segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Dia de Campo do Leite terá estação com nova forrageira para gado de leite



Pesquisadora Andréa Mittelmann apresenta nova cultivar de azevém



O Dia de Campo do Leite, preparado tradicionalmente no segundo semestre do ano pela Embrapa Clima Temperado (Pelotas,RS) vai focar, nesta edição, na adoção das Boas Práticas Agropecuárias pelo setor leiteiro. O evento marcado para acontecer no dia 4 de outubro, durante todo o dia, na Estação Experimental Terras Baixas, em uma das bases físicas da Embrapa, localizada no Capão do Leão,RS, conta com a estrutura de seis estações técnicas.
As estações técnicas irão mostrar o que há de novidades na pesquisa agropecuária que apoiam o desenvolvimento das Boas Práticas Agropecuárias. A primeira estação vai tratar de apresentar a cultivar BRS INTEGRAÇÃO, desenvolvida pelo Programa de Melhoramento de Azevém da Embrapa, no âmbito da parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e a Associação Sul-Brasileira para o Fomento e a Pesquisa de Forrageiras (Sulpasto). Serão destacadas as características da nova cultivar, recentemente lançada na Expointer 2017: possui bom vigor, com rápido estabelecimento da pastagem; excelente capacidade de rebrote; alta produtividade de forragem, com excelente qualidade; ciclo mais curto que as demais cultivares disponíveis no mercado, entre tantos benefícios que os produtores de leite irão conhecer e ver de perto. Além disso, a pesquisadora Andréa Mittelmann irá explicar como se dá o seu manejo a campo.


Data de Publicação: 02/10/2017 às 09:20hs
Fonte: Embrapa Clima Temperado

Agronegócio brasileiro deve virar marca global, diz Nizan Guanaes




Nizan Guanaes, fundador do Grupo ABC e considerado uma das 100 pessoas mais criativas do mundo pela Fast Company, acredita que agora é a hora de as grandes empresas do agronegócio se tornarem grandes marcas globais


Nizan Guanaes, fundador do Grupo ABC e considerado uma das 100 pessoas mais criativas do mundo pela Fast Company, acredita que agora é a hora de as grandes empresas do agronegócio se tornarem grandes marcas globais. “A agricultura brasileira precisa deixar de pensar pequeno”, disse Guanaes, que fez a palestra de abertura do EXAME Fórum Agronegócio, realizado no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo.
Guanaes destaca como já é possível investir em marca em nível mundial graças a recursos como eventos, digital e geomarketing. “Se o agronegócio quisesse dominar todos os principais aeroportos do mundo, ele conseguiria”, disse.
Para Guanaes, o agronegócio brasileiro é muito bom em termos de produtividade e gestão, mas ainda deixa a desejar no momento de se promover. Ele afirmou ainda que o Estado deveria favorecer mais o setor, que é se suma importância para a economia brasileira.
“Se o Brasil fosse um terreno, na frente do Atlântico, com uma vasta extensão de terra, exploraríamos agricultura e turismo, porque é o óbvio. É impressionante que o setor do agronegócio seja um vencedor por ele mesmo, com suas próprias forças, a despeito do estado e da legislação. Somos um país capitalista que tem horror a lucro. Esse setor já faz muito pelo Brasil, muito mais do que o Brasil faz por ele”,disse Guanaes.
Marco Túlio Moraes da Costa, diretor de agronegócio do Banco do Brasil, destacou as iniciativas do banco, que tem recursos aplicados no Agronegócio e investe muito no setor. “O BB se preocupa com a sustentabilidade do setor, estimulando iniciativas de baixo carbono e plantio direto. Isso traz benefícios para os consumidores, porque faz com que os produtos tenham alta qualidade”, declarou Moraes. “O BB tem um escritório no Vale do Silício com startups produzindo soluções adequadas a os nossos produtores para que eles saibam tomar as decisões certas na hora certa, seja para plantio, colheita ou vendas”, disse Moraes, ressaltando a importância da tecnologia de alta precisão para poupar recursos e aumentar a qualidade da produção no agronegócio.
André Lahóz Mendonça de Barros, diretor editorial de EXAME, ressaltou as mudanças que aconteceram no Brasil nos últimos 50 anos, desde que a revista EXAME foi criada: “É papel do jornalismo apontar os problemas dos países. Mas, quando olhamos a história completa, vemos que avançamos muito nos últimos 50 anos. Éramos um país muito menor. Uma lição que fica de tudo que aconteceu até hoje é que quando o Brasil pega algo para fazer, ele faz — seja vencer uma ditadura militar, seja abrir uma economia fechada. Demora um pouco, mas o Brasil consegue vencer seus problemas”, afirmou Lahóz.


Data de Publicação: 02/10/2017 às 09:00hs
Fonte: Agronegócio EXAME

Pecuária do Conhecimento ajuda produtores a obter mais rentabilidade no seu negócio



O projeto Pecuária do Conhecimento, da Phibro Saúde Animal, compartilhou conhecimentos, boas práticas e novas tecnologias a cerca de 20 pecuaristas, consultores, gestores e representantes da Paraíso Nutrição Animal, de Jataí (GO)



O projeto Pecuária do Conhecimento, da Phibro Saúde Animal, compartilhou conhecimentos, boas práticas e novas tecnologias a cerca de 20 pecuaristas, consultores, gestores e representantes da Paraíso Nutrição Animal, de Jataí (GO). Com aulas teóricas e práticas, o projeto capacita proprietários de fazendas, funcionários, técnicos e consultores. O objetivo é aumentar a eficiência produtiva da pecuária de corte.
Vitor Rezende, coordenador de território da Phibro Saúde Animal, informa que dentre o vasto conteúdo abordado nos dois dias do curso, “os destaques desta edição foram: os módulos de manejo de pastagem e suplementação na recria de bovinos de corte, além de terminação intensiva a pasto, no que a Phibro chama de TIP, tema de grande interesse e relevância para a Paraíso”.
Rafael Martins, sócio diretor da Paraíso Nutrição Animal, diz que esta foi a terceira vez em que sua empresa participou do Pecuária do Conhecimento. “E sempre é possível adquirir novos conhecimentos”, destaca. “Nós temos a oportunidade de ver os experimentos de perto. A interatividade com os pesquisadores da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA – Unidade Colina, SP) ajuda a esclarecer todas as dúvidas sobre a aplicação das novas tecnologias. Apesar de já utilizarmos o conceito do Boi 7-7-7, nos atualizamos e, assim, podemos passar todo o conhecimento adquirido com mais segurança para os nossos clientes, replicando em grande escala as estratégias e tecnologias disponíveis”, ressalta Martins.
O pecuarista André Baré ressalta o papel da Phibro na disseminação de conceitos que contribuem para o avanço da pecuária brasileira. “O Boi 7-7-7 é fantástico e inovador. Utilizar essas tecnologias proporcionam aumento da produtividade e da rentabilidade para as fazendas. Mesmo os produtores mais tradicionais, como eu, têm de aderir”, pontua Baré.
Sobre o Pecuária do Conhecimento – O projeto é realizado em parceria com a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios – APTA unidade Colina (SP) e foi criado em 2011 e já promoveu mais de 80 cursos, reunindo aproximadamente 1.600 participantes. O curso tem duração de dois dias, com aulas teóricas e práticas, realizadas na APTA, que capacitam proprietários de fazendas, funcionários, técnicos e consultores para fomentar boas práticas para a execução de uma pecuária com melhores índices de produtividade. Mais informações: pecuariaeficiente.com.br.


Data de Publicação: 02/10/2017 às 08:40hs
Fonte: TEXTO COMUNICAÇÃO CORPORATIVA

Domínio Percevejo da FMC retoma orientações gratuitas sobre manejo e controle da praga em Cascavel-PR



A FMC Agricultural Solutions tem o objetivo de auxiliar o produtor no manejo das principais pragas nas lavouras de soja e milho de forma sustentável e segura. Atualmente, o percevejo é a principal praga destas duas culturas


A FMC Agricultural Solutions tem o objetivo de auxiliar o produtor no manejo das principais pragas nas lavouras de soja e milho de forma sustentável e segura. Atualmente, o percevejo é a principal praga destas duas culturas. Dessa forma, a companhia inicia o terceiro ano do Programa Domínio Percevejo nas principais áreas produtoras do Rio Grande do Sul ao Pará. No dia 4 de outubro, o projeto chega a Cascavel-PR. 

O Domínio Percevejo consiste em encontros técnicos, palestras no campo e na cidade, e treinamentos para produtores que desejam se informar sobre a prevenção e o controle dos percevejos. O objetivo da companhia é contribuir para a sustentabilidade e produtividade das plantações brasileiras, observando todo o sistema produtivo, instruindo sobre o manejo adequado para cada situação e promovendo rentabilidade aos produtores.

O Gerente de Inseticidas da FMC, Adriano Roland, é responsável pelo projeto e conta que as edições anteriores tiveram ótima repercussão e participação dos produtores. “Estamos retomando as orientações com intuito de acompanhar o trabalho inicial realizado. Sabemos que o percevejo é uma das pragas que mais prejudicam e atacam a cultura de soja e milho, afetando a produtividade da lavoura e a qualidade da semente. Está clara a necessidade de intensificar o uso de um manejo suportado pelo monitoramento, que deve iniciar no vegetativo e rotacionar os produtos até a colheita, sempre pensando na dinâmica da praga e o momento da cultura”, assegura. 

Em todos os eventos, serão repassadas informações técnicas por pesquisadores renomados e apresentado a proposta de manejo da FMC, com produtos específicos para cada momento da cultura e da praga, que confere proteção da produtividade e mais sementes de qualidade. O inseticida Mustang é único no controle de percevejo na dessecação de plantio. Também é vital para os produtores de semente e para os que fazem a safrinha de milho ou o plantio de trigo, recomendado para aplicações na pré-colheita.
O Rocks é utilizado para tratamento de sementes de milho com alto poder de proteção para a fase inicial da cultura; o Hero é um inseticida com knockdown diferenciado, formulação diferenciada que facilita o manuseio e que diminui a população de percevejo no vegetativo da soja, aplicação vital para o sucesso do manejo, deixando o ambiente melhor para o sucesso do manejo na fase reprodutiva; e o inseticida Talisman, na fase reprodutiva, possui excelente efeito de choque e ação eficaz no controle de ninfas, é um produto completo e com modo de ação único para o manejo de resistência e maior flexibilidade de aplicação para o produtor.
Programação
  • 04/10 – Cascavel, PR
  • 05/10 – Pato Branco, RS
  • 09/11 – Maracaju, MS
  • 21/11 – Uberlândia, MG
  • 22/11 – Formosa, GO
  • 23/11 – Goiatuba, GO
  • 24/11 – Jataí, GO
  • 28/11 – Pelotas, RS
  • 29/11 – Santa Maria, RS
  • 05/12 – Ponta Grossa, PR


Data de Publicação: 02/10/2017 às 08:20hs
Fonte: FMC

Valinhos (SP) sediará 1ª ExpoAgro e 11ª Exposição Nacional das Raças Dorper e White Dorper com muitas novidades



Criadores de ovinos de todo o Brasil já estão apartando os melhores animais para competir nos julgamentos da 1ª ExpoAgro e 11ª Exposição Nacional das Raças Dorper e White Dorper, que ocorre de 3 a 8 de outubro, em Valinhos, no interior de São Paulo


A expectativa é reunir, nos leilões e julgamentos, cerca de 800 animais oriundos de mais de 60 cabanhas de São Paulo, Bahia, Paraná, Minas Gerais, Alagoas, Rio de Janeiro, Goiás e Distrito Federal, entre outros Estados.
A programação conta ainda com workshops, balcões de negócios, premiação dos melhores das raças Dorper e White Dorper, leilões, shows sertanejos, espaço kids com minifazenda e roteiros de agroturismo, além de uma praça de alimentação estruturada, com food trucks, circuito gastronômico e cursos voltados a adultos e crianças, ministrados por 27 chefs. Essa última atração é coordenada pela chefs Fabi Prado, apresentadora do programa “Sabor da Cultura”. Todos os pratos serão elaborados com cortes de ovinos meio-sangue Dorper ou White Dorper e cogumelos comestíveis, demonstrando os diferencias das duas raças no segmento gastronômico.
Espera-se um público de 60 mil pessoas na cidade, que é conhecida como a Capital do Figo Roxo e agora também mostra vocação como celeiro nacional das raças Dorper e White Dorper. “Valinhos, ao sediar pela primeira vez um evento deste porte, reafirma sua importância na economia local e regional, projetando o nome da nossa cidade como um dos mais importantes locais onde as duas raças são criadas”, afirma o prefeito Orestes Previtale.
Com promoção da Associação Brasileira dos Criadores de Dorper (ABCDorper) e Monte Cogumelos, o evento é apoiado pela Prefeitura Municipal de Valinhos. “Pensamos em um evento atrativo à toda família, com atividades para adultos e crianças, além de criar um ambiente favorável para negócios e troca de experiências”, revela José Monteiro, proprietário da Monte Cogumelos, empresa especializada em fungicultura que abastece a alta gastronomia regional com quase uma tonelada/mês de cogumelos das variedades Shimeji Branco, Shimeji Cinza, Hiratake Ostra, Paris, Shitake e Hiratake Salmão.
“Dorper Gourmet”
Há apenas 17 anos no Brasil, as raças de origem sul-africana Dorper e White Dorper já alcançaram um plantel de 160 mil animais registrados e anotam 100% de liquidez em leilões e vendas diretas. Conquistaram adeptos ao redor do mundo pela capacidade em reduzir os custos de produção dos criadores e transferir qualidades gourmets à carne de cordeiro. São animais rústicos, precoces, férteis e que possuem rendimento de carcaça acima da média. “Foram desenvolvidas, a partir do cruzamento entre raças nativas e a inglesa Dorset Horn, culminando em animais adaptados aos mais de 40 microclimas brasileiros”, detalha Daniel Cipolletta, membro do Conselho Deliberativo Técnico (CDT) da ABCDorper.
Diferenciais esses que colaboraram para resolver um dos principais gargalos na alta gastronomia: a falta de cortes cárneos padronizados e de qualidade superior. Boa parte da carne de cordeiro consumida no País é importada do Uruguai e tem a região Sudeste como principal destino. Entretanto, a preferência atual é pelo “cordeiro prime”, abatido ainda jovem e com alto rendimento, distribuição de gordura na carcaça e cortes diferenciados.
Nacional do Dorper
Segundo Regina Valle, coordenadora técnica da ABCDorper, este é um dos eventos mais aguardados no calendário da ovinocultura nacional, por reunir as raças com maior ascensão atualmente. Ocorre em caráter itinerante, tendo sido realizada em diversas estados. Valinhos disponibilizará ótima logística, sendo próxima do aeroporto e das principais rodovias do Estado de São Paulo, lembrando um pouco a extinta Feinco (Feira Internacional de Caprinos e Ovinos). “Estamos trabalhando para fazer um evento condizente com o crescimento do Dorper e do White Dorper no Brasil”, promete Regina.
E o responsável por avaliar os animais os 800 animais em julgamento será o jurado Philip Strauss, da Namíbia. Vizinha a Botsuana, na África Austral, o país apresenta animais com boa conformação e pelagem, mesmo sob as inóspitas condições semidesérticas. Desta exposição, sairão os grandes campeões nacionais que ajudarão a aquecer o mercado de genética ovina.
Genética campeã em três leilões
Fora das turbulências que afetam outros setores da pecuária, o momento é oportuno para ingressar na criação de ovinos, devido à gigantesca demanda por carneiros superiores em qualidade de carne. E parte da melhor genética Dorper e White Dorper estará disponível em três leilões durante a 1º ExpoAgro Valinhos e 11° Nacional das Raças Dorper e White Dorper.
O primeiro remate será o Leilão Celebrate, que ocorre no dia 5 de outubro, às 19 horas, com promoção da Dorper Alliansie (São José do Egito/PE), DGA Dorper (São Paulo/SP), Dorper Dom Miguel (Águas de Lindoia/SP), Kaiowas Dorper (Itapetininga/SP) e VPJ Pecuária (Mococa/SP).
Já no dia 6 de outubro, a partir das 20 horas, será a vez do Leilão Dorper Connection, que se destacou como o principal em 2016, ao movimentar R$ 470 mil. As promotoras Cordeiro Medalha (Rolândia/PR), Five Star’s (Vinhedo/SP), Interlagos (Valinhos/SP) e MOV Dorper (Atibaia/SP) esperam repetir a façanha com animais do time de pista. A Dorper Campo Verde (Jarinu/SP) e a Luxor Dorper (Indaiatuba/SP), reforçam o time como convidadas especiais.
Encerrando a rodada de negócios com chave de ouro, a Buriá Dorper (Senhor do Bonfim/BA) e a Fazenda Bonfim (São Paulo/SP) representam a força nordestina na seleção de animais superiores com o Leilão Dorper Brasil, agendado para 7 de outubro, às 13 horas, com organização da Leilonorte. “O Dorper e o White Dorper crescem à medida em que mais consumidores conhecem a carne de cordeiros abatidos com no máximo 150 dias. O retorno de capital ocorre no curto prazo, e os três promotores abrem caminho para investimentos em uma das mais rentáveis atividades do agronegócio”, finaliza Regina.


Data de Publicação: 02/10/2017 às 08:00hs
Fonte: Pec Press® - Imprensa Agropecuária

Unidade de Referência trará ganhos de eficiência e sustentabilidade ao uso de agrotóxicos, dizem consultores



Treinamento ‘Tecnologia de Aplicação’ foi concluído esta semana; para agrônomo, entidade reduz distância entre o campo e a pesquisa agrícola oficial



A Unidade de Referência (U.R) formou uma turma de consultores especializada em Tecnologia de Aplicação de Agrotóxicos. O curso foi dado no Centro de Engenharia e Automação do Instituto Agronômico (CEA/IAC), na cidade de Jundiaí (SP). Segundo os profissionais participantes, o modelo de treinamento proposto pela U.R. irá resultar em ganhos de eficiência às lavouras brasileiras e tende a tornar mais seguras e sustentáveis as operações de aplicação de agrotóxicos.
Mantida por uma parceria entre o setor privado e a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, a Unidade de Referência em Tecnologia e Segurança na Aplicação de Agrotóxicos prepara instrutores para capacitar trabalhadores ao manejo de defensivos agrícolas. O treinamento Tecnologias de Aplicação, com 80 horas de aulas teóricas e práticas, contou com a presença de técnicos e engenheiros agrônomos de empresas agrícolas como Irmãos Andrade e Hasegawa.
Entre os novos consultores, o técnico agrícola Carlos Yukio Utsumomya, do grupo Hasegawa, produtor de hortaliças da cidade de Biritiba Mirim (SP), surpreendeu-se com o grau de profundidade do treinamento. “O conhecimento adquirido sobre tamanhos de gotas de pulverização, calibragem e regulagem de pulverizadores nos permitirá corrigir procedimentos e obter ganhos na relação custo-benefício do tratamento de lavouras”, resume Yukio.
Engenheiro agrônomo há 33 anos, o consultor João Roberto do Amaral Jr. trabalha há 31 anos junto ao grupo Andrade, que produz batata, cebola, tomate e grãos em propriedades situadas nas cidades paulistas de Monte Mor e Sumaré e nas mineiras Sacramento e Uberaba. Para ele, o engajamento da U.R. para provocar mudanças de comportamento nas lavouras ampliará, no médio prazo, conhecimentos sobre aplicação de agrotóxicos no País.
“A segurança não passa unicamente pelo EPI – equipamento de proteção individual -, temos de estudar mudanças envolvendo variáveis que vão de bicos e pontas pulverizadoras até alvos químicos e biológicos dos tratamentos, por exemplo. Percebo que o trabalho da Unidade de Referência ajuda a encurtar o distanciamento entre a pesquisa agrícola oficial e o campo, uma das dificuldades da agricultura brasileira nos dias de hoje”, enfatiza Amaral Jr.
Atuante no Estado do Maranhão, a engenheira agrônoma Rita de Cássia Neiva Cunha destacou que a abordagem da U.R. no tocante a recursos de agricultura de precisão, entre outros incorporados à pulverização de lavouras, irá produzir mudanças no trabalho que ela realiza. “O conhecimento dessas tecnologias passa a fazer muita diferença. Face a tantas inovações, se eu não usar corretamente a tecnologia de que disponho não terei sucesso nos tratamentos”, observa ela.
O pesquisador científico do CEA/IAC e coordenador da Unidade de Referência em Tecnologia e Segurança na Aplicação de Agrotóxicos, Hamilton Ramos, avalia que o compartilhamento de informação de qualidade no meio rural é a estratégia mais indicada para elevar a eficácia e a segurança de tratamentos voltados ao controle de pragas, doenças e plantas daninhas. “O resultado do trabalho da U.R. jamais será medido pelo número de pessoas treinadas, mas pela qualidade dos treinamentos”, assinala o cientista.
Sócio fundador da empresa Herbicat Tecnologia de Aplicação e instrutor convidado da Unidade de Referência, o engenheiro agrônomo Luís Cesar Pio convoca os novos consultores formados para difundir no campo fundamentos centrais da área de tecnologia de aplicação. “Precisamos identificar pessoas que estejam dispostas a aprender e a compartilhar conhecimento sobre fazer o que é certo. Temos de trabalhar forte para melhorar a qualificação profissional desses trabalhadores, pois a deficiência ainda é enorme”, enfatiza Pio.
O CEA/IAC estima que entre 25 milhões e 30 milhões de pessoas trabalham atualmente no agronegócio. Desse montante, em torno de 4,5 milhões são analfabetos, 12 milhões atuam como temporários e 85% exercem suas funções em pequenas propriedades.
O próximo curso da U.R., com ênfase na Norma Regulamentadora 31.8. (N.R. 31.8) acontece no período de 6 a 10 de novembro próximo e 4 a 8/12. As inscrições estão abertas, para turmas limitadas a 15 participantes, no site www.unidadedereferencia.com.br.


Data de Publicação: 02/10/2017 às 07:20hs
Fonte: Assessoria de Imprensa Unidade de Referência em Tecnologia e Seg. Agrotóxicos

Sicredi anuncia crescimento de 36,4% no 1º semestre de 2017

• Instituição financeira cooperativa registra R$ 1,2 bilhão em resultado • Ativos atingem R$ 72,8 bilhões, crescimento de 17,2% ante o 1º semestre do ano passado • Poupança tem incremento de 32,9%, atingindo R$ 7,8 bilhões e fomentando o crédito rural


O Sicredi – instituição financeira cooperativa com mais de 3,6 milhões de associados e atuação em 21 estados brasileiros – manteve o desempenho positivo no primeiro semestre deste ano. O resultado líquido da instituição cresceu 36,4%, quando comparado ao mesmo período do ano anterior, totalizando R$ 1,2 bilhão. 

Em junho de 2017, os ativos atingiram R$ 72,8 bilhões, crescimento de 17,2% no comparativo com o primeiro semestre de 2016. Já o patrimônio líquido do Sicredi mostrou expansão de 19,3%, atingindo R$ 11,8 bilhões. O Índice de Basileia Aglutinado (análise gerencial que compara o patrimônio de referência de todas as entidades do Sistema Sicredi com os riscos de suas atividades) foi de 25,0% nesse semestre, indicando confortável situação patrimonial.

Poupança fomentando o crédito rural – Na captação, o Sicredi obteve um crescimento de 18,0% em depósitos totais. Nos depósitos a prazo, o crescimento foi de 14,0% no comparativo com o primeiro semestre de 2016, totalizando R$ 29,2 bilhões. No mesmo período, a poupança, um dos focos da instituição financeira cooperativa, teve um aumento de 32,9%, atingindo R$ 7,8 bilhões. 

Uma das razões para o relevante desempenho em poupança é o próprio modelo de atuação do Sicredi. “No cooperativismo de crédito, os associados são os donos do negócio. Com isso, há um comprometimento não somente para manter os resultados equilibrados da cooperativa de crédito a qual se associaram, como também para fomentar o desenvolvimento local. E é justamente aí que entra a importância do incremento constante no volume de depósito em poupança, pois os recursos dessa captação são usados pelo Sicredi para fomentar o crédito rural”, destaca João Tavares, presidente-executivo do Banco Cooperativo Sicredi, que assumiu a nova função em junho deste ano.

Crescimento do crédito e baixa inadimplência – No primeiro semestre de 2017, a carteira de crédito do Sicredi registrou R$ 37,0 bilhões, um incremento de 16,8% em relação ao mesmo período de 2016. Deste montante, 67% está em cidades de pequeno porte (até 50 mil habitantes) e 51% do crédito comercial para pessoa jurídica foi concedido para micro e pequenas empresas (faturamento até R$ 3,6 milhões anuais), evidenciando o suporte que a instituição financeira cooperativa proporciona a este segmento. 

A carteira de crédito rural e direcionados fechou em R$ 15,9 bilhões, com crescimento de 22,8% em comparação ao mesmo período de 2016. No Plano Safra 2016/2017, foram liberados R$ 12,4 bilhões, 41% mais do que na safra anterior que foi R$ 8,8 bilhões, totalizando 175 mil operações e 104 mil associados atendidos, abrangendo mais de 1.500 municípios brasileiros.

Mesmo com o crescimento da carteira de crédito, o índice de inadimplência do Sicredi manteve-se baixo, com 2,08. 

Ampliação da presença nacional e número de associados – Ainda, em 2017, as assembleias reuniram 420.914 associados e convidados do Sicredi. “A assembleia é o momento em que o associado participa, sugere e decide, constituindo-se no principal canal de escuta aos associados. Nelas, as oportunidades de melhoria são registradas, com retorno pontual e local ao associado pela sua cooperativa de crédito, por meio de canais informais. O engajamento dos associados, no entanto, é frequente, realizado também no dia a dia das cooperativas de crédito integrantes do Sicredi, em 21 estados brasileiros”, explica Tavares.

Essa presença nacional ganhou ainda mais força com a consolidação da filiação da Central Norte Nordeste ao Sicredi e, também, a chegada da instituição financeira cooperativa ao Acre, com duas agências, pertencentes à Cooperativa Noroeste, filiada à Central Sicredi Centro Norte.


Data de Publicação: 02/10/2017 às 07:00hs
Fonte: Sicredi