segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Preço elevado da soja atrai produtor e reforça perspectiva de safra recorde



Publicado em 01/10/2018 10:58



Área cultivada no verão deve ter mais hectares dedicados à oleaginosa no País, em um cenário de cotações em alta e demanda chinesa aquecida pela guerra comercial com os Estados Unidos.
Os elevados preços pagos pela soja brasileira têm estimulado o produtor a ampliar a aposta na oleaginosa na safra 2018/2019, que está em fase de plantio, e deve bater recorde de produção com 121,1 milhões de toneladas.
No último mês, a saca da soja chegou a R$ 100 no porto de Paranaguá (PR). Na semana passada, o indicador Cepea encerrou em R$ 95,62, uma variação mensal positiva de 3,24%. “O dólar teve uma queda nos últimos dias, mas ainda assim os preços da oleaginosa continuam em níveis ótimos”, afirma o consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira.
A consultoria revisou as perspectivas de área e produção de soja na última sexta-feira (28) e aposta em um incremento de 3,4% na área plantada em relação ao ciclo passado, devendo atingir 36,3 milhões de hectares.
Leia a notícia na íntegra no site do DCI
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Fonte: DCI

Soja sobe mais de 2% na Bolsa de Chicago com excesso de chuvas atrapalhando a colheita nos EUA



Publicado em 01/10/2018 12:23 e atualizado em 01/10/2018 13:23


Os preços da soja passaram a subir de forma considerável no final da manhã desta segunda-feira (1) na Bolsa de Chicago, trabalhando com altas de dois dígitos entre os principais contratos. Por volta de 11h55 (horário de Brasília), as cotações subiam entre 15 e 16 pontos -  ou mais de 2%, com o novembro/18 sendo cotado a US$ 8,59 por bushel. O maio/18 tinha US$ 8,98. 
O mercado ganhou força depois de iniciar o dia trabalhando com estabilidade e na tentativa de recuperação depois das baixas da última sexta-feira (28), quando sentiu a pressão dos estoques trimestrais norte-americanos reportados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). 
Além disso, as cotações ganham suporte também no cenário adverso de clima para a evolução da colheita nos Estados Unidos, como explica o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting. "Há muita chuva nesse momento e não tem condições de colheita na metade norte do cinturão", diz. 
Em estados como Iowa, Indiana, Nebraska, pontos de Illinois, os trabalhos de campo já estão paralisados ou acontecendo em ritmo mais lento do que o registrado há alugmas semanas. 
Como explica a consultoria internacional AgResource Mercosul (ARC), as projeções climáticas atualizadas no fim da última sexta mostram "um padrão de chuvas constantes e temperaturas mais frias, para os próximos 10 dias, ao centro-norte do Cinturão Agrícola. A cada 2-3 dias, rodadas de precipitações significantes serão presentes nas Planícies e no Cinturão, reduzindo o progresso da colheita, que até o momento seguia em ritmo recorde".


Chuvas EUA - AgResource Mercosul
Ainda assim, a consultoria afirma também que tal padrão climático, porém, não deverá trazer prejuízos à saúde, qualidade e produtividade dos grãos no campo, ao menos até estes momento. "A capacidade de colheita norte-americana continua alta com a frota agrícola renovada recentemente, por grande parte dos produtores do país", diz o boletim da ARC.
Ao mesmo tempo, os traders se atentam ainda à guerra comercial entre China e EUA, ao avanço da colheita nos EUA - que será também atualizado pelo USDA hoje, após o fechamento de Chicago -  e ao desenvolvimento do plantio no Brasil.  
Para o mercado brasileiro, as atenções estão voltadas, principalmente, à questão financeira e cambial, uma vez que chegou, enfim, o final de semana das eleições presidenciais. Assim, como explica Brandalizze, "o dólar pode flutuar mais nesta semana", diz. 
Nesta segunda, por volta de 12h20 (horário de Brasília), a moeda americana recuava 0,26% para ser negociada a R$ 4,027. 
Os negócios com soja e milho no país estão mais escassos nestes últimos dias, aindade acordo com o consultor, com os produtores atento à essa situação política e econômica do país. Ainda assim, para a soja da safra velha, a estimativa de Brandalizze é de que o Brasil vá, mais uma vez, bater recorde na exportação nesta semana mais uma vez. 
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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

USDA: EUA tem embarques semanais de soja e trigo dentro das expectativas



Publicado em 01/10/2018 13:13



O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) atualizou seus números dos embarques semanais de grãos nesta segunda-feira (1) e mostrou dados acima do esperado para o milho e dentro das projeções para a soja e o trigo. 
Na semana encerrada em 27 de setembro, os EUA embarcaram 591,115 mil toneladas de soja, contra expectativas de 440 mil a 840 mil toneladas. No acumulado da temporada, os embarques americanos já chegam a 2.931,443 milhões de toneladas, abaixo de mais de 3,9 milhões do mesmo período do ano passado. 
De milho, os embarques somaram 1.344,689 milhão de toneladas, acima do intervalo esperado de 990 mil a 1,24 milhão de toneladas. Assim, os EUA já têm embarcadas 4.422,254 milhões de toneladas, volume bem acima do mesmo período de 2017, quando os embarques eram de pouco mais de 2 milhões de toneldas. 
Os Estados Unidos embarcaram também 369,270 mil toneladas de trigo, total que fica dentro das expectativas do mercado de 330 mil a 490 mil toneladas. Com esse volume, os embarques da temporada 2018/19 já somam 6.913,938 milhões de toneladas, abaixo das mais de 9,9 milhões do ano passado. 
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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

Plantio da soja se inicia em algumas regiões



Publicado em 01/10/2018 14:15



Áreas de instabilidade associadas a presença de uma frente fria no Sul mantêm o tempo bastante instável em grande parte da Região. Com isso é possibilitado que pancadas de chuva, mesmo que de forma irregular, continuem a ocorrer.
Muitos produtores continuam a avançar com o plantio da soja em Rondônia, em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Paraná. Já em Goiás, São Paulo e em Minas Gerais, onde o vazio sanitário terminou no último dia de setembro, muitos produtores irão iniciar o plantio da oleaginosa já nesta semana, uma vez que diversas áreas já apresentam volumes de chuva acumulada, superiores a 80 milímetros.
Mesmo com este padrão meteorológico, ainda não podemos falar que o regime de chuva já está totalmente consolidado no Brasil, pelo contrário. As precipitações irão ocorrer ao longo de toda essa 1ª quinzena de outubro, ainda na forma de pancadas irregulares. Em diversas microrregiões ainda ocorrerá uma ausência e baixíssimos volumes de chuva. No entanto, é fato que diferente do que ocorreu em 2017, em que houve chuva na virada de setembro para outubro e depois um grande veranico, com a chuva só retornando no final do mês de outubro, esse ano será bem diferente.
Condições das lavouras
O alerta de hoje chama a total atenção dos produtores de soja, que mesmo com previsão de chuva é necessário tomar cuidado, pois não é previsto que ocorra chuva frequente nos próximos dias. Isto é, pode ser registrado chuva em seus talhões, mas não é certeza que ocorra novas precipitações, novamente sobre as mesmas áreas.
Para a cultura da cana-de-açúcar, a instabilidade irá ocorrer de forma um pouco mais generalizada, principalmente em São Paulo, em que irá atrapalhar o pleno andamento da colheita. Entretanto, essas precipitações irão beneficiar a manutenção da umidade do solo e garantir que as condições sejam razoáveis ao desenvolvimento dos canaviais, que irão ser colhidos ao longo de 2019.

Nas áreas cafeeiras de São Paulo, norte do Paraná e sul de Minas Gerais, o mesmo ocorre. O problema é nas regiões do triângulo e do cerrado mineiro, em que a chuva está muito irregular. Com isso, já há indícios de algumas perdas no pegamento da florada. Mas ainda é muito cedo para fazer qualquer diagnostico de prejuízo ao setor.
Para os produtores de arroz da metade sul do Rio Grande do Sul, a instabilidade que está sobre a região desde a semana passada, tem inviabilizado não só o plantio, mas todas as atividades de campo. Além disso, em muitas regiões, os volumes de chuva estão extremamente elevados, com registros de fortes temporais e prejuízos tanto no campo quanto nos meios urbanos.
Para os próximos dias, há previsão de que ocorra chuva forte em boa parte da região, mantendo as condições desfavoráveis ao plantio do arroz. Além disso, os produtores de trigo também devem se preocupar com a chuva que ocorre em suas lavouras, já que os volumes acumulados poderão ser superiores aos 50 milímetros.  
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Fonte: Climatempo

Safra de soja do Brasil deve superar 120 mi t, novo recorde, dizem analistas



Publicado em 01/10/2018 15:25



Por Roberto Samora e José Roberto Gomes
SÃO PAULO (Reuters) - A safra de soja 2018/19 do Brasil deve superar a marca de 120 milhões de toneladas, o que seria um novo recorde, embora especialistas alertem quanto à possibilidade de chuvas irregulares neste início do plantio no país, apontou uma pesquisa da Reuters nesta segunda-feira.
O levantamento, o segundo referente ao atual ciclo e feito a partir de projeções de dez consultorias e instituições, mostra que o Brasil deve colher nesta temporada 120,40 milhões de toneladas de soja, quase 1 por cento acima do registrado em 2017/18.
A expansão no maior exportador global de soja leva em conta a maior área plantada com a oleaginosa, que também deve atingir um recorde de 36,14 milhões de hectares, com produtores capitalizados por bons negócios na safra anterior apostando que a demanda da China continuará forte.
Conforme a média das estimativas consideradas na pesquisa, haverá um aumento de 2,8 por cento na área plantada na comparação com a temporada passada.

Isso significa uma produtividade média menor do que a obtida no ciclo anterior, sinalizando alguma cautela de especialistas em relação às condições climáticas para a safra, cujo plantio está apenas começando.
A nova projeção para a colheita, entretanto, supera os 119,76 milhões de toneladas apontados na pesquisa anterior da Reuters, publicada em meados de agosto.
"Neste início de safra, as chuvas ainda não se regularizaram, mas o plantio tem ocorrido sem grandes problemas", avaliou a analista de mercado Ana Luiza Lodi, da INTL FCStone, que atualizou sua projeção nesta segunda-feira.
De acordo com o Thomson Reuters Agriculture Weather Dashboard, as chuvas devem ficar abaixo da média em boa parte de Mato Grosso, principal produtor brasileiro, nas próximas duas semanas. No médio-norte e no noroeste do Estado, por exemplo, as precipitações tendem a ser entre 30 e 40 milímetros aquém do normal para esta época do ano.
"(O plantio) está indo bem, avançamos na semana passada acima da média dos últimos cinco anos. A preocupação agora é a possibilidade de veranico em outubro...", afirmou o superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Daniel Latorraca.
Por lá, as atividades de campo avançaram para cerca de 4 por cento da área projetada, de acordo com acompanhamento do próprio Imea.
Já no Paraná, as atividades vão a todo vapor, alcançando o ritmo mais acelerado da história para um início de plantio, com quase 20 por cento da área já semeada.
Ao contrário do esperado para Mato Grosso, no Estado da região Sul, o segundo maior produtor do país, a expectativa é de chuvas generosas nos próximos dias.
Conforme o Agriculture Weather Dashboard, deve chover de 130 a 200 milímetros até 16 de outubro, dependendo da região. Os acumulados ficarão acima do normal para esta época do ano em todas as áreas do Estado.
"Não vai chover igual para todo mundo no Brasil... O Sul vai ter um volume de chuvas muito mais expressivo que o Norte, e aí falo de Centro-Oeste e Sudeste, por conta dos corredores de umidade que estão mais voltados para o Sul", resumiu o agrometeorologista da Rural Clima, Marco Antônio dos Santos.
"A regularização do regime de chuvas (no país) só deve ocorrer no fim de outubro. Não consigo ver uma possibilidade de que venha a ocorrer ausência de chuvas, como foi no ano passado, mas serão irregulares por enquanto."
O tempo seco no Paraná, em setembro de 2017, atrasou a semeadura da safra, impactando negativamente a lavoura da oleaginosa e também a segunda safra de milho, plantada fora da janela ideal.
DEMANDA
Enquanto surgem incertezas quanto ao futuro da safra de soja 2018/19, a demanda pela oleaginosa brasileira no período deve seguir firme diante da guerra comercial entre Estados Unidos e China.
A disputa entre as duas maiores economias do mundo foi se acentuando ao longo do ano, com Pequim taxando a soja norte-americana em julho, o que levou chineses a se voltar com força para o produto brasileiro.
Nesta segunda-feira, por exemplo, a INTL FCStone elevou sua estimativa de embarques do Brasil em 2018/19 para 71,5 milhões de toneladas, de 71 milhões previstos anteriormente.
"Caso EUA e China entrem em algum tipo de acordo, os volumes exportados pelo Brasil podem acabar sendo menores, gerando alguma folga no balanço de oferta e demanda", destacou a consultoria.
Conforme a INTL FCStone, os estoques de soja do Brasil ao término da safra 2018/19 devem totalizar 580 mil toneladas, de 430 mil em 2017/18.
Confira na tabela abaixo as estimativas para área plantada (em mil hectares) e produção (em milhões de toneladas) de soja na safra 2018/19 do Brasil.
(Por Roberto Samora e José Roberto Gomes)
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Fonte: Reuters

Soja sobe forte em Chicago com clima nos EUA e puxa preços no mercado brasileiro nesta 2ª



Publicado em 01/10/2018 18:09


Nesta segunda-feira (1), os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago terminaram o dia com altas de 11,50 a 12,25 pontos entre os principais vencimentos, ou mais de 1%. Ao longo do dia, porém, esses avanços foram ainda mais intensos e passaram de 2%. 
O vencimento novembro/18 fechou com US$ 8,57 por bushel, enquanto o maio/19 foi a US$ 8,97 por bushel. 
Com essas altas e mesmo diante de uma queda do dólar, que levou a moeda americana a R$ 4,01 neste início de semana, mês e trimestre, os preços da soja subiram também no mercado brasileiro. 
Somente em Rio Grande, a soja disponível subiu mais de 1% e as cotações variaram entre R$ 95,00 e R$ 97,00 por saca, enquanto o produto spot no terminal de Paranaguá foi a também R$ 97,00, com alta de 1,04%. Para a safra nova, no porto paranaene, o último preço foi de R$ 87,50 e ganho de 0,57%. 
Para o mercado brasileiro, as atenções estão voltadas, principalmente, à questão financeira e cambial, uma vez que chegou, enfim, o final de semana das eleições presidenciais. Assim, como explica o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting, "o dólar pode flutuar mais nesta semana", o que deve deixar os negócios mais escassos. 

Mercado Internacional
O mercado ganhou força depois de iniciar o dia trabalhando com estabilidade e na tentativa de recuperação depois das baixas da última sexta-feira (28), quando sentiu a pressão dos estoques trimestrais norte-americanos reportados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). 
Além disso, as cotações ganham suporte também no cenário adverso de clima para a evolução da colheita nos Estados Unidos, como explica o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting. "Há muita chuva nesse momento e não tem condições de colheita na metade norte do cinturão", diz. 
Em estados como Iowa, Indiana, Nebraska, pontos de Illinois, os trabalhos de campo já estão paralisados ou acontecendo em ritmo mais lento do que o registrado há alugmas semanas. 
Como explica a consultoria internacional AgResource Mercosul (ARC), as projeções climáticas atualizadas no fim da última sexta mostram "um padrão de chuvas constantes e temperaturas mais frias, para os próximos 10 dias, ao centro-norte do Cinturão Agrícola. A cada 2-3 dias, rodadas de precipitações significantes serão presentes nas Planícies e no Cinturão, reduzindo o progresso da colheita, que até o momento seguia em ritmo recorde".
 
Chuvas 5 dias NOAA
Previsão de chuvas para os próximos 5 dias nos EUA - Fonte: NOAA
Ainda assim, a consultoria afirma também que tal padrão climático, porém, não deverá trazer prejuízos à saúde, qualidade e produtividade dos grãos no campo, ao menos até estes momento. "A capacidade de colheita norte-americana continua alta com a frota agrícola renovada recentemente, por grande parte dos produtores do país", diz o boletim da ARC.
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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

Depois da entrega mais curta de cana, produtores passarão entressafra mais longa somente com os 20% restantes do Consecana



Publicado em 01/10/2018 16:32 e atualizado em 01/10/2018 17:14




Maioria dos plantadores acaba colheita em final de outubro. Cana de 18 meses também ficou comprometida pela seca e início da safra 19/20 as lavouras terão que ser cortadas sem estar no ponto. Coplana incentiva a diversificação e a venda em conjunto dos pequenos cooperados, com de R$ 5 /6 acima por tonelada. Faltou cana para spot.
Arnaldo Bortoletto - Presidente Coplacana

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Entrevista com Arnaldo Bortoletto - Presidente Coplacana sobre o Produtores de Cana Preocupados com Entressafra
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Por: Giovanni Lorenzon
Fonte: Notícias Agrícolas