quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

SOJA: COM PREVISÃO DE CHUVAS NA ARGENTINA, PREÇOS INICIAM EM CAMPO NEGATIVO EM CHICAGO

SOJA: COM PREVISÃO DE CHUVAS NA ARGENTINA, PREÇOS INICIAM EM CAMPO NEGATIVO EM CHICAGO

Pelo segundo dia consecutivo, os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) operam em campo negativo. As principais posições da commodity testavam perdas de mais de 5 pontos, por volta das 8h22 (horário de Brasília) desta quinta-feira. O março/18 era cotado a US$ 9,90 por bushel, enquanto o maio/18 trabalhava a US$ 10,01 por bushel.
“Os comerciantes de milho e soja estão monitorando o clima na Argentina, com a seca que reduziu as plantações e prejudicou o rendimento para ambas as culturas”, destacou a Reuters internacional.
Porém, as previsões climáticas voltaram a indicar o retorno das chuvas para as principais regiões produtoras no país a partir da próxima semana. Fator que, ainda segundo a Reuters, pesa na formação dos preços no mercado internacional.
“Para o início da semana que vem, são esperadas chuvas mais generalizadas e em bons volumes sobre boa parte das principais áreas produtoras do país. Não serão chuvas volumosas, mas suficientes para elevar os níveis de umidade do solo, garantindo boas condições ao desenvolvimento das lavouras”, informou a Climatempo.
Ainda nesta quinta-feira, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reporta seu novo boletim de vendas para exportação. O relatório é um importante indicador de demanda e pode influenciar o andamento dos negócios em Chicago.

Franceses visitam MT em busca de negócios; cooperativa movimentou R$ 90 bi na Europa

Da Redação - André Garcia Santana
01 Fev 2018 - 17:44





Representantes de cooperativas agrícolas francesas estiveram em Campo Verde (120 km de Cuiabá ) na quarta-feira (31) em busca de novas oportunidades de negócios com produtores mato-grossenses. Eles integram o grupo InVivo, acionista do Consórcio Cooperativo Agropecuário Brasileiro (CCAB), que  movimenta 90 bilhões de euros por ano e congrega mais de 200 cooperativas.   A expectativa é que a integração resulte em novos investimentos na região.


MAPA desiste de suspender taxação do etanol dos EUA, anuncia setor; medida é comemorada

A visita foi iniciada no Centro de Treinamento e Difusão Tecnológica Ampa/IMAmt, onde eles foram recepcionados pelo presidente da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão, Alexandre Schenkel. Eles também conheceram o trabalho desenvolvido pelo Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt) visando à qualificação de mão de obra e ao desenvolvimento de novas tecnologias para a cotonicultura e o sistema produtivo adotado em Mato Grosso.

De acordo com a Ampa, a missão incluiu outras cidades brasileiras e deve prospectar novas possibilidades de trabalhos em conjunto com cooperativas nacionais, segundo Jones Yasuda, presidente da CCAB Agro. Ele destacou que o CCAB tem predominância de cooperativas de produtores de algodão e, nas regiões de Campo Verde e Primavera do Leste, fazem parte do Consórcio criado em 2007, a Cooperfibra e a Unicotton.

O grupo visitou ainda um confinamento de bois do Grupo Bom Futuro e a indústria de fiação da Cooperfibra.  Os visitantes jantaram na sede da Cooperfibra e retornaram a Cuiabá nesta quinta-feira, após visitarem a empresa Agro-Sol Sementes. Além de vários produtores, acompanharam a visita os diretores executivos da Ampa e do IMAmt, Décio Tocantins e Alvaro Salles, respectivamente. 

Novos negócios 

De acordo com Jones Yasuda, CCBA e InVivo têm "DNAs semelhantes" pelo fato de serem controladas por grupos de cooperativas, cujo principal objetivo é buscar soluções para o setor produtivo. A InVivo mantém na França uma divisão de agricultura digital, investimentos na área de biocontrole e a AgroSolutions – uma divisão de prestação de serviços em diversos segmentos utilizando tecnologias que podem ser aplicadas à realidade de produtores mato-grossenses e de outros estados brasileiros.

O grupo de franceses esteve em Brasília, onde participou de um jantar com representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), e representantes da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). Conheceram ainda o Porto de Santos e vão encerrar a visita no Rio de Janeiro neste final de semana.

Governo altera projeto do Rodoanel que terá asfalto de concreto; licitação será em RDC

Da Redação - Wesley Santiago
01 Fev 2018 - 16:12




A licitação da obra de duplicação do Contorno Norte de Cuiabá e Várzea Grande (Rodoanel) será lançada no dia do aniversário da capital, em 8 abril. A informação foi confirmada nesta quinta-feira (1º) pelo secretário de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso, Marcelo Duarte. Ao todo, serão R$ 540 milhões em recursos, a fundo perdido, por meio de convênio entre o Estado de Mato Grosso e o governo federal. Os 52 quilômetros serão feitos de concreto e o modelo escolhido para implantar o projeto é o Regime Diferenciado de Contratação (RDC).


Justiça Federal nega perícia pedida por Wilson Santos nas obras do Rodoanel
 
A obra, que será autorizada pelo governador Pedro Taques, pretende desafogar o trânsito e mudar o rumo do desenvolvimento da região metropolitana. “Apresentamos um novo projeto moderno para a obra do Rodoanel por determinação do governador. Abandonamos o antigo projeto, feito na gestão anterior, que já nasceria defasado. Adotamos uma nova concepção pensando no presente e no futuro de Mato Grosso”, disse o secretário.
 
“Estivemos ontem em Brasília e o Governo do Estado recebeu uma posição favorável do Dnit em relação a nossa proposta de construir todo o Rodoanel em concreto. Hoje esta é a mais moderna técnica de engenharia, e certamente vai atender a crescente demanda de tráfego de veículos pesados, utilizados para escoar a produção do agronegócio”, acrescentou Marcelo Duarte.
 
O rodoanel terá 52 km, totalmente duplicado, em concreto, que tem durabilidade de 30 anos, em substituição ao asfalto tipo CBUQ de apenas 10 anos. A obra vai ligar a região do Trevo do Lagarto, em Várzea Grande, até o Distrito Industrial de Cuiabá, passando pela rodovia MT-010 (Estrada da Guia), rodovia Emanuel Pinheiro (MT-251), até chegar na BR-364. Ao longo deste trajeto, serão construídas 15 obras de artes, sendo duas pontes e 13 viadutos.
 
“Voltamos de Brasília com 99% desta questão do Rodoanel resolvida. O governador tem me cobrado muito a solução deste problema, pois temos mais de R$ 100 milhões em conta que não puderam ser usados, infelizmente, por erros da gestão passada. Nós formos obrigados a cancelar a licitação e o projeto, e, assim, conseguimos segurar o dinheiro”, declarou o secretário em entrevista a Rádio Jovem Pan Cuiabá. Participaram da reunião com o superintendente do Dnit, Luiz Antônio Garcia, o secretário de Desenvolvimento, Carlos Avalone, o Adjunto de Obras da Sinfra, Marcos Catalano, e técnicos das instituições.
 
Marcelo Duarte também adiantou que pretende lançar a licitação no modelo do Regime Diferenciado de Contratação (RDC), que é apontado como mais ágil em relação à tradicional licitação para a contratação da empresa, e assegura com mais celeridade o início da obra. No RDC, a empresa vencedora deverá executar a obra e apresentar o projeto executivo com base nos parâmetros definidos pelo governo. A expectativa é concluir todo o processo licitatório e iniciar a obra até o final de 2018.
 
Em 2013, parte do trecho em Várzea Grande chegou a ser licitado pelo Estado. No entanto, devido a irregularidades, o Dnit determinou o bloqueio dos recursos depositados na conta do convênio e o posterior cancelamento da licitação. Em 2015, o Tribunal de Contas da União (TCU) identificou irregularidades processuais e sobrepreço, vindo a determinar, assim como o Dnit, a suspensão da licitação. O Rodoanel encontra-se dentro do pacote de quase 70 obras rodoviárias do Pró-Estradas Vale do Rio Cuiabá. Trata-se de uma das prioridades do Governo do Estado.

MAPA desiste de suspender taxação do etanol dos EUA, anuncia setor; medida é comemorada

Da Redação - André Garcia Santana
01 Fev 2018 - 10:05




Alvo de uma série de críticas do setor sucroenergético, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, desistiu de extinguir a taxação da importação sobre o etanol norte-americano nos próximos anos. O anúncio foi feito em audiência com o presidente da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana), Alexandre Andrade Lima, na quarta-feira (31), em Brasília. A entidade havia classificado a ação como uma "manobra"  para  utilizar o segmento como moeda de troca e negociar com o governo dos EUA o fim da suspensão de importações de carne do Brasil.


MAPA rebate crítica à retirada de taxação sobre etanol dos EUA e garante diálogo com setor
 
De acordo com a Federação o ministro garantiu ao deputado líder dos Democratas na Câmara Federal, Efraim Filho, e ao secretário paraibano da Agricultura, Rômulo Montenegro, que "não há mais previsão de reversão da taxa para o período". Lima explica que a reunião foi marcada após a participação de Maggi na última segunda-feira (29), em evento da União Nordestina dos Plantadores de Cana (Unida), realizada na Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan).
 
O evento da Unida, em João Pessoa, contou com uma ampla bancada presente de deputados federais e estaduais e o senador Cássio Cunha Lima (PSDB/PB). Todos defenderam a manutenção da referida taxação, a qual já não é do grande total do etanol dos EUA que é importado, mas tão somente de 600 milhões de litros. O encontro ainda marcou a posse do então presidente da Asplan (José Inácio Morais) na condição de novo presidente da Unida
 
Em texto divulgado nesta quinta-feira 91) a Feplana parabenizou a iniciativa da Unida e da Asplan e agradeceu à bancada dos políticos paraibanos, em especial ao deputado Efrain Filho, por intervir em favor do setor sucroenergético junto ao ministro. De acordo com a entidade, o setor tem sofrido no mercado interno de etanol diante do amplo crescimento da concorrência desleal com o etanol dos EUA, sem a taxação de 2011 até agosto de 2017, e sua subtaxação desde então.
 
Somente entre janeiro e julho do último ano o Brasil importou 1,35 bilhão de litros, ante 821,6 milhões de litros em 2016. "Em 2017, tivemos um aumento de 128% na importação do etanol que entra pelo porto do Maranhão com redução de impostos, em qualquer época, prejudicando toda indústria nacional", criticou Lima.

AGRICULTURA: Paraná estima colheita de 22,7 milhões de toneladas de grãos



A expectativa é colher 22,7 milhões de toneladas de grãos, que corresponde a um volume de 2,5 milhões de toneladas de grãos a menos este ano


A Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento confirma uma redução de 10% para a safra de grãos de verão 2017/18 em relação à produção no mesmo período do ano passado. A expectativa é colher 22,7 milhões de toneladas de grãos, que corresponde a um volume de 2,5 milhões de toneladas de grãos a menos este ano.
Milho e feijão - De acordo com a pesquisa do Departamento de Economia Rural (Deral), relativa ao mês de janeiro, perdas esperadas nas safras de milho e feijão estão contribuindo para essas quedas. Em relação ao milho, a queda na área plantada está projetando uma redução de quase dois milhões de toneladas na colheita. O segundo fator é o comportamento do clima neste início de ano. As chuvas que estão ocorrendo em todo Estado prejudicaram fortemente os cultivos de feijão. A perda inicial já detectada pelo Deral está estimada em 65 mil toneladas.
Clima desfavorável - A pesquisa foi feita no período compreendido entre o final de dezembro/2017 até 20 de janeiro/18. Para o secretário estadual da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, a redução na produção de grãos da primeira safra primavera verão já era esperada. O excesso de chuvas não permitiu a colheita do feijão da primeira safra na época adequada. Assim muitas áreas onde a produção estava pronta para ser colhida sofreram com perdas de produtividade e qualidade do grão. “A produção de grãos infelizmente está sujeita aos efeitos incontroláveis do clima. Esse ano está sendo assim”, disse.
Amparo - Contudo, o bom desempenho do ano anterior, atrelado à capacidade de manutenção da atividade em função dos mecanismos de proteção a produção como Proagro Mais, Seguro da Agricultura Familiar - (Seaf) e Seguro Rural deverão amparar os pequenos e médios produtores de feijão no Estado, considerando que essa exploração está concentrada principalmente na pequena propriedade, adiantou o secretário.
Comparativo - Para o diretor do Departamento de Economia Rural (Deral), Francisco Carlos Simioni, há que se considerar ainda como fator de produção quando compara-se a safra atual com a safra 2016-2017, as condições favoráveis do clima na época. Durante todo ciclo vegetativo dos cultivos e, também, na época de colheita. Assim, foi possível atingir níveis de produtividade muito acima da média, acima daquelas que normalmente ocorrem para feijão, milho e soja. Segundo Simioni, daqui para frente, com a tendência de redução dos índices de chuva já previstos pelos principais institutos de meteorologia para o período fevereiro, março e abril, a preocupação é que não ocorra “falta de água”, pois ainda tem muita produção pela frente.
Feijão - A primeira safra de feijão de 2017/18 vem enfrentando alguns problemas que se iniciaram no plantio e se agravaram no período de colheita. Durante os meses de agosto e setembro, as condições climáticas foram desfavoráveis e causaram atraso na implantação das lavouras de feijão. Segundo o economista do Deral, Methódio Groxko, os relatórios dos técnicos de campo mostram que ocorreram baixas temperaturas no mês de novembro que, também, prejudicaram a cultura.
Colheita com chuva - Porém, o maior responsável pelas perdas constatadas até aqui tem como fator o excesso de chuvas na colheita, o que já causou perdas significativas de produtividade e, também, na qualidade do produto. Groxko acrescenta que colheita atinge 61% da área, e a produção atual está estimada em 317.000 t de feijão. Essa perda registrada até agora representa cerca de 65 mil toneladas a menos, ou 17% em relação a estimativa inicial de 382.000/t.
Segunda safra - Para a segunda safra estima-se uma área de 202.000 ha, o que representa cerca de 20% de redução em relação aos 252.000 ha cultivados na safra passada. A redução de área está ligada a diversos fatores, como clima, preços e a possibilidade de essa área ser aproveitada para cultivos de trigo/2018, que ainda está indefinido. Entretanto, a produção estimada é de 347.000 t, superior em 12% à safra passada, que foi prejudicada pelas condições climáticas, afirmou Groxko.
Perda em qualidade - Margorete Demarchi, engenheira agrônoma do Deral, acrescenta que pior que a perda física é a perda em qualidade. Segundo ela, as perdas já verificadas nas lavouras ainda não provocaram impacto no mercado. O esperado seria uma reação dos preços, que beneficiaria o produtor, disse a técnica. Mas, como também está ocorrendo colheita de feijão em outros estados como São Paulo, Minas Gerais e Goiás, essa produção está suprindo a demanda do mercado, mantendo, por ora, os preços estáveis. Atualmente o feijão de cor está sendo vendido, em média, por R$ 96,00 a saca; e o feijão-preto a R$ 108,00 a saca/60-kg. No mesmo período em 2017, o feijão de cor era vendido a R$ 82,00 a saca e o feijão-preto a R$ 105,00 a saca.
Milho - A colheita da primeira safra de milho confirma que esse período começa a se caracterizar como safra de nicho, com área e volume pequenos, mas com produtores especializados na cultura, observou o administrador Edmar Gervásio, técnico e analista de milho pelo Deral. Na primeira safra, houve uma queda de 35% na área plantada, que caiu de 513.627 plantados no ano passado para 333.153 hectares plantados este ano. Com isso o Deral está projetando uma redução de 39% na produção, que cai de 4,92 milhões de toneladas para 3,0 milhões de toneladas, ou seja, 1,9 milhão de toneladas de milho a menos que serão colhidas.
Diminuição na área - A decisão dos produtores rurais paranaenses em diminuir a área de milho na safra 2017/2018 deu-se em função do fraco desempenho das cotações de preços para o cereal durante todo o ano de 2017. A média dos preços nominais recebidos pelos produtores no Paraná em 2017 fechou em R$ 21,46/sc/60-kg, enquanto que em 2016 a média foi de R$ 33,73/sc/60-kg, ou seja, 36,3% abaixo da média recebida em 2016. Essa redução está sendo provocada pela queda na área plantada. A estimativa é menor também porque o cálculo está levando em conta o retorno da produtividade das lavouras aos índices normais de produtividade em relação ao ano passado, quando a rentabilidade superou todas as expectativas.
Produtividade - Segundo Edmar Gervásio, para safra 2017/2018, o Deral está trabalhando com média de 9 mil/kg/ha de produtividade. Essa média pode ser considerada elevada no Estado e revela os ganhos conquistados ao longo das últimas safras. “Existem vários casos de produtores colhendo entre 15 mil e 16 mil quilos por hectare”, disse. De qualquer modo, espera-se condições climáticas mais favoráveis para o início da colheita da primeira safra de milho, em fevereiro, o que poderá estancar possíveis perdas previstas para a cultura, acrescentou o técnico.
Segunda safra - Em relação à segunda safra de milho, inicia-se o período de plantio com expectativa de produção superior a 12 milhões de toneladas, 8% a menos em relação ao volume colhido no mesmo período do ano passado. O plantio deve se intensificar à medida que a soja será colhida, pois, tradicionalmente, ocupa o mesmo espaço. A redução de área este ano estimada inicialmente em 11%, deve-se basicamente ao desempenho da rentabilidade do ano anterior, acrescentou Gervásio.
Soja - A soja, principal lavoura no Paraná, apesar dos relatos já feitos em relação ao clima, ainda está em sua maior parte em boas condições de desenvolvimento. O Deral permanece com a estimativa inicial de colher 19,3 milhões de toneladas, embora tenha-se constatada a ocorrência de casos de abortamento de vagem na parte inferior da planta, principalmente na região Oeste do Estado. Contudo, a expectativa de produtividade, que atualmente é de 3.523 quilos por hectare, ainda pode ser mantida, considerando como média estadual. De acordo com Simioni, as chuvas contínuas em janeiro dificultaram os tratamentos fitossanitários, o que tem sido mais uma preocupação aos produtores. Com isso, aumentou a incidência de pragas e doenças como a ferrugem da soja e percevejos, por exemplo.
Vendas - Simioni diz que o mercado de soja está calmo, em ritmo mais lento nas vendas. O preço da saca de soja está cotado na média, em R$ 62,00/sc/60-kg, e apenas 14% da safra foi vendida, percentual muito próximo ao do ano passado. Esse ritmo de comercialização antecipada está bem menor quando comparado ao do ano de 2016. Na mesma época, já haviam sido comercializadas antecipadamente cerca de 34% da produção esperada. Para o diretor do Deral, a especulação climática, o dólar com pouca força para reagir frente ao real e o ano político, são fatores que estão mantendo os produtores mais cautelosos com mais atenção ao mercado. Câmbio, clima e Bolsa de Chicago precisam dar sinais de melhora, para impulsionar o ritmo da comercialização, acrescentou.

Data de Publicação: 01/02/2018 às 20:00hs
Fonte: Agência Estadual de Notícias



País da caipirinha, Brasil exportou mais limão e cachaça em 2017



Bebida que segundo historiadores completa 100 anos este ano só foi reconhecida como patrimônio brasileiro em 2003


Cachaça, limão e açúcar. Com essa simples combinação, está pronta a caipirinha, uma das mais emblemáticas — se não a mais — das bebidas típicas do Brasil. Dois principais ingredientes dessa receita originalmente brasileira estão fazendo sucesso no exterior.
O volume de limão exportado pelo Brasil cresceu 30% em 2017 em relação a 2016. A grande maioria vai para a União Europeia. Das 9,7 mil toneladas exportadas pelo Brasil no ano passado, cerca de 8,8 mil toneladas, ou 90%, foram para países europeus. Somente para o continente europeu, a exportação aumentou 39% em 2017 em relação a 2016. O faturamento total das vendas externas brasileiras com a fruta foi de cerca de US$ 7 milhões.
A exportação de cachaça também tem aumentado. Foram 8,961 milhões de litros em 2017. O faturamento de US$ 15,8 milhões representa um aumento de 13% em relação ano ano anterior. A Alemanha foi o principal mercado, com cerca de 1,8 milhão de litros (20% do total). os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
Bebida secular
Segundo historiadores, a caipirinha surgiu em Piracicaba, no interior de São Paulo, e completa 100 anos este ano. As histórias que explicam a origem do drink, porém, variam. Uma indica que ela surgiu a partir de uma receita de remédio feito com limão, alho e mel, e era indicada para combater a gripe espanhola. Como era bastante comum colocar um pouquinho de álcool em todo remédio caseiro, a fim de acelerar o efeito terapêutico, a cachaça também era usada. A bebida surgiu quando alguém teve a boa ideia de tirar o alho e o mel da receita e acrescentar açúcar e gelo.
Outros historiadores dão o crédito aos fazendeiros da região de Piracicaba, que buscavam um drinque para suas festas e eventos que pudesse representar a cultura canavieira do local. Segundo essa versão, a caipirinha era vista, na época, como uma bebida de boa qualidade que tinha potencial para substituir os uísques e vinhos importados.
Hoje, com imensa popularidade, a bebida tem muitas variações. Há receitas com açúcar refinado, e, outras, com açúcar mascavo. Há também variantes com adoçantes artificiais. Mas a questão que causa a maior polêmica é em relação à fruta usada na bebida.
Para os especialistas da caipirinha, a bebida pode ser feita com os mais variados ingredientes, desde que o limão seja mantido na receita. “Os bartenders usam a criatividade como forma de personalização do drinque. No entanto, com outras frutas que não limão, o coquetel teoricamente não poderia ser chamado de caipirinha”, explica Alexandre Bertin, presidente da Confraria Paulista da Cachaça. Se outros destilados, como vodca e saquê, são usados para preparar a bebida, não há dúvida: a nova receita não pode ser chamada de caipirinha.
A importância da bebida como patrimônio brasileiro foi reconhecida formalmente em 2003. Um decreto de lei assinado naquele ano protege a autenticidade da caipirinha como uma bebida brasileira e garante a propriedade intelectual sobre as marcas Caipirinha e Cachaça na legislação internacional.
Ficou com vontade de tomar uma caipirinha? Siga a receita tradicional, que, segundo Bertin, é a seguinte:
Receita
1- Prepare a bebida diretamente no copo
2- O limão deve ser levemente macerado com o açúcar.
3-Acrescente gelo, e, na sequência, a dose de cachaça. Mexa levemente para misturar os sabores.
Beba com moderação!


Data de Publicação: 01/02/2018 às 16:20hs
Fonte: GLOBO RURAL

Defensivos devem subir 15% na próxima safra



Preço na safra atual já subiu



Os preços de defensivos para o produto brasileiro devem ter um aumento de 10% a 15% na safra 2018/2019. A estimativa é do Rabobank e é consequência da redução na oferta de matérias-primas e produtos importados da China.
Em 2017, o setor de defensivos movimentou aproximadamente US$ 8,8 bilhões, de acordo com o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Defesa Vegetal. Para 2018, o Sindiveg vê estabilidade. Já o Rabobank estima um faturamento de US$ 9,6 bilhões em 2017 e uma queda em 2018 para US$ 9 bilhões.
A menor oferta está ligado a leis ambientais mais estritas que afetam fábricas na China. “Muitas dessas tiveram que fechar as portas para fazer os ajustes necessários para atender à legislação, enquanto outras tiveram que diminuir a produção”, explica o analista sênior para a área de insumos do Rabobank, Matheus Almeida.
Segundo Almeida há o risco de que algumas dessas companhias parem de produzir os insumos sem a possibilidade de voltar a operar em função de que os custos para corrigir eventuais problemas nas linhas seriam muito altos.
A expectativa é de que a intensiva do governo chinês sobre as indústrias termine no próximo mês de março, o que pode fazer com que um maior volume de insumos volte a ser exportado nos meses seguintes.
Na safra atual, algus produtores já relatam um aumento entre 35% e 40%¨. “Alguns produtos tiveram uma alta pontual. Porém, a maioria apresentou retração no ano passado”, explica.
Segundo levantamento do banco, isso ocorreu devido aos altos estoques das indústrias ao longo de 2017, resultado de um clima menos favorável à proliferação de pragas e doenças nas últimas safras.
Segundo o Rabobank, a demanda por herbicidas e inseticidas tem sido impactada pela crescente adoção de sementes com mais de um evento transgênico. Por outro lado, o aumento da resistência de insetos e ervas daninhas a alguns produtos pode compensar, em parte, essas perdas.
Para o próximo ciclo, ele orienta que o produtor pesquise e planeje as compras com cautela. “O produtores devem buscar alternativas eficazes e que tenham menor custo”, diz.


Data de Publicação: 01/02/2018 às 16:00hs
Fonte: Agrolink