sexta-feira, 29 de maio de 2015
29/05/2015 - 15:55
Câmara Árabe apresenta o vasto potencial de exportação gerado pela certificação halal
Anba
Além de alimentos como carne bovina e frango, o selo halal pode constar em uma variedade de itens alimentícios, além de mercadorias como cosméticos e remédios.
Esta foi a principal mensagem da palestra Potencialidades do Mercado Halal, ministrada por Tamer Mansour, gerente de relações governamentais da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, nesta quarta-feira (27), em São Paulo. A plateia era formada por empresários e executivos de diferentes segmentos. A palestra contou ainda com a presença de Michel Alaby, diretor-geral da Câmara Árabe, e Rubens Hannun, vice-presidente de Comércio Exterior da entidade.
“Hoje, o Brasil é o maior produtor de alimentos halal do mundo, mas não utiliza nem 20% das potencialidades deste mercado”, apontou Mansour. De acordo com o executivo, o Brasil já “entende e respeita o significado do halal”, mas precisa aproveitar melhor as oportunidades que este mercado oferece. No mundo, há 1,7 bilhão de muçulmanos.
O conceito de halal, explicou, inclui tudo o que é lícito na vida de um muçulmano e exclui a utilização de ingredientes proibidos, como álcool e carne de porco. Isso não se limita, porém, ao consumo puro destes produtos. A proibição se estende a qualquer item que contenha insumos de origem suína ou tenha álcool em sua composição.
“Precisamos mostrar que os produtos tiveram uma fiscalização rigorosa do ponto de vista sanitário para assegurar que não tiveram contato com produtos proibidos”, disse Mansour sobre os cuidados necessários na fabricação de um item, alimentício ou não, para que ele seja considerado halal. “A cadeia de produção não pode ter nenhum processo no qual tenha sido usado álcool, ingrediente de origem suína ou animal que não tenha sido abatido de acordo com a lei islâmica”, ressaltou.
Entre os itens que o Brasil poderia expandir suas vendas ao mercado externo se tivesse certificação halal está a gelatina. “O Brasil é um grande produtor de gelatina [de origem bovina], mas é o que menos exporta porque isso demanda um sistema de rastreabilidade, para assegurar que a produção da gelatina é halal, e nós não temos esse sistema”, lamentou.
Além dos alimentos, itens como cosméticos e produtos farmacêuticos também podem receber a certificação halal. “Os cosméticos halal não utilizam álcool”, destacou o executivo.
De acordo com Mansour, há um grande mercado halal em países asiáticos, como Malásia e Indonésia, entre outros, no qual o conceito do halal está presente em diversas áreas. Em Bangkok, por exemplo, há um hotel com a bandeira halal. Nos quartos, não há bebidas alcóolicas, há praias privativas para mulheres e crianças e toda a comida servida é certificada. “No Brasil, há uma comunidade árabe de 12 milhões de pessoas, mas poucos restaurantes com comida halal”, disse o executivo, apontando que há um nicho muito grande a ser aproveitado pelo empresariado nacional.
Outro exemplo dado por Mansour de como o halal é um conceito que pode ser aplicado em várias áreas está no Porto de Rotterdam, na Holanda. Lá, há um terminal exclusivo para abrigar cargas com certificado halal, evitando, assim, o contato com produtos não permitidos aos muçulmanos.
29/05/2015 - 14:55
Armadilha de baixo custo auxilia no controle de formigas
Embrapa Cerrados
Um método adotado na Fazenda Entre Rios vem chamando a atenção por sua eficiência e baixo custo: trata-se da armadilha para formigas, apresentada pelo técnico Roberto Ogata como uma ferramenta de controle de formigas nos experimentos do Projeto Biomas implantados na fazenda.
Ele explica que, no mercado agropecuário, existem produtos especializados para esse tipo de controle, mas o método utilizado na propriedade é muito mais barato e de fácil acesso ao produtor rural.
A Fazenda Entre Rios, onde estão instalados os experimentos do Projeto Biomas no Cerrado, fica localizada na região do Programa de Assentamento Dirigido do Distrito Federal - PAD/DF, há 60 quilômetros da capital federal.
Para o controle de formigas, o técnico Roberto Ogata utilizou materiais fáceis de encontrar em qualquer mercado: copo plástico de 50 ml, outro copo plástico transparente de 300 ml e um palito de churrasco. A isca é colocada no copo de 50 ml, que é coberto com o de 300 ml com alguns furos laterais. O palito é usado para fixar a armadilha no local. Para garantir eficiência, a isca formicida deve permanecer sempre seca. Uma das principais vantagens é que por ser transparente, o copo permite diagnosticar com maior rapidez o ataque e a eficiência da isca.
“Com isso, não precisamos parar em todos pontos de controle e abrir, pois é feito com os que temos hoje no mercado. Assim, um único funcionário consegue fazer o diagnóstico de uma área que antes precisaria de duas ou três pessoas” diz Ogata.
Segundo o técnico, o resultado até agora foi positivo, e a relação custo-benefício tem sido favorável. “O produtor encontra os materiais necessários em qualquer mercado. A única desvantagem é que esses materiais são mais suscetíveis aos fatores climáticos, precisando de manutenção com maior frequência. Mas ainda assim há um ótimo custo-benefício”, finaliza Ogata.
O PROJETO BIOMAS
O Projeto Biomas, iniciado em 2010, é fruto de uma parceria entre a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), com a participação de mais de quatrocentos pesquisadores e professores de diferentes instituições, em um prazo de nove anos.
Os estudos estão sendo desenvolvidos nos 6 biomas brasileiros para viabilizar soluções com árvores para a proteção, recuperação e o uso sustentável de propriedades rurais nos diferentes biomas.
O Projeto Biomas tem o apoio do SENAR, SEBRAE, Monsanto e John Deere. No Cerrado, o Projeto Biomas conta com o apoio da Embrapa Cerrados, Emater/GO, Instituto Federal Goiano e Universidade de Brasília - UNB.
29/05/2015 - 14:42
Agropecuária cresce 4,7% no trimestre e evita queda maior do PIB
De Sinop - Alexandre Alves
A agropecuária foi a ‘salvação da lavoura’ do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil no primeiro trimestre de 2015. Enquanto o PIB caiu 0,2% no período, em comparação com o último trimestre de 2014, a soma da renda gerada pela agricultura e pecuária cresceu 4,7%, praticamente segurando um revés maior na economia brasileira.
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). A indústria recuou 0,3% e os serviços caíram 0,7%. Em valores correntes, o PIB no primeiro trimestre de 2015 alcançou R$ 1,408 trilhão.
O IBGE também comparou o PIB entre janeiro e março deste ano com o mesmo período do ano anterior, registrando queda de 1,6%. O prejuízo só não foi maior devido, novamente, à agropecuária, que cresceu 4%. A indústria recuou 3% e, os serviços, 1,2%.
O principal fator que ajudou a manter o ritmo econômico da agropecuária foi o desempenho de alguns produtos da lavoura com safra relevante no 1º trimestre. Segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA/IBGE), é o caso da soja (10,6%), do arroz (0,7%), da mandioca (5,1%) e do fumo (1,7%). Por outro lado, o milho, cuja safra também é significativa no primeiro trimestre, apresentou variação negativa (-3,1%).
Conforme o IBGE, o segmento agropecuário, ainda que tenha tido um desempenho positivo, tem um peso pequeno na composição do PIB total, uma vez que a pesquisa considera basicamente a atividade primária em sua metodologia, ou seja, “dentro da porteira”, sem levar em conta indústrias, nesse caso, as atividades “fora da porteira”.
29/05/2015 - 12:20
Universidade do Café tem inscrições abertas para cinco cursos à distância
ADS Comunicação Corporativa
A Universidade do Café (UDC) abriu inscrições em período indeterminado para cinco cursos à distância: Gestão de Agronegócios, Tecnologia para o Preparo do Café de Qualidade, Adequação Ambiental na Cafeicultura, Manejo de Águas Residuárias do Café e Manejo Integrado de Pragas do Cafeeiro.
Eles são indicados para cafeicultores, gestores de fazendas, engenheiros agrônomos, técnicos agrícolas da área de café, estudantes e demais interessados. Feita a matrícula, os alunos terão até dois meses para assistir às vídeo-aulas e realizar os exercícios do curso, que totalizam 10 horas de duração, com exceção do de Gestão de Agronegócios, que contém 40 horas de atividades.
Os cursos são ministrados por especialistas da UDC, illycaffè/Experimental Agrícola do Brasil e parceiros. Há descontos para cafeicultores fornecedores da illycaffè e grupos acima de 10 pessoas. Para inscrições e mais informações, acesse http://universidadedocafe.com/. Outros contatos: dilmass@fia.com.br e 11 3818-4005.
A UDC resulta de uma parceria da illycaffè com o Centro de Conhecimentos em Agronegócios (Pensa), programa de pesquisa da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (USP) e da Fundação Instituto de Administração.
29/05/2015 - 12:55
Dólar vira e passa a subir após PIBs dos EUA e do Brasil
G1
O dólar operava em queda frente ao real no início do pregão desta sexta-feira (29), em um dia de agenda econômica intensa, após o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil contrair 0,2% no primeiro trimestre de 2015 na comparação com o período imediatamente anterior, melhor do que o recuo de 0,5% estimado por analistas.
Mesmo com a queda de 0,7% do PIB dos Estados Unidos, conhecida mais tarde, o dólar passou a subir.
Por volta das 10h50, a moeda norte-americana era vendida a R$ 3,1713, em alta de 0,23%.
A briga pela formação da Ptax de maio deve intensificar a volatilidade na primeira metade do pregão.
Na quinta-feira, o dólar subiu 0,59%, e fechou a R$ 3,1638 na venda, na maior cotação desde o dia 1º de abril, quando fechou a R$ 3,17. Em maio, o dólar acumula alta de 5%, e em 2015, de 18%.
Produtores rurais de Mato Grosso iniciam a colheita de milho safrinha
29/05/2015 18h09 - Atualizado em 29/05/2015 18h09
Produtores rurais de Mato Grosso iniciam a colheita de milho safrinha
Foi colhida nesta semana quase 18 mil hectares, 0,6% da área semeada.
Maior produtora de milho do Estado, a região Médio-Norte colheu 16 mil ha.
Amanda Sampaio
Do G1 MT
Ainda tímida, a colheita de milho alcançou quase 18 mil hectares nesta semana em Mato Grosso, equivalente a 0,6% da área total de 2,9 milhões de hectares semeados na safrinha este ano. Os dados são do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgados nesta sexta-feira (29).
A largada para a colheita foi dada nas regiões Médio-Norte, Oeste, Norte e Centro-Sul do Estado.
A maior colheita foi registrada nas regiões Médio-Norte, com o avanço das colheitadeiras por 16,3 mil hectares. A área colhida representa apenas 1,2% de um total de 1,3 milhões de hectares.
Na região Centro-Sul, a colheita chegou a 903 hectares, 0,5% dos 180,6 mil hectares semeados nessa região.
A produtividade ponderada, ou seja, conseguida nesta semana pelos produtores que iniciaram a colheita, chegou a 112 sacas de milho por hectare. Para a safrinha 2014/15, o Imea prevê uma produtividade média para o milho de 100 sacas por hectare no Estado.
Para esta safra, é prevista uma produção de 17,78 milhões de toneladas no Estado, de acordo com estimativa do Imea.
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Mato Grosso
Expomarcos começa nesta sexta, 29, com expectativa de 45 mil visitantes
29/05/2015 16h50 - Atualizado em 29/05/2015 16h50
Expomarcos começa nesta sexta, 29, com expectativa de 45 mil visitantes
Esta é a 19ª edição da feira em São José dos Quatro Marcos (MT).
Entre as atrações estão rodeios, shows, exposições, oficinas e leilões.
Do G1 MT
Começa nesta sexta-feira (29) a 19ª edição da Expomarcos, exposição agropecuária que será realizada no município de São José dos Quatro Marcos, localizado a 343 quilômetros de Cuiabá. O evento, que acontece até o dia 7 de junho, contará com um torneio leiteiro, exposição de animais, queima de alho, shows, oficinas, rodeios e leilões. A expectativa é que 45 mil pessoas participem da feira, de acordo com o presidente do Sindicato Rural do município, Alessandro Casado da Silva.
Segundo o presidente, grande parte das atrações terão portões abertos e eles esperam a presença de aproximadamente 5 mil pessoas por dia. Alessandro afirma que a expectativa para o evento é boa por causa do grande leque de produtores rurais que estarão presentes e ainda pela realização dos leilões. De acordo com ele, somente serão cobrados ingressos nos dias em que ocorrerem shows.
Entre os destaques do evento este ano estão as apresentações musicais das duplas sertanejas Munhoz & Mariano, Breno Reis & Marco Viola e Renan & Ray. Os shows acontecem nos dias 3, 5 e 6 de junho, respectivamente. As entradas para as apresentações musicais serão vendidas separadamente.
O encontro de violeiros, que acontece nesta sexta (29) e sábado (30), contará com a presença de duplas como Delley e Dorivan, Otavio Augusto e Gabriel, Aurélio Miranda e Adriano e Zé do Cedro e Tião do Pinho. As apresentações acontecerão no Parque de Exposição Manoel Paulino.
No evento, serão realizados dois rodeios, de touros e cavalos, que acontecem entre os dias 1º e 6. As premiações são um carro, para o primeiro lugar; uma moto, para o segundo e o terceiro lugar; R$ 2,5 mil, para o quarto e R$ 2 mil para o quinto colocado.
A 19ª edição da Expomarcos terá também dois leilões: o 5º Leilão dos Criadores e o 4º Leilão Caminhos do Leite. O primeiro acontece na próxima terça-feira (2), às 20h, no parque, e mais de dois animais serão leiloados. O segundo, que leiloará 30 vacas e 20 novilhas, será realizado no dia 7 de junho, às 11h na Estância Mariana.
Também faz parte da programação da feira a inauguração do Núcleo Avançado de Capacitação de São José dos Quatro Marcos do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT), dentro do parque de exposição, no dia 2 de junho.
No núcleo, serão realizadas as seguintes oficinas gratuitas durante a feira: Confecção de bolsas em couro bovino (2 e 3/5); Confecção de cintos em couro bovino (4/5); Confecção de revestimentos para copos em couro bovino (5/5); Fabricação de utensílios de montaria (6/5); Cortes e desossa de frango (3 e 4/5); Cortes e desossa de ovinos (1 e 2/5) e Beneficiamento e conservação de pescado (5 e 6/5).
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