terça-feira, 30 de setembro de 2014

Agroconsult reduz projeção de nova safra de soja do Brasil para 94,8 mi t

30/09/14 - 08:38 A Agroconsult reduziu sua projeção para safra de soja do Brasil 2014/15 para um volume ainda recorde de 94,8 milhões de toneladas, ante 95,1 milhões estimadas início de setembro, após ajustes na estimativa da safra 2013/14. "Fizemos ajustes nos dados da safra 2013/14 (área e produtividade), e por isso houve ajustes na safra 2014/15. Para produtividades (da nova safra) ainda usamos linhas de tendência, pois não existe informação de campo nesta época do ano suficiente para projetar dados de produtividade", disse analista da consultoria Marcos Rubin, em entrevista ao chat da Thomson Reuters Trading Brazil. A estimativa da safra 2013/14 foi reduzida para 86,4 milhões de toneladas, ante 87,8 milhões de relatório divulgado no início de setembro. As primeiras lavouras de soja do Centro-Oeste e do Paraná começaram a ser plantadas nas últimas duas semanas, em meio a chuvas ainda irregulares na parte central do país, mas que permitiram os trabalhos de campo em diversas regiões. "As condições de safra são normais até o momento. O plantio deve ganhar ritmo nas próximas semanas", destacou Rubin. Em relação à safra de milho verão 2014/15, a Agroconsult manteve a estimativa de 29,2 milhões de toneladas, ante 29,8 milhões de toneladas em 2013/14. A Agroconsult não divulgou projeção para a safra de milho de inverno, plantada logo após a colheita da soja. PREÇOS A Agroconsult projeta que a soja na bolsa de Chicago seja negociada em média de 10 dólares por bushel ao longo da temporada. A média representa uma forte baixa ante os níveis de comercialização dos últimos dois anos. O primeiro contrato chegou a tocar 17,94 dólares em setembro de 2012 e 16,30 dólares em julho de 2013. Atualmente os preços internacionais estão no menor patamar em cerca de quatro anos e meio, pressionados pela ampla oferta global, em meio a safras recordes nos EUA e no Brasil. Por outro lado, o real cada vez mais desvalorizado frente o dólar deverá compensar em parte a perda de rentabilidade ao produtor imposta pelos preços baixos. "Com cambio de 2,40 reais por dólar e a soja a 10 dólares, a conta fica perto do 'break-even' no norte do Mato Grosso. Se considerarmos custos administrativos, que variam muito em cada propriedade e arrendamento, a conta não fecha", disse Marcos Rubin, citando cálculos que incluem ainda custos com insumos, operações, mão-de-obra e depreciação. Reuters Autor: Gustavo Bonato

Agricultores familiares terão novo modelo de seguro em 2015

30/09/14 - 08:28 O Conselho Monetário Nacional aprovou, nesta segunda-feira (29), o novo modelo de Seguro da Agricultura Familiar (SEAF), anunciado no Plano Safra 2014/2015. A partir do dia 2 de janeiro de 2015, o seguro não vai mais cobrir apenas o custo de produção, mas garantirá também a renda esperada pelas agricultoras e agricultores familiares. “Esta é mais uma melhoria da política para a Agricultura Familiar. Com o novo seguro o agricultor tem ainda mais segurança para investir e produzir, porque além do custo de produção passa a ter cobertura de parte da renda esperada. É um novo conceito, que protege a expectativa de renda do agricultor e não só o custo de produção”, explica o ministro do Desenvolvimento Agrário, Laudemir Müller. O valor segurado pelo SEAF é decomposto em financiamento mais uma parcela de Renda Líquida Segurada. Essa renda segurada tem um limite de R$ 20 mil e outro limite, conforme o tipo de cultura financiada. No exemplo de uma lavoura de uva com uma receita bruta de R$ 45 mil e financiamento de R$ 13.350, a renda líquida segurada no modelo atual é de R$ 7 mil, que somada ao financiamento totaliza R$ 20.350 de valor segurado. No novo modelo, a renda líquida segurada é de R$ 20 mil, que somada ao financiamento totaliza R$ 33.350 de valor segurado. Nesse caso, há um aumento de R$ 13 mil no valor segurado. Seguro O Seguro da Agricultura Familiar (SEAF) foi criado no âmbito do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e é também denominado de “Proagro Mais”. Oferece cobertura para seca, chuva excessiva, granizo, geada e outros eventos agroclimáticos. O seguro vale para os agricultores familiares que realizam operações de custeio agrícola pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Para acessar o SEAF, o agricultor deve fazer um contrato de custeio agrícola do Pronaf, para cultura e locais indicados no Zoneamento Agrícola de Risco Climático. Portal do Ministério do Desenvolvimento Agrário

Colheita de soja e milho dos EUA está atrasada, dizem analistas

30/09/14 - 08:25 Uma semana de tempo mais seco e quente no cinturão produtor de grãos dos Estados Unidos ajudou no avanço da colheita de soja e milho, mas o ritmo dos trabalhos está abaixo da média para esta época, após um verão mais ameno e chuvoso ter retardado o processo de maturação da safra, disseram analistas nesta segunda-feira, antes da divulgação do relatório de acompanhamento de safra pelo USDA. Analistas também esperam que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) relate boas condições das lavouras de milho e soja, que têm estado na melhor situação em 20 anos nesta temporada. O relatório sobre o progresso semanal de acompanhamento de safra do USDA é um dos mais seguidos pelos comerciantes e analistas. Analistas consultados pela Reuters, em média, esperam que o USDA estime a colheita de milho em 15 por cento da área até domingo, ante 7 por cento na semana passada e em comparação com 23 por cento da média de cinco anos. As estimativas variaram entre 12 por cento e 20 por cento. A colheita da soja foi vista como realizada em 11 por cento da área, versus 3 por cento na semana passada e contra um ritmo típico de 16 por cento no final de setembro. As estimativas do mercado variaram de 9 por cento a 13 por cento. Reuters Autor: Christine Stebbins

Dias quentes em todo o País

30/09/14 - 08:21 A semana começou ensolarada e quente na capital federal e deve continuar no decorrer da semana, os dados são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Nesta terça-feira (30), há ocorrência de sol com algumas nuvens na região Centro-Oeste. Tempo chuvoso apenas nas áreas sul e sudeste de Goiás e Mato Grosso do Sul. A temperatura mínima é de 18ºC e a máxima atinge 39ºC. Na região Nordeste, o sol aparece na maior parte da região. O céu fica parcialmente nublado com chuvas isoladas do leste do Rio Grande do Norte ao leste de Pernambuco. Os estados do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Bahia e Pernambuco têm previsão de baixa umidade relativa do ar. A temperatura oscila entre 15ºC e 39°C. Previsão de céu fechado com chuva nos três estados da região Sul. No Rio Grande do Sul e Santa Catarina pode chover forte com ventos e raios. A mínima é de 11ºC e a máxima atinge 34°C. Tempo nublado na região Norte. Podem ocorrer pancadas de chuvas isoladas no Amazonas, norte do Pará, Roraima e Rondônia. Temperatura mínima de 20°C e máxima de 38°C. O Sudeste terá céu nublado com pancada de chuva e ventos em São Paulo. Pode chover em pontos isolados de Minas Gerais. As demais áreas permanecerão nubladas. Mínima de 11°C e máxima de 38°C. Min. da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Escala de navios para exportar milho do Brasil cai 66% ante 2013

30/09/14 - 08:15 A escala de navios para embarcar milho nos portos brasileiros nas próximas semanas está dois terços menor que a registrada um ano atrás, mostram dados de uma agência marítima, indicando uma menor demanda pelo cereal em um momento em que o país precisa escoar um grande excedente do mercado interno. Atualmente, a programação de embarques tem 24 navios previstos para carregar 1,28 milhão de toneladas de milho em outubro, incluindo dois navios ainda sem data marcada, segundo dados da agência Williams analisados pela Reuters. No fim de setembro de 2013, a escala tinha 69 navios, totalizando 3,73 milhões de toneladas, incluindo embarcações sem data marca, e com agendamento para outubro e até para novembro. "Este ano a fila está menor. O carregamento de milho foi mais que o dobro nesse mesmo período do ano passado. Isso indica que a procura de milho está sendo menor", disse o analista de mercado da Williams, Tiago Cardoso. A escala ainda deve receber mais embarcações e não representa as exportações defintivas do mês. Mesmo assim, indica que o país pode ter dificuldades para escoar todo o volume disponível. O país acaba de colher uma safra de inverno recorde que, somada ao volume da colheita de verão, totalizou 79,9 milhões de toneladas em 2013/14, apenas 2 por cento abaixo do recorde de 2012/13. Como o mercado doméstico não tem capacidade de absorver boa parte deste milho, o Brasil precisaria repetir nos últimos meses de 2014 uma performance de exportações semelhante à vista no fim de 2013, período em que o mundo ainda se recuperava de uma quebra de safra nos Estados Unidos, maior produtor e exportador global. Só assim seria possível enxugar os grandes suprimentos domésticos, que, em parte, pressionam os preços e afetam a rentabilidade dos produtores. "Esse cenário segue preocupando vendedores, já que, com o fim da colheita, os silos estão cheios, compradores estão abastecidos e a demanda externa apresenta ritmo muito lento", disse o Cepea, órgão de pesquisa da Universidade de São Paulo, em um relatório. MILHO MAIS BARATO Um dos maiores entraves para o Brasil no momento é ampla oferta global, já o mundo deverá terminar a safra 2014/15 com um dos maiores estoques de passagem dos últimos anos, com a ajuda de duas safras recordes consecutivas nos Estados Unidos. A colheita da nova safra norte-americana está na fase inicial e deverá chegar ao mercado nos próximos meses. Nas primeiras três semanas de setembro, o Brasil exportou 121 mil toneladas por dia do cereal. O ritmo ficou abaixo do visto uma ano atrás, de 164 mil toneladas/dia. Considerando-se o ano comercial estabelecido pelo governo federal, que para o milho começa em 1º de fevereiro, o Brasil já embarcou na temporada 7,28 milhões de toneladas do cereal. Para que seja cumprida a projeção de embarque de 21 milhões de toneladas na temporada feita pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), seriam necessários embarques de cerca de 3,4 milhões de toneladas entre outubro e janeiro, um ritmo semelhante ao registrado na temporada passada. Na sexta-feira, a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) projetou que o país deverá deverá embarcar entre 2 milhões e 2,7 milhões de toneladas de milho nos próximos meses até o fim do ano. Há fatores que podem contribuir para uma aceleração do fluxo de embarques nos próximos meses, disse o analista Marcos Rubin, da Agroconsult. "No momento o milho brasileiro é o mais competitivo do mercado, mais barato que o americano, argentino e ucraniano. O câmbio também tem ajudado nos últimos dias, disse o especialista em no chat Trading Brazil, da Thomson Reuters, nesta segunda-feira. "É claro que o milho norte-americano deve ficar mais barato conforme o andamento da colheita, mas atá lá temos oportunidade de aumentar o 'line-up'." A Agroconsult estima exportações de 21 milhões de toneladas de milho no ano de 2014 (janeiro a dezembro). Com pouco mais de 10 milhões de toneladas embarcadas de janeiro a setembro, restariam cerca de 10 milhões a 11 milhões de toneladas para exportação nos três últimos meses do ano. Reuters Autor: Gustavo Bonato

Agentes se preparam para levar serviços de assistência técnica em agroecologia a 800 famílias na Paraíba

30/09/14 - 08:10 Agricultores e agricultoras familaires de 16 municípios paraibanos receberão serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), voltados para a agroecologia e promoção do desenvolvimento local. Eles serão orientados para uma atividade produtiva sustentável, com preservação dos recursos naturais, como água e solo, aliando crescimento econômico e conservação ambiental. Ao todo, 800 famílias serão beneficiadas com o atendimento de agentes de ater. Os agentes de assistência técnica serão preparados por meio do curso, que começa nesta segunda-feira (29) e vai até 03 de outubro, realizado no município de Conde, na Paraíba. Participam da formação agentes da Emater/PB, entidade que vai executar os serviços de Ater como resultado da Chamada Pública nº 12/2013, lançada pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). A ação é uma das atividades previstas na Chamada e está dentro das diretrizes da Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo), o Brasil Agroecológico. Os municípios paraibanos beneficiados: São Mamede, Malta, Patos, Santa Terezinha, São José do Espinharas, São José do Bonfim, Quixaba, Mãe d’Água, Várzea, Santa Luzia, Junco do Seridó, São João do Sabugi, Areia de Baraúnas, Cacimba de Areia, Passagem e Salgadinho. Portal do Ministério do Desenvolvimento Agrário

Agricultores familiares terão novo modelo de seguro em 2015 30/09/2014 08:32

O Conselho Monetário Nacional aprovou o novo modelo de Seguro da Agricultura Familiar (SEAF), anunciado no Plano Safra 2014/2015. A partir do dia 2 de janeiro de 2015, o seguro não vai mais cobrir apenas o custo de produção, mas garantirá também a renda esperada pelas agricultoras e agricultores familiares. “Esta é mais uma melhoria da política para a Agricultura Familiar. Com o novo seguro o agricultor tem ainda mais segurança para investir e produzir, porque além do custo de produção passa a ter cobertura de parte da renda esperada. É um novo conceito, que protege a expectativa de renda do agricultor e não só o custo de produção”, explica o ministro do Desenvolvimento Agrário, Laudemir Müller. O valor segurado pelo SEAF é decomposto em financiamento mais uma parcela de Renda Líquida Segurada. Essa renda segurada tem um limite de R$ 20 mil e outro limite, conforme o tipo de cultura financiada. No exemplo de uma lavoura de uva com uma receita bruta de R$ 45 mil e financiamento de R$ 13.350, a renda líquida segurada no modelo atual é de R$ 7 mil, que somada ao financiamento totaliza R$ 20.350 de valor segurado. No novo modelo, a renda líquida segurada é de R$ 20 mil, que somada ao financiamento totaliza R$ 33.350 de valor segurado. Nesse caso, há um aumento de R$ 13 mil no valor segurado. Seguro- O Seguro da Agricultura Familiar (SEAF) foi criado no âmbito do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e é também denominado de “Proagro Mais”. Oferece cobertura para seca, chuva excessiva, granizo, geada e outros eventos agroclimáticos. O seguro vale para os agricultores familiares que realizam operações de custeio agrícola pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Para acessar o SEAF, o agricultor deve fazer um contrato de custeio agrícola do Pronaf, para cultura e locais indicados no Zoneamento Agrícola de Risco Climático. Fonte: Assessoria