faz parte do Programa Nacional do Crescimento (PAC), do Ministério de Minas e Energia (MME). O empreendimento vai gerar mais de 400 megawatts.

“Uma energia limpa a um preço bastante competitivo, que vai ajudar o Brasil a crescer. A obra seguiu todos os ritos e, evidentemente, que temos acompanhado isso. Tudo está sendo feito de acordo com a legislação em vigor, e a empresa tem tido muita responsabilidade em suas ações”, pontuou o ministro de Minas e Energia Fernando Coelho Filho, durante visita as obras em Sinop na quarta-feira, 30 de novembro.


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A obra conta com em torno de 2.220 pessoas trabalhando em sua construção diuturnamente. Até o momento 80% da obra já foi realizada.

A usina, segundo informações do Governo de Mato Grosso, terá a terceira maior turbina do mundo, sendo a segunda maior do Brasil, ficando atrás apenas da Usina de Belo Monte, no Pará.

“Com a presença do ministro de Minas e Energia é consolidado esse investimento. O Estado está fazendo a sua parte de agilidade no licenciamento, para que gere emprego e renda para a população mato-grossense. Isso é fundamental nesse momento de crise. Um país que não faz investimento em infraestrutura passa por sérias dificuldades”, destacou o vice-governador Carlos Fávaro.

O vice-governador salientou ainda que Mato Grosso vive um "novo momento" de atração de investimentos e que "entendemos que a Secretaria de Meio Ambiente pode ajudar na indução de desenvolvimento no Estado. Nesses oito meses, nós determinamos aos servidores da Sema prioridade nesses grandes empreendimentos pra que isso comece a se tornar realidade”.

De acordo com o Governo de Mato Grosso a visita técnica à obra foi feita pela Usina Hidrelétrica de Sinop.

A UHE Sinop está sendo construída no rio Teles Pires. A barragem fica situada nas áreas dos municípios de Cláudia (margem direita do rio) e Itaúba (margem esquerda). O reservatório abrangerá os municípios de Cláudia, Itaúba, Ipiranga do Norte, Sinop e Sorriso.

A comitiva contou com a presença do embaixador da França; Eduardo Azevedo, secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do MME; e o Presidente da Électricité de France (EDF).

O empreendimento é tocado por uma sociedade formada por três acionistas – Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), Électricité de France (EDF) Brasil e Centrais Elétricas do Norte do Brasil (Eletronorte).

O reservatório terá área de inundação de 337 quilômetros quadrados (km²) ou 33,7 mil hectares, em seu Nível de Água (NA) Máximo Normal de 302 metros (m).

01/12/2016 - 07:47

Caminhoneiros ameaçam cruzar braços caso tabela de preço mínimo do frete não seja votada na próxima semana




Da Redação - Viviane Petroli


Foto: Do Internauta
Caminhoneiros ameaçam cruzar braços caso tabela de preço mínimo do frete não seja votada na próxima semana
Os caminhoneiros de Mato Grosso e do Brasil estão em estado de greve e podem cruzar os braços de vez caso o Projeto de Lei 528/2015, que institui a criação de uma tabela de preço mínimo para o frete, não seja votada na próxima quarta-feira, 07 de dezembro. O projeto deveria ter sido votado ontem, 30 de novembro, porém após 1h40 de atraso para a reunião da Comissão de Viação e Transporte na Câmara Federal o deputado federal de Santa Catarina Edinho Bez (PMDB-SC) pediu vistas do projeto.

O projeto de lei 528/2015 foi criado após as paralisações realizadas no primeiro semestre de 2015, onde em Mato Grosso todas as principais rotas de escoamento da produção agropecuária com destino aos portos chegaram a ficar bloqueadas.

O projeto visa o estabelecimento de uma tabela de preço mínimo para o frete, que hoje não cobre os custos de operação do setor de transporte de cargas.

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Tabela de preço mínimo para o frete será votada hoje; caminhões lotam Brasília e param Mato Grosso veja fotos

Uma nova reunião da Comissão de Viação e Transporte está marcada para o dia 07 de dezembro. A expectativa dos transportadores frotistas e autônomos é que o projeto seja votado nesta data, segundo informações obtidas pelo Agro Olhar. O setor não descarta uma nova paralisação caso o projeto não seja votado ou venha não seja aprovado.

Como o Agro Olhar comentou, nos últimos dois dias caminhoneiros de diversos Estados estiveram em Brasília (DF) reunidos como forma de manifesto pela aprovação do projeto de lei 528/2015. Uma carreata chegou a ser realizada na terça-feira, 29 de novembro.

Em Mato Grosso, bloqueios nas rodovias federais chegaram a ser realizados nos municípios de Diamantino, Nova Mutum, Sinop e Alto Araguaia.

Levantamento realizado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), que consta em seu site, mostra que o frete de Sorriso para o Porto de Santos hoje está na casa dos R$ 200. O valor é 34,4% inferior aos R$ 305 pagos pela tonelada em março, mês este considerado o pico da safra de soja. Ao se comparar com novembro de 2015 o recuo é de 33,3% diante os 300 pagos na época pela tonelada de Sorriso para o Porto de Santos.

Ao se comparar o chamado frete curto, ou seja, dentro do próprio Estado há um recuo de 34,5% entre março e novembro no trajeto de Sorriso para Rondonópolis. Em março a tonelada saia em média a R$ 110 e hoje a R$ 72. Em novembro de 2015 R$ 104.

Crise

O setor do transporte de cargas, principalmente de grãos, vem passando por uma crise há três anos aproximadamente, tendo o “enterro do segmento” com a quebra da safra 2015/2016, onde somente entre soja e milho foram quase 9 milhões de toneladas a menos produzidas .

Em 2015, como acompanhado pelo Agro Olhar, os caminhoneiros em Mato Grosso chegaram entre os meses de fevereiro e março a bloquear as principais rotas de escoamento da produção de grãos. Em todo o país foram realizados manifestos em prol de melhores condições de trabalho e um frete que cubra os custos de produção.

Nos últimos anos o setor viu o preço do óleo diesel disparar, além de custos com manutenção do veículos, como pneus e oficinas, encargos e tributos. Somente em 2015 a Petrobras anunciou ao menos cinco reajustes de preço do litro do óleo diesel. Nas distribuidoras a alta chegou a cerca de 14,17% naquele ano.

Sema avança em parceria que pode garantir R$ 6 milhões em investimentos para Mato Grosso 01/12/2016 14:36



A equipe gestora da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) esteve reunida, ontem, com representantes do Fundo de Investimento Especializado Althelia Climate Fund, do Grão-Ducado de Luxemburgo. O objetivo é avançar na construção da configuração jurídica-administrativa da proposta de parceria que garantirá cerca de R$ 6 milhões em investimentos para Mato Grosso já para o ano de 2017.
Conforme o secretário executivo da Sema, André Baby, o objetivo é finalizar este documento já na primeira quinzena de dezembro, junto com um cronograma de ações e metas para 2017. Ele ressalta ainda que a proposta requer uma sólida fundamentação, por se tratar de um novo modelo de negócio, que é a implementação do programa jurisdicional de REDD+ (Redução de Emissões por Desmatamento, Degradação florestal, Conservação, Manejo Florestal Sustentável e Aumento dos Estoques de Carbono Florestal).
O programa de REDD+ integra as ações da estratégia Produzir, Conservar e Incluir (PCI), apresentada pelo governador Pedro Taques na Conferência do Clima de Paris (COP 21), no eixo conservar, de responsabilidade do órgão ambiental. “O Estado já não trabalha mais de forma isolada, por caixinhas, o que significa que um avanço como esse não é mérito apenas da Sema, e sim do Governo, porque os ganhos serão para o meio ambiente e a população”, pontua o secretário executivo.
Também participou da reunião, pela Sema, o assessor chefe Rodrigo Quintana Fernandes, que está atuando nesse novo modelo, em parceria com a Procuradoria Geral do Estado (PGE), de modo a buscar a segurança jurídica necessária.
As representantes da Althelia, Natalie Unterstell e Ana Paula Ferez, disseram que estão satisfeitas com o andamento dos trabalhos e, principalmente, com a seriedade da equipe envolvida. “Foi uma reunião muito rápida, produtiva, em que tratamos questões pontuais e práticas, tem sido muito bom trabalhar com o Estado de Mato Grosso”, avaliou Ana Paula.
Desenvolvimento sustentável
O objetivo da parceria com a Althelia é implantar um programa que visa mudar a lógica do desenvolvimento ambiental do Estado, tirando o foco apenas do comando e controle (com a fiscalização), para promoção do desenvolvimento sustentável. Mato Grosso tem o maior rebanho bovino do país, com 28 milhões de cabeças, mas, com baixa produtividade. Com apoio de entidades internacionais, o produtor poderá acessar recursos para investir em tecnologias que permitam maior produtividade em um menor espeço e sem degradação ambiental.

Fonte: Só Notícias/Agronotícias (foto: assessoria/arquivo)

Prado critica salto tributário de 156% em Mato Grosso 01/12/2016 14:23



O salto tributário que Mato Grosso deu no período de 10 anos, de 156%, a partir de 2005, foi destaque da palestra concedia pelo presidente do Sistema Famato/Senar-MT, Rui Prado, durante a XXIII Semana da Agronomia da Universidade Federal de Mato Grosso. Ontem, Prado apresentou o cenário do agropecuário do Estado a dezenas de participantes do evento com o tema “O futuro já chegou”. Uma das ênfases de sua fala foi o montante de contribuição do setor para a arrecadação de Mato Grosso, sobretudo no momento em que a reforma tributária é discutida.
Conforme estudo elaborado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) apresentado pelo presidente na palestra, em 2005 a população do Estado era de 2,5 milhões. Na época, a arrecadação de ICMS era de R$ 3,09 bilhões. No ano passado, enquanto a população registrava R$ 3,27 milhões, um crescimento de 31%, a arrecadação do imposto cresceu para R$ 7,92 bilhões (156%).
“Já tive oportunidade de mostrar esse quadro para o governador de Mato Grosso. O Estado arrecada para prestar serviço para o cidadão, de saúde, segurança, educação. Quando você vê que a população cresceu 31% e a arrecadação, 156%, e ainda assim o Estado não dá conta de prestar os serviços, significa que está gastando mal seus recursos. Isso, no mínimo, nos remete a uma reflexão sobre o que está acontecendo”, ponderou Prado.
O líder sindical relembrou a importância do agronegócio para economia do Estado, cujo produto interno bruto (PIB) advém ao menos 50,5% do setor. Também listou os diversos pagamentos de impostos que os produtores rurais fazem, que chegam ao percentual de 63% da arrecadação – ICMS, com 50% (entre imposto direto, indireto e induzido), Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab), com 71% do total, Fundo de Exportação (FEX), com 100% e, ainda, com ICMS pagos a outros estados na compra de maquinários e insumos.
O mercado de trabalho agropecuário também foi enfatizado pelo presidente do Sistema aos estudantes de agronomia. O setor gerou, em 2015, mais de 354 mil postos de trabalho diretos, indiretos e induzidos. “Isso aqui tem tudo a ver com vocês, futuros agrônomos. Essas vagas existem só na cultura da soja, do algodão e da bovinocultura de corte. Aqui não estão outras atividades, mas só aí já estão pouco mais de 10% da sociedade mato-grossense. Isso mostra a oportunidade que vocês têm”.
O desafio de deixar a capital para atuar no campo foi feito por Prado aos estudantes. Ele demonstrou que, em 1994, 60% das pessoas que trabalhavam em Mato Grosso estavam em Cuiabá, enquanto hoje, apenas 37% das pessoas empregadas vivem na Capital. “Se tem aqui engenheiro agrônomo que quer trabalhar em Cuiabá, vai ser mais difícil agora. Engenheiro agrônomo vai ter mais oportunidade no interior porque é uma tendência”, provocou informando ainda que, para cada dois empregos diretos na lavoura da soja no Estado são gerados um direto e oito induzidos, segundo aponta levantamento do Imea.
Para finalizar, o presidente falou da nova era da “agrointeligência” que o setor vive, dando a ênfase de que “o futuro já chegou”. Apresentou o programa Agrihub, criado para promover a conexão entre produtores rurais, com os desafios a serem solucionados no campo, com as empresas de startups, para empreender essas soluções, e os investidores, para impulsionar as criações.
“Existe um potencial muito grande nessa área de tecnologia para quem quiser se especializar. Lá em São Paulo, fui ao campus do Google, que está cheio de ‘nerds’ muito a fim de ganhar dinheiro e eles querem o contato com quem entende de agronegócio, com engenheiro agrônomo, para entender o que ele tem que inventar. O futuro já chegou!”.
A XXIII Semana da Agronomia é uma realização da Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária da UFMT, organizada pelos futuros engenheiros agrônomos. O circuito de palestra encerra nesta sexta-feira.  
Com informações da assessoria da Famato. 

Fonte: Só Notícias/Agronotícias (foto: Só Notícias/Vanessa Fogaça/arquivo)