segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Milho: Após trégua anunciada no G20 preços do milho terminam segunda-feira em alta na bolsa de Chicago



Publicado em 03/12/2018 17:52

As cotações do milho na Bolsa de Chicago (CBOT) iniciam a semana apresentando alta nos preços. A segunda-feira (03) registrou índices apontando aumento entre 4,25 e 4,75 pontos por volta das 17h51 (horário de Brasília). O vencimento dezembro/18 era cotado a US$ 3,71 por bushel e o março/19 trabalhava a 3,82 por bushel.
Apesar de animar o mercado como um todo, a trégua na guerra comercial entre China e Estados Unidos anunciada no final de semana não deve impactar muito para o milho. De acordo com análise da Farm Futures, a China tem reservas massivas que parecem ser ainda maiores do que o estimado anteriormente.
Enquanto isso, lavouras do meio-oeste americano apresentaram aumento no custo de produção na semana passada e a safra de 2018 pode ser menor que a relatada anteriormente. Os agricultores reportaram ao Feedback From the Field este ano com safras de 173,3 bushels por acre, uma queda de 5,6 bpa em relação ao rendimento divulgado pelo USDA em novembro.
Mercado Interno
A segunda-feira operou com os preços do milho estáveis na maioria das praças brasileiras. Segundo levantamento da equipe do Notícias Agrícolas, apenas as cidades de São Gabriel do Oeste (MS) com aumento de 3,85% e preço de R$ 27,00 e Luís Eduardo Magalhães (BA) com alta de 1,56% com preço de R$ 32,50 registraram valorizações. Por outro lado, apenas a praça de Campo Novo do Parecis (MT) registrou desvalorização de 4,76% ficando com o preço de R$ 20,00.

A consultoria INTL FCStone divulgou nesta segunda que a safra de milho 2018/19 deverá ter o incremento de 14,1% em relação à safra anterior, saltando para 92,2 milhões de toneladas. “No caso da primeira safra de milho 2018/19, houve um leve aumento da estimativa de produção, que ficou em 27,3 milhões de toneladas, uma variação de menos de 200 mil toneladas frente ao mês passado. Em relação ao ciclo passado, esse nível de produção representa um aumento de 1,7%”, explica a analista de mercado da INTL FCStone, Ana Luiza Lodi.
Dólar
A moeda americana encerrou a segunda-feira com queda ante ao real de 0,35% e atingiu o valor de 3,8423 reais na venda depois de acumular alta de 3,58% em novembro, terminando o mês a 3,8558 reais.
Da acordo com a Agência Reuters, isso aconteceu sob influência do mercado internacional após os presidentes dos Estados Unidos e da China terem concordado no final de semana em suspender novas tarifas comerciais, e ainda com a disparada do preço do petróleo aliviando a pressão sobre o câmbio. "A trégua de 90 dias no embate comercial Estados Unidos/China dá algum respiro momentâneo aos mercados que esperam que durante esse período as maiores economias do planeta possam enfim encontrar bom termo nas negociações comerciais", escreveu Alessandro Faganello, operador de câmbio da corretora Advanced.
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Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

Após a trégua, mercados em forte alta. Soja sobe quase 20 pts nesta 2ª feira



Publicado em 03/12/2018 04:58 e atualizado em 03/12/2018 13:19


Os preços da soja continuam a subir forte na Bolsa de Chicago na manhã desta segunda-feira (3) refletindo as decisões tomadas na reunião do G20 que aconteceu no último final de semana em Buenos Aires, na Argentina. Os futuros da commodity, por volta de 7h30 (horário de Brasília), subiam mais de 19 pontos nos principais contratos - ou mais de 2%, com o janeiro/19 já valendo US$ 9,19 e o maio/19, US$ 9,40 por bushel. 
A expectativa de forte alta nos mercados de commodities se confirmou nesta madrugada de segunda-feira, após o anúncio de trégua na guerra comercial entre EUA e China.
O mercado está interpretando como positivo o acordo mesmo temporário e por apenas 90 dias, entre Estados Unidos e China, quando os americanos se comprometeram a não aumentar as tarifas sobre a importação de produtos chineses e esses, por sua vez, se comprometeram comprar commodities, energia e outros produtos americanos imediatamente, para reduzir o déficit comercial entre os dois países.
Segundo Ginaldo Sousa, diretor da Labhoro Corretora, de Curitiba, "no momento é impossível dizer ou estimar que volume de soja os chineses vão importar dos EUA, mesmo porque as empresas importadoras da China não vão querer correr novo risco, pois ainda não se sabe com certeza se o Governo vai ou não sobretaxar as importações da soja americana.
Os fundos de investimentos estavam vendidos em soja, trigo e óleo em volumes expressivos e isso provoca um "short covering" nesta madrugada, puxando os preços para cima. Com a alta na CBOT se mantendo ao longo do dia, os prêmios brasileiros cairão também de maneira expressiva, diz o analista da Labhoro. 
De outro lado, a safra Sul americana está a caminho e dentro de 45 dias o Brasil será competivo e poderá fornecer soja em volumes expressivos também aos chineses. 
O consultor Eduardo Lima Porto pondera, no entanto, que a entrada da nossa safra começará de fato a chegar na China em março na melhor das hipóteses, tendo em vista o transit-time de 35-40 dias entre o embarque e o desembarque.
"A soja americana que está praticamente parada nos armazéns apresenta grandes problemas de qualidade, com ocorrências de ardidos por todos os lados. Os estoques americanos são estimados em 26 milhões de toneladas", lembra Lima Porto. 
Na quarta-feira, dia 5 de dezembro, os mercados americanos estarão fechados em homenagem a memória do ex Presidente George H W Bush, decretado pelo pelo presidente Trump. 

No Brasil, o clima  continua favorável, mas o Centro Oeste e Nordeste terão chuvas em excesso que poderão causar alguns alagamentos pelos próximos 10 dias.
ALTA FORTE NO PETRÓLEO
O acordo entre as duas potências durante o G-20 provocou reversão nos preços gerais do mercado. O petroleo, às 7h40 desta manhã, registrava alta de 4,59%, cotado a US$ 53,39 o barril; Aagodão tinha alta de 2,64%; enquanto milho e trigo suibaim na esteira da alta da soja/petróleo. Milho, alta de 0,99%, com US$ 3,81 por bushel no dezembro, e trigo alta de 0,87%, com valor de US$ 5,20. 
No mercado financeiro, o índice geral da Bolsa de Valores de Xangai, o SSE Composite, abriu a segunda-feira em alta de 1,93%, aos 2.638,21 pontos, enquanto na Bolsa de Valores de Shenzhen, a segunda em importância na China, o índice SZSE Component abria em alta de 2,56%, para 7.878,02 pontos. 
Segundo o site financeiro Investing.com, as ações fecharam em alta no pregão de segunda-feira, com ganhos nos setores de Equipamentos de tecnologia e hardware, No encerramento em Xangai, o Índice Shanghai Composite subiu 2,57%, enquanto o Índice SZSE Component avançou 3,34%.
As ações em alta superaram os papéis com resultados negativos na Bolsa de valores de Xangai com uma diferença de 1456 a 16, enquanto 4 terminaram sem alterações. 
Os contratos futuros de ouro para entrega em fevereiro, subiram 0,81%, ou 9,90, para $1.235,90 por onça troy. Em outras commodities, petróleo para entrega em janeiro, avançou 4,67%, ou 2,38, para atingir $ 53,31 por barril, enquanto os futuros de petróleo brent para entrega em fevereiro, avançaram 4,37%, ou 2,60, negociados a $62,06 por barril. O Índice Dólar Futuros, por sua vez, aumentou 0,51% em 96,705.
Em Taiwan as ações fecharam em alta no pregão de segunda-feira, com o Índice Taiwan Weighted subindo 2,53%, e alcançando novo nível recorde máximo de 1 mês.

Índices chineses e iuan saltam com pausa na guerra comercial China-EUA

LOGO REUTERS
Por Andrew Galbraith e Noah Sin
(Reuters) - Os índices acionários chineses registraram seu maior ganho diário em um mês, ao mesmo tempo em que o iuan se firmou nesta segunda-feira, depois que os presidentes da China e dos Estados Unidos concordaram sobre uma trégua temporária em uma intensa guerra comercial, mas as perspectivas de longo prazo para as relações comerciais e os mercados chineses continuam obscuras.
O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, avançou 2,8 por cento, enquanto o índice de Xangai teve alta de 2,6 por cento.
O acordo entre o presidente Donald Trump e Xi Jinping adiou a ameaça mais urgente para as economias globais e chinesa - a forte elevação de tarifas dos EUA sobre produtos chineses que estava agendada para 1º de janeiro.
As notícias ofereceram algum alívio para os mercados de ações da China, que caíram mais de 20 por cento em um ponto este ano, provocando uma série de medidas oficiais de apoio.
"Este é um rali de alívio. Não acho que precisávamos de muita desculpa (para uma recuperação)", disse Paul Kitney, estrategista-chefe de ações da Daiwa Capital Markets.
O acordo "não é um cessar-fogo, é apenas uma redução das tensões. As tarifas existentes ainda estão tendo impacto negativo sobre a economia chinesa e elas ainda não foram embora".
As ações de fabricantes de autopeças com operações no exterior e revendedores de automóveis aumentaram durante o pregão, enquanto as montadoras nacionais reduziram os ganhos, depois que Trump disse no domingo que a China concordou em "reduzir e remover" as tarifas sobre carros dos EUA.
O iuan subiu 1,02 por cento - seu maior ganho diário desde 15 de fevereiro de 2016 - rompendo a marca de 6,89 por dólar, fechando a 6,8885 por dólar.
. Em TÓQUIO, o índice Nikkei avançou 1,00 por cento, a 22.574 pontos.
. Em HONG KONG, o índice HANG SENG subiu 2,55 por cento, a 27.182 pontos.
. Em XANGAI, o índice SSEC ganhou 2,57 por cento, a 2.654 pontos.
. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, avançou 2,78 por cento, a 3.260 pontos.
. Em SEUL, o índice KOSPI teve valorização de 1,67 por cento, a 2.131 pontos.
. Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou alta de 2,53 por cento, a 10.137 pontos.
. Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES valorizou-se 2,29 por cento, a 3.189 pontos.
. Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 avançou 1,84 por cento, a 5.771 pontos.
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Fonte: Notícias Agrícolas

domingo, 2 de dezembro de 2018

Aprovação de Jair Bolsonaro chega aos 61%, diz Ipsos; a de Lula despenca para 38%



Publicado em 01/12/2018 09:49




Jair Bolsonaro é aprovado por 61% dos brasileiros, segundo a pesquisa Ipsos-Estadão.
Ele deu um pulo de 19 pontos percentuais desde outubro.
Só 30% dos entrevistados o rejeitam. É a lua de mel.

Lula despenca

A popularidade de Lula despencou.
De acordo com o Ipsos, em pesquisa encomendada pelo Estadão, o presidiário é rejeitado por 60% dos brasileiros e aprovado por apenas 38%.
É o exato oposto de Jair Bolsonaro.


(Estadão)

A parceria entre Bolsonaro e Moro é boa para ambos (O Antagonista)

Só Sergio Moro é tão popular quanto Jair Bolsonaro, segundo a pesquisa Ipsos-Estadão.
O presidente eleito é aprovado por 61% dos brasileiros; seu superministro, por 59%. O primeiro é rejeitado por 30%, o segundo por 31%.
A parceria entre Jair Bolsonaro e Sergio Moro foi extremamente positiva para a imagem de ambos.
Para realizar o levantamento, o instituto cita o nome de figuras públicas e pergunta aos entrevistados como eles avaliam sua atuação no País.
O Ipsos ouviu 1.200 pessoas em 72 municípios do País entre os dias 3 e 14 de novembro de 2018. A margem de erro da pesquisa é de três pontos porcentuais para mais ou para menos.

Ipsos: sobe a aprovação a Bolsonaro e Moro (no ESTADÃO)

Pesquisa mostra que presidente eleito e futuro ministro da Justiça têm desempenho bem avaliado após eleições
A aprovação à atuação do presidente eleito, Jair Bolsonaro, aumentou após o fim da eleição, aponta o mais recente Barômetro Político Estadão-Ipsos. Em outubro, 44% dos entrevistados pelo instituto aprovavam o desempenho do então candidato do PSL. Em novembro, o porcentual subiu para 61%. Foi o único dos principais ex-presidenciáveis que melhorou o desempenho de um levantamento para o outro. 
Jair Bolsonaro
O presidente eleito Jair Bolsonaro Foto: Ernesto Rodrigues/Estadão
O mesmo aumento de 17 pontos porcentuais em relação à pesquisa anterior foi registrado pelo futuro ministro da Justiça, o ex-juiz federal Sérgio Moro. Conhecido pelo trabalho no âmbito da Operação Lava Jato, Moro vinha pontuando na casa dos 40% há meses, sem grandes oscilações. De outubro para novembro, porém, a aprovação saltou de 42% para 59%. Ele aceitou a nomeação para o ministério no primeiro dia deste mês.
O instituto cita o nome de figuras públicas e pergunta aos entrevistados como eles avaliam sua atuação no País. Ou seja, não se trata de uma pesquisa equivalente àquelas que medem a rejeição de um candidato durante eleições, por exemplo.
Ao contrário do presidente eleito e de Moro, os ex-concorrentes de Bolsonaro na corrida presidencial viram a aprovação diminuir no novo levantamento. Fernando Haddad (PT), cujo desempenho era visto como positivo por 40% no mês da eleição, agora aparece com 31%. A desaprovação à atuação do ex-prefeito, por outro lado, saltou de 55% para 62%. 
Terceiro colocado na eleição, Ciro Gomes (PDT) oscilou três pontos porcentuais para baixo e agora tem a atuação aprovada por 28% dos entrevistados. Como a margem de erro também é de três pontos, a oscilação não configura uma queda real. O mesmo ocorreu com Geraldo Alckmin (PSDB), que passou de 19% para 16% de aprovação ao seu trabalho. 
Outros. O presidente Michel Temer foi outro que oscilou dentro da margem de erro. Mas, no caso dele, para cima. Aprovado por 3% em outubro, subiu para 6%. A reprovação, por sua vez, oscilou dois para baixo e agora está em 92%. Já o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso no âmbito da Operação Lava Jato, tem agora 38% de aprovação, ante 40% no levantamento de outubro. 
Entre os ex-presidenciáveis, a curva que mostra a queda na desaprovação aos candidatos ilustra bem o modo como Bolsonaro foi melhorando a cada pesquisa. Em cinco meses, de julho a novembro, a desaprovação à atuação do presidente eleito caiu pela metade: passou de 60% para 30%.
Para ficar na comparação com seu adversário no segundo turno, Fernando Haddad, o petista aumentou em cinco pontos a desaprovação no mesmo período. Alvo de ataques durante a campanha, incluindo boatos como o “kit gay”, Haddad passou de 57% para 62% de desaprovação.
O Ipsos ouviu 1.200 pessoas em 72 municípios do País entre os dias 3 e 14 de novembro de 2018. A margem de erro da pesquisa é de três pontos porcentuais para mais ou para menos.

‘Com casa em ordem, investimento volta’, diz economista Alexandre Schwartsman

O investimento baixo é o que tem freado a recuperação da economia, na avaliação do ex-diretor do Banco Central Alexandre Schwartsman. Apesar de imaginar que 2019 será um ano melhor, ele diz que a volta do investimento depende de uma sinalização mais clara de que o governo de Jair Bolsonaro vai conseguir aprovar as reformas que o País precisa. A seguir, trechos da entrevista (+ no ESTADÃO)

O crescimento de 0,8% no trimestre é um indício de que a recuperação ainda segue lenta?

Crescer 0,8%, em si, não é tão ruim. O que acontece é que quando se olha para o conjunto da obra, aí que se fica realmente desapontado. Desde o fim da recessão, em 2016, o PIB cresceu em torno de 3%. Quando se olha para as outras recessões, é pouco. Era para estar 7% ou 8% acima do pior da recessão, não a metade disso.

Qual a expectativa para o ano?

Crescer perto de 1,3%. Quando me perguntaram, há um ano, como seria 2018, eu imaginava que seria bem melhor. Só que muita coisa aconteceu e as expectativas foram revertidas. 

O que ainda está emperrando?

Há uma fraqueza no investimento. Pode ser que, passadas as eleições, as incertezas diminuam. Em alguma medida, o empresariado se sente mais seguro para investir agora, mas não é uma carta branca. O País tem grandes desafios a superar. O investimento cresceu no terceiro trimestre, mas impulsionado por uma movimentação pontual da Petrobrás.

A resolução das reformas vai definir o crescimento em 2019?

Tem uma agenda grande. Resultados fiscais, que embora tenham melhorado um pouco, ainda são ruins. Tem uma tendência de crescimento da dívida pública, que não se resolve só por decretar um teto de gastos. Precisa de uma reforma da Previdência, de uma desvinculação de uma série de despesas. Se o governo conseguir entregar isso, tira muito da incerteza que tem sobre o endividamento explosivo do País e ele consegue crescer mais rápido.

Arrumar as contas públicas destravaria os investimentos?

Com a casa em ordem, do ponto de vista fiscal, o investimento volta. As duas coisas estão intimamente ligadas. Vamos falar a verdade: quem está disposto a fazer um programa de investimentos para daqui a cinco anos sem saber o que vai acontecer com o País e olhando para a escalada do endividamento do governo?

Por onde começar?

A verdade é que o País tem esses problemas há muito tempo e que só começaram a ser resolvidos há relativamente pouco tempo. O teto de gastos, da forma que existe hoje, é sustentável por mais dois anos, talvez. A partir disso, se começa a entrar em questões de como a máquina pública vai funcionar.

O governo eleito tem espaço para fazer essas reformas?

Tenho dúvida se a sociedade deu a este governo um mandato para fazer um ajuste fiscal no País. A eleição não foi sobre temas econômicos. Isso não quer dizer que o governo não deva tentar fazer reformas, mas é preciso lembrar que não é uma decisão monocrática, tem de passar pelo Congresso.

O consumo das famílias, aparentemente, saiu de uma letargia e cresceu 0,6% no terceiro trimestre. Isso é sustentável?

No ritmo atual, não tem nada que torne o consumo insustentável. Ele não vem crescendo muito rápido, mas outros indicadores mostram que o consumo está bastante ancorado na expansão da massa salarial. Como tem uma baita capacidade ociosa na economia, tem espaço para crescer.

O ano que vem deve ser de crescimento mais expressivo?

Acredito que a economia deve crescer um pouco mais, entre 2% e 2,5%. Mas esse ritmo é modesto, perto do tombo que o País levou. A impressão é que o Brasil cresce muito menos do que poderia. A economia não deslancha, porque as pessoas ainda estão, com razão, com medo do futuro.

Em NY, Haddad diz que Brasil pode crescer com governo liberal de Bolsonaro

NOVA YORK — O candidato derrotado do PT para presidente, Fernando Haddad, ressaltou que "o fracasso" da administração do presidente eleito Jair Bolsonaro não é "o pressuposto" da sua avaliação sobre as perspectivas econômicas do País com o próximo governo. Ao contrário, ele fez um diagnóstico de que a gestão de Bolsonaro poderá ter bons resultados econômicos.
"Temos que nos prevenir: ele vai adotar o neoliberalismo radical", disse, referindo-se a Bolsonaro. "Em primeiro lugar gera um fluxo de caixa muito importante e dá fôlego, com a venda de ativos estatais, o que ocorreu com o primeiro mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso com venda de estatais, o que bancou a sobrevalorização do câmbio por quatro anos", apontou. "Vamos ter crescimento em 4 anos porque estamos há 4 anos sem crescer e isso vai dar um respiro para o governo."
Fernando HaddadO ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad discursa na Universidade de Columbia, em Nova York Foto: Ricardo Stuckert/Reprodução Facebook 
Na avaliação de Haddad, o novo governo também adotará uma agenda próxima a grupos religiosos conservadores. "A pauta do fundamentalismo alimenta o espírito e não o estômago, mas isto também está no jogo político." Ele destacou que o presidente pode ressaltar que vai "intervir na escola pública e que seu filho não tem risco de ser gay." Para o ex-candidato a presidente, é preciso adotar cuidado para avaliar o futuro da administração Bolsonaro. " Não pode ver como dado o fracasso, que pode ocorrer, mas não é pressuposto da nossa avaliação."
Haddad não fez criticas a Bolsonaro, com exceção de ter avaliado como indevido o fato de que o presidente eleito "bateu continência" para John Bolton, assessor de Segurança Nacional do governo do presidente americano Donald Trump em visita na manhã da quinta-feira, 29, em sua residência no Rio de Janeiro. Ele também apontou como "estranho" o fato do magistrado Sergio Moro ter aceitado um cargo de primeiro escalão na futura administração.
"Não é comum uma pessoa deixar de ser juiz para ser ministro do atual governo", disse. Haddad diz que as ações de Moro interferiram no resultado das eleições presidenciais pois, para ele, se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva — condenado e preso na Operação Lava Jato — tivesse condições, ele estaria eleito e seria o sucessor do presidente Michel Temer.
De acordo com Haddad, além de propor a reforma política, o governo do ex-presidente Lula no segundo mandato deveria ter sugerido a realização da reforma tributária. "É quando há alto capital político que mudanças importantes precisam ser sugeridas, mesmo que isso implique em derrota em eleições", destacou.
O ex-prefeito, por outro lado, não mencionou, no evento promovido em Nova York pelo "The People's Forum", em nenhum momento a necessidade de ajustes fiscais caso fosse eleito como presidente, nem mencionou a importância da realização da reforma da Previdência Social para o País. "Na campanha presidencial defendi reformas em dois setores importantes: o bancário e o referente aos meios de comunicação", destacou. "Há a cartelização do sistema bancário, o que também acontece com os meios de comunicação. São dois oligopólios que precisam ser revistos, senão não tem democracia."

Em carta, Lula diz que PT precisa ‘voltar a falar a linguagem do povo’ (Poder360)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, em carta lida nesta 6ª feira (30.nov.2018), que o PT precisa “voltar a falar a linguagem do povo e se reconectar com as bases“.
O documento foi lido na 1ª reunião do Diretório Nacional do partido feita após o resultado do 2º turno das eleições presidenciais, quando Fernando Haddad (PT) perdeu para Jair Bolsonaro (PSL).
Temos de voltar às ruas, às fábricas, aos bairros e favelas, falar a linguagem do povo, nos reconectar com as bases, como disse o Mano Brown. Não podemos ter medo do futuro porque aprendemos que o impossível não existe”, consta em trecho do texto escrito pelo ex-presidente. Leia a íntegra.
Lula está preso em Curitiba desde 7 de abril. O petista foi condenado pelo TRF-4(Tribunal Regional Federal da 4ª Região) a 12 anos e 1 mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Lula foi investigado em processo na Lava Jato que apurou o recebimento pelo petista de 1 tríplex em Guarujá pela empreiteira OAS como forma de pagamento de propina.
Ele criticou a nomeação de Moro, responsável por sua condenação em 1ª Instância, para o Ministério da Justiça e Segurança Pública e afirmou que Bolsonaro tem o propósito apenas de atacar o PT.
“Eu não tenho dúvida de que a máquina do Ministério da Justiça vai aprofundar a perseguição ao PT e aos movimentos sociais, valendo-se dos métodos arbitrários e ilegais da Lava Jato. Até porque Jair Bolsonaro tem um único propósito em mente, que é continuar atacando o PT”, disse.
Haddad também enviou uma carta que foi lida durante a reunião da sigla. Ele não participou do evento pois está nos Estados Unidos a convite do senador americano Bernie Sanders. Leia a íntegra.
Na mensagem, o ex-prefeito de São Paulo diz que está sendo formado 1 grupo com representantes de setores progressistas de vários países.
“Estou nos Estados Unidos, a convite do senador norte-americano Bernie Sanders e do ex-ministro grego Yanis Varoufakis, para avançar na formação de uma Internacional Progressista que pretende reunir forças para lidar com os desafios que nos estão sendo colocados”.

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Fonte: Estadão/Antagonista/Poder360