terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Estudantes desenvolvem chip para facilitar a identificação do cio bovino

Tecnologia

Estudantes desenvolvem chip para facilitar a identificação do cio bovino


O grande problema que a tecnologia quer resolver é a identificação do cio e a rastreabilidade do rebanho.
Por:  -Naiara Araújo 
Publicado em 02/01/2018 às 21:01h.
As dificuldades enfrentadas no dia a dia das fazendas serviram de inspiração para alunos do curso superior de tecnologia em Agronegócio da Universidade do Oeste Paulista (Unoeste). A dupla José Aparecido dos Santos e Hualacy Guilherme Odilon do Nascimento desenvolveu um chip e um leitor de informações para ajudar no manejo dos rebanhos e na identificação do cio bovino.
O projeto piloto tem a função de ajudar na identificação do sexo dos animais, indica as épocas do cio bovino e de monta, facilita o melhoramento genético, além de guardar informações sobre a origem e o nascimento dos bezerros. De acordo com Santos, os dados obtidos pelo chip são processados por um software gratuito e visualizados em um aplicativo que pode ser usado em celular, tablet ou notebook. “O dinamismo para a obtenção dessas informações são importantes e podem contribuir com os protocolos de Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF), além da monta natural”, afirma o estudante.
Identificação do cio bovino
Trabalhando no projeto há um ano e meio, os acadêmicos relatam que já foi desenvolvido um protótipo para os testes com os ovinos do Centro Zootécnico da Unoeste. De acordo com o Alexandre Godinho Bertoncello, professor da disciplina Empreendedorismo III e orientador do projeto, o objetivo final é atender as necessidades dos rebanhos bovinos, mas o trabalho inicial está sendo realizado com os ovinos por serem animais mais dóceis.
Por enquanto, o chip é capaz de coletar os dados estando preso aos animais com uma cinta. Mas esse modelo deve evoluir. “Estamos testando a operacionalidade do sistema. Feito isso precisamos desenvolver um chip intracutâneo, que é o objetivo final”, conta Bertoncello. “A gente está no momento de validar os protótipos para chegar ao mercado.”
O grande problema que a tecnologia quer resolver é a identificação do cio e a rastreabilidade do rebanho. “Como essas informações vão ser dadas toda vez que o animal for comer ou tomar água, o produtor tem a checagem da informação quatro vezes por dia”, diz Bertoncello.
Interesse do mercado
Bertoncello explica que o problema de desenvolver um software é que você não consegue patentear, o que pode ser patenteada é a ideia. Ele conta que há uma conversa avançada com a Bosch, que já atua na pecuária de precisão, e uma proposta deve ser apresentada pela empresa no próximo ano.
“Ou o aluno se torna empreendedor ou vende a ideia. O trabalho acadêmico tem algumas características e o mercado outras”, diz o professor. “A universidade só existe por causa das necessidades do mercado. Se a gente não consegue chegar ao mercado, as pesquisas não são para a sociedade, são só pesquisas acadêmicas.”

Como melhorar o solo com culturas de cobertura?

Matéria orgânica

Como melhorar o solo com culturas de cobertura?


O manejo adequado do solo promove o aumento da produtividade das lavouras
Por:  -Kacey Birchmier 
Publicado em 02/01/2018 às 21:05h.
A produção de matéria orgânica é um assunto importante para o produtor rural. As técnicas de preparo de solo, como a aragem, e o plantio de culturas de cobertura que aumentam a qualidade do solo podem ajudar ou até mesmo diminuir o rendimento agrícola. O produtor americano Dave Legvold, de Northfield, no estado de Minnesota, descobriu este equilíbrio quando assumiu a administração de uma fazenda, há 13 anos.
A área arrendada por ele era fortemente cultivada e mal drenada. “Era horrível”, diz o produtor. Legvold, um defensor do cultivo em faixas, queria melhorar a qualidade geral do campo. Ele implementou medidas que aumentaram a matéria orgânica de 1,7%  para 5,5% e até 6,5% em algumas áreas.
De acordo com Chad Watts, diretor executivo do Conservation Technology Information Center, cada solo é diferente. “Temos de tratá-los caso a caso”, diz Watts. Via de regra, Watts sugere menos perturbações físicas e mais diversidade vegetal. “Quanto mais matéria orgânica tivermos, melhores vantagens teremos”, afirma Chad Watts, diretor executivo do Conservation Technology Information Center.
O solo recebe muitos benefícios da matéria orgânica, afirma Watts. O cultivo adequado e práticas que garantem um solo saudável acentuam os benefícios. “Você pode tornar o cultivo mais eficiente com um solo saudável, pois é possível trabalhar o ar e água de maneira mais eficaz”, diz Watts.
A primeira medida que o produtor Legvold adotou foi melhorar a drenagem. “O funcionário anterior trabalhava com uma hidrologia incomum com um arado de aiveca, passando o cultivador no outono”, diz Legvold.
De acordo com Watts, a humidade pode limitar o solo. E a drenagem, se adotada adequadamente, é uma boa técnica para o sistema agrícola. “Há uma terra muito produtiva que precisa de preparo de solo”, ele afirma. Com a drenagem, o produtor Legvold consegue iniciar o cultivo mais cedo. “Não preciso esperar que as poças sequem”, ele diz.
Reduzir o preparo do solo é o próximo passo na equação de Legvold. O preparo de solo incorpora a matéria orgânica e causa a volatilização. Isto faz com que a matéria sofra combustão e seja convertida em carbono atmosférico.
O preparo injeta ar no solo. No outono, quando o ar deixa o solo, o preparo é novamente necessário. “Não é um ciclo saudável. Quanto mais preparo você faz, mais preparo é necessário”, afirma Watts.
Segundo Watts, cinquenta por cento do solo deveria consistir de ar e água, enquanto os outros 50% deveriam ser de matéria orgânica. “Se 75% for de matéria do solo, você não tem porosidade para mover o ar e a água. À medida que você cria porosidade, você pode movê-los”, afirma ele.
Embora Watts defenda menos alterações no solo, ele considera que o plantio direto não deve ser a regra para todas as fazendas. “Há técnicas de manejo que devem ser feitas em solos diferentes, mas há muitos lugares que não precisamos usar o plantio direto”, afirma ele.
Logo após a transição, os solos podem não ser eficientes na movimentação do ar e da água. Com menos alterações você também poderá melhorar a drenagem, explica Legvold. “Se você for paciente e permitir que o solo se desenvolva, terá estabilidade agregada”, diz o produtor. “Consigo usar a plantadeira porque o solo está sólido enquanto outras pessoas não conseguem.”
Há potencial para reduzir a aplicação de nutrientes, mas isso não ocorre de imediato. “Com as culturas de cobertura, podemos mudar a maneira como pensamos sobre estratégia de nutrição”, diz Watts.
Esse manejo favoreceu o plano nutricional criado por Legvold. Além de inserir os nutrientes pelas raízes, ele também vê os benefícios do solo. “No passado, eu tinha de colocar muito fertilizante para produzir”, diz ele. “O rendimento aumenta à medida que o solo melhora”, afirma Legvold.
Agora que ele melhorou a qualidade da lavoura, pode contar com a reciclagem dos nutrientes do solo e usar até 30% menos fertilizantes. O cultivo de cobertura também é outra prática que ajuda no processo de produção da matéria orgânica, melhorando a qualidade do solo e a fertilidade.
Outra vantagem é que Legvold está economizando combustível porque, com a redução do preparo de solo e menor necessidade de nutrientes, ele tem feito menor número de aplicações de fertilizantes durante a safra.
O melhoramento genético, avanços no manejo de pragas e doenças, o melhor gerenciamento de fertilizantes e novas tecnologias impulsionam a produtividade. Então, muitas vezes os problemas causados por práticas inadequadas do manejo de solo podem passar despercebidas. “Há um fenômeno de mascaramento da perda de produtividade devido à diminuição da qualidade do solo”, diz Legvold. “Se a qualidade do solo continuar a diminuir devido ao preparo, em breve chegaremos a um ponto em que não poderemos superar a perda de produtividade, não importa a estratégia.”
Segundo Watts, toda prática de manejo tem implicações associadas. Por isso, é recomendado que haja uma abordagem de sistemas, que promova adaptações em todas as áreas da fazenda, com um trabalho integrado. “É um efeito dominó”, diz Watts.

Falta de logística, acesso à internet e invasões do MST são obstáculos para agricultura, avalia Maggi

Da Redação - Fabiana Mendes
02 Jan 2018 - 11:00




Durante o ano de 2017, produtores rurais colheram a maior safra da história do Brasil. De acordo com levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), foram 238 toneladas de grãos. No entanto a falta de logística, acesso à internet e invasões do Movimento Sem Terra (MST) em áreas destinadas a plantações são alguns dos obstáculos que impedem que os resultados sejam ainda maiores. O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi (PP) assegura que está preocupado com estas situações e tem atuado para garantir tranquilidade aos produtores rurais. 



Uma estudo da Nasa confirmado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) revelou que no Brasil a área de lavoura é de 63,9 milhões de hectares. Os números representam 7,6% do território nacional. Além disso, mais de 66% da vegetação nativa é preservada. Sendo os agricultores são responsáveis por 30% desta preservação.
 
Maggi defende a ampla divulgação dos dados que serão utilizados para rebater a crítica recorrente internacional de que os “agricultores brasileiros são desmatadores”.
 
“Nós vamos ter que corrigir um discurso interno, onde nós mesmos falávamos mal da nossa agricultura e dos nossos produtores. E também corrigir este discurso lá fora. E agora com base em dados e números é incontestável”, disse Maggi em entrevista ao Jornal da Band.
 
Diante da maior safra da historia, a agricultura enfrenta muitos desafios para que os números continuem em alta. Uma das maiores dificuldades é falta de armazéns para guardar toda a safra colhida durante o ano. As péssimas condições das estradas também são apontadas como obstáculo.
 
Demarcações de áreas indígenas em regiões consolidadas pela agricultura e pecuária são outro desafio. “Vêm índios do Paraguai [para Mato Grosso do Sul] e da Bolívia para o Mato Grosso e acabam se misturando e isso se torna uma grande contingente”, afirma Blairo, que também comenta sobre as invasões em terras produtivas por integrantes do MST.

“É uma coisa que é um terrorismo. Não é uma pauta de reivindicação para produzir. Isso já deixou de ser há muito tempo no Brasil. Então deve ser tratada desta maneira e o governo está sempre preocupado com esta situação e tem que atuar para garantir aos proprietários rurais o direito à propriedade e a garantia para que ele possa produzir com tranquilidade”.
 
A falta de conectividade em áreas rurais também se torna um obstáculo. Em grande parte das áreas rurais ainda não é possível ter acesso à internet.  Sendo assim repasses de dados e até mesmo a comunicação se torna um desafio para os produtores. 

SOJA: MERCADO PERDE FORÇA EM CHICAGO

SOJA: MERCADO PERDE FORÇA EM CHICAGO

Na sessão desta terça-feira, a primeira de 2018, os preços da soja retomaram os negócios com ganhos expressivos na Bolsa de Chicago, mas devolveram parte dessas altas e fecharam o pregão com estabilidade. Assim, os futuros da oleaginosa terminaram o dia com variações de menos de 1 ponto entre os principais contratos, mas ainda em campo positivo.
“Os traders estarão, nos próximos dias, ainda preocupados com o clima na América do Sul e os relatórios-chave que o USDA traz no próximo dia 12”, diz a consultoria internacional Allendale Advisory.
No cenário climático, voltam as preocupações sobre a Argentina nos próximos dias. Apesar de boas chuvas nos últimos dias, os níveis de umidade do solo ainda não foram adequadamente recuperados e as previsões atualizadas mostram os próximos dias de tempo e quente e seco no país. E de acordo com informações apuradas pelo jornal argentino La Nación, a seca ainda é um problema em regiões que respondem por 40% da soja e do milho no país.
Os mapas trazidos pela AgResource Mercosul, consultoria internacional, mostram que a partir desta terça-feira as chuvas já deverão ficar mais limitadas na Argentina. Para os próximos 10 dias, são esperados acumulados de apenas 20 mm.
Uma das áreas que mais preocupa nesse momento é a de Buenos Aires, segundo o instituto internacional World Weather Inc. Além disso, a continuidade da seca em partes de Santa Fe também chama atenção, bem como em algumas regiões vizinhas.
No Brasil, também de acordo com informações atualizadas no meio do dia, as chuvas foram reduzidas para o estado do Rio Grande do Sul, com cerca de 20 mm acumulados até o próximo dia 12 e o baixo volume esperado também chamou a atenção dos traders.
No entanto, o diretor da Labhoro Corretora, em entrevista ao Notícias Agrícolas, Ginaldo de Sousa, lembra que “ainda é muito cedo para se falar em perdas na América do Sul nesse momento”. E mostra ainda que, apesar dessas condições, no restante do Brasil há condições favoráveis de precipitações.
Dessa forma, Sousa afirma ainda que está havendo muita irregularidade climática, com os mapas mudando todos os dias, trazendo condições que faz com que o mercado possa oscilar. “as previsões estão mudando dia a dia, o que diminui o grau de confiança e de assertividade nos mapas”, diz.
Números do USDA
Ainda nesta terça, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) trouxe os números atualizados dos embarques de grãos, os quais ficaram dentro das expectativas do mercado.
Na semana encerrada em 28 de dezembro, os EUA embarcaram 1.139,436 milhão de toneladas de soja, contra projeções de 1,09 e 1,28 milhão de toneladas. Dessa forma, o acumulado dos embarques já chega a 28.137,221 milhões de toneladas, contra pouco mais de 33 milhões do ano passado, nesse mesmo período.
E na semana que vem, no dia 12, o departamento traz os novos dados de oferta e demanda em seu reporte semanal e já causa especulações entre os traders na CBOT.
Preços no Brasil
No Brasil, os negócios ainda estão sendo retomados e as referências seguem sem muitas oscilações expressivas. Além disso, o dólar despencou frente ao real nesta terça-feira e pesou sobre os poucos indicativos registrados no mercado nacional.
Nos portos, apenas Rio Grande conta com referências. A soja disponível terminou o dia com R$ 72,50 por saca e baixa de 0,96%, enquanto a safra nova foi a R$ 74 e queda de 0,67%.

PRODUÇÃO BRASILEIRA DE LEITE DEVERÁ ATINGIR 35 BILHÕES DE LITROS

PRODUÇÃO BRASILEIRA DE LEITE DEVERÁ ATINGIR 35 BILHÕES DE LITROS

A pecuária de leite, em 2017, experimentou, pela primeira vez, nos últimos anos, uma redução significativa dos preços pagos aos produtores em reais. Todas as curvas representativas desses valores demonstraram queda, em plena época de entressafra, quando os produtores normalmente experimentam incremento. A análise é de Alberto Figueiredo, membro da Diretoria Técnica da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA) e da Academia Nacional de Agricultura.
No entanto, segundo Figueiredo, em razão do estímulo provocado por preços mais elevados em 2016, a produção brasileira de leite deve crescer em 2017, em relação ao ano anterior, voltando ao patamar dos 35 bilhões de litros, atingido em 2014.
Alberto Figueiredo, membro da Diretoria Técnica da SNA e da Academia Nacional de Agricultura, afirma que o grande desafio para a cadeia produtiva do leite no Brasil, em 2018, será a racionalização de custos, da produção ao varejo. Foto: divulgação
De acordo com a zootecnista Juliana Pila, analista da Scot Consultoria, o bom cenário para o mercado, no primeiro semestre de 2017, deu lugar às incertezas e à queda dos preços ao produtor e aos demais elos da cadeia na segunda metade do ano. “Em função da demanda ruim na ponta final da cadeia e do crescimento da produção, o mercado perdeu sustentação”, avalia.
“A cotação do leite pago ao produtor vem caindo desde o pagamento de junho de 2017. Em novembro, considerando a média nacional, a cotação caiu 1,6% na comparação mês a mês, queda de 8,2% em valores nominais frente a igual período de 2016”, acrescenta Juliana.
Segundo ela, um ponto importante é que a produção de leite nas regiões Sul e Nordeste estão diminuindo, o que deve ajustar, em parte, a disponibilidade de leite no País e diminuir a pressão de baixa.
Quando se compara o valor de remuneração ao produtor em dólar, com os valores internacionais, chega-se à conclusão que os parâmetros atuais se aproximam da normalidade. “Essa realidade obrigará os produtores a serem mais eficientes, reduzindo seus custos de produção para se manterem na atividade”, alerta o diretor da SNA.
De acordo com Figueiredo, o principal problema da cadeia produtiva do leite em 2017 foi a estagnação do consumo de produtos lácteos, que provocou a elevação de estoques e de custos industriais e de comercialização, fazendo com que sobrasse menos para a remuneração do produtor.
Espera-se que, em 2018, a economia brasileira inicie uma modesta recuperação, influenciando na recuperação parcial do emprego e do poder aquisitivo da população, permitindo pequena elevação no volume de produtos lácteos, equilibrando a oferta e a procura.
Segundo o Índice de Captação de Leite da Scot Consultoria, na média nacional, o volume captado pelos laticínios aumentou 2,5% de janeiro a novembro, comparativamente com igual período de 2016. Juliana credita o aumento da produção, depois de dois anos de queda, ao clima favorável e ao recuo no custo de produção, principalmente ao relacionado à dieta, com destaque para o milho e o farelo de soja.
O Índice de Custo de Produção da Scot Consultoria para a atividade leiteira está crescendo desde agosto. De lá para cá, acumula alta de 5%. “Cabe destacar, porém, que apesar da alta nos últimos meses, o custo está 9,4% menor na comparação ano a ano”, diz a analista. “Para o produtor, com o aumento de custo e as seguidas desvalorizações no preço do leite recebido, as margens se estreitaram no segundo semestre.”
Para o diretor da SNA, o grande desafio para a cadeia produtiva do leite no Brasil, em 2018, será a racionalização de custos, da produção ao varejo. Nesse sentido, ele afirma que os produtores precisam melhorar os índices de eficiência e o sistema de transporte, diminuindo a ociosidade.
Já as indústrias, devem buscar um processo mais econômico de produzir, reduzindo o custo a patamares sustentáveis. Para isso, ele recomenda avaliar processos de integração operacional ou mesmo fusões e incorporações, chegando aos distribuidores, que precisam se especializar, mais inspirados nas empresas de logística, indo até o varejo.
“Por força da salutar competição, os distribuidores precisarão trabalhar com margens mais adequadas ao tipo de produto, que tem um preço final ao consumidor muito baixo se comparado a outros produtos de alimentação”, diz.
Figueiredo afirma que surgirão oportunidades para produtores (pessoas físicas ou jurídicas) que consigam exercer controle completo sobre a atividade, com detalhamento individual por vaca, e que, produzindo alimentos dentro das fazendas, consigam ser competitivos.
“As indústrias, por sua vez, terão a oportunidade de sair do achismo, e partirem para diversificações ou especializações em produtos de qualidade. Com isso, os consumidores poderão usufruir de um leque maior de opções para uma escolha de qualidade e preço”, prevê.
Segundo Juliana, a expectativa é de manutenção dos preços aos produtores em janeiro de 2018 e de reação nas cotações a partir de fevereiro. “A previsão é de uma amplitude maior das altas de preço para o produtor no primeiro semestre de 2018, frente ao verificado em igual período de 2017.”
Quanto à produção, ela afirma que a previsão é de crescimento comedido na produção, entre 1,5% a 2%, ou seja, abaixo do registrado em 2017, mas dando continuidade ao aumento da produção interna.
Em relação ao consumo interno, espera-se uma retomada do crescimento, porém, em ritmo mais fraco que o observado antes da crise. “Estima-se uma ligeira retomada da demanda interna por produtos de maior valor agregado, como iogurtes e leite condensado, entre outros”, justifica Juliana. “Alguns indicadores econômicos deverão colaborar para este cenário, tais como, o recuo da taxa de desemprego e o avanço do PIB (produto interno bruto).”
Para o pecuarista, a situação é de cautela, já que a atividade vem de dois anos de margens apertadas e prejuízos em muitos casos. “O custo de produção maior exigirá planejamento para a compra de insumos. Ouviremos falar mais sobre o clima também, depois de um 2017 favorável em termos de chuvas”, alerta a analista.
As informações são da assessoria da SNA.

PROJETO QUER DAR ISENÇÃO DE IMPOSTO PARA VEÍCULO COMPRADO POR PRODUTOR RURAL

PROJETO QUER DAR ISENÇÃO DE IMPOSTO PARA VEÍCULO COMPRADO POR PRODUTOR RURAL

O deputado Heuler Cruvinel (PSD-GO) apresentou projeto de lei (PL 8353/17) na Câmara dos Deputados que concede isenção de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos adquiridos por produtores rurais que exerçam a atividade, comprovadamente, há pelo menos cinco anos. A isenção valeria para utilitários de fabricação nacional e para automóveis de passageiros de fabricação nacional, equipados com motor de até duas mil cilindradas.
A proposta altera a Lei 8.989/95, a mesma que concede a isenção de IPI para taxistas e pessoas com deficiência. Cruvinel explicou que o foco do projeto é reduzir o custo de veículos adquiridos por pequenos produtores rurais, como os hortifrutigranjeiros que comercializam sua produção nas Ceasas.
O projeto tramita de forma conclusiva nas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

SOJA COMEÇA 2018 EM ALTA NA BOLSA DE CHICAGO

SOJA COMEÇA 2018 EM ALTA NA BOLSA DE CHICAGO

Os preços da soja deram início a 2018 trabalhando com altas de mais de 1% entre seus futuros negociados na Bolsa de Chicago. Por volta de 12h40, o contrato março/18 era cotado a US$ 9,66 e registrando uma alta de 10,15 pontos. O foco do mercado internacional permanece sobre o clima na América do Sul.
A atenção dos traders se volta para as previsões mostrando a volta do tempo quente e seco para a Argentina nos próximos dias, o que dá suporte e estímulo às cotações mesmo depois das boas chuvas que chegaram a regiões importantes na produção de soja do país no último final de semana.
Para a consultoria AgResource Mercosul, “em meio à dinâmica climática que tem sido presenciada na América do Sul e a grande possibilidade de uma intensificação da interferência de um La Niña na Argentina e Sul do Brasil, é difícil manter uma posição baixista para os próximos meses”.
E essas expectativas se dão diante de novos mapas climáticos que mostram um novo período de tempo seco na Argentina. De acordo com informações apuradas pela consultoria, a partir deste 2 de janeiro, as chuvas já ficam mais escassas nas áreas produtoras argentinas e esse padrão deverá ser observado até o dia 11.
“O período de estiagem é considerado grave, uma vez que os níveis de umidade do solo no país ainda não foram reestabelecidos para níveis adequados, sofrendo com precipitações abaixo da média desde o começo de novembro”, informa a AgResource.
Segundo analistas internacionais, o bom momento dos preços dos óleos vegetais em Chicago e em mais bolsas de valores mundo a fora também favorece as cotações. Além disso, há ainda o dólar em queda contribuindo, uma vez que torna os produtos negociados nas bolsas americanas mais atrativos.
No Brasil, frente ao real, a moeda americana começou o ano bastante pressionada e perdendo mais de 1%. Às 12h50 (Brasília), a divisa valia R$ 3,268 e tinha queda de 1,42%.
O adiamento no final do ano passado da votação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados para fevereiro frustrou o mercado e levou investidores a precificarem um corte na nota de crédito do Brasil em dezembro, de acordo com o operador de câmbio da H.Commcor Corretora Cleber Alessie Machado à agência de notícias Reuters.
“O mercado se protegeu do que era um iminente rebaixamento da nota do Brasil. As notícias e os dados indicavam um novo rebaixamento pela S&P, que não aconteceu”, assinalou.