quinta-feira, 2 de maio de 2019

Dólar opera em alta na volta do feriado digerindo sinalização do Fed

Na terça-feira (30), a moeda norte-americana recuou 0,49%, a R$ 3,9211

O dólar opera em alta nesta quinta-feira (2), em uma semana com ritmo mais lento devido ao feriado de 1º de maio, após o Federal Reserve (BC dos EUA) ter sinalizado que não tem pretensão de fazer seu primeiro corte de juros em anos. As atenções também continuam voltadas para a tramitação da reforma da Previdência.
Às 10h28, a moeda norte-americana subia 1,07%, vendida a R$ 3,9632.
Na terça-feira (30), a moeda norte-americana recuou 0,49%, a R$ 3,9211. Em abril, no entanto, dólar registrou leve alta de 0,16%. No acumulado do ano, já subiu 1,21%.
Na quarta-feira, o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) manteve as taxas de juros do país no intervalo de 2,25% a 2,50%. A última vez em que as taxas subiram foi em dezembro.
O Banco Central realiza nesta sessão leilão de até 5,05 mil swaps cambiais tradicionais, correspondentes à venda futura de dólares, para rolagem do vencimento de julho, no total de US$ 10,089 bilhões.



Data de Publicação: 02/05/2019 às 10:40hs
Fonte: G1

Café arábica avança em ajustes nesta manhã de 5ª feira na Bolsa de Nova York



Às 09h19 (horário de Brasília), o vencimento julho/19 tinha alta de 45 pontos, a 91,55 cents/lb. Já o setembro/19 avançava 55 pontos, a 94,05 cents/lb e o dezembro/19 tinha valorização de 55 pontos, a 97,70 cents/lb


Os contratos futuros do café arábica operam com leve alta nesta manhã de quinta-feira (02) na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). O mercado do grão se ajusta tecnicamente depois de subir mais de 200 pontos na sessão anterior.
Às 09h19 (horário de Brasília), o vencimento julho/19 tinha alta de 45 pontos, a 91,55 cents/lb. Já o setembro/19 avançava 55 pontos, a 94,05 cents/lb e o dezembro/19 tinha valorização de 55 pontos, a 97,70 cents/lb.
No Brasil, no último fechamento, o tipo 6 duro era negociado a R$ 386,00 a saca de 60 kg em Guaxupé (MG) e em Poços de Caldas (MG) estavam valendo R$ 373,00.
Veja como fechou o mercado na quarta-feira:
Café: Bolsa de Nova York encerra pregão desta 4ª feira em campo negativo
Nesta quarta-feira (01), o mercado do café arábica encerrou em campo negativo na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), com quedas entre 185 a 205 pontos pontos nos principais vencimentos.
O contrato Maio/18 encerrou com queda de 205 pontos, a 89,80 cents/lb. Para julho/19, a desvalorização foi de 205 pontos, a 91,10 cents/lb. Já o setembro/19 teve queda de 195 pontos, a 93,50 cents/lb, enquanto dezembro/19 também anotou queda de 185 pontos, a 97,15 cents/lb.
De acordo com a análise do site Barchat, os estoques atuais de café caíram acentuadamente no último mês, com os estoques de café monitorados pelo ICE caindo para a baixa de 6 meses de 2,439 milhões de sacas na terça-feira.
Mercado interno
Em função do feriado, do dia do Trabalhador no Brasil, não houve negociações no mercado interno. Ontem (30), as referências para o café o tipo 6 duro registrou uma valorização de 1,31% em Guaxupé (MG) com saca a R$ 386,00. Já na região de Lajinha (MG), a saca teve uma alta de 1,35% e está cotada a R$ 375,00.


Data de Publicação: 02/05/2019 às 10:30hs
Fonte: Notícias Agrícolas

Mercados de Hong Kong e Coreia avançam em dia fraco com feriado no Japão e na China

O índice de Hong Kong Hang Seng registrou alta de 0,83 por cento, enquanto o sul-coreano Kospi avançou 0,42%




As negociações no mercado asiáticas ficaram enfraquecidas nesta quinta-feira devido a feriados no Japão e na China, mas as ações em Hong Kong e na Coreia do Sul avançaram depois que a CNBC noticiou que os Estados Unidos e a China podem anunciar um aguardado acordo comercial até 10 de maio.
O índice de Hong Kong Hang Seng registrou alta de 0,83 por cento, enquanto o sul-coreano Kospi avançou 0,42 por cento.
A notícia saiu no momento em que o vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, viaja a Washington. Um anúncio nesse sentido removeria significativa incerteza que tem pesado sobre os mercados e dados globais há um ano.
"Eu ainda esperaria um rali de alívio quando o acordo for feito. A questão é o tamanho que teria esse movimento", disse Michael Metcalfe, chefe de estratégia macro do State Street Global Markets.
As negociações no Japão serão retomadas na próxima terça-feira, enquanto os mercados na China voltam a operar na segunda-feira.
  • Em TÓQUIO, o índice Nikkei permaneceu fechado.
  • Em HONG KONG, o índice HANG SENG subiu 0,83 por cento, a 29.944 pontos.
  • Em XANGAI, o índice SSEC não abriu.
  • O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, não teve operações.
  • Em SEUL, o índice KOSPI teve valorização de 0,42 por cento, a 2.212 pontos.
  • Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou alta de 0,34 por cento, a 11.004 pontos.
  • Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES desvalorizou-se 0,20 por cento, a 3.393 pontos.
  • Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 recuou 0,59 por cento, a 6.338 pontos.

Data de Publicação: 02/05/2019 às 10:25hs
Fonte: Reuters


Milho abre a quinta-feira com resultados misturados na Bolsa de Chicago



As principais cotações registravam movimentações entre 0,25 pontos negativos e 2,25 pontos positivos por volta das 09h14 (horário de Brasília)


A quinta-feira (02) começa resultados misturados para os preços internacionais do milho futuro na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registravam movimentações entre 0,25 pontos negativos e 2,25 pontos positivos por volta das 09h14 (horário de Brasília). O vencimento maio/19 era cotado à US$ 3,62, o julho/19 valia US$ 3,69 e o setembro/19 era negociado por US$ 3,76.
Segundo análise de Bryce Knorr da Farm Futures, os preços do milho estão misturados hoje, com os futuros tentando estender seu rali. Os atrasos no plantio continuam a conduzir a cobertura a descoberto de fundos que detêm uma aposta recorde contra o milho.
Um pouco de notícias sobre a demanda também está se infiltrando nos mercados. A produção de etanol na semana passada caiu, mas os estoques caíram um pouco também, de acordo com os últimos dados do departamento de energia.
“Após o fechamento do USDA, as usinas usaram 441,7 milhões de bushels (11,2 milhões de toneladas) de milho em março, menos do que esperávamos, mantendo a eficiência forte diante das margens fracas. O ritmo baixo continua a sugerir que o USDA está muito alto na estimativa para o uso da safra de 2018, a menos que haja um surto de E15 neste verão”, diz Knorr.
Espera-se que as vendas de exportação desta manhã sejam um pouco melhores do que as 30,7 milhões de bushels (779.810 toneladas) da semana passada, permanecendo acima da taxa necessária durante o verão para alcançar a previsão do USDA para o ano de comercialização.
Confira como fechou o mercado na última quarta-feira:
Milho: Mercado fecha a sessão desta 4ª com altas na Bolsa de Chicago
As cotações futuras do milho negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) encerraram o pregão desta quarta-feira (01) em campo positivo. Os principais vencimentos do cereal finalizaram o dia com valorizações entre 6,00 e 6,75 pontos.
O maio/19 encerrou o pregão a US$ 3,60 por bushel, enquanto o julho/18 era cotado a US$ 3,68 por bushel. O setembro/19 finalizou a quarta-feira a US$ 3,76 por bushel.
Segundo análise de Bryce Knorr da Farm Futures, os preços do milho subiram quase 2% na quarta-feira em uma rodada de curto prazo amplamente provocada por preocupações com o atraso do plantio. “Os preços do milho esperam aumentar este mês depois que os futuros de maio recuaram 0,8% em abril”, disse Knorr.
Mercado Interno
Em virtude do feriado do dia trabalhador no Brasil, o mercado interno não teve movimentações. De acordo com o levantamento da equipe do Notícias Agrícolas, realizado ontem (30), registrou uma queda na região de Campinas (SP) de 5,56% e fechou o dia R$ 33,49 a saca.
Em Luís Eduardo Magalhães (BA), a queda foi de 4,29%, com a saca de milho a R$ 33,50. Na região de Cascavel (PR), o perda foi de 3,85%, com a saca a R$ 25,00. Em Ubiratã (PR), a desvalorização foi de 1,96% com a saca a R$ 25,00.

Data de Publicação: 02/05/2019 às 10:20hs
Fonte: Notícias Agrícolas

Programa busca estimular concorrência no setor de combustíveis



O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, anunciou na quarta 24 a criação do programa Abastece Brasil


Pensada para estimular o desenvolvimento do mercado de combustíveis por meio do incentivo da concorrência no setor, a iniciativa substitui o programa Combustível Brasil, lançado em fevereiro de 2017.
Em linhas gerais, os dois programas buscam estimular a livre concorrência e atrair novos investimentos para o setor de abastecimento nacional de combustíveis. O Abastece Brasil será, segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), "o pilar do Conselho Nacional de Politica Energética (CNPE) para a construção de diretrizes estratégicas visando ao desenvolvimento do mercado de combustíveis".
Segundo o ministro, as ações do programa estão sendo discutidas com representantes do setor. "Eu não assumi o ministério com nenhuma ideia preconcebida. Evidentemente que eu recebi orientações do presidente Jair Bolsonaro, mas não descartamos nenhuma ideia, pois estas se tornam boas, viáveis e exequíveis através do diálogo", disse o ministro durante a abertura de um workshop sobre as iniciativas da pasta para o setor, em Brasília. O encontro reúne representantes de empresas e de órgãos públicos.
De acordo com o ministro, as propostas para promover a concorrência com vistas à diversificação de atores e atração de mais investimentos para as áreas de refino e logística serão construídas a partir do "diálogo transparente" com os agentes do segmento. "Nosso propósito é buscar, com a participação das entidades do setor, um ambiente de negócios pautado na governança, estabilidade e com segurança jurídica regulatória. E, também, na previsibilidade", disse o ministro, ressaltando que a maior concorrência resultará na oferta de combustíveis "em condições adequadas de preço e qualidade" para os consumidores finais.
Presente ao workshop, o diretor de Estudos do Petróleo, Gás e Biocombustíveis da Empresa de Pesquisas Energética (EPE), José Mauro Coelho, destacou a importância da segurança jurídica e da previsibilidade para atrair investimentos que beneficiem toda a cadeia do setor. "O Brasil tem necessidades urgentes de investimentos na área de refino, em portos, em infraestrutura de abastecimento primário. Isso tudo sem deixar de lembrar dos problemas relacionados à tributação", afirmou o diretor, lembrando a necessidade de um planejamento claro.
"Passamos por uma transição energética, para uma economia de mais baixo carbono. Isso é uma realidade mundial que impacta também o Brasil. Esta iniciativa, portanto, é de fundamental importância para termos um direcionamento correto nessas discussões", disse José Mauro Coelho, ressaltando alguns dos desafios brasileiros. "Em dez anos, multiplicaremos nossa produção de petróleo. Por outro lado, devido à escassez de investimentos em refino, se não tivéssemos iniciativas como esta [que tentem atrair investimentos], continuaríamos sendo grandes importadores de derivados. De todos os principais derivados: GLP, nafta, gasolina, querosene e diesel."
Para o diretor da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Aurélio Amaral, declarou que a atualização do Combustível Brasil responde à necessidade de se tentar abastecer um país de dimensões continentais, com um mercado diverso e desafios logísticos imensos. "A infraestrutura ainda é carente. Não temos refino no país suficiente para atender à demanda. Apesar de termos uma matriz energética diversa, temos grandes desafios. Principalmente em infraestrutura", avaliou Amaral.


Data de Publicação: 02/05/2019 às 10:00hs
Fonte: Agência Brasil

SANIDADE: Paraná cumpre protocolos e recebe aval para antecipar retirada da vacinação contra a aftosa

O governador em exercício do Paraná, Darci Piana, participou da abertura do evento, que prosseguiu nesta quinta-feira.

O Paraná obteve autorização do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), com o aval do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, para antecipar a suspensão da vacinação contra a febre aftosa do rebanho bovino a partir deste mês de maio, quando ocorre a última imunização do gado no estado. A aprovação do pedido ocorreu no final da tarde desta quarta-feira (24/04) durante a realização da 2ª Reunião do Bloco V do Plano Estratégico do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA), no auditório do Sistema Ocepar, em Curitiba, com a participação de cerca de 110 pessoas dos cinco estados integrantes do Bloco V. Pelo cronograma, a autorização ocorreria no primeiro semestre de 2021. O governador em exercício do Paraná, Darci Piana, participou da abertura do evento, que prosseguiu nesta quinta-feira.
Oficial - A mudança de status para área livre de aftosa sem vacinação, aprovada na reunião dos estados integrantes do Grupo V, será oficializada em setembro próximo, quando o Mapa irá publicar ato normativo de reconhecimento da condição do Paraná, informou Geraldo Marcos de Moraes, diretor do Departamento de Saúde Animal (DSA) do Mapa. Segundo ele, ainda “ficaram pendentes alguns detalhes e poucas ações para serem finalizados, o que irá ocorrer até setembro, conforme ficou pactuado nesta reunião. Aí, então, o Ministério da Agricultura vai editar as normas relacionadas à suspensão da vacinação no Paraná e as demais normas que implicam no controle de ingresso de animais no estado”.
Pendências - O presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Otamir Cesar Martins, por sua vez, garantiu que os pontos pendentes apontados pelos técnicos do Mapa serão concluídos dentro do prazo estabelecido. “Não temos a menor dúvida quanto a isso. São quatro pontos técnicos e a nossa estrutura vai estar preparada para resolvê-los. A outra parte se refere à contratação de pessoal que, temos certeza, o governador Ratinho Junior irá cumprir essa questão até setembro quando, então, poderemos comemorar o status e ter a certeza de que estamos prontos para a auditoria internacional um ano depois e para, em 2021, na OIE (Organização Mundial da Saúde Animal) recebermos o certificado de estado livre de febre aftosa sem vacinação”, pontuou.
Vitória - Martins classificou a aceitação do pedido de retirada da vacinação contra a febre aftosa como “uma grande vitória para o Paraná em relação à questão sanitária. Tivemos referendado nesta reunião o resultado de um trabalho desenvolvido ao longo de vários anos”. E destacou a participação de várias entidades, como a Ocepar, Faep, Fetaep, Fiep, que foram responsáveis por ações junto ao governo do estado, em 2011, que resultou na criação da Adapar, atualmente reconhecida como a melhor agência de vigilância sanitária no país. “E esta conquista é resultado de um trabalho competente em relação à defesa sanitária animal de seus técnicos e demais colaboradores”, acrescentou. Para ele, prevaleceu “o bom senso de todos os participantes do bloco” na questão.
Responsabilidade - O presidente da Adapar disse ainda que a manutenção do status de área livre de vacinação depende do governo e do setor produtivo. “O status sanitário do Paraná depende do governo, que tem de fazer a manutenção, mas principalmente dos produtores. Por isso, o apelo que fazemos é que toda a vigilância será feita em conjunto, ou seja, pelo governo e pelos produtores, questão que iremos reforçar nos seis encontros regionais (veja calendário abaixo) que, esperamos, tenham a participação efetivas dos pecuaristas”, enfatizou.
Prioridade - O presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, que não pode participar do primeiro dia do evento devido a compromissos com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, em Brasília, esteve presente na abertura dos trabalhos do segundo dia, quando disse que acompanhou de longe e ficou extremamente feliz com a decisão tomada por todas as entidades. “Tornar o Paraná área livre de aftosa sem vacinação é uma prioridade do setor cooperativista há muito tempo. Apoiamos esta decisão tomada aqui. Sabemos que é um assunto que precisa ser tratado com prudência e muita tranquilidade, mas precisamos avançar. Realizamos um planejamento e o estamos executando. Agora é a hora de agir. O setor tem investido muito no aspecto sanitário e vamos investir mais ainda com o novo status, pois é uma grande responsabilidade para todos os segmentos produtivos e as conquistas serão de todos também”, afirmou.
Mercado – “A pecuária do Paraná passou para um novo status.” É assim que o diretor executivo da Frimesa, Elias Zydek, resume a condição recém-conquistada pelo estado, resultado do empenho do setor oficial e da iniciativa privada há tantos anos. Quanto à suinocultura, ele considera um aval à possibilidade de participar de 65% do mercado externo, “que antes não tínhamos acesso. Mas, a partir de agora, teremos condições de participar de um mercado de aproximadamente três milhões de toneladas por ano”. O executivo disse ainda que a conquista desta condição sanitária contribui para que “tenhamos um conceito muito diferenciado perante o mundo. E isso é imensurável em termos de valores e, principalmente, de conceito da nossa pecuária”.
Suinocultura - Há diversos fatores que impulsionam um grande projeto, como é o do frigorífico de suínos da Frimesa, em Assis Chateaubriand, no oeste paranaense, que irá processar 15 mil cabeças de suínos daqui a dez anos, de acordo com Zydek. “É fundamental para o setor a nova condição alcançada pelo Paraná, pois estávamos muito preocupados com o mercado. No entanto, o novo status proporciona certeza de conquista de mais mercados. Por isso, imprimiremos uma velocidade maior na implantação do projeto”, disse, ao informar que houve uma desaceleração das obras devido vários motivos, e o status sanitário era o principal deles. Agora, a primeira etapa do frigorífico deve entrar em operação até o final de 2020.
Empregos - O projeto da Frimesa, central formada pelas cooperativas Lar, Copacol, Copagril, Primato, C.Vale, prevê a contração de sete mil empregados no frigorífico, em oito anos, ou seja, até a conclusão final do projeto. “E cada emprego na fábrica significa um emprego e meio a mais na cadeia produtiva. É uma fonte de geração de empregos segura, que tanto necessitamos atualmente.” Os investimentos totalização R$ 2,5 bilhões – R$ 1 bilhão no frigorífico e mais R$ 1,5 bilhão na produção, incluídos aí as granjas, fábrica de ração e armazéns nas cooperativas.
Responsabilidade - O diretor do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar), Ícaro Fiechter, avaliou que a conquista do status de área livre de aftosa sem vacinação implica em responsabilidade de todos os segmentos da cadeia de proteína animal até o consumidor, inclusive do setor público, pela manutenção desta condição. “A vigilância para manter afastado o problema (aftosa) é de todos, afinal é muito melhor dizer eu não tenho a doença e não preciso vacinar. Isso interessa também ao mercado internacional”, enfatizou

Data de Publicação: 02/05/2019 às 09:40hs
Fonte: Portal Paraná Cooperativo

Mamona vira alternativa de tratamento a vítimas de acidentes no Brasil

Descoberto na década de 90, polímero de óleo da planta é usado para reconstruir estruturas ósseas de coluna e face após traumas

Uma descoberta feita na década de 90 pelo professor aposentado Gilberto Orivaldo Chierice, do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP) em São Carlos, está transformando a vida de pessoas vítimas de traumas causados por acidentes. Ele desenvolveu um polímero, material semelhante ao plástico, a partir do óleo de mamona que, por causa de sua porosidade, adere à estrutura óssea com o passar do tempo. O material biocompatível, isto é, que não provoca rejeições no corpo, agora, é também usado por cirurgiões dentistas no tratamento de traumas nos ossos da região da face.
Um dos pioneiros na utilização do polímero de mamona para reconstrução óssea facial foi o cirurgião buco-maxilo-facial, Renato Marano Rodrigues, de Vitória (ES). Ele defendeu tese de doutorado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) por meio da qual comparou o uso de dois materiais biocompatíveis consagrados pela medicina (titânio e polietileno poroso de alta densidade) com o originado da mamona. Ao todo, 67 pacientes foram submetidos a procedimentos cirúrgicos que variaram o uso dos três biomateriais.
Segundo o profissional, os resultados obtidos com o polímero da planta foram satisfatórios. “Os ossos da face são finos e difíceis de serem reconstruídos. Os biomateriais, como o de mamona, são uma alternativa ao tratamento clássico. O diferencial da mamona é que se trata de um produto acessível, nacional e, portanto, com custos mais baixos. A grande maioria dos materiais que são usados na reconstrução óssea são importados e de custo mais alto. Por esse motivo, a mamona contribui para o acesso mais rápido do paciente ao tratamento que ele precisa”, explica.
Desde que foi descoberto, o polímero de mamona vem sendo usado em procedimentos cirúrgicos da medicina ortopédica, como correções de traumas da coluna. A composição química da planta é o que explica a aceitação do material no corpo humano, uma vez que sua estrutura molecular possui gorduras existentes no organismo do homem e faz com que as células não interpretem a resina da planta como corpo estranho.
O cultivo da mamona teve seu auge no início dos anos 2000 no Brasil, quando o governo decidiu estimular a produção de biodiesel. Em 2017, o país produziu 13,4 mil toneladas."

O cultivo da mamona, de maneira geral, é destinado à extração do óleo da semente, que é usado na lubrificação de motores com alta rotação e como matéria prima para a produção de biocombustíveis, um deles é o biodiesel.
A mamona é uma das plantas arbustivas mais disseminadas no Brasil. Após declínio no final do século XX, o cultivo da planta teve seu auge no início dos anos 2000, quando o governo decidiu estimular a produção de biodiesel. Em 2005, o país produziu mais de 168 mil toneladas.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no entanto, mostram que a produção da mamona no Brasil tem diminuído com o passar dos anos. Em 2014, o total produzido no país ultrapassou 37 mil toneladas e, no ano seguinte, houve um acrescimento de 24,3%, ou seja, chegou a 46 mil toneladas. Já em 2016, o número caiu pela metade (24 mil t) e, em 2017, diminuiu ainda mais, chegando a 13.481 toneladas.
Versatilidade
A exploração comercial do potencial da mamona, contudo, não parece estar perto de acabar. A partir do líquido viscoso da mamona são fabricados graxas e lubri?cantes, tintas, vernizes e espumas. Derivados do óleo da planta também podem ser encontrados em alimentos e cosméticos devido aos nutrientes que carrega, como o nitrogênio e fósforo. Além disso, a torta residual da semente é outro produto da oleaginosa recomendado como adubo orgânico para plantios.
E não para por aí. Lançada em 2015, a marca We Step Clean inovou o mercado de produtos voltados aos cães e gatos e criou comedouros fabricados a partir de resina de óleo da mamona.
O Biobowl, como é chamado o comedouro dos pets, é biodegradável, atóxico e biocompatível. O produto não possui nenhum componente tóxico para os animais e se decompõe rapidamente no meio ambiente, sem deixar resíduos.
Eduardo Bertasso, sócio proprietário da empresa, explica que decidiu fugir do modelo industrial de fabricação do produto, isto é, não utilizar plástico, porque entende que a sustentabilidade é o único caminho possível. “Eu e minha sócia Andrea sempre nos preocupamos com a questão ambiental e sentimos a necessidade de fazer a nossa parte. Tem também o viés da saúde porque as toxinas deixadas pelo plástico acabam retornando para o ser humano”, explicou.
Além disso, o empresário também elenca a destinação final como fator determinante para venda de comedouros sustentáveis. Segundo ele, a legislação que trata dos resíduos sólidos se torna cada vez mais rígida em prol do descarte correto dos diversos materiais. “Nossa logística, diferente da dos outros, é reversa. Não precisa de destinação. Nosso produto, ao invés de poluir, pode ser descartado no quintal onde irá se decompor e ainda deixará o solo rico em nutrientes”, finalizou.

Data de Publicação: 02/05/2019 às 09:20hs
Fonte: Globo Rural