segunda-feira, 2 de março de 2020

Disseminação do coronavírus leva mundo a "território desconhecido", diz OMS



Publicado em 02/03/2020 17:12 e atualizado em 02/03/2020 19:48

SEUL/PEQUIM (Reuters) - O coronavírus está se espalhando muito mais rápido fora da China do que dentro do país atualmente, o que leva o mundo a um território desconhecido, mas o surto ainda pode ser contido, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta segunda-feira.
Quase nove vezes mais casos foram relatados nas últimas 24 horas fora da China do que no país que foi a origem do surto, disse o chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, acrescentando que agora o risco de o coronavírus se proliferar é muito alto em "nível global".
Ele disse que os surtos na Coreia do Sul, Itália, Irã e Japão são a maior preocupação, mas que existem indícios de que os métodos de vigilância estão funcionando na Coreia do Sul, o país mais afetado fora a China, e que a epidemia ali pode ser contida.
"Estamos em território desconhecido --nunca vimos antes um patógeno respiratório que é capaz de transmissão comunitária, mas ao mesmo tempo pode ser contido com as medidas certas", disse ele em um briefing em Genebra.
A luta contra o coronavírus deveria se tornar uma ponte para a paz, disse Tedros, elogiando os Estados Unidos por apoiarem o envio de ajuda médica ao Irã, apesar das tensões entre as duas nações.
Ministros das Finanças dos países do G7 devem realizar uma teleconferência na terça-feira para debater medidas para lidar com o impacto econômico, disseram três fontes à Reuters.
Os mercados mundiais de ações recuperaram alguma calma, já que as esperanças de que cortes nas taxas de juros globais suavizem o impacto econômico acalmaram os nervos após sua pior queda desde a crise financeira de 2008 na semana passada.
O total de mortes globalmente é de até 3.044, de acordo com uma contagem da Reuters. Uma autoridade de alto escalão dos EUA disse temer que os números em seu país, atualmente mais de 75 casos confirmados e duas mortes, possa disparar nas próximas semanas.
A quantidade de kits de exames disponíveis será acelerada nas próximas semanas, disseram autoridades. A porta-voz da Casa Branca, Stephanie Grisham, disse que o risco para os norte-americanos ainda é muito baixo.
A Coreia do Sul teve 26 mortes e relatou outras 599 infecções nesta segunda-feira, o que eleva sua cifra para 4.335 após o maior salto diário até o momento, que ocorreu no sábado.
Wuhan, a cidade chinesa no centro da epidemia de coronavírus, fechou o primeiro de 16 hospitais construídos às pressas para tratar pessoas infectadas depois de dar alta aos últimos pacientes recuperados, noticiou a emissora estatal CCTV nesta segunda-feira.
A notícia do fechamento coincidiu com uma redução acentuada de casos novos na província de Hubei e em sua capital Wuhan, mas a China continua em alerta para as pessoas que voltam contaminadas de outros países onde a doença se disseminou.
A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) alertou que o surto está encaminhando a economia mundial para sua maior retração desde a crise financeira global e exortou governos e bancos centrais a reagirem.
(Por Stephanie Nebehay em Genebra, Hyonhee Shin e Jack Kim em Seul, Ju-min Park em Gapyeong, Ryan Woo, David Stanway, Se Young Lee, Emily Chow e Andrew Galbraith em Pequim, Leigh Thomas em Paris, Michelle Price em Washington, Leika Kihara em Tóquio, Jonathan Cable em Londree, Donny Kwok e Twinnie Siu em Hong Kong e Grant McCool em Washington)
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Fonte: Reuters

Dólar fecha perto de R$ 4,49 e bate 8º recorde consecutivo com incerteza sobre coronavírus



Publicado em 02/03/2020 17:24 e atualizado em 02/03/2020 20:13


Por José de Castro
SÃO PAULO (Reuters) - O dólar começou março cravando a oitava máxima recorde nominal consecutiva ante a moeda brasileira, aproximando-se de 4,49 reais, depois de uma tentativa mais cedo de ajuste de baixa frustrada pela constante incerteza sobre os efeitos econômicos do coronavírus em todo o mundo.
Os mercados externos pioraram o sinal no fim da tarde depois de autoridades de saúde dos Estados Unidos revisarem o total de casos confirmados de coronavírus no Estado de Washington para 18. No Brasil, o número de casos suspeitos saltou para 433, de 207 na véspera.
O dólar à vista fechou em alta de 0,13%, a 4,4868 reais na venda, nova máxima histórica nominal para um encerramento.
Foi o nono pregão consecutivo de valorização do dólar, igualando a sequência vista em dezembro de 2005.
Ao longo do dia, a cotação oscilou entre alta de 0,59% (a 4,5076 reais) e queda de 0,21%, a 4,4715 reais.
Na B3, o dólar futuro rondava estabilidade, a 4,4905 reais.
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Fonte: Reuters

Maioria das Bolsas da Europa fecha em alta; Milão e Frankfurt têm queda



Publicado em 02/03/2020 17:35 e atualizado em 02/03/2020 20:07


As maioria das Bolsas da Europa fechou em alta nesta segunda-feira, 2, dia de volatilidade nos mercados acionários. Os fechamentos positivos foram motivados com especulações sobre medidas de autoridades monetárias e fiscais para combater os impactos do surto de coronavírus, mas Alemanha e Itália seguiram na contramão, com a cautela diante do avanço de casos e mortes pela epidemia prevalecendo.

Investidores ainda acompanharam a divulgação de índices de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) da zona do euro, da Alemanha e do Reino Unido, que subiram acima das expectativas do mercado, enquanto o da Itália decepcionou.

O índice Stoxx 600 fechou em leve alta, de 0,09%, aos 375,97 pontos.

Investidores esperam com otimismo por intervenções de bancos centrais para conter impactos do coronavírus. A medida viria após revisões de projeções por parte de diversas instituições.

Nesta segunda, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) revisou para baixo suas projeções de crescimento global em 0,5 ponto porcentual, de 2,9% para 2,4%, nível mais baixo desde 2009.

Na Bolsa de Londres, o índice FTSE 100 fechou em alta de 1,13%, a 6.654,89 pontos. As ações da Antofagasta subiram 3,14%, enquanto as da BP subiram 3,81%. Entre os contratos monitorados pelo CME Group, 63,0% deles apostavam, hoje, que o Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) deve cortar sua taxa básica de juros em 25 pontos-base na reunião de 26 de março.

O governo da Alemanha informou nesta segunda que tem flexibilidade suficiente nos gastos para reagir a crises econômicas sem mudar os limites constitucionais de déficit, segundo informou a Bloomberg.

Em Frankfurt, o índice DAX teve queda de 0,27%, a 11.857,35 pontos, com os papéis do Deutsche Bank caindo 3,96% e os da Lufthansa perdendo 6,24%.

A Itália, país mais afetado pelo coronavírus no continente europeu, deve aumentar sua meta de déficit orçamentário para 2020 para 2,4% do PIB, segundo fontes ouvidas pela Reuters.

A Bolsa de Milão não recuperou as perdas após virar para baixo com a divulgação do PMI industrial, que recuou. O índice FTSE MIB fechou em baixa de 1,50%, em 21.655,09 pontos.

Para a Eurasia, "os dois maiores desafios da Europa são o coronavírus e os refugiados, que podem se combinar para criar um desafio humanitário e econômico imediato e sem precedentes para o bloco", afirmam analistas do grupo, em relatório enviado a clientes.

Na Bolsa de Paris, o CAC 40 fechou em alta de 0,44%, a 5.333,52 pontos. Em Madri, o índice Ibex 35 avançou 0,21%, a 8.741,50 pontos. Na Bolsa de Lisboa, o índice PSI 20 também fechou em elevação de 1,06%, a 4.816,12 pontos.
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Fonte: Estadão Conteúdo

Casos suspeitos de coronavírus no Brasil vão a 433; governo adquire testes para diagnóstico



Publicado em 02/03/2020 17:36 e atualizado em 02/03/2020 20:19


SÃO PAULO (Reuters) - O número de casos suspeitos de coronavírus no Brasil atingiu um total de 433, informou nesta segunda-feira o Ministério da Saúde, o que representa um aumento de 181 em relação à véspera.
As infecções confirmadas, porém, continuam sendo apenas duas, ambas no Estado de São Paulo, enquanto 162 casos que eram tidos como suspeitos foram descartados.
São Paulo segue como o Estado com o maior número de suspeitas, somando 163, seguido por Rio Grande do Sul (73), Minas Gerais (48) e Rio de Janeiro (42).
"Temos vigilância sentinelas em todo o Brasil, que fazem o monitoramento e vigilância de casos graves em hospitais... Estamos na fase de contenção do vírus. O nosso objetivo é evitar a dispersão", afirmou o secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Oliveira, durante apresentação nesta segunda-feira.
Ele anunciou ainda que o governo federal está expandindo a capacidade de testes laboratoriais para todo o país, com a aquisição de 30 mil testes da Fundação Oswaldo Cruz para diagnóstico da doença.
Também presente na ocasião, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, destacou que o governo deseja "chegar no ápice do nosso inverno com todos os Estados equipados e preparados para fazer os testes".
No mundo, já são quase 90 mil casos confirmados de coronavírus, com cerca de 3.000 mortes em decorrência da doença, a grande maioria na China. 
(Por Gabriel Araujo; Edição de Alexandre Caverni)
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Fonte: Reuters

Anulado o processo de Pasadena, a refinaria que enterrou bilhões de reais, por Deltan Dallagnol



Publicado em 02/03/2020 17:54 e atualizado em 02/03/2020 20:15




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Fonte: Canal de Deltan Dallagnol

Mercado físico do milho teve poucas negociações, por Radar Investimentos



Publicado em 02/03/2020 11:01 e atualizado em 02/03/2020 19:02


O mercado físico do milho teve poucas negociações. Com o dólar forte, as marcações de preços nas praças produtoras também foi elevada. O mercado global tem notado uma importância acima do comum para o coronavírus, o que pode trazer volatilidade. Em Campinas-SP, as referências giram ao redor de R$52,00/sc.
Veja abaixo o relatório completo, com base nos dados de 28/02/2020.
Clique AQUI e confira as cotações do milho.

Fonte: Radar Investimentos

Milho: preços seguem em alta no BR



Publicado em 02/03/2020 11:20 e atualizado em 02/03/2020 20:13

Mesmo com o bom ritmo de colheita do milho primeira safra, os valores do cereal seguem em alta no Brasil, de acordo com pesquisas do Cepea, especialmente nas regiões consumidoras, como São Paulo e Santa Catarina. Entre 21 e 28 de fevereiro, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas – SP) subiu 1,77%, fechando a R$ 52,25/saca de 60 kg na sexta-feira, 28. No geral, o interesse comprador segue superando o vendedor. Quanto às exportações, as vendas vêm perdendo força, ao passo que os embarques de soja têm se intensificado. 
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Fonte: Cepea