quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Clima: Mato Grosso terá chuvas abaixo da média em regiões produtoras neste mês de novembro, aponta Imea

Publicado em 01/11/2017 10:26 e atualizado em 01/11/2017 10:56



Apesar das recentes chuvas no Centro-Oeste do Brasil, o plantio no Mato Grosso tem sido bastante heterogêneo e a tendência para novembro é de precipitações abaixo da média dos últimos cinco anos em algumas regiões do estado, segundo o Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária) com base nas previsões da Somar Meteorologia. Essas condições e previsões têm preocupado os produtores, apesar de um avanço de cerca de 18 pontos percentuais de uma semana para a outra na semeadura da oleaginosa no maior estado produtor.
"Na última semana a semeadura de soja da safra 17/18 atingiu 44,06% em MT, vindo acompanhada de um ritmo a campo bastante heterogêneo entre as regiões produtoras de MT. Isso se deve, principalmente, as chuvas desta safra, que vieram mais atrasada em relação à safra 16/17 e em menor quantidade. Mas, de acordo com as previsões climáticas, para novembro os volumes de chuvas tendem a aumentar, o que pode dar um folego às regiões mais atrasadas a campo", disse o Instituto em relatório na segunda-feira (30).
Veja o mapa com a previsão de precipitação acumulada para até 174 horas (02/11 a 08/11) para todo o Brasil:
Mapa com a previsão de precipitação acumulada para até 174 horas (02/11 a 08/11) para todo o Brasil - Fonte: Inmet
Fonte: Inmet
Em comparativo divulgado pela Somar, as chuvas na média dos últimos cinco anos é maior do que a previsão para este mês de novembro em duas das sete macrorregiões de Mato Grosso e bem próxima da média nas outras. (Veja o gráfico abaixo)
Gráfico previsão para mês de novembro e média dos últimos anos no MT - Fonte: Imea
"A quantidade tende a ser abaixo da média dos últimos cinco anos na maior parte do Estado. Neste momento, as condições climáticas são uma grande preocupação aos produtores, pois a possibilidade em torno de ressemeadura de algumas áreas ganha força em algumas regiões. Além disso, a preocupação em torno da janela de semeadura da 2º safra, principalmente do milho, é outro fator de atenção. Apesar de todas as preocupações, a consolidação da safra 17/18 está em aberto", reportou o Imea.
Nas últimas semanas, a região Centro-Oeste vinha registrando baixos volumes de chuva, com baixas condições para o avanço do plantio de grãos no estado e alguns produtores plantando no pó. Esse cenário melhorou um pouco nos últimos dias, mas as precipitações ainda foram irregulares. De acordo com mapa de precipitação acumulada dos últimos 15 dias do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), algumas áreas do MT já têm 250 milímetros registrados.
Veja o mapa com a precipitação acumulada nos últimos dez dias para todo o Brasil:
Mapa com a precipitação acumulada nos últimos dez dias para todo o Brasil - Fonte: Inmet
Fonte: Inmet
Por: Jhonatas Simião
Fonte: Notícias Agrícolas

Família passa a ter renda de R$ 30 mil por mês com a produção de polpas de frutas

Agricultura familiar da família está gerando renda e empregos em Guajará-Mirim (RO). Produção chega a 60 toneladas por ano com frutas típicas da região



Após investir na produção de polpas de frutas, uma família de Guajará-Mirim (RO) viu a renda mensal subir de um salário mínimo para R$ 30 mil. A ideia de abrir o próprio negócio surgiu em 2011 e atualmente os trabalhadores da agricultura familiar embalam e comercializam cerca de 60 toneladas de polpas a cada ano, que são vendidas na própria cidade.
O sítio da família Paixão, que leva o nome da produção, está localizado no Km 12 da Estrada do Palheta, no Ramal Olho D’água. A microempresa é a primeira implantada na Região da Pérola do Mamoré.
A ideia de investir na área partiu do empreendedor Bruno Paixão, que convenceu os familiares a cultivar uma imensa variedade de frutas na propriedade que pertence a família desde 1973.
Além de Bruno, o negócio é gerido pelos irmãos Renner e Fabrício, e também pelos pais Antônio e Guilhermina e o tio Carlos, que se mudou de Cacoal (RO) exclusivamente para trabalhar na produção.
O negócio emprega diretamente dez pessoas, todos da família Paixão. Além disso, beneficia indiretamente 120 pequenos produtores de 30 famílias que produzem as frutas e as vendem para se tornarem a matéria prima, o que acaba movimentando a economia e gerando mais empregos.
Em entrevista ao G1, Bruno contou que a ideia surgiu a partir de uma lei que determina que 30% da merenda escolar seja fornecida pela agricultura familiar e resolveu investir na produção das polpas com objetivo inicial de abastecer todas as escolas da cidade e localidades próximas.
O plano alcançou o sucesso rapidamente e logo as polpas começaram a ser vendidas também fora do mercado escolar, o que acabou potencializando o setor da produção de frutas e polpas.
“Em 2011, quando o Governo Federal determinou que as escolas teriam que comprar produtos da agricultura familiar, nós enxergamos ali uma grande oportunidade de fazer o próprio negócio e começamos dentro de casa mesmo. Logo depois, quando vimos a repercussão, investimos no lado profissional da industrialização das polpas”, relembra o empreendedor.
Sobre a legalização da microempresa e devidas licenças sanitárias e ambientais necessárias para a produção e venda dos produtos, o produtor rural declarou que a família procurou se adequar a todos os padrões exigidos pelo Ministério da Agricultura e que investiu também na construção de um prédio específico para fazer todo o processo de industrialização, dentro da própria propriedade.
“Já passamos por várias vistorias e estamos totalmente legalizados. Pretendemos inaugurar agora no próximo mês de dezembro a 1ª agroindústria de polpa de frutas em Guajará-Mirim. Isso é bom para todo mundo, nós compramos as frutas dos pequenos produtores e damos a eles a garantia de um mercado”, diz confiante no mercado.
Produção e venda
No sítio é cultivada uma imensa variedade de frutas. Após a colheita, as frutas são levadas para a residência no Bairro São José, em Guajará, e são processadas com uma despolpadora industrial. Em seguida a polpa produzida é armazenada dentro dos congeladores e já estão prontas para serem vendidas no mercado.
Os pomares ocupam uma área de produção de 5 hectares e a produção chega a 5 toneladas mensalmente.
Atualmente são cultivados o cupuaçu, acerola, goiaba, cajá, abacaxi, maracujá, manga, graviola, açaí, buriti, coco, jaca, ingá, caju, pupunha, tucumã, mamão, azeitona, mandioca, tangerina, limão, cana, tamarindo, banana e várias outras frutas típicas da região.
O quilo da polpa chega a ser vendido, em média, a R$ 10, mas algumas frutas mais apreciadas custam R$ 12.
As que têm um custo de produção maior são vendidas a R$ 15, como é o caso do maracujá e da graviola, que precisam de uma grande quantidade de frutas para produzir apenas 1 quilo de polpa.
A polpa produzida é vendida no comércio local e também é fornecida para aproximadamente 30 escolas municipais e estaduais de Guajará-Mirim e Nova Mamoré (RO), município vizinho distante a 40 quilômetros, além de distritos próximos.
Apoio do poder público
O negócio da família ganhou o reconhecimento e apoio do Ministério da Agricultura e da Secretaria Municipal de Agricultura e Pesca (Semagrip), além de outros órgãos e entidades que acompanham o projeto desde o início. Segundo o agrônomo da Semagrip no município, Fábio Ferreira da Silva, disse que o foco do órgão é incentivar os pequenos produtores a fazerem o plantio de fruteiras para estimular essa cultura nas propriedades da região, produzindo frutas nativas e também trazidas de outras regiões do país.
“A Semagrip tem uma parceria com a família Paixão, que é pioneira neste setor e acompanha o projeto, dando orientações e trazendo outros empreendedores interessados para ver como o negócio foi implantando”, ressalta o servidor.
Controle de pragas e cuidados com o solo
O engenheiro da Semagrip falou sobre o controle das pragas e os cuidados para manter o solo produtivo são feitos de maneira natural, mas também com tratamento químico, se necessário.
“Recomendamos que o proprietário faça a análise do solo para ter o diagnóstico de qual nutriente está faltando para repor, dessa forma a planta jamais vai deixar de produzir em larga escala. Já em relação as pragas estamos usando um sistema agroflorestal, imitando uma floresta com uma grande diversidade de plantas. Naturalmente cada praga tem um predador natural e assim conseguimos manter o equilíbrio, caso houver uma situação de emergência iremos recorrer a produtos químicos, porém até agora nunca precisamos”, explicou Fábio.
A expectativa da família é que a partir de 2018 o negócio seja expandido e as polpas sejam vendidas para outras cidades do estado e as demais regiões do Brasil.


Data de Publicação: 01/11/2017 às 09:40hs
Fonte: G1




Café: Bolsa de Nova York opera com leve baixa nesta manhã de 4ª e estende perdas das últimas sessões

Por volta das 09h30 (horário de Brasília), o contrato dezembro/17 estava cotado a 124,95 cents/lb com queda de 15 pontos, o março/18 caía 20 pontos, a 128,40 cents/lb

O mercado do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE futures US) segue em baixa nesta manhã de quarta-feira (1º) e estende as perdas das últimas sessões. As cotações da variedade oscilam acompanhando as chuvas no cinturão produtivo do Brasil, maior produtor e exportador da commodity, e ainda se ajustando ante os recentes avanços.
Por volta das 09h30 (horário de Brasília), o contrato dezembro/17 estava cotado a 124,95 cents/lb com queda de 15 pontos, o março/18 caía 20 pontos, a 128,40 cents/lb. O vencimento maio/18 operava com recuo de 15 pontos e estava sendo negociado a 130,80 cents/lb e o julho/18 tinha desvalorização de 20 pontos, cotado a 133,15 cents/lb.
"Em um dia sem grandes novidades, as cotações do café arábica fecharam em baixa na Bolsa de Nova York. A cotação para vencimento dezembro/17 fechou o dia a 125,10 cents/lb com baixa de 80 pontos. Sem novidades no campo fundamental, o mercado oscilou tecnicamente não se distanciando do patamar de 125,00 cents/lb", disse na véspera o analista da Origem Corretora, Anilton Machado.
No Brasil, por volta das 09h30, o tipo 6 duro era negociado a R$ 445,00 a saca de 60 kg em Espírito Santo do Pinhal (SP) – estável, em Guaxupé (MG) os preços também seguiam estáveis a R$ 455,00 a saca e em Poços de Caldas (MG) estavam sendo cotados a R$ 450,00 a saca. Os negócios no mercado interno brasileiro seguem lentos.
Veja como fechou o mercado na terça-feira:
Café: Bolsa de Nova York cai cerca de 100 pts nesta 3ª feira em ajustes e com chuvas no Brasil
O mercado do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) encerrou a sessão desta terça-feira (31) com queda próxima de 100 pontos e os principais vencimentos próximos do patamar de US$ 1,25 por libra-peso. As cotações da variedade oscilaram durante o dia acompanhando as chuvas que caíram nos últimos dias no cinturão produtivo do Brasil e ainda se ajustando ante os recentes avanços.
Os lotes com vencimento para dezembro/17 fecharam a sessão de hoje cotados a 125,10 cents/lb com queda de 80 pontos, o março/18 registrou 128,60 cents/lb com recuo de 85 pontos. Já o contrato maio/18 encerrou o dia com 130,95 cents/lb e desvalorização de 90 pontos e o julho/18, mais distante, caiu 85 pontos, fechando a 133,35 cents/lb. Essa é a segunda sessão seguida de baixa.
"Em um dia sem grandes novidades, as cotações do café arábica fecharam em baixa na Bolsa de Nova York. A cotação para vencimento dezembro/17 fechou o dia a 125,10 cents/lb com baixa de 80 pontos. Sem novidades no campo fundamental, o mercado oscilou tecnicamente não se distanciando do patamar de 125,00 cents/lb", disse o analista da Origem Corretora, Anilton Machado.
Ajustes técnicos acontecem depois de as cotações do arábica registrarem avanço de cerca de 1% no acumulado da semana passada, com preocupações com a safra brasileira. As floradas recentes em algumas lavouras do cinturão produtivo brasileiro estavam registrando abortamento, secando diante das altas temperaturas e baixos volumes de chuva.
O mercado do arábica também acompanha atentamente as informações climáticas no Brasil, diante das recentes chuvas que podem melhorar a condição das lavouras da safra 2018/19. De acordo com previsões climáticas, novas precipitações devem ser vistas no cinturão produtivo de café durante toda essa semana. Há alerta de chances de granizo em regiões elevadas.
A OIC (Organização Internacional do Café) reportou nesta terça que as exportações globais de café recuaram 14,8% em setembro ante o mesmo período do ano passada, totalizando 8,34 milhões de sacas de 60 kg. Na temporada 2016/17, os embarques totais de café subiram 4,8% para 122,45 milhões de sacas. As informações são da agência de notícias Reuters.
Mercado interno
Segundo analistas consultados, poucos negócios seguem sendo realizados nas praças de comercialização do Brasil. Os produtores vão às praças de comercialização apenas quando precisam fazer caixa. Além disso, essa semana será mais curta por conta do feriado de Finados na quinta-feira (2).
O café tipo cereja descascado registrou maior valor de negociação em Patrocínio (MG) com saca a R$ 505,00 – estável. A maior oscilação dentre as praças no dia ocorreu em Varginha (MG) com alta de 2,13% e saca a R$ 480,00.
O tipo 4/5 registrou maior valor de negociação em Franca (SP) com saca a R$ 490,00 e alta de 4,26%. Foi a maior oscilação no dia dentre as praças.
O tipo 6 duro anotou maior valor de negociação em Araguari (MG) (estável) e Franca (SP) (+2,17%), ambas com alta de R$ 470,00. A maior oscilação no dia dentre praças no dia ocorreu no município paulista.
Na segunda-feira (30), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 452,83 e queda de 0,49%.

Data de Publicação: 01/11/2017 às 10:10hs
Fonte: Notícias Agrícolas



Seca agrava incêndios florestais



Pesquisadores da UFV afirmam que incêndios são provocados por quem desconhece os prejuízos do fogo



Sabe aquela história de que a culpa dos incêndios pode ser de uma binga de cigarro ou de latinhas de cerveja jogados na beira da estrada? Não cola. Pelo menos não para quem conhece a ciência do fogo. Sim, o fogo tem uma lógica, um padrão de comportamento facilmente identificável por quem o conhece. É possível saber onde começou, para onde vai e como ser contido. É dominando esta ciência que pesquisadores podem afirmar: pelo menos 99% dos incêndios que estão devastando o Brasil nos últimos meses são provocados por pessoas que desconhecem as consequências prejudiciais das queimas ou só querem mesmo ver o fogo queimar.
Com a seca prolongada do ano, basta percorrer algumas estradas brasileiras para ver uma paisagem lunar. Os pesquisadores afirmam que grande parte dos incêndios começa ali mesmo, na beira das estradas. “Muitas pessoas simplesmente gostam de atear fogo em qualquer coisa. São piromaníacos! Cigarro, vidro e outros descartes jogados no solo seco e expostos ao sol não têm energia suficiente para provocar uma queimada, porque precisam ter flama para liberar uma combustão”, explica o professor Flávio Justino, da área de Meteorologia do Departamento de Engenharia Agrícola e Ambiental da UFV. O problema é que as consequências são terríveis para o meio ambiente, a agricultura, a economia e a saúde de pessoas e animais.
A frequência dos incêndios dos últimos meses no Brasil está na média dos anos anteriores, mas a seca prolongada agrava a situação. E é ai que mora outra consequência ruim do fogo irresponsável, provocado também por alguns produtores rurais. Atear fogo no pasto para limpar o terreno e propiciar o crescimento rápido de pastagens é uma prática muito antiga no Brasil e já era usada pelos índios. É a alternativa mais acessível de manejo agrícola para o pequeno agricultor descapitalizado e pouco tecnificado, mas, para Reinaldo Cantarutti, professor da área de Fertilidade e Nutrição de Plantas do Departamento de Solos da UFV, as queimadas só causam prejuízos a longo prazo. “A requeima frequente e rotineira como é feita no Brasil expõe o solo, provoca erosões e perda de fertilidade, prejudicando até mesmo a rebrota desejada pelos agricultores. Não é uma prática recomendável, além de ser perigosa, inclusive para o gado e para as áreas vizinhas que não se prepararam para lidar com a queimada”.
Estes produtores rurais que têm o hábito de fazer queimadas anuais contam com a chuva para ajudar a apagar o fogo e promover o crescimento das pastagens. Só que, nos últimos anos, a chuva, que costumava chegar em setembro, está atrasando e o fogo pode piorar o cenário da seca. Segundo o professor Flávio, pesquisas indicam que onde tem mais incêndios, há menos chuva: “a fuligem eleva o vapor d’água para a camada superior da atmosfera, inibindo a precipitação. Nós temos observado isso nas regiões da Amazônia, onde as queimadas são mais frequentes o clima fica mais seco”. Ele explica ainda que os incêndios são também uma fonte importante de emissão de gases do efeito estufa no Brasil.
Incêndios criminosos e a falta de fiscalização
Há ainda o inconveniente legal. Provocar incêndios é crime no Brasil, mesmo que seja na propriedade privada. Para fazer uma queima controlada, é preciso ter autorização de órgãos florestais, no caso de Minas Gerais, o Instituto Estadual de Florestas (IEF). Na solicitação, é preciso informar objetivos, mapa de declividade do terreno, dados atmosféricos e mecanismos de segurança. Sem técnica, uma queimada pode virar um incêndio com danos incontroláveis. E sem autorização, o produtor que provocou a queima pode ser multado e preso.
“Todo incêndio é ruim, tanto em áreas urbanas quanto rurais. Definitivamente fogo não é para amadores”, diz Fillipe Tamiozzo Torres, professor da área de Incêndios Florestais no Departamento de Engenharia Florestal da UFV. Ele explica que a autorização só é dada para queimas controladas que podem ser usadas, por exemplo, para evitar que incêndios atravessem estradas, cheguem a edificações ou a grandes plantios florestais. O fogo também pode ser autorizado como método para controlar plantas invasoras no manejo agrícola, desde que não queime o solo e provoque a perda de fertilidade citada pelo professor Cantarutti. Para plantios florestais e unidades de conservação, há regras específicas para autorização de queimas. “Em todos os casos é preciso controlar a temperatura, o tempo do fogo em um mesmo local e a direção que ele toma para que seja usado com segurança”, explica Fillipe Tamiozzo.
O problema no Brasil, como sempre, é a falta de fiscalização. Para o professor Tamiozzo, a falta de dados concretos sobre queimadas e incêndios prejudica a pesquisa e a prevenção de danos. “O fogo tem um padrão de comportamento. Nós temos condições de saber onde ele começou para encontrar os responsáveis e puni-los, mas isso exige perícia e fiscalização”.
O conhecimento científico para lidar com queimadas em zonas rurais é uma prerrogativa dos engenheiros florestais. Eles têm formação específica para lidar com incêndios florestais, manejando e controlando o fogo com técnicas seguras e eficientes. A água, por exemplo, nem sempre é o melhor recurso. “Em uma queima controlada ou prescrita, só se usa água se algo deu errado”, informa Fillipe Tamiozzo.
Para a segurança de animais e da população e para o bem da economia e do meio ambiente, os pesquisadores entrevistados concordam que a melhor maneira para lidar com o fogo é evitá-lo. Eles insistem que o fogo é uma atividade antrópica, ou seja, precisa ser provocado. “A seca prolongada não é desculpa para o aumento de queimadas. Se tem fogo foi porque alguém o colocou ali. A falta de chuvas só cria as condições ideais para que os incêndios se alastrem”, conclui o professor Flávio Justino.


Data de Publicação: 01/11/2017 às 08:40hs
Fonte: Comunicação Institucional Universidade Federal de Viçosa (UFV)


Abiove contesta campanha internacional para desmatamento zero no cerrado brasileiro

Publicado em 31/10/2017 17:29 e atualizado em 01/11/2017 09:23



Associação das indústrias não vê risco de perda de mercado com avanço da campanha e se posiciona contra o desmatamento ilegal, o que é bem diferente de desmatamento zero no cerrado
Confira a entrevista com Fábio Trigueirinho - Secretário Geral da Abiove
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Fábio Trigueirinho, secretário geral da Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais) -- que participou semana passada de uma missão produtores brasileiros na Europa (road show da Soja Plus) em torno da sustentabilidade da produção brasileira -- acabou se deparando com uma campanha internacional em andamento, que prega o desmatamento zero no Cerrado brasileiro.
ONGs ambientalistas, capítaneadas pela WWF (entidade liderada pelo Príncipe Charles, da Inglaterra), querem impedir o avanço da agricultura na região do Matopiba. Os ambientalistas europeus planejam repetir o êxito conseguido com a moratória do plantio na Amazonia Legal, desta vez em toda a área do Cerrado brasileiro.
Só que, ao contrário da campanha na Amazônia, a Abiobe não aceitou curvar-se à pressão ambientalista, mesmo sabendo que 20 grandes empresas multinacionais de alimentos já assinaram o manfesto idealizado pela WWF.
Segundo Trigueirinho, a discussão em torno de uma política de desmatamento só é válida para os plantios "ilegais", fora do Código Florestal, mas é inaceitável para a produção que segue os ditames da Lei ambiental brasileira.
-- "Não abriremos mão do direito conquistado pelo produtor brasileiro de converter áreas do Cerrado em produção de alimentos", afirmou o secretário geral da Abiove.
Hoje o Código Florestal permite plantio em 65% das áreas particulares, com preservação de 35% de matas nativas existentes dentro das propriedades.
Trigueirinho salienta que os mecanismos para combater o desmatamento ilegal contam com a atuação da Abiove, por ser essa uma meta assinada pelo Brasil na COP21, em Paris. Mas, agora, a realidade brasleira já é outra, diz o dirigente, baseando nos dados da Embrapa Sensoriamento Remoto que provam que o País preserva 63% de seu território, sendo que 36% dessa preservação acontece dentro das propriedades particulares. 
-- E essa sustentabilidade da agricultura brasileira foi apresentada aos europeus, para espanto dos dirigentes das empresas importadoras que desconheciam a realidade brasileira. "Estamos virando o jogo" salientou Trigueirinho.
Na ocasião da visita (feita à Inglaterra, Bélgica e Holanda) os brasileiros explicaram a política existente em torno do Código Florestal e do Cadastro Ambiental Rural (CAR), que foi bem recebida pelos europeus. Também foram demonstrados programas do setor, como o Soja Plus, que capacita produtores a cumprir o código e a legislação trabalhista.
No entanto, 20 empresas multinacionais de alimentos assinaram o documento das ONGs, exigindo a moratória no Cerrado, situação que é vista como "retrocesso" por Trigueirinho, por ser o Brasil "o país que mais está contribuindo em redução de emissão".
Dentre estas empresas estão varejistas e indústrias de alimentos como a Lever, a Nestlé e grandes redes de supermercados compradores de produtos brasileiros. Trigueirinho acredita que a "pressão não resolverá problema nenhum, só agudizará o confronto" e que há outras formas de resolver essa situação, como o diálogo técnico, baseado nos fatos.da nova realidade da agricultura brasileira.
Neste sentido, a recomendação do secretário para os produtores é de que intensifiquem essas informações junto à sociedade urbana para que este fator se acelere, bem como, no plano interno, que os produtores respeitem e cumpram o Código Florestal e a legislação trabalhista vigentes.
Fonte: Notícias Agrícolas

Ambientalistas liderados pelo príncipe Charles estão em campanha contra o Cerrado

Publicado em 30/10/2017 15:51 e atualizado em 31/10/2017 14:26



Confira a entrevista com Ricardo Arioli - Engenheiro Agronomo da Aprosoja - MT
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Produtores brasileiros, em parceria com a Aprosoja, MAPA e  Abiove, estiveram pela quarta vez num "road show" por tres paises da Europa (inglaterra, Bélgica e Holanda) para mostrar as vantagens da Soja Plus junto às empredas consumidoras européias, dando enfoque para o fato de a soja brasileira ser produzida de forma sustentável.
A visita enfrentou, no entanto, um protesto promovido pelos ambientalistas ligados à WWF que querem impedir o avanço da produção de grãos no cerrado. O movimento é apoiado pelo Príncipe Charles, do Reino Unido, e membro da WWF.
A ONG do Príncipe já teria conseguido 23 assinaturas de empresas multinacionais de alimentos, que se comprometeriam a não adquirir grãos e rações provenientes da área do Matopiba. O objetivo dos ambientalistas é conseguir implantar a ideía de desmatamento zero nessa região, com uma maratória na comercialização da soja e milho tal como aconteceu na Amazonia Legal.
Ricardo Arioli, engenheiro agrônomo da Aprosoja MT, que esteve presente nesta comitiva, destaca que a campanha contra a produção no cerrado não é coisa nova. E que os produtores brasileiros  estão combatendo este argumento com fatos, "mostrando que produzimos de acordo com os requisitos ambientais e trabalhistas".
-- "Estamos entregando mais do que o mercado comprador esperava, quando demonstramos que o Brasil preserva 63% de seu territorio, e que 33% dessas preservação acontece dentro das propriedades".
Arioli reconhece que há a necessidade de se combater o desamatamento "ilegal", conforme define o Código Florestal Brasileiro. Segundo o novo código, 65% da área do Cerrado pode ser ocupado pela produção agrícola, enquanto 35% deve ser preservada.
Para ele, o Cadastro Ambiental Rural (CAR) é uma grande novidade que os produtores brasileiros estão levando para a Europa, já que é possível visualizar, através de imagens de satélite, a propriedade de cada produtor e observar as áreas preservadas. O engenheiro enfatiza que o Brasil está fazendo "muito mais do que outros países estão fazendo", uma vez que, para ser produtor rural, essas áreas de proteção ambiental têm que ser comprovadas. 
Sobre a visita aos empresários europeus, ele avalia que a comitiva brasileira conseguiu chegar com um discurso melhor e com propostas muito mais avançadas do que havia anteriormente e que "este é o caminho para continuarmos com a Soja Plus".
Quanto à moratória do cerrado, Arioli lembra que não há nada assinado pelo Brasil para que se aceite a pressão em torno de uma idéia de desmatamento zero, e espera que o Governo brasileiro tenha uma posição firme contra a demanda dos ambientalistas. Para Arioli, a agricultura brasileira possui "força e argumentos" para fazer reconhecer sua responsabilidade ambiental.

Ouça no Momento Agrícola desta semana, onde Ricardo Arioli aborda o movimento ambientalista contra o plantio no cerrado.
Thiago da Embaixada Brasileira em Londres fala sobre nosso Road Show mostrando o Soja Plus e das oportunidades com o Brexit:

Podcast

2017.10.28- Bloco 1 MomAgriMT Thiago Londres
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Marcio, Adido Agricola em Bruxelas fala dos desafios do Brasil na União Europeia, quanto mais Sustentabilidade e Proteção Ambiental mais cobrança?

Podcast

2017.10.28- Bloco 2 MomAgri MT Marcio Adido Bruxelas
Download
Raimundo Deusdará Filho, chefe do CAR, fala sobre o nosso Road Show: Governo-Indústria-Produtores e sobre a SEMA-MT;

Podcast

2017.10.28- Bloco 3 MomAgriMT Deusdara CAR Roadshow
Download
Marcos da Rosa e Nélson Piccoli analisam os resultados deste Road Show. Temos uma posição mais forte com o Soja Plus e o Memorando de Entendimento com os Europeus? Ou não?
Tá bom, ou não tá?

Podcast

2017.10.28- Bloco 4 MomAgriMT Analise Road Show Europa
Download

Por: João Batista Olivi
Fonte: Notícias Agrícolas

Workshop da Embrapa vai discutir ações para detectar e mapear a principal doença de citros no Brasil



Evento é voltado a pesquisadores e estudantes de graduação e pós-graduação. Inscrições são gratuitas e estão abertas até o dia 6/11/2017



Uma das mais destrutivas doenças dos citros no Brasil, em especial nos estados de São Paulo, Paraná e Minas Gerais, o Huanglongbing/HLB ou Greening como também é conhecida, será tema do workshop Ocorrência e caracterização de fitoplasmas associados a sintomas de HLB em citros e sua interação com Candidatus Liberibacter spp, evento a ser realizado pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Brasília-DF) e parceiros nos dias 9 e 10 de novembro de 2017. 
O workshop é aberto a pesquisadores e estudantes de graduação e pós-graduação e ocorrerá no auditório central desta Unidade Descentralizada da Embrapa, com um total de 70 vagas e inscrições até o dia 6 de novembro. Segundo o coordenador do projeto “Ocorrência e caracterização de fitoplasmas associados a sintomas de HLB em citros e sua interação com Candidatus Liberibacter spp “na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Márcio Martinello Sanches, a programação conta com palestras com resultados de pesquisa e também sobre ações de ordem prática para detectar e mapear a presença da doença nas regiões produtoras. Os palestrantes vão apresentar um mapeamento sobre a situação do HLB em Minas Gerais, Paraná e São Paulo, além de abordarem os potenciais vetores do fitoplasma em citros (confira abaixo a programação). 

Junto com a pesquisadora Olinda Martins, Márcio Sanches apresentará os resultados do diagnóstico de HLB e fitoplasmas alcançados em amostras foliares de citros e plantas daninhas. Sanches comenta que o evento atualizará o público interessado nas ações de pesquisa sobre o projeto homônimo ao evento, bem como nas atividades desenvolvidas num cenário mais amplo do chamado Arranjo HLB, que reúne todos os projetos de pesquisa relacionados a este tema e conduzidos pelos centros de pesquisa da Embrapa. Também oportuniza novos conhecimentos que serão levados ao workshop por meio de instituições parceiras.

Os interessados em participar do workshop vão encontrar todas as informações sobre como fazer a inscrição no link disponibilizado abaixo

Histórico do HLB

O HLB está presente nos principais países produtores de citros em todos os continentes, exceto Europa e Austrália. Os agentes causais e os vetores do HLB estão se disseminando amplamente pelo mundo, colocando em ameaça todos os polos citrícolas. Na Flórida (EUA), segundo maior produtor de laranjas do mundo, a doença afeta 100% dos talhões comerciais, com 80% de plantas sintomáticas, desde a constatação em 2005. Uma consequência direta dessa infestação elevada é a redução gradativa da produção no estado, com redução de aproximadamente 50% no período 2005-2016. 

Em São Paulo, maior produtor de laranjas do mundo, o HLB foi reportado em 2004 e, em 2016, 18% das árvores apresentavam sintomas da doença. Em Minas Gerais e no Paraná, o HLB apresenta expansão tanto na sua distribuição geográfica como em número de plantas doentes. Em todas as regiões do país, observa-se a presença do vetor D. citri. Dessa maneira, projeta-se a continuação da disseminação do HLB como principal doença da citricultura, reduzindo a produção e ampliando os custos de produção da cultura nas áreas onde ocorre na ordem de 5 a 10% do custo total, além de exigir ações de defesa nas áreas ainda indenes. 

Mais informações: cenargen.cursos@embrapa.br
Data de realização
Dia 09/11 (quinta-feira) de 14h às 18h; 
Dia 10/11 (sexta-feira) de 8h às 17h;

Público-alvo
O Curso destina-se a pesquisadores e estudantes de graduação e pós-graduação para apresentação e discussão dos resultados obtidos pelo projeto.

Valor das inscrições
Para este curso não será cobrada taxa de inscrição 

Inscrições
O processo de inscrição ocorrerá mediante o envio da documentação exigida: (1) Ficha de inscrição devidamente preenchida e enviada para o seguinte endereço eletrônico: cenargen.cursos@embrapa.br, até o dia 06/11/2017. A ficha de inscrição pode ser obtida no link

Carga horária
Este Workshop tem carga horária de 10 (dez) horas/aula para o módulo teórico

Data de Publicação: 01/11/2017 às 08:20hs
Fonte: Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia