terça-feira, 30 de abril de 2013

De olho na longevidade do Bt

De olho na longevidade do Bt 30/04/2013 - 09:29 Assessoria de Imprensa Coamo Campo Mourão A utilização de refúgio é a principal ferramenta em favor da sustentabilidade da tecnologia Bt no campo. Manter a longevidade da tecnologia Bt vem sendo uma das grandes preocupações da pesquisa agrícola brasileira que precisa, sobretudo, da contribuição do produtor neste sentido. O assunto foi um dos temas do Encontro de Cooperados na Fazenda Experimental da Coamo realizado recentemente e abordou o manejo de pragas nas culturas do milho e da soja. Técnicos da Coamo e pesquisadores convidados para o evento destacam a importância da utilização de refúgio, considerando que este manejo é a principal ferramenta em favor da sustentabilidade da tecnologia no campo. O supervisor da Gerência de Assistência Técnica da Coamo, o engenheiro agrônomo da Coamo Luiz Carlos de Castro, lembra que a tecnologia Bt aprovada pela CTNbio em 2007, e distribuída para o produtor em 2008, na época, foi um divisor de águas. “Se antes fazíamos de duas a três e, às vezes até cinco ou seis aplicações, para lagarta do cartucho, o Bt acabou com isso. Contudo, nos esquecemos de manejar corretamente essa tecnologia e estamos tendo problemas no campo”, alerta Castro, destacando o refúgio como o grande aliado da tecnologia. “Isolado o Bt não suporta a pressão dessas pragas. O produtor precisa fazer refúgio. Tecnicamente é o manejo adequado para manter a tecnologia forte e por longos anos”, observa. Manejo, a chave para o sucesso Na opinião do agrônomo Ivan Cruz, da Embrapa Milho e Sorgo de Sete Lagoas (MG) , é preciso tomar certos cuidados e caprichar no manejo integrado para que a tecnologia não se perca rapidamente. Ele também destaca a necessidade de gerar inimigos naturais na área de refúgio. “Essa é uma questão que deve ficar bem clara. Na área de refúgio não queremos perder a lavoura, mas não queremos também eliminar totalmente as pragas. No manejo temos de controlar 80% das lagartas e o que sobra, 20%, servirão para ocasionalmente encontrar as mariposas resistentes do milho Bt, que se cruzam e se tornam suscetíveis. Isso aumenta e muito a durabilidade da tecnologia”, conclui. Para Ivan Cruz a chave para aumentar o lucro, diminuir os custos, contribuir com a manutenção do meio ambiente e garantir a permanência da tecnologia por mais tempo no campo é o manejo integrado e bem feito. O que, segundo ele, só é possível por meio de um monitoramento eficiente, decisões corretas e no momento certo. AJUSTE FINO Para o entomologista do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Rodolfo Bianco, é preciso acreditar na tecnologia. Ele entende que o produtor não pode ficar apavorado, mas precisa conhecer mais sobre o sistema para não comprometer o desenvolvimento da tecnologia. “A praga às vezes precisa se alimentar um pouco mais da planta para se intoxicar e morrer e dá aquela impressão de dano. Mas, o milho é forte, não é uma planta que se debilita facilmente. Ela tolera um certo dano por isso temos de treinar nossos olhos e aceitar um pouco de dano na lavoura que é muitas vezes benéfico para o sistema e não significa necessariamente perda de produção.” Ele alerta que a preocupação tem de ser com os insetos resistentes. “Aí sim precisamos abrir os olhos. É onde entra a importância das áreas de refugio”, comenta. Conforme Bianco, se o olho do dono é o que engorda o boi, no caso da lavoura não é diferente. “O monitoramento identifica antecipadamente os problemas. A aplicação deve ser feita se necessária e não porque está programada. Essa é a forma correta de agir e não desperdiçar dinheiro.” Na análise do entomologista, o fato de o refúgio não ser de caráter obrigatório, mas sugestivo, fez com que o produtor não se preocupasse em fazê-lo. “O brasileiro é muito atento a obrigação e esquece de atender a sugestão. Como o refúgio é apenas sugestivo ele esqueceu de utilizar. O fato é que foi contemplado na Lei o respeito ao vizinho e não à tecnologia”, finaliza.

Mato Grosso produzirá 25% a mais de etanol

Mato Grosso produzirá 25% a mais de etanol 30/04/2013 - 07:56 A Gazeta Com a nova proporção de mistura de etanol anidro à gasolina, Mato Grosso vai produzir 30 milhões de litros a mais do produto que em 2012, quando foram disponibilizados ao mercado estadual 118 milhões (l), aumento de 25%. No Centro-Sul do país o crescimento estimado é de 28,29% na safra 2013/2014 em relação à temporada anterior, conforme União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica). O diretor-executivo do Sindicato das Indústrias Sucroalcooleiras de Mato Grosso (Sindalcool/MT), Jorge dos Santos, garante que o aumento da produção do anidro não oferece qualquer tipo de impacto na oferta do etanol hidratado (usado como combustível) e açúcar. Destaca que Mato Grosso é exportador do derivado da cana-de-açúcar e há 7 anos oferece o preço mais baixo do país. No Estado, na safra 2013/2014 foram plantados 224,049 mil hectares de cana-de-açúcar, sendo 201,730 mil (ha) destinados à moagem, totalizando 16,375 milhões de toneladas. No ciclo 2012/2013 foram moídas 16,318 milhões de toneladas. Enquanto a previsão de produção de etanol total em Mato Grosso é focada no crescimento, a produção de açúcar tende a diminuir de 491,919 mil toneladas no ano passado, para 425,5 mil (t) em 2013. A estimativa segue o entendimento da Unica que aposta em um perfil do setor sucroenergético mais voltado ao alcooleiro nesta safra em todo Brasil. Enquanto o percentual de produção de açúcar reduzirá de 49,54%, registrado na safra 2012/2013, para 46,22%, o percentual de etanol deve crescer 3,32 ponto percentual, passando de 50,46% para 53,78%. Entre as razões para atração maior pelo biocombustível está a recente desoneração de PIS/Cofins.

Defesa sanitária de RO intensifica fiscalização em casas agropecuárias

Defesa sanitária de RO intensifica fiscalização em casas agropecuárias 30/04/2013 07h38 Ideia é conferir condições da vacina contra a febre aftosa. Mais de 240 mil doses foram apreendidas com As casas agropecuárias são os alvos do trabalho dos fiscais. É nas câmaras frias que ficam acondicionadas as vacinas, entre elas as que combatem a febre aftosa. A equipe da Idaron confere o termômetro do próprio local e traz junto um equipamento a laser. Eles também checam o estoque e se a armazenagem está correta. Durante o período de campanha de vacinação, a fiscalização é feita todos os dias nas mais de 340 casas agropecuárias do estado. Isso porque é uma época de muito movimento, em que as portas das câmaras frias são abertas a toda hora, e o controle da temperatura tem que ser mais rigoroso. Cerca 240 mil doses já foram apreendidas este ano em Rondônia. São vacinas contra febre aftosa e contra o carbúnculo, que foram encontradas fora da temperatura ou com data de validade vencida. A fiscalização segue o dia 15 de maio, prazo final da campanha de vacinação contra a febre aftosa no estado. tópicos: Rondônia irregularidades DO GLOBO RURAL

Preço do milho começa a semana em alta na Bolsa de Chicago

Preço do milho começa a semana em alta na Bolsa de Chicago 30/04/2013 07h11 Em um único dia, a valorização foi de 5,6%. Relatório aponta atraso no plantio da safDe acordo com o relatório, até agora, apenas 5% da área destinada ao milho foi semeada nos EUA. A preocupação é grande porque nessa mesma época do ano passado, esse número já estava em 49%. O analista de mercado Antonio Sartori explica que a notícia mexe tanto com o mercado porque a preocupação é grande, o atraso é grande e existem estados que não plantaram nada ainda. De acordo com Sartori, este quadro não deve ser revertido em pouco tempo. Confira o vídeo com a reportagem completa e saiba como fica a área destinada à soja nos EUA e se o atraso no plantio da safra americana pode influenciar os negócios no Brasil ra norte-americana. DO GLOBO RURAL

Surto de mormo coloca Defesa Sanitária do Ceará em alerta

Surto de mormo coloca Defesa Sanitária do Ceará em alerta30/04/2013 06h48 Doença não tem cura e atinge principalmente os cavalos. Por ser altamente contagiosa, animais doe Os fiscais da Adagri, a Agência de Defesa Agropecuária do Ceará, visitam mais uma propriedade no município de Caucaia, na região metropolitana de Fortaleza. A fiscalização é para identificar cavalos com mormo, doença causada por uma bactéria, que vem assustando os criadores, principalmente de haras. De acordo com a Adagri, está acontecendo um surto de mormo na região. Em sete meses, 26 animais já foram sacrificados e o número pode aumentar, já que pelo menos 200 animais aguardam a resposta de exames. Os médicos veterinários usam um material de proteção para os testes, já que a doença pode ser contagiosa para os humanos também. Uma dose de maleína é aplicada na pálpebra do cavalo. A substância é uma proteína sintética que ajuda a identificar a doença. Se formar um pequeno inchaço no local, o animal está doente. O tempo de resposta para o teste é de dois dias. Por causa do surto, o transporte de equinos no Ceará só é permitido entre propriedades cadastradas na Agência de Defesa Agropecuária e com laudo veterinário válido por 15 dias. Quem é da região e trabalha com cavalos está assustado, caso do criador Renato Tetê. Ele sempre participa de vaquejadas pelo Brasil e já teve nove animais contaminados só este ano. Renato diz que agora está mais atento e tomando várias medidas para evitar a contaminação de mais cavalos. tópicos: Caucaia, Fortaleza DO GLOBO RURAL

Agrishow começa com cautela dos agricultores e pesquisa de preços

Agrishow começa com cautela dos agricultores e pesquisa de preços30/04/2013 06h33 Feira, que está na 20ª edição, oferece a chance de realizar bons negócios. Mais de 150 mil pessoas devem pasUma área coberta de tecnologia, são 440 mil metros quadrados de feira. O espaço abriga 790 expositores, que mostram o que há de mais novo em máquinas, implementos e equipamentos agrícolas. Alguns até assustam pelo tamanho. A maior colheitadeira do mercado tem potência de 590 cavalos e está avaliada em R$ 1,5 milhão. Tem até helicóptero, um investimento para poucos, apesar das facilidades oferecidas pelo vendedor. A expectativa é que em cinco dias de feira sejam movimentados R$ 2,5 bilhões em negócios. Uma empresa de aviação considera a feira uma das principais oportunidades de venda. O ano passado, 70% das aeronaves comercializadas foram para o agronegócio. Equipe do Globo Rural em um dos helicópteros à venda na Agrishow. No primeiro dia de Agrishow teve muita oportunidade, muita opção, mas foi muito mais um dia de pesquisar do que de fechar negócios. Maurílio Biagi Filho, que é presidente da feira, fala sobre a movimentação em negócios. Confira a entrevista no vídeo com a reportagem completa sar pelo evento em cinco dias.

Dilma Rousseff enfrenta protestos de agricultores em evento em MS

Dilma Rousseff enfrenta protestos de agricultores em evento em MS30/04/2013 06h59 Agricultores reclamam da atuação da Funai. Eles também pedem o fim da demarcação A presidente Dilma Rousseff fazia a entrega de 300 ônibus escolares, a maior parte para as zonas rurais dos municípios de Mato Grosso do Sul, mas foi interrompida por uma manifestação de produtores rurais. Cerca de duas mil pessoas se reuniram para protestar contra a demarcação de terras indígenas no estado. Os produtores rurais pediram a abertura de uma CPI para investigar as ações da Funai. Os fazendeiros alegam prejuízos por causa do clima de tensão no campo. “Meu pai, de pecuarista passou a arrendatário. Ele arrenda propriedades porque nós perdemos tudo o que tínhamos”, diz a pecuarista Luana Silva. O pecuarista Evaldo Escobar tem uma fazenda em Paranhos, que foi invadida por índios há três anos. “Estamos saindo praticamente da fazenda onde os índios estão e é impossível a convivência”, diz. A disputa de terras entre índios e produtores rurais se arrasta há anos. O conflito tem resultado em mortes no campo. Apesar dos protestos, a presidente não falou sobre a demarcação de terras durante o discurso. Para acalmar os ânimos, Dilma Rousseff defendeu a liberdade de manifestação. “Tem gente que acha que democracia é ausência de uns querendo uma coisa e outros, outra. Não é não. Democracia é o fato de que há diferenças e que a gente convive com elas, procura um ponto de equilíbrio e resolve as coisas ou busca um consenso, sempre tendo o diálogo”, disse Dilma Rousseff. A Federação de Agricultura de Mato Grosso do Sul entregou à presidente um documento com as reclamações dos produtores. O Globo Rural procurou a Funai para falar sobre a proposta de criação de uma CPI sobre a atuação da fundação, mas ninguém quis se pronunciar sobre o assunto. tópicos: Dilma Rousseff, Paranhos DO GLOBO RURAL