segunda-feira, 4 de maio de 2020

UE aplica tarifa às importações de milho após forte queda nos preços

A tarifa, anunciada nesta segunda-feira no diário oficial da UE, também será aplicada às importações de centeio e sorgo

A União Europeia informou que passará a aplicar uma taxa de importação de 5,27 euros (5,72 dólares) por tonelada para as compras de milho, em uma medida amplamente antecipada por operadores após a queda nos preços do cereal nos Estados Unidos, que atingiram uma mínima de 10 anos.
A tarifa, anunciada nesta segunda-feira no diário oficial da UE, também será aplicada às importações de centeio e sorgo.
A UE impõe taxas quando o custo do milho importado dos EUA cai abaixo do piso de preços do bloco por 10 dias consecutivos.
Os mercados do milho têm sido pressionados pela pandemia de coronavírus, que afetou a demanda por combustíveis, incluindo pelo etanol, que absorve grande parte da oferta do cereal nos EUA.
A perspectiva de reintrodução das taxas pela UE levou a uma corrida de demanda por milho neste mês, com importações sob a cota livre de tarifas.
A UE aumenta a tarifa em caso de continuidade na queda dos preços de importação, de acordo com cálculos da média móvel de 10 dias. Por outro lado, o bloco remove a taxa se os cálculos apontam que os preços voltaram a subir, ultrapassando o piso aplicado na UE.

Data de Publicação: 04/05/2020 às 16:40hs
Fonte: Reuters

Uruguai aumenta vendas de citrus para os EUA

Vendas para o mercado americano já respondem por 65% das exportações uruguais de citrus
As exportações de frutas cítricas do Uruguai com destino aos Estados Unidos devem crescer de 20 a 25% em 2020. A estimativa foi divulgada pela União de Produtores e Exportadores de Frutas do Uruguai (UPEFRUY).
A entidade se reuniu, por meio de videoconferência, no início de abril último com o embaixador dos Estados Unidos no Uruguai, Kenn George, para tratar do aumento nas compras americanas.
Durante os primeiros quatro meses de 2020, os Estados Unidos importaram mais de 65% de todas as exportações de citros do Uruguai, posicionando-se como o principal destino dessa fruta, conforme destacado pela Embaixada dos Estados Unidos no Uruguai. O embaixador observou que o Departamento de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA estava facilitando o comércio de mercadorias durante a crise do coronavírus, permitindo a certificação eletrônica de produtos que entraram no país.
Nos primeiros quatro meses do ano, os Estados Unidos foram o destino de 65% das frutas cítricas exportadas pelo Uruguai.

Data de Publicação: 04/05/2020 às 16:00hs
Fonte: FreshPlaza

Cooperativa constrói usina elétrica e distribuição será feita sem custos para produtores de café

Publicado em 04/05/2020 13:41 e atualizado em 04/05/2020 14:23



Visando atender os pilares da economia de caixa e economia sustentável, a cooperativa Coopervitae, voltada à agricultura familiar em Nova Resende/MG, está construindo uma usina de energia fotovoltaica, com o objetivo de distribuir energia de maneira gratuita aos cooperados. 
O presidente Alessandro Marcos de Miranda explica que a construção será feita com os prêmios obtidos pelo sistema de vendas da cooperativa, com o sistema Fair Trade (comércio justo). “Compradores e clientes pagam um valor justo pelo café ,o comprador não pode pagar menos que 120 centavos  de  dólar por libra peso e além disso para cada saca de café vendida recebemos também um bônus que se chama prêmio Fair trade no valor de 20 centavos de dólar por libra peso”, explica. Segundo o presidente, o prêmio deve ser repassado às famílias produtoras, mas não em reais. “É preciso desenvolver projetos que irão impactar economicamente na vida das famílias”, comenta. 
Segundo Fernando Oliveira Madeira, tesoureiro da cooperativa, as placas já foram compradas e a instalação deve acontecer na próxima semana. “A cooperativa adquiriu duas pequenas propriedades para a construção da usina e a distribuição será 100% gratuita aos pequenos produtores”, afirma. Além da redução de custos na produção do café, Fernando destaca que a ação é equivalente ao plantio de 23 mil árvores e pode resultar em uma economia de bilhões de litros de água. 
De acordo com a Coopervitae, o valor total da usina será em torno de 750 mil reais e irá beneficar mais de 120 famílias de pequenos produtores, gerando em torno de 24000 kilowats por mês. "Um dos objetivos é que o produtor tenha essa economia no caixa e possa usar o dinheiro para fazer um passeio em família ou até mesmo que investa mais na sua produção de café", destaca Fernando.
O valor dos prêmios, segundo Alessandro, também deve ser gasto com projetos de melhoria da qualidade de café. "Onde a gente tem promovido concurso municipal de qualidade de café. Além disso, também pagamos um provador de café e um técnico agrícola", destaca. 
Materiais já começaram a chegar para instalação de usina
Usina Fotovoltaica - Café - Nova Resende
Usina Fotovoltaica - Café - Nova Resende
Usina Fotovoltaica - Café - Nova Resende
Tags:
 
Por:
 Virgínia Alves
Fonte:
 Notícias Agrícolas

Minasul aumentará base de funcionários em 12,5% diante de grande safra de café

Publicado em 04/05/2020 15:07


SÃO PAULO (Reuters) - A cooperativa de cafeicultores Minasul vai aumentar sua base de funcionários em 12,5% diante da iminência da colheita da nova safra, informou a organização de produtores nesta segunda-feira, destacando que o agronegócio se mantém forte apesar da pandemia de coronavírus.
A Minasul, que possui atividades no Sul de Minas Gerais, disse que reforçará sua equipe em dez cidades com a contratação de mais de 60 novos funcionários, após não ter dispensado trabalhadores devido à crise sanitária.
"Com o início da colheita do café há um aumento do fluxo nos armazéns, e para atender nossos cooperados da melhor forma possível, estamos ampliando a nossa equipe", afirmou em nota a gestora de Recursos Humanos da Minasul, Raquel Martins.
Segundo a cooperativa, as vagas são temporárias e podem durar até seis meses, com possibilidade de extensão, a depender da duração e do tamanho da safra.
O Brasil tem em 2020 um ano de alta no ciclo bienal da produção de café.
A Companhia Nacional do Abastecimento (Conab) estima uma safra de até 62 milhões de sacas de 60 quilos neste ano, avanço de 25,8% em relação a 2019.
Para a Minasul, a grande safra deve ser traduzida em um forte aumento nas exportações, mesmo com a crise global causada pela pandemia.
Até o início de abril, a cooperativa informava já ter embarques contratados de 600 mil sacas de café para 2020, ante 360 mil sacas em todo o ano de 2019.
(Por Gabriel Araujo)
Tags:
 
Fonte:
 Reuters

Café solúvel tem cenário estável na pandemia, mas pode não bater expectativa de exportação em 2020

Publicado em 04/05/2020 15:51 e atualizado em 04/05/2020 16:24


O setor de café solúveis ainda não sentiu os impactos da pandemia do Coronavírus. Segundo a Associação Brasileira da Indústria do Café Solúvel (ABICS), foram registradas alguns problemas pontuais de logística no início da pandemia, mas a situação já pode ser considerada normalizada. De acordo com  Aguinaldo José de Lima, Diretor de Relações Institucionais, havia uma expectativa no início deste ano em relação ao aumento de consumo para a bebida, mas que a indústria já considera que isso pode não ser possível por conta da pandemia. 
As exportações brasileiras de café solúvel bateram recorde em 2019, chegando a 91,96 mil toneladas, cerca de 4 milhões de sacas de 60 kg. Esse volume representa um aumento de 7% em relação a 2018, quando as vendas externas atingiram 85,97 mil toneladas, equivalente a 3,72 milhões de sacas. A expectativa do setor era um aumento de 5% em cima dos valores históricos. "A base é muito pequena e ainda não dá para saber o que vai acontecer, mas já se aceita com naturalidade se essa alta não acontecer", afirma Aguinaldo. 
Do lado da produção, Aguinaldo afirma que não foram registrados impactos negativos para o setor. "As empresas não registraram nenhum tipo de prejuízo e todas adotaram as medidas de cuidado necessárias para o momento", confirma. Entre as medidas adotadas, afirma que funcionários do grupo de risco do Covid foram afastadas e dentro das possibilidades, funcionários passaram a trabalhar em sistema de home office. 
A comercialização do café solúvel se mantém dentro do que era esperado para o período. De acordo com a Abics, não foram registrados solicitações de cancelamentos de pedidos e alguns problemas pontuais com containers foram registrados quando o pico da pandemia atingia a China, mas já foram normalizados. "Nós tivemos pedidos de antecipação de entregas", destaca. Explica ainda que os pedidos foram feitos principalmente por compradores da Europa, logo após a população fazer o estoque de alimentos principalmente na Itália.

Por:
 Virgínia Alves
Fonte:
 Notícias Agrícolas

Café encerra em alta e previsão de chuvas em Minas Gerais dão suporte aos preços

Publicado em 04/05/2020 17:19


A semana começou com um cenário positivo para o mercado futuro do café arábica. Nesta segunda-feira (4), os principais contratos de referência tiveram altas de mais de 100 pontos na Bolsa de Nova York (ICE Future US). 
Julho/20 teve alta de 110 pontos, valendo 107,20 cents/lbp, setembro/20 encerrou com valorização de 120 pontos, negociado por 108,45 cents/lbp, dezembro/20 subiu 120 pontos, valendo 110,30 cents/lbp e março/21 teve alta de 125 pontos, sendo negociado por 112,25 cents/lbp.
Segundo o site internacional Barchart, os preços voltaram a subir nesta segunda-feira (4) com sustentação nas previsões do tempo para esta semana no Brasil.  " A Somar Meteorologia previu condições de chuva e vento para esta semana em Minas Gerais, a maior região produtora do café arábica do Brasil, o que pode fazer com que o café caia das árvores e reduza a produção de café", destacou em sua análise diária. 
Ainda de acordo com o Barchart, sinais de menor oferta global são otimistas para os preços do café, depois que os dados de sexta-feira da Organização Internacional do Café (OIC) mostraram que as exportações globais de café durante outubro-março caíram -3,9% a / a para 61.959 milhões de sacas.
No Brasil, o mercado físico acompanhou o exterior e também encerrou o dia com movimentações positivas nas principais praças produtoras do país. 
O tipo 6 duro teve alta de 2,07% em Guaxupé/MG, valendo R$ 592,00. Patrocínio/MG registrou alta de 0,86%, negociado por R$ 585,00. Poços de Caldas/MG registrou queda de 0,85%, valendo R$ 580,00. Araguarí/MG e Varginha/MG mantiveram a estabilidade por R$ 570,00.
O tipo cereja descascado registrou valorização de 1,61% em Guaxupé/MG, valendo R$ 630,00. Patrocínio/MG registrou alta de 0,79%, valendo R$ 635,00. Poços de Caldas/MG teve queda de 0,74%, negociado por R$ 670,00. Varginha/MG manteve a estabilidade por R$ 600,00. 
O tipo 4/5 registrou alta de 3,39% em Franca/SP, negociado por R$ 610,00. Poços de Caldas/MG teve queda de 0,84%, valendo R$ 590,00. Varginha/MG manteve a estabilidade por R$ 580,00.
Tags:
 
Por:
 Virgínia Alves
Fonte:
 Notícias Agrícolas

São Gabriel da Palha/ES já tem quebra de 30% na produção do Conilon; falta de mão de obra pode comprometer ainda mais a produção

Publicado em 04/05/2020 16:22 e atualizado em 04/05/2020 17:04

Jaeder Fiorentini - Cafeicultor em São Gabriel da Palha/ES
Entrevista com Jaeder Fiorentini - Cafeicultor em São Gabriel da Palha/ES sobre a Colheita do Café Conilon

Podcast

Entrevista com Jaeder Fiorentini - Cafeicultor em São Gabriel da Palha/ES sobre a Colheita do Café Conilon
Download

LOGO nalogo
A colheita do café conilon começou há uma semana em São Gabriel da Palha/ES e os produtores já dectaram uma quebra de 30% na produtividade de café. "Os pés estão bonitos, as rosetas estão apresentáveis, mas quando se joga na peneira não está tendo um rendimento que a gente esperava", destaca o cafeicultor Jaeder Fiorentini. Ainda de acordo com o produtor, em dezembro de 2019 aconteceu episódios de sensação térmica acima de 40ºC, além de grandes problemas com pragas e que teriam resultado nas baixas. 
Outro problema que está levando preocupações ao produtor, é a falta de mão de obra para trabalhar na colheita do café. Ainda de acordo com Jaeder, trabalhadores de outros estados que normalmente viriam de áreas do Nordeste e Minas Gerais, não estão conseguindo chegar para trabalhar porque são impedidos de cruzar os estados por conta da pandemia do Coronavírus. A preocupação do produtor é que a mão de obra não chegue a tempo de colher o café e aumentar ainda mais a quebra de produtividade do estado. 
Jaeder destaca que no ano passado a região trabalhou com uma média de 115 sacas por hectare e que todos os produtores de São Gabriel da Palha estão preocupados com o baixo rendimento, que deve impactar diretamente no bolso de produtor. A expectativa é que a colheita na cidade seja finalizada no início de agosto. 
Além dos problemas com a produção, a alta nos preços do insumo também acabam influenciando no caixa do produtor. "A alta expressiva do dólar, puxando toda a matéria prima, aumentou-se demais os custos e acredito que esse ano possa ser ainda mais apertado que no ano passado", afirma. O ano passado, segundo o produtor, foi um ano de custear a produção e que em 2020 a tendência é que o cenário se repita. 
Veja a entrevista completa no vídeo acima

Por:
 Virgínia Alves
Fonte:
 Notícias Agrícolas