quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Queda nas exportações de carne suína pressiona os preços no mercado interno


Suínos

Queda nas exportações de carne suína pressiona os preços no mercado interno


Caso este ritmo continue, o volume deverá ficar próximo de 42,0 mil toneladas
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Publicado em 31/01/2018 às 11:08h.
As exportações brasileiras de carne suína in natura iniciaram o ano em ritmo lento.
Até a terceira semana do mês, o país embarcou 26,7 mil toneladas do produto, segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.
A média diária exportada foi de 1,9 mil toneladas, queda de 23,0% na comparação com o embarcado diariamente em janeiro de 2017.
Caso este ritmo continue, o volume embarcado no acumulado no mês deverá ficar próximo de 42,0 mil toneladas.
Este menor ritmo nas exportações tem colaborado com a pressão de baixa no mercado interno. Desde o início de janeiro nas granjas paulistas, o animal terminado desvalorizou 8,1% e a carcaça no atacado teve queda de 11,3%

Mercado de suínos paulista encerra mês com preços preocupantesç

Suínos

Mercado de suínos paulista encerra mês com preços preocupantes


Queda nos preços de comercialização preocupa produtores
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Publicado em 31/01/2018 às 11:16h.
Diante das últimas quedas nos preços, o mercado de suíno vivo no estado de São Paulo demonstra preocupação. De acordo com a Associação Paulista dos Criadores de Suínos (APCS), em 30 dias o preço da arroba suína teve uma queda de R$ 8,00/@, que representa uma queda de 10,667%.
“A luz de alerta aparece com ênfase no segmento da produção primária da cadeia produtiva da carne suína”, divulgou em nota oficial a associação. Para a associação, se o cenário se mantiver dessa forma, as previsões para este ano precisarão ser reavaliadas. “O setor num todo tem uma previsão de crescimento nominal para 2018 de 3%. Com atual situação e sua permanência, provavelmente os números serão revistos para baixo”.
"No momento a especulação e o ambiente negativista faz a diferença. Cabe ao criador resistir e exigir uma melhor relação entre as partes. Os atuais preços já estão abaixo do custo de produção", alerta Valdomiro Ferreira, presidente da APCS.
Relação de troca
A associação explica que a relação de troca com os principais ingredientes que formam o custo de produção vem apresentando uma perda significativa para o suinocultor:
- Relação Suíno X Farelo de Soja: Um quilo de suíno vivo compra 3,57 quilos de farelo de soja. O ideal para o criador é de 5,65.
- Relação Suíno X Milho: Um quilo de suíno vivo compra 6,49 quilos de milho. O ideal para o criador é de 9,00.
Em comparação ao salário mínimo, esclarece a APCS, uma arroba suína equivale a 7,02% do salário mínimo. “O ideal seria 9,60% pelo menos”. Em comparação com o boi, a distorção é ainda maior. “Hoje o preço da arroba suína equivale a 46,14% do preço da arroba do boi. O ideal para o suinocultor é entre 75% a 80%”, concluí Ferreira.

Janeiro encerra com queda na comercialização do animal vivo

Suínos

Janeiro encerra com queda na comercialização do animal vivo


Em algumas praças, preços registrados do animal vivo estão abaixo do custo de produção
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Publicado em 31/01/2018 às 11:18h.
O final de janeiro não está nada animador para os suinocultores que, preocupados com a especulação do mercado, amargam preços abaixo do custo de produção. Pesquisadores observam que a demanda tem ficado abaixo das médias desde dezembro, o que pressiona os valores.
De acordo com a Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), o mercado paulista teve queda nas cotações do suíno vivo desta semana, definindo em R$ 67@ a R$ 71@ (3,57 a R$ 3,79/kg vivo ante R$ 3,73 a R$ 3,84/kg vivo).
A Bolsa de Suínos de Minas Gerais também registrou queda nos valores do suíno vivo esta semana, após semanas de manutenção de valores. Segundo dados da Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (ASEMG), a definição da bolsa foi para o valor de R$ 3,80 kg/vivo ante R$ 4,20 kg/vivo registrados nas ultimas semanas.
Para o mercado gaúcho as quedas foram de R$ 0,06 em relação à semana passada, com valores sendo cotados em R$ 3,59/kg vivo ante R$ 3,65, os dados são da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (ACSURS).
Em Santa Catarina, os valores do mercado de suínos foram fechados em R$ 3,50/kg vivo, uma queda de R$ 0,30 ante os valores de R$ 3,80, segundo a Associação de Criadores de Suínos de Santa Catarina. Para o Paraná, a queda de valores foi de R$ 0,05, fechando a semana em R$ 3,50/kg vivo ante o valor de R$ 3,75/kg vivo registrados na semana passada, segundo os dados da Associação Paranaense de Suinocultores (APS).
Em Mato Grosso, as cotações foram definidas em R$ 3,36/kg vivo, registrando queda nos valores frente aos RR$ 3,55 registrados na semana anterior, segundo os dados da Associação de Criadores de Suínos do Mato Grosso (Acrismat).

ntecipação de custeio agrícola contribui para estruturar safra 2018/2019

Pré-custeio

Antecipação de custeio agrícola contribui para estruturar safra 2018/2019


Afirmação foi feita por Blairo Maggi durante anúncio do BB de liberação de R$ 12,5 bi
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Publicado em 31/01/2018 às 11:24h.
Em evento que reuniu o presidente da República, Michel Temer, e ministros do governo para lançamento do pré-custeio agrícola do Banco do Brasil, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, disse que os R$ 12,5 bilhões anunciados “ajudam produtores rurais a comprar insumos em melhores condições de negociação. E isso já estrutura nossa Safra 2018/2019”. O anúncio foi feito nesta terça-feira (30) pelo presidente do BB, Paulo Caffarelli, em Rio Verde (GO), região onde, segundo o presidente Temer, “se vê prosperidade, como em outras regiões agrícolas do país”.
O custeio antecipado permite a produtores rurais condições diferenciadas de negociação com fornecedores de insumos (sementes, herbicidas, inseticidas). As operações se destinam a financiar lavouras de soja, milho, arroz, algodão e café, com taxas de juros de 7,5% ao ano a 8,5% a.a., pelo prazo de até 14 meses. O financiamento pode ser acessado via mobile.
O ministro Blairo Maggi aproveitou para alertar Michel Temer sobre inciativa no Congresso Nacional de retirada da Lei Kandir. A lei isenta de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) produtos destinados à exportação. “Estão querendo taxar o agronegócio em Goiás, no Mato Grosso, no Pará, no Rio Grande do Sul. Não façam isso, não mexam com o agricultor, porque é ele que dá sustentação ao país. Portanto, fica presidente um alerta a vossa excelência, também ao ministro da Fazenda (Henrique Meirelles). Minha posição é contrária a qualquer taxação ou criação de qualquer novo imposto sobre o setor que mais dá certo no Brasil”.
Maggi se mostrou preocupado com a renda do produtor rural. “Infelizmente, nos últimos anos, ao mesmo tempo em que o produtor vem crescendo em produtividade e eficiência, em uso de tecnologia, as suas margens têm ficado cada vez menores. É um sinal de alerta que está acendendo e deve chamar a atenção dos governos estaduais, municipais, do Ministério da Agricultura”.
Maggi lembrou do encontro que teve com o presidente, na última semana em Davos, onde aconteceu o Fórum Econômico Mundial, “quando o presidente teve a oportunidade de mostrar um Brasil que está voltando à cena econômica. Nós vamos, presidente, continuar a dar o apoio necessário ao Brasil para se tornar uma grande potência”, afirmou.
Dirigindo-se aos produtores, Maggi observou que “não temos porque ter medo de debater com qualquer um, dentro ou fora do Brasil. E de dizer: somos agricultores, pecuaristas, temos orgulho do que fizemos e contribuímos para o meio ambiente, para manter e melhorar o clima na terra”.

Expedição retorna a Mato Grosso para avaliar colheita

Rally da safra

Expedição retorna a Mato Grosso para avaliar colheita


Na região do médio norte e oeste de MT a avaliação é de uma safra com boas produtividades
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Publicado em 31/01/2018 às 12:05h.
O Rally da Safra 2018, maior levantamento da safra de grãos do País, volta a Mato Grosso nesta quinta-feira, para percorrer lavouras de soja na região sudeste do Estado. A Equipe 1 da expedição já avaliou as regiões médio norte e oeste, passando pelos municípios de Sinop, Sorriso, Cláudia, Feliz Natal, Ipiranga do Norte, Vera, Campo Novo do Parecis, Sapezal e Campos de Júlio, entre outros. Agora, o Rally volta ao Estado com a Equipe 3 para percorrer lavouras de Alto Araguaia, Rondonópolis, Primavera do Leste e Campo Verde, finalizando essa etapa em Cuiabá, no dia 3 de fevereiro. 
A equipe coletará informações sobre áreas de soja de ciclo precoce, além de promover rodadas com produtores e visitas com objetivo de coletar informações detalhadas sobre a safra e levantar as expectativas na região de Rondonópolis e Primavera do Leste. 
A expectativa pré Rally da Safra, a ser confirmada em campo, é de uma produção de 114,1 milhões de toneladas de soja em todo Brasil. Para o Mato Grosso, a produção é estimada em 31,1 milhões de toneladas, mantendo o mesmo volume da safra passada. Já a área plantada poderá crescer 2%, passando de 9,32 milhões de hectares no período 2016/17 para 9,52 milhões de hectares. 
Na região do médio norte e oeste do Estado, onde os técnicos já passaram, a avaliação é de uma safra com boas produtividades e lavouras com bom potencial de produção, segundo Fabio Meneghin, sócio-analista da Agroconsult, que percorreu a região na equipe 1. Como aponta, as lavouras estão muito boas e já em fase adiantada de colheita e a expectativa dos produtores é de uma produção na soja de ciclo precoce igual ou superior se comparada com o período anterior. 
Nesta 15ª edição do Rally serão 12 equipes em campo, das quais nove avaliarão as lavouras de soja até o mês de março. Outras três vão a campo entre maio e junho para verificar as áreas de milho segunda safra. O levantamento acontecerá em 500 municípios nos 13 principais estados produtores que correspondem a 95% da área de soja e 72% da área de milho: Mato Grosso, Paraná, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Bahia, Maranhão, Piauí e Tocantins. 

Dinamarqueses querem alimentação de grama

ALTERNATIVA

Dinamarqueses querem alimentação de grama


Pesquisadores conseguem extrair proteína da grama e pregam alimentação porque é prática sustentável
Por:  -Leonardo Gottems 
Publicado em 31/01/2018 às 12:08h.
A grama é algo fácil e barato de produzir na Dinamarca. O cultivo é feito em todo o país em grandes quantidades e é comercializado. A grama fixa nitrogênio nas raízes e ajudar a prevenir que os nutrientes do solo de filtra-se vias fluviais. Até agora, o cultivo tem sido usado principalmente para alimentar gado. Na busca por alimentos mais sustentáveis, que poderia alimentar a crescente população global, pesquisadores do Instituto Nacional de Alimentos da Universidade Técnica da Dinarmarca desenvolveram um método de extrair proteína da grama e então pode ser usada como fonte de alimento. A composição de aminoácidos da proteína é similar a outras fontes de proteína como soja, ovo e soro de leite. No entanto, a produção de proteína de grama tem um impacto consideravelmente menor no meio ambiente e no clima.
O primeiro passo envolvendo a extração da proteína é uma prensa de parafuso, que age como um espremedor. Ela separa a matéria-prima em uma fração fibrosa, seca e contendo proteína. Um tratamento subsequente da fração líquida separa a proteína, que é secada e vira um pó.
A proteína extraída pode buscar um preço por quilo, que é aproximadamente 10 vezes mais alto se a matéria-prima fosse vendida como ração. A fração seca poderia ser vendida como ração para gado, o que aumenta a lucratividade e sustentabilidade do conceito.
O Instituto Nacional de Alimentos da Dinamarca conseguiu produzir os produtos como barras de proteína que contém até 10% de grama sem que as pessoas tapem o nariz para sentir o cheiro. Isso é feito através de uma remoção do sabor de grama acrescentando ingredientes aromáticos como amendoim, mel ou gengibre. O próximo passado é remover ainda mais o sabor e cor do pó da proteína e testar as propriedades em uma grande variedade de produtos.
O trabalho é parte do projeto de inovação BioVAlue das Universidades de Copenhague, Aarhus e Aalborg com um grande número de empresas para encontrar formas inovadoras de melhor utilizar a biomassa.

Paraná repassa máquinas para recuperação de estradas rurais

Recuperação

Paraná repassa máquinas para recuperação de estradas rurais


O Governo do Estado está investindo cerca de R$ 43 milhões na compra de 16 patrulhas
Por:  
Publicado em 31/01/2018 às 12:29h.
O governador Beto Richa e o secretário da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, assinaram nesta segunda-feira (29), no Palácio Iguaçu, um convênio para o repasse de máquinas da patrulha rural para municípios da região Central do Paraná. O maquinário será utilizado pelo Consórcio Intermunicipal para o Desenvolvimento Sustentável Rural e Urbano, integrado por Boa Ventura de São Roque, Campina do Simão, Cantagalo, Goioxim, Marquinho e Santa Maria do Oeste.
“É mais um exemplo da forte parceria que o nosso governo tem com todos os municípios paranaenses. Sabemos das dificuldades das prefeituras para fazer a manutenção destas estradas, que são municipais e essenciais para a população que mora no campo”, disse o governador.
Ele lembrou que as máquinas e equipamentos que formam as patrulhas são utilizados em adequação, readequação, manutenção e melhorias de estradas rurais, por onde escoa a produção agrícola e também passa o transporte escolar. “A readequação de estradas é muito importante, ainda mais neste momento de fortes chuvas, em que a deterioração é bem maior”, afirmou Richa.
O Governo do Estado está investindo cerca de R$ 43 milhões na compra de 16 patrulhas. Deste total, nove já foram adquiridas, dentro do programa Pró-Rural, executado pelo Governo do Paraná com financiamento do Banco Mundial. Outras sete estão em processo de licitação para serem compradas com recursos próprios do Estado.
O convênio com o Consórcio para o Desenvolvimento Sustentável Rural e Urbano faz parte do primeiro lote, do programa Pró-Rural. O repasse das máquinas é feito por meio de termo de cessão de uso, válido por um período de dois anos.
O governador ressaltou que, em sua primeira gestão, 3,2 mil quilômetros de estradas rurais foram readequados por meio do programa Patrulha do Campo. “Com o sucesso, retomamos o programa e de uma maneira ainda melhor, com a aquisição das máquinas que disponibilizamos aos consórcios”, explicou.
APOIO – O secretário Norberto Ortigara explicou que, além de ceder os maquinários ao consórcio, o Governo do Estado também vai contribuir com a compra de combustível e manutenção dos equipamentos. “Os nove consórcios que fazem parte do Pró-Rural temos a possibilidade de disponibilizar recursos a fundo perdido para contribuir com parte das despesas dos maquinários”, disse.
De acordo com o secretário, o Paraná tem mais de 200 mil quilômetros de estradas rurais, que são de responsabilidade das prefeituras. “Nossa contribuição é no suprimento de equipamentos modernos que são entregues aos municípios organizados em consórcio”, afirmou.
BOA HORA - O prefeito de Cantagalo, Jair Rocha da Silva, que preside o consórcio, explicou que cada um dos seis municípios vai executar aproximadamente 20 quilômetros de readequação. “É uma forma mais justa de divisão. Se tivéssemos programado um tempo específico para cada município, se acabasse chovendo não seria possível fazer muito serviço”, disse. “A patrulha vem em boa hora, porque estamos com muita necessidade de readequar nossas estradas, que foram muito prejudicadas com os danos causados pelas chuvas.
MÁQUINAS E CAPACITAÇÃO – A Patrulha Rural é composta por dez máquinas: um caminhão comboio, quatro caminhões caçamba, escavadeira hidráulica, motoniveladora, rolo compactador, retroescavadeira e um trator de esteira.
O convênio prevê que os municípios cumpram várias etapas antes das obras de adequação e readequação de estradas rurais, como a capacitação de técnicos para elaboração dos projetos, gestão da malha rodoviária municipal, capacitação de operadores de máquinas e motoristas de caminhões, elaboração de planos de gestão e mapeamento. Após cumprir essas etapas, os municípios podem iniciar a execução dos serviços nas estradas rurais.
PRESENÇAS - Participaram da solenidade o chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni; os secretários de Estado da Justiça, Trabalho e Direitos Humanos, Artagão Júnior, e do Planejamento e Coordenação Geral, Juraci Barbosa Sobrinho; os presidentes da Codapar, Tino Staniszewski; da Emater, Rubens Niederheitmann; e do CPRA, João Carlos Zandoná; e os deputados estaduais Bernardo Ribas Carli e Rubens Recalcatti.
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Programa Pró-Rural atende áreas mais pobres do Estado
O Pró-Rural (Programa de Desenvolvimento Econômico e Territorial – Renda e Cidadania no Campo) é uma ação do Governo do Paraná executada nas áreas mais pobres do Estado, que apresentam dificuldades e desafios socioeconômicos semelhantes. É uma das ações do Projeto Multissetorial para o Desenvolvimento do Paraná, cofinanciado pelo Banco Mundial e que conta com projetos em diferentes secretarias de Estado.
O objetivo do Pró-Rural é aumentar a competitividade, de forma sustentável, dos agricultores familiares que vivem nos oito territórios que envolvem a região Central do Paraná e o Vale do Ribeira, para diminuir as desigualdades regionais.