sexta-feira, 1 de março de 2019

Alface: vendas travam e preços recuam no atacado



Publicado em 01/03/2019 16:51


Após semanas de alta, os preços de todas as variedades de alfaces na Ceagesp ficaram em baixa durante esta semana (25/02 a 1º/03). Isso se deve, prioritariamente, ao enfraquecimento das vendas em função da proximidade do carnaval, aliada ao tempo chuvoso na região.
Com isso, o volume de sobras foram maiores, acarretando em um escoamento mais lento. Consequentemente, os preços caíram: a crespa fechou a semana na média de R$ 32,50/cxcom 24 unidades, queda de 5,73% em comparação com a semana anterior.
Já as hidropônicas, de acordo com atacadistas, tiveram uma menor desvalorização, já que a disponibilidade desta variedade foi menor. A expectativa é que a oferta caia na próxima semana devido às chuvas nas roças paulistas. Assim, as cotações das alfaces podem voltar a subir depois do carnaval.
Confira mais informações no site www.hfbrasil.org.br
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Fonte Cepea/Hortifruti

Mamão: Mesmo com carnaval, preços sobem no ES



Publicado em 01/03/2019 16:53


Nesta última semana de fevereiro (25/02 a 1º/03), ainda que houvesse alguns entraves no comércio de mamão, ambas as variedades se valorizaram no Espírito Santo. O formosa registrou alta de 19% em relação à semana passada, com média de R$ 1,43/kg. Já o havaí (12-18) foi comercializado por R$ 1,76/kg, aumento de 4% nas cotações na mesma comparação.
Segundo os mamocultores da região, mesmo que final de mês e proximidade com carnaval pressionaram a demanda pela fruta, a oferta limitada assegurou altos preços. Para a próxima semana, espera-se que o baixo volume disponível ainda seja o fator que mantenha as cotações em altos patamares.
Confira mais informações no site www.hfbrasil.org.br
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Fonte Cepea/Hortifruti

Frango Vivo: cotações estáveis nesta sexta (01)



Publicado em 01/03/2019 16:58


Nesta sexta-feira (01), a cotação do frango vivo se manteve estável nas principais praças do país, sendo o maior valor de negociação anotado em São Paulo, a R$3,00/kg.
O indicador da Scot Consultoria para o frango em São Paulo trouxe estabilidade para o frango na granja, a R$3,00/kg e alta de 1,21% para o frango no atacado, a R$4,17/kg.
O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP ressalta uma alta do frango inteiro no atacado da grande São Paulo, que estaria atrelada a uma menor disponibilidade da proteína no mercado doméstico.
Essa menor disponibilidade, por sua vez, é fruto de uma menor produção e de um ritmo mais intenso de embarques.
Por Izadora Pimenta
Fonte Notícias Agrícolas

Café arábica reage nesta 6ª feira após testar mínimas de mais de 10 anos na Bolsa de Nova York



Publicado em 01/03/2019 17:34


O mercado do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) encerrou a sessão desta sexta-feira (1º) com alta de mais de 150 pontos. Os futuros da variedade oscilaram entre altas e baixas ao longo do dia, inclusive chegando em mínimas de 14 anos.
O vencimento maio/19 registrou no dia 100,20 cents/lb com avanço de 175 pontos, o julho/19 subiu 175 pontos, a 102,85 cents/lb. Já o setembro/19 registrou 170 pontos de positivos, a 105,50 cents/lb e o dezembro/19 teve alta de 155 pontos, a 109,25 cents/lb.
Apesar da alta, o café arábica oscilou dos dois lados da tabela durante a sessão acompanhando fatores baixistas como o câmbio e do lado altista pesaram os fatores técnicos e preocupações com a safra brasileira. Na semana, houve avanço acumulado de 0,20%.
"A preocupação de que as fortes chuvas no Brasil possa atrapalhar o início da colheita no Brasil elevou os preços do arábica na sexta-feira", noticiou o site internacional Barchart. A safra brasileira 2019/20 do grão começará a ser colhida nos próximos meses.
Na quarta-feira (27), a Cooxupé (Cooperativa dos Cafeicultores de Guaxupé) havia projetado que a colheita do café em sua área de abrangência poderia começar mais cedo neste ano por conta do calor em dezembro e janeiro, o que acabou acelerando a maturação em parte das lavouras.


Com o avanço forte do dólar ante o real durante o dia, os futuros do café arábica caíram para o patamar de 98 cents por libra-peso no vencimento referência de mercado. Ele se aproximou das mínimas registradas em 2005, 14 anos atrás, segundo dados da Investing.
O dólar comercial encerrou a sessão desta sexta-feira com alta de 0,72%, cotado a R$ 3,7803 na venda, em movimento de cautela com o ambiente político interno e a proximidade do Carnaval. As oscilações cambiais impactam diretamente nas exportações das commodities.

Mercado interno

No Brasil, os negócios com café seguiram escassos. Apesar das altas e baixas externas, os preços físicos não tiveram muitas mudanças. O cenário complicado de preço também atinge a Colômbia, onde produtores já pensam em trabalhar descolado da ICE.
"De modo geral, as baixas estão atreladas à perspectiva de um novo volume satisfatório na safra 2019/20 no Brasil, mesmo em bienalidade negativa", reportou em nota o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Esalq/USP).
O café tipo cereja descascado registrou maior valor em Poços de Caldas (MG) com saca a R$ 430,00 e alta de 3,86%. Foi a maior oscilação no dia dentre as praças.
O tipo 4/5 registrou maior valor de negociação em Franca (SP) com saca a R$ 405,00 e alta de 1,25%. A maior oscilação no dia foi registrada em Poços de Caldas (MG) com alta de 4,17% e saca a R$ 400,00.
O tipo 6 duro registrou maior valor de negociação em Vitória (ES) com saca a R$ 442,00 - estável. A oscilação mais expressiva ocorreu em Poços de Caldas (MG) com alta de 4,28% e saca a R$ 390,00.
Na quinta-feira (28), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 396,68 e queda de 0,18%.
Por Jhonatas Simião
Fonte Notícias Agrícolas

Chicago encerra sexta-feira com milho em alta pela primeira vez na semana



Publicado em 01/03/2019 17:40


Após apresentar desvalorizações ao longo do dia, os preços internacionais do milho encerram a sexta-feira (01) com altas na Bolsa de Chicago (CBOT) pela primeira vez nessa semana. As principais cotações registraram valorizações entre 2 e 2,25 pontos. O vencimento março/19 era cotado a US$ 3,64, o maio/19 valia US$ 3,73 e o julho/19 era negociado por US$ 3,81.
A ARC Mercosul analisa que as francas movimentações do mercado são originadas pela saturação de especulações não confirmadas. As pequenas altas de hoje foram sustentadas pelos anúncios não oficiais de que um memorando de entendimento havia indicado o fim da guerra comercial.
As movimentações não foram maiores porque o mercado de commodities americano está saturado de noticiário e demanda passos mais concretos para a efetivação deste memorando, que indicaria o fim das barreiras tarifárias e a adição de pacotes de incentivos para o comércio bilateral entre Estados Unidos e China, em meados de março
O site Barchart aponta ainda que essa leve alta foi influenciada pelos compromissos de milho para exportação (vendas embarcadas e pendentes), que são 0,7% maiores do que no mesmo período do ano passado.
A consultoria americana Kluis Commodity Advisors reportou aos seus clientes que “Estamos finalmente na entrega do milho de março, por isso, procuremos uma baixa de curto prazo em breve. O mercado ainda continua um pouco desconfortável, pois ainda não temos um acordo comercial feito com a China. Com isso o dinheiro parece que quer ficar à margem”.
Mercado Interno:
Já no mercado interno, os preços do milho disponível permaneceram sem movimentações em sua maioria. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, a valorização apareceu somente na praça de Dourados/MS (3,03% e preço de R$ 34,00).
Já as desvalorizações foram registradas apenas em São Gabriel do Oeste/MS (2,44% e preço de R$ 32,00) e Brasília/DF (2,78% e preço de R$ 35,00).
A Radar Investimentos aponta que o mercado físico do milho entrou em compasso de espera. Com isto, o volume negociado é pequeno e o comprador que precisar de abastecer deve encarar marcações de preços maiores.
A XP Investimentos destaca que o mercado paulista de milho encerra a semana especulado e com as atenções no carnaval. Nesta sexta-feira (01), a amostra da XP Investimentos registra R$ 41,71/sc, maior referência desde 24/08/2018 e recorde por 11 dias consecutivos. A regionalização dos lotes, por conta dos fretes elevados, é o ponto chave, com intermediários e silos subindo as pedidas pelos lotes de diferido sabendo que as Indústrias e Granjas necessitam formar estoques para o feriado.
Já a Agrifatto Consultoria complementa que há relatos de menor pressão vendedora para exportação, o que manteve praticamente inalterado os prêmios para o milho (ao redor de US$ 0,30/bu). Mas também existem indicações de reaquecimento pelo lado da demanda no curto prazo, o que ainda precisará ser confirmado.
Além disso, os mapas climáticos não sofreram grandes alterações, com previsão de chuvas acima da média para MG, GO e MT na próxima semana, mas abaixo da média histórica para os três estados da região Sul do país.
Confira como ficaram as cotações nessa sexta-feira:
>> MILHO
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Por Guilherme Dorigatti
Fonte Notícias Agrícolas019 17:40

Soja fecha com leves altas na CBOT e mercado especula acordo entre China e EUA



Publicado em 01/03/2019 17:50 e atualizado em 01/03/2019 18:44



Os preços da soja fecharam o pregão desta sexta-feira (1) com leves altas na Bolsa de Chicago. O mercado, ainda muito técnico e lateralizado, chegou a testar os dois lados da tabela durante o dia, como tem sido bastante comum, sempre com variações tímidas, para fechar os negócios subindo entre 1,50 e 1,75 pontos nos contratos mais negociados. 
O vencimento maio/19, que é o mais negociado neste momento, ficou em US$ 9,11, enquanto o agosto terminou a semana valendo US$ 9,31 por bushel. As cotações seguem atuando no mesmo intervalo há meses com a falta de novidades, especialmente, sobre as relações comerciais entre China e Estados Unidos. 
Entretanto, as novas especulações dando conta de que um acordo entre os dois países estaria pronto para ser assinado por Donald Trump e Xi Jinping em meados de março renovou os ânimos do mercado. A reação, no entanto, também é limitada. 
"O mercado só irá reagir ao otimismo quando Xi Jinping confirmar a agenda para o encontro na Flórida, em meados de março. Já temos um ano de novela. A especulação calejou! Não vai ser noticiário que vai sustentar os preços", diz Matheus Pereira, diretor da ARC Mercosul.
Trata-se de uma ordem executiva de aproximadamente 150 páginas e que precisaria de mais alguns ajustes para que seja, enfim, assinada por Donald Trump e Xi Jinping.Isso se dá, ainda segundo a agência, mesmo com alguns debates ainda acontecendo em Washington sobre alguns pontos em que Pequim poderia fzer algumas concessões.  

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Nesse ritmo, principalmente de um esgotamento das especulações diante de tantos boatos não confirmados, as informações de outras frentes do mercado como a conclusão da safra da América do Sul ou as projeções para a nova safra norte-americana perderam terreno. 
Uma leve desaceleração da colheita no Brasil, a necessidade de chuvas em algumas regiões importantes de produção e uma considerável redução de área projetada para os EUA se tornaram, ao menos por enquanto, fatores marginais. 
Preços no Brasil
A falta de direção em Chicago, depois de uma semana movimentada para os preços no Brasil, parece ter chegado ao mercado nacional e os indicativos terminaram a sexta-feira pré-Carnaval com estabilidade.
Nos portos, as cotações perderam 0,65% nas principais referências, com a soja disponível fechando em R$ 76,50 em Paranaguá e R$ 76,00 em Rio Grande. Para março, R$ 77,00 e R$ 76,50, respectivamente. 
No interior, algumas praças de comercialização registraram algumas pequenas altas, principalmente em Goiás, no Paraná e Rio Grande do Sul. 
comentario arc site cristianoA cada dia cresce a convicção do mercado de que chineses e americanos caminham definitivamente para o fim da Guerra Comercial. Informações apontam que Trump e Xi Jinping se encontrarão na terceira semana de março nos Estados Unidos para assinatura do acordo final. A promessa chinesa de comprar anualmente US$30 bilhões “adicionais” em produtos agropecuários americanos é até espantosa, tendo em vista que no auge do comércio entre os dois países este montante não ultrapassou os US$20 bilhões. Para que isso seja viável uma enorme mudança na “paisagem” da agricultura norte-americana será necessária, com projeções extremamente altistas para os produtores do país. 
Enquanto negociam, o Brasil vem registrando um ótimo ritmo de exportações de soja neste início de 2019. Mas com o acordo já iminente, até quando essa demanda continuará?
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Por Carla Mendes
Fonte Notícias Agrícolas

Chineses já começam a sondar fornecedores americanos de soja de olho na confirmação de acordo entre China e EUA



Publicado em 01/03/2019 17:48



Sem taxação e mantendo os atuais patamares de preços, soja americana é mais competitiva que a brasileira
Stefan Tomkiw - Analista de Mercado da Société Générale

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Entrevista com Stefan Tomkiw - Analista de Mercado da Société Générale sobre o MERCADO DA SOJA
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Nesta sexta-feira (01), o mercado da soja encerrou o dia com leves altas na Bolsa de Chicago (CBOT), embora tenha testado os dois lados da tabela durante o dia.
Stefan Tomkiw, analista de mercado da Société Générale, comenta que as fases finais das negociações entre China e Estados Unidos podem estar próximas. Se espera que tudo ocorra até o dia 15 de março.
Absorvendo essa notícia, o mercado iniciou o dia mais firme, mas teve também uma participação intensa do lado comercial. No Brasil, o dólar trabalhou por volta dos R$3,80, o que trouxe estímulo para o produtor entrar na fixação.
A agência de notícias Bloomberg informou que as negociações ainda precisam de alguns ajustes para serem finalizadas e assinadas. A China estaria se comprometendo a comprar 50 milhões de dólares em produtos dos Estados Unidos, o que deve trazer novo estímulo para a soja se firmar acima dos US$9/bushel.
Hoje, Tomkiw relata que já há algumas conversas de que chineses estariam começando a fazer cotações.

Por Aleksander Horta e Izadora Pimenta
Fonte Notícias Agrícolas