quinta-feira, 30 de abril de 2015
Brasil busca efetivação de prelisting para exportação
O Brasil deu mais um passo para conquistar a confiança e facilitar o comércio com a Rússia
Foi assinado um entendimento inicial, no dia 27 de março, para a abertura de um sistema de lista pré-autorizada (ou prelisting, na linguagem do comércio internacional), para todos os estabelecimentos exportadores de produtos de origem animal (material genético, animais vivos, carnes de bovinos, suínos e de aves, produtos cárneos processados, lácteos etc). Segundo a secretária de Relações Internacionais do Agronegócio, Tatiana Palermo, esse sistema prevê que o país exportador, no caso o Brasil, selecione os estabelecimentos que atendem os requisitos exigidos pelo país importador.
“O país exportador passa a lista dos estabelecimentos que ele garante que atendem às exigências do país importador. Além de cumprir os requisitos sanitários do nosso sistema de inspeção federal, atende também aos requisitos do país importador”, afirmou. Para os lácteos, o prelisting já está em funcionamento e a exportação dos produtos acontece sem a necessidade de missão prévia de inspeção dos estabelecimentos. Atualmente, 12 plantas industriais do setor são autorizadas a exportar para a Rússia.
Acordo de equivalência
Para a secretária, essa é uma forma efetiva de diminuir a burocracia no comércio entre os dois países. “Existem vários níveis de burocracia na habilitação dos estabelecimentos para exportar produtos de origem animal. O mais burocrático é o país importador visitar planta por planta. No caso de acordo de prelisting , o próprio país exportador elabora a lista. Esse é o caminho para uma maior confiança e facilitação do comércio, além de ser passo para um acordo de equivalência dos dois sistemas de inspeção de produtos de origem animal”, finalizou.
A intenção é que até o final de junho haja um acordo efetivo de prelisting para as exportações para a Rússia. As autoridades russas querem estabelecer o mesmo sistema de habilitação para o comércio de pescado. “Quando o acordo for efetivado não será necessário depender de visitas estabelecimento por estabelecimento e o comércio será muito mais fácil”, ressaltou a secretária.
Data de Publicação: 30/04/2015 às 13:30hs
Fonte: Mapa
1º Seminário de Irrigação discute uso sustentável da água
Envolver produtores rurais, técnicos e sociedade no debate acerca da utilização sustentável da água é o objetivo da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (FAEG) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural em Goiás (SENAR), que realizarão, no próximo dia 7 de maio, o 1º Seminário Estadual de Irrigação, em Goiânia
Em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o evento pretende apresentar estudos e visões técnicas desenvolvidas por produtores irrigantes e pesquisadores para que a água, recurso natural indispensável para a sobrevivência humana, seja utilizada com responsabilidade na produção de alimentos.
A programação do 1º Seminário Estadual de Irrigação será dividida em dois painéis que discutirão a “Visão do Setor de Irrigação em Goiás e no mundo” e a “Gestão dos Recursos Hídricos”. O evento contará com palestras de Xico Graziano (engenheiro Agrônomo e ex-secretário do Meio Ambiente do Estado de São Paulo), Ivo Mello (representante da Associação dos Arrozeiros de Alegrete no Conselho Nacional de Recursos Hídricos), Lineu Rodrigues (gerente geral da Embrapa Cerrados) e Paulo Lipp João (Coordenador de Projetos da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio do Governo do Estado do Rio Grande do Sul), entre outras autoridades.
Demanda por alimentos
De acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), a população mundial chegará a 9,3 bilhões de pessoas até 2050. Isso exige que a produção de alimentos cresça 70%, sendo o Brasil responsável por 40% dessa nova oferta.
Para produtores e técnicos, será o desenvolvimento e aplicação de tecnologias na produção rural, especialmente em irrigação, que tornará possível o aumento da oferta de alimentos de maneira sustentável. “Nosso país já deu um grande salto aumentando a produção de grãos em 297%, passando de 46,9 milhões de toneladas para os 200 milhões de toneladas da última safra. Com uma expansão de apenas 43% na área plantada, os produtores pouparam mais de 70 milhões de hectares. Isso foi possível graças às tecnologias e práticas modernas adotadas pelo setor”, afirmou Jordana Sara, consultora do Senar Goiás para a área de Meio Ambiente.
Além de apresentar um diagnóstico completo da irrigação em Goiás, o Seminário discutirá ainda as providências legais a serem tomadas para produção em áreas irrigadas.
Inscrições: www.sistemafaeg.com.br
Informações: (62) 3096-2200
Data de Publicação: 30/04/2015 às 13:40hs
Fonte: Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (FAEG)
Uso de agrotóxicos subiu 162% em 12 anos, diz pesquisa
O setor agrícola brasileiro comprou, no ano de 2012, 823.226 toneladas de agrotóxicos, sendo que muitos deles são proibidos em outros países
De 2000 a 2012, o aumento em toneladas compradas foi 162,32%. Os dados estão no Dossiê Abrasco – Um Alerta sobre os Impactos dos Agrotóxicos na Saúde, lançado hoje (28) pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), em evento na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).
“Desde 2009 o Brasil assumiu a posição de primeiro consumidor mundial de agrotóxico. O consumo daria 5,5 quilos por brasileiro por ano”, disse o diretor da Associação Brasileira de Agroecologia (ABA), Paulo Petersen.
Petersen explica que esse aumento está diretamente relacionado à expansão da monocultura e dos transgênicos. “Ao contrário do que vinha sendo propagandadeado quando eles [transgênicos] foram lançados, que permitiriam que o uso de agrotóxico diminuísse, porque seriam resistentes às pragas, o que se verificou foi o oposto. Não só está usando mais, como está usando agrotóxicos mais poderosos, mais fortes. Nós fomos levados a importar em regime de urgência determinados agrotóxicos que sequer eram permitidos no Brasil para combater pragas na soja e no algodão transgênicos, que foram atacados por lagartas”.
Segundo Petersen, 22 dos 50 princípios ativos mais empregados em agrotóxicos no Brasil estão banidos em outros países, além de haver uso além da necessidade técnica e métodos menos tóxicos e eficientes para o controle de pragas. “Estamos em uma situação de total descontrole, o Estado não cumpre o processo de fiscalização como deveria e a legislação para o uso de agrotóxicos também não é cumprida”, disse.
O Brasil registrou, entre 2007 e 2014, 34.147 casos de intoxicação por agrotóxico, de acordo com o presidente da ABA. Entre os problemas causados por esse tipo de intoxicação estão mal formação de feto, câncer, disfunção fisiológica, problemas cardíacos e neuronais.
Desde a primeira edição, o debate sobre a questão foi ampliado na sociedade civil e também no governo e levou à criação do Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pronara), cuja minuta está pronta mas ainda aguarda lançamento oficial pelo governo.
“Nesse debate, nós sustentamos a ideia, já confirmada por vários órgãos oficiais, de que é possível haver uma redução bastante significativa no consumo de agrotóxico no Brasil sem que isso comprometa em nada a eficiência econômica da agricultura brasileira”, afirma o pesquisador.
O dossiê é uma revisão da versão publicada em 2012. O trabalho deste ano tem mais de 600 páginas e teve o acréscimo de acontecimentos marcantes, estudos científicos e decisões políticas que envolvem os agrotóxicos. A publicação reúne, por exemplo, informações sobre a relação direta entre uso de agrotóxicos e problemas de saúde, como os que foram divulgados pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca) .
A edição de 2015 do dossiê traz um quarto capítulo inédito que aponta o caminho da agroecologia como forma sustentável e saudável de produção no longo prazo. “Esse capítulo apresenta várias experiências, de diferentes regiões do Brasil, que demonstram que é perfeitamente possível ser economicamente viável, ambientalmente sustentável, benéfico à saúde pública e produzindo em quantidade e qualidade”.
O dossiê propõe dez ações urgentes, como priorizar a implantação de uma Política Nacional de Agroecologia no lugar do financiamento público ao agronegócio; impulsionar debates internacionais e enfrentar a concentração do sistema alimentar mundial; banir os agrotóxicos já proibidos em outros países; rever os parâmetros de potabilidade da água, para limitar o número de substâncias químicas aceitáveis e diminuir os valores máximos permitidos e proibir a pulverização aérea de agrotóxicos.
A publicação está disponível na internet
http://www.abrasco.org.br/dossieagrotoxicos/wp-content/uploads/2013/10/DossieAbrasco_2015_web.pdf
Data de Publicação: 30/04/2015 às 13:20hs
Fonte: Agência Brasil
Agrishow 2015: presidente da ABIMAQ diz que modernização da frota aumentaria em 10% a produtividade agrícola brasileira
Apesar do forte crescimento nas vendas de máquinas e implementos agrícolas ocorrida nos últimos dez anos, há ainda um potencial expressivo de aumento em decorrência da constante necessidade de modernização da frota
A maior parte dos equipamentos está defasada, com uma idade média de 15 a 20 anos, resultando em menos eficiência e prejuízo para a produtividade. Acreditamos que se ocorrer essa modernização nos equipamentos, teríamos um incremento de 10% na produtividade geral do agronegócio”, avalia Carlos Pastoriza, presidente da ABIMAQ – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, uma das realizadoras da Agrishow 2015.
Para que o produtor consiga se modernizar, segundo Pastoriza, são necessárias algumas medidas. “A principal é o produtor estar capitalizado, o que ocorre atualmente, uma vez que a queda dos preços das principais commodities foi compensada pela valorização do dólar”, afirmou o presidente da ABIMAQ. Além disso, ele relaciona ainda os seguintes fatores: melhorar as condições de financiamento, com linhas de longo prazos, bom volume e juros condizentes; ampliação do seguro rural, hoje muito limitado; melhoria na logística geral de transportes no país para facilitar o escoamento da safra até os pontos de distribuição e os portos. “Além disso, precisamos ter a definição de uma política setorial de médio ou longo prazos. O Plano Safra, por exemplo, que está para ser anunciado, precisa ser plurianual, no mínimo de cinco anos, de forma que o produtor rural consiga ter um horizonte maior de planejamento”, conclui Pastoriza.
Data de Publicação: 30/04/2015 às 13:00hs
Fonte: Mecânica de Comunicação
Aplicativo tornará mais eficiente a coleta das embalagens de agrotóxicos
30/04/15 - 11:08
Em 2015 o programa itinerante desenvolvido pelo SindiTabaco (Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco) e empresas associadas, com o apoio da Afubra (Associação dos Fumicultores do Brasil), completará 15 anos de atividades e apresenta uma novidade que facilitará a coleta de dados e a tornará mais fácil a gestão dos roteiros percorridos. Os registros que antes eram feitos de forma manual, passarão a ser feitos por um aplicativo desenvolvido por empresa de tecnologia santa-cruzense.
O novo sistema começa a ser utilizado a partir de segunda-feira, 27 de abril, quando o programa inicia novo ciclo na região central do Rio Grande do Sul. Serão 56 municípios contemplados com o roteiro que inicia em Santa Cruz do Sul e se estende até o dia 28 de julho. A novidade deve auxiliar na preparação dos roteiros do programa, apontando as localidades, data e horário previstos.
O novo formato de gestão dos dados do programa contempla o uso de dispositivos móveis (tablets) para o lançamento da quantidade de embalagens entregues por produtor. No momento da entrega, o cadastro do produtor será atualizado e este receberá o comprovante de entrega das embalagens tríplice lavadas, com o registro da data e da quantidade de embalagens entregue. O aplicativo instalado no dispositivo móvel estará sincronizado com a base de dados sempre que possuir conexão com a Internet, possibilitando que a administração do programa possua os dados das rotas e das coletas atualizadas.
Funcionários de empresa habilitada para realizar o recebimento das embalagens foram treinados na última semana e participaram de um piloto para testar o novo aplicativo em campo. "Com o software, teremos um programa ainda mais eficaz em termos de gestão, uma vez que o processo de geração de relatórios ficará facilitado. É mais um investimento e um avanço que damos em direção à saúde e segurança dos produtores e à proteção ambiental, objetivos máximos do programa", afirma o presidente do SindiTabaco, Iro Schünke.
MUNICÍPIOS CENTRO (RS): 27 de abril a 28 de julho 2015
Agudo, Bom Retiro do Sul, Bossoroca, Caçapava do Sul, Cacequi, Cachoeira do Sul, Candelária, Cerro Branco, Cruzeiro do Sul, Dilermando de Aguiar, Dona Francisca, Estrela, Faxinal do Soturno, Fazenda Vila Nova, Formigueiro, General Câmara, Itaara, Itacurubi, Ivorá, Jaguari, Lajeado, Manoel Viana, Mata, Mato Leitão, Minas do Leão, Montenegro, Nova Esperança do Sul, Nova Palma, Novo Cabrais, Pantano Grande, Paraíso do Sul, Passo do Sobrado, Paverama, Restinga Seca, Rio Pardo, Rosário do Sul, Santa Clara do Sul, Santa Cruz do Sul, Santa Maria, Santana da Boa Vista, Santiago, São Francisco de Assis, São João do Polésine, São Martinho Serra, São Pedro do Sul, São Vicente do Sul, Silveira Martins, Tabaí, Taquari, Teutônia, Triunfo, Unistalda, Vale do Sol, Vale Verde, Venâncio Aires e Vera Cruz.
Calendário completo
SAIBA MAIS - Desde o ano 2000 - antes mesmo de existir a lei que determinasse a devolução dos recipientes (Decreto 4.074/2002, artigo 53) - a cadeia produtiva do tabaco tem se preocupado de forma efetiva com o descarte das embalagens de agrotóxicos que são utilizadas na lavoura do produtor. Atualmente são 563 municípios e 2,3 mil pontos de coleta, beneficiando mais de 130 mil produtores gaúchos e catarinenses. No Paraná, iniciativas semelhantes realizadas pelas centrais locais são apoiadas pelas empresas associadas ao SindiTabaco. Aos produtores que aderem ao programa são fornecidos comprovantes - fundamentais para apresentação aos órgãos de fiscalização ambiental. Como é um aspecto legal, futuramente este comprovante também será necessário no programa PI Tabaco, para assegurar adesão dos produtores ao programa de descarte correto das embalagens vazias de agrotóxicos.
"Até o momento foram mais de 11,2 milhões de embalagens tríplices lavadas recolhidas e encaminhadas para reciclagem. Mas é importante ressaltar que pesquisas oficiais apontam o tabaco brasileiro como o produto comercial agrícola que menos utiliza agrotóxico. Por serem agricultores diversificados, os produtores de tabaco tem também a oportunidade de entregar as embalagens de produtos que foram utilizadas em outras culturas", destaca o executivo.
Agrolink com informações de assessoria
Frango/Cepea: diferença entre preços de carnes de frango e bovina é recorde
30/04/15 - 11:01
A diferença entre os preços da carne de frango e a bovina é a maior já registrada pelo Cepea, considerando-se a série iniciada em 2004 para o mercado de aves. Na parcial do mês (até o dia 29), o frango inteiro resfriado registra média de R$ 3,38/kg, valor 6,24 reais inferior ao da carcaça casada bovina no mesmo período, de R$ 9,62/kg – ambos no atacado da Grande São Paulo.
No mesmo período do ano passado, a diferença era de 4,48 reais. Esse cenário reflete a constante desvalorização da proteína de ave, enquanto a carne bovina segue em patamares elevados, sustentada pela baixa oferta de boi gordo para abate. De modo geral, agentes relatam demanda interna enfraquecida pelas três carnes (bovina, suína e de frango).
No caso do frango, pesa ainda o fato de o número de animais alojados ser crescente, elevando a oferta disponível.
Cepea/Esalq
Suínos/Cepea: preços do vivo caem até 20% em um ano
30/04/15 - 10:56
Os preços médios do suíno vivo e da carne em abril estão bem inferiores às médias do mesmo mês de 2014 em todas as regiões pesquisadas pelo Cepea, já descontada a inflação do período (IGP-DI de março).
Para o animal, a desvalorização chega a quase 20% em algumas praças do Sul do País. Segundo pesquisadores do Cepea, com a oferta relativamente restrita, a pressão vem das demandas interna e externa enfraquecidas.
Cepea/Esalq
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