quinta-feira, 2 de maio de 2019

Desempenho do frango vivo em abril e no 1º quadrimestre de 2019



Depois de iniciar abril cotado a R$3,40/kg, em pouco mais de 10 dias o frango vivo negociado no interior de São Paulo obteve quatro reajustes de cinco centavos cada


Não representa a redenção plena, mas em abril o frango vivo redimiu-se de todos os maus momentos acumulados desde 2016 (ano em que, devido à quebra de safra, sua produção se tornou onerosa) e agravados pelas ocorrências policiais de 2017 e 2018: alcançou, nominalmente, a melhor cotação de todos os tempos, completou o segundo mês consecutivo de mercado absolutamente firme e – o mais surpreendente – registrou esse bom desempenho em plena Quaresma, período normalmente caracterizado por sensíveis baixas.
Depois de iniciar abril cotado a R$3,40/kg, em pouco mais de 10 dias o frango vivo negociado no interior de São Paulo obteve quatro reajustes de cinco centavos cada. Chegou, pois, ao valor recorde de R$3,60/kg, cotação que permaneceu inalterada por toda a segunda quinzena do mês.
Com isso alcançou, em abril, preço médio de R$3,55/kg, valor que representou incremento de quase 10% sobre o mês anterior e de mais de 60% sobre abril de 2018. Sem dúvida excepcional, valorização do gênero é, provavelmente, inédita. Índice tão elevado, porém, resulta apenas dos baixos preços enfrentados um ano atrás, ocasião em que a cotação do frango vivo retrocedeu aos menores valores da corrente década.
De toda forma é inegável a recuperação do setor, perspectiva inimaginável no início do presente exercício. Em janeiro e parte de fevereiro, por exemplo, muitas das negociações com o frango vivo foram efetivadas com descontos, por valores bem aquém daqueles apontados pelas cotações então divulgadas (daí serem consideradas “apenas um referencial”).
Os baixos preços pagos pelo frango vivo seriam ocorrência normal para o período (marcado pelas férias da população e pela queda de consumo) não fosse o fato de as compras com descontos ocorrerem desde o último trimestre de 2018. Ou seja: houve sensível desaceleração nos abates (por diferentes razões) e parte das aves em criação transformou-se em excedente.
A virada de mercado, tudo indica, decorreu da combinação de pelo menos quatro diferentes fatores. O primeiro foi a retomada do consumo passados os meses de férias e reiniciado o ano letivo. O segundo foi o esgotamento dos estoques até então existentes. O terceiro foi a retomada plena dos abates. O quarto e decisivo fator (ao menos para o frango vivo) foi a queda de produção pelo setor independente após quatro ou mais meses de prejuízo contínuo.
Tudo isso fez com que o preço médio do primeiro quadrimestre de 2019 alcançasse a marca, inédita, de R$3,13/kg, valor 30% superior ao de idêntico período ano passado. Em relação à média de 2018 (12 meses), a valorização atual é de 12%.
Notar, porém, que a média atual se encontra apenas 8,3% acima daquela registrada três anos atrás, nos 12 meses de 2016. Ou seja: como a inflação (IPCA) acumulada desde então supera os 12%, o desempenho atual não tem nada de excepcional.

Data de Publicação: 02/05/2019 às 11:50hs
Fonte: AviSite

Soja em Paranaguá tem menor valor desde fevereiro de 2018, aponta Cepea



O recuo no indicador de preço Paranaguá, de 0,44 por cento ante segunda-feira e de 4,31 por cento no acumulado do mês, ocorre enquanto o Brasil exporta uma grande safra de soja e na esteira das quedas nos contratos futuros de referência da bolsa de Chicago



Os preços da soja em Paranaguá (PR), importante porto exportador do Brasil, seguiram trajetória de queda nesta terça-feira e atingiram 74,36 reais por saca de 60 kg, o menor valor nominal desde os 73,36 reais vistos em fevereiro de 2018, de acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
O recuo no indicador de preço Paranaguá, de 0,44 por cento ante segunda-feira e de 4,31 por cento no acumulado do mês, ocorre enquanto o Brasil exporta uma grande safra de soja e na esteira das quedas nos contratos futuros de referência da bolsa de Chicago.
Os futuros nos EUA, que influenciam os preços locais, tiveram novas mínimas contratuais para a maioria de seus vencimentos nesta terça-feira, à medida que amplos estoques mundiais e uma fraca demanda de exportação para o produto norte-americano empurram os preços para baixo, provocando vendas técnicas.
Já o dólar interbancário caiu 0,49 por cento nesta terça-feira, a 3,9227 reais na venda.
As exportações de soja do Brasil atingiram 8,6 milhões de toneladas no acumulado de abril até o dia 27, informou a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) nesta terça-feira, o que indica uma queda nos embarques neste mês, ante o mesmo período do ano passado.

Data de Publicação: 02/05/2019 às 11:40hs
Fonte: Reuters


Em Minas, frango vivo encerrou abril com ligeira queda de preço

Nos últimos dias de abril, o mercado de frangos vivos em Minas Gerais, firme há pelo menos três meses, começou a dar sinais de frouxidão

Nos últimos dias de abril, o mercado de frangos vivos em Minas Gerais, firme há pelo menos três meses, começou a dar sinais de frouxidão. Efeito, apenas, do final de mês e do exaurimento econômico do consumidor, pois a oferta continuou ajustada, nos mesmos níveis anteriores.
A realidade é que, caindo a demanda por parte dos abatedouros, não houve como sustentar a cotação vigente. Com isso, após quase três semanas com o preço estabilizado em R$3,55/kg, o frango vivo comercializado em Minas Gerais perdeu cinco centavos de seu preço e, com isso, chegou ao último dia de abril cotado a R$3,50/kg, valor que – a despeito da queda – mantém-se quase 3% acima do registrado há 30 dias
Em São Paulo, o final de mês não teve maiores influências no mercado do frango vivo, que permaneceu firme mesmo havendo algum refluxo nos preços do frango abatido. Assim, no dia 30 de abril completaram-se 18 dias de estabilidade a R$3,60/kg, valor 5,88% superior ao vigente um mês atrás, na mesma data.
Os valores atuais representaram, para o produto de São Paulo, incremento de 63,64% sobre a cotação vigente há um ano. Em Minas Gerais, esse índice sobe para 66,67%.
Notar, porém, que doravante essas elevadas variações tendem a decrescer, porquanto em 2018, após enfrentar – nos quatro primeiros meses do ano – os piores preços da corrente década, em maio começou uma reversão de mercado (isto, antes mesmo que a greve dos caminhoneiros viesse tumultuar o setor e toda a economia brasileira).
Assim, por exemplo, se mantiver a cotação atual por todo o mês de maio, o frango vivo paulista chegará ao próximo dia 31 com um valor 44% superior ao de um ano atrás.

Data de Publicação: 02/05/2019 às 11:30hs
Fonte: AviSite

Garantia-Safra libera recursos para produtores com perdas na safra 2017/2018



Já está disponível desde de meados de abril nos bancos os recursos do Garantia-Safra para produtores da região Norte de Minas Gerais, que tiveram prejuízos em suas lavouras na safra 2017/2018


Já está disponível desde de meados de abril nos bancos os recursos do Garantia-Safra para produtores da região Norte de Minas Gerais, que tiveram prejuízos em suas lavouras na safra 2017/2018. O valor do benefício é de R$ 850,00 divido em cinco parcelas de R$ 170,00. Serão 17 municípios mineiros beneficiados nessa etapa. 
Os recursos do programa foram liberados a partir da segunda quinzena de abril para os municípios: Araçuaí, Capitão Enéas, Coronel Murta, Curral de Dentro, Guaraciama, Ibiaí, Indaiabira, Lontra, Mato Verde, Montezuma, Ninheira, Padre Carvalho, Pai Pedro, Santa Cruz de Salinas, São João do Paraíso, Vargem Grande do Rio Pardo, Virgem da Lapa. Anteriormente, outros municípios que tiveram as suas perdas comprovadas foram contemplados.

“O programa é importante para os agricultores usarem os recursos na entressafra para suas necessidades básicas” diz Eunice Ferreira Santos, coordenadora do Garantia-Safra em Minas Gerais. 

Têm direito ao benefício os produtores inscritos no programa, que podem retirá-lo nas agências da Caixa Econômica Federal e casas lotéricas com o cartão Cidadão. O dinheiro estará disponível sempre a partir da segunda quinzena de cada mês. De acordo com a coordenadora Eunice Santos, para avaliar quais municípios tiveram perdas são utilizados quatro indicadores. 

“São verificados laudos feitos pelos técnicos locais da Emater-MG, dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastre Naturais, informações do Instituto Nacional de Meteorologia e do IBGE. Enquanto esses dados não estiverem disponíveis, não é possível avaliar as perdas nos municípios”, afirma.

Garantia-Safra

O programa é uma ação voltada para agricultores familiares que se encontram em municípios sujeitos a perdas de safra devido à seca ou ao excesso de chuvas, localizados no Nordeste, na área Norte e nos Vales do Jequitinhonha e Mucuri de Minas Gerais, e região Norte do Espírito Santo. Têm direito a receber o pagamento os agricultores que fizerem a adesão ao programa e que tiverem comprovada perda de produção igual ou superior a 50%. 

Atuação Emater-MG
Em Minas Gerais, o Garantia-Safra é operacionalizado pela Emater-MG, por meio de várias ações. Entre elas estão o recebimento de inscrições, a emissão da Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) e a emissão dos laudos técnicos de verificação do plantio. Além disso, a empresa mineira de extensão rural apoia a divulgação do programa. 

Um exemplo é a atuação da unidade regional da empresa em Salinas. Somente na área de atuação da unidade são 10.350 agricultores de 20 municípios inscritos no programa. No entanto, de acordo com o gerente regional, Tiago Herbet, desse total de municípios, 12 não foram contemplados com o benefício. “Isso representa um total de 7.539 agricultores que não receberam, no primeiro momento, os recursos, com a justificativa de que nesses municípios não ocorreram perdas nas lavouras acima de 50%”, diz. 

Com isso, a Emater-MG mobilizou lideranças políticas, representantes dos agricultores familiares e técnicos do IBGE para uma reunião. O objetivo foi coletar e analisar dados do relatório safra agrícola da Emater-MG, relatórios agroclimatológicos da região e informações do IBGE.
Um documento técnico foi elaborado em conjunto, demonstrando que houve perdas acima de 50% nas lavouras da região na safra 2017/2018 em razão da estiagem. As informações foram enviadas pelo IBGE para a coordenação estadual do Programa Garantia-Safra e a Comissão de Avaliação de Perdas do Garantia-Safra (CEAP-GS).
“Como resultado desse trabalho, a Comissão de Avaliação de Perdas do Garantia-Safra revisou os dados de 10 municípios e autorizou o pagamento do benefício a 5.283 agricultores, disponibilizando recursos no valor R$4.490.550,00, o que representa muito para os beneficiários do programa e para a economia local”, diz o gerente.


Data de Publicação: 02/05/2019 às 11:20hs
Fonte: Assessoria de Comunicação - Emater-MG

Contratos futuros do açúcar fecham em baixa nas bolsas internacionais



Os contratos futuros do açúcar fecharam desvalorizados nesta quarta-feira (1º)


Em Nova York, os contratos com vencimento para julho/19 foram firmados em 12.21 centavos de dólar por libra-peso, queda de 13 pontos. O lote para outubro/19 foi firmado em 12.54 centavos de dólar por libra-peso, recuo de 15 pontos.
Em Londres também houve queda. Os contratos do açúcar branco com vencimento para agosto/19 encerraram o dia em US$ 331,70 a tonelada, queda de 3,20 dólares. Na tela outubro/19 os papéis fecharam em US$ 336,40 a tonelada, desvalorização de 3,90 dólares.
São Paulo
O indicador diário Cepea/Esalq para açúcar cristal fechou em R$ 69,86/sc de 50 kg, no dia 30 de abril, desvalorização de 0,56% no comparativo com a véspera. No acumulado do mês de abril a saca do açúcar cristal valorizou 1,48%.
Etanol
Pelo índice Esalq/BM&F o etanol hidratado fechou desvalorizado na terça-feira (30). O metro cúbico do biocombustível foi vendido a R$ 1.749,00, queda de 0,34% no comparativo com o dia anterior. No acumulado do mês de abril o indicador diário do biocombustível valorizou 3,83%.

Data de Publicação: 02/05/2019 às 11:10hs
Fonte: Agência UDOP de Notícias


Fed mantém taxa de juros após dados mostrarem economia saudável nos EUA

O Federal Reserve manteve a taxa de juros nesta quarta-feira, à medida que os membros do banco central dos Estados Unidos se animaram com os números de emprego no país e com o crescimento econômico, mantendo a esperança de que a inflação subirá

"Achamos que nossa posição de política é apropriada para o momento; não vemos um argumento forte para nos movimentarmos em outra direção", disse o chair do Fed, Jerome Powell, a jornalistas após o fim da reunião de dois dias do órgão. "Vemos que estamos em um bom caminho para este ano".
Os membros do Fed disseram que a economia está em boa forma, com o crescimento contínuo do emprego e da economia, e um eventual aumento da inflação é ainda "o cenário mais provável", com a expansão dos EUA chegando a 10 anos.
"O mercado de trabalho continua forte ... a atividade econômica subiu a uma taxa sólida" nas últimas semanas, disse o Fed em comunicado, um dia depois de o presidente Donald Trump pedir redução das taxas em um ponto percentual e outras medidas para estimular a economia.
O Fed também cortou o juro que paga a bancos sobre as reservas excedentes de 2,4 para 2,35 por cento, em um esforço para garantir que sua principal taxa de empréstimo overnight permaneça dentro da faixa alvo atual.
A principal preocupação sinalizada na declaração de política é o nível atualmente "silencioso" de inflação, que continua a ficar aquém da meta de 2 por cento do Fed. A declaração sugere que um declínio recente na inflação pode ser mais persistente do que o esperado, e não deve mais ser culpada simplesmente pela queda nos preços da energia.
Os dados mais recentes mostraram inflação de cerca de 1,5 por cento anualizada, o que seria um problema se significasse que as famílias e as empresas têm dúvidas sobre a força da economia e estavam menos dispostas a gastar e investir.
Powell disse a jornalistas que a queda no chamado núcleo da inflação deve-se principalmente a fatores transitórios, e previu que subiria novamente para a meta de 2 por cento.
"Se virmos a inflação persistentemente abaixo (da meta), isso é algo com que vamos nos preocupar e algo que vamos levar em conta ao estabelecer a política", disse.
Mas por ora a inflação baixa permite ao banco central ser "paciente" ao decidir sobre mudanças em sua taxa básica de juros, que ficou na faixa de 2,25 a 2,50 por cento, disse ele.
Não houve indicação na declaração de política monetária do Fed de que um corte ou aumento da taxa esteja em jogo tão cedo.
O Fed aumentou as taxas quatro vezes em 2018 e, em dezembro, antecipou novos aumentos nos custos de empréstimos este ano. No início deste ano, interrompeu a campanha diante das preocupações com dados fracos nos Estados Unidos e no exterior.
A decisão política foi unânime, um sinal de que o Fed segue firme na promessa de manter a taxa de juro inalterada até que dados econômicos dêem razão convincente para fazer o contrário.

Data de Publicação: 02/05/2019 às 11:00hs
Fonte: Reuters

Soja: Após perder mais de 4% em abril, Chicago segue recuando nesta 5ª feira



Por volta de 7h55 (horário de Brasília), as cotações cediam entre 1,25 e 3,25 pontos nos contratos mais negociados, com o maio valendo US$ 8,38 por bushel



Nesta quinta-feira (2), os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago dão continuidade às baixas observada na sessão anterior e segue atuando com pequenos recuos. Por volta de 7h55 (horário de Brasília), as cotações cediam entre 1,25 e 3,25 pontos nos contratos mais negociados, com o maio valendo US$ 8,38 por bushel.
Essa posição perdeu mais de 4% somente em abril e o mercado internacional da soja segue refletindo uma cena de oferta e demanda preocuante para os preços. Os estoques norte-americanos estão historicamente altos, o consumo um pouco mais lento e uma nocva safra está apenas começando nos EUA.
As condições de clima no Corn Belt não são as melhores neste momento, entretanto, ainda não ameaçam a nova temporada americana. As especulações vão aos poucos crescendo, inclusive sobre a possibilidade de uma migração de área de milho para a soja. É muito cedo, ainda, porém, para que definições sejam conhecidas e o impacto do mercado climático no mercado em Chicago deverá ser sentido mais adiante.
Os traders aguardam também pelos números das vendas semanais que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz nesta quinta. As expectativas do mercado variam entre 400 mil e 900 mil toneladas.
Veja como fechou o mercado nesta quarta-feira, por Andressa Simão:
Soja encerra o pregão desta 4ª feira com ligeiros ganhos na Bolsa de Chicago
Na Bolsa de Chicago (CBOT), as principais posições da soja encerraram o pregão desta quarta-feira (1) com ligeiras altas. Os vencimentos da soja fechou com uma valorização de 1,75 a 2,25 pontos, o maio/19 cotado a US$ 8,39 por bushel e o julho/19 a US$ 8,51 por bushel.
De acordo com a análise de Bryce Knorr da Farm Futures, os preços da soja caíram ligeiramente nesta quarta-feira com algumas vendas técnicas, tendo em vista que os comerciantes continuam preocupados com as baixas exportações e altos estoques.
“Os preços no vermelho não são bem-vindos para começar o mês, especialmente considerando o péssimo desempenho em abril, quando os futuros de maio caíram 4,8%. Estoques mais altos e exportações menores poderiam continuar a criar ventos contrários significativos no futuro”, disse Knorr.
Mercado Interno
Por conta do feriado de 1 de maio, em que se comemora o Dia do Trabalho no Brasil, não houve movimentações no mercado físico da soja. Nesta terça-feira (01), a saca da soja estava cotada a R$ 65,50 na região de Pato Branco (PR) com uma queda de 0,76%. Já em Tangará Serrá (MT), registrou uma desvalorização de 1,61%, cotado a R$ 61,00 a saca.


Data de Publicação: 02/05/2019 às 10:50hs
Fonte: Notícias Agrícolas