sexta-feira, 30 de outubro de 2015
Ministro dos Portos assina contrato de dragagem de Paranaguá
30/10/15 - 14:09
O governador Beto Richa e o ministro da Secretaria de Portos da Presidência da República, Helder Barbalho, assinam nesta terça-feira (03), às 11h30, em Paranaguá, o contrato no valor de R$ 394 milhões para obras de dragagem de aprofundamento dos canais de acesso aos Portos de Paranaguá e Antonina.
A solenidade acontece no auditório da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA). O contrato será assinado com a empresa DTA Engenharia, vencedora da licitação realizada pela Secretaria Especial de Portos (por meio de Regime Diferenciado de Contratação (RDC), SEP/PR número 02/2014) para dragagem de aprofundamento do canal de acesso ao porto paranaense.
O contrato inclui a elaboração dos projetos básico e executivo de dragagem, sinalização, balizamento e a execução das obras de dragagem de aprofundamento do canal de acesso ao Porto de Paranaguá. A empresa terá um prazo de 11 meses para executar a obra.
A área objeto de dragagem deste anteprojeto corresponde ao eixo leste-oeste do Complexo estuarino de Paranaguá, com aproximadamente 45 km de comprimento e 7 km de largura. Ao todo, serão dragados 14, 2 milhões de metros cúbicos de areia.
O secretário estadual da Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, disse que a obra integra um conjunto de melhorias realizadas nos portos paranaenses voltadas para a segurança nas operações portuárias, redução de custos e agilidade nas exportações e importações. “Estes investimentos farão com que o Porto de Paranaguá passe a integrar definitivamente o cenário dos grandes portos do mundo”, declarou o secretário.
CANAL DE ACESSO - Com a nova dragagem o canal de acesso ao Porto de Paranaguá, chamado Canal da Galheta, passará a ter 16 metros de profundidade. Hoje, o canal possui 15 metros. A dragagem também trará ganhos de produtividade ao Porto de Paranaguá.
A Bacia de Evolução do canal – área utilizada pelos navios para manobra e atracação – ganhará mais dois metros de profundidade com a nova dragagem, passando de 12 para 14 metros. Já as áreas intermediárias, localizadas entre o Canal da Galheta e a Bacia de Evolução, passarão a ter 15 metros de profundidade.
O diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina, Luiz Henrique Dividino, explica que a dragagem de aprofundamento do canal de acesso (intermediário), da bacia de evolução e do berço público do complexo, faz parte de um programa de dragagem estabelecido pela APPA, em parceria com o Governo Federal, e demonstra que o Porto de Paranaguá está se mantendo atento à evolução das embarcações.
“A dragagem permitirá que navios graneleiros de grande porte frequentem o Porto, assim como navios porta-contêineres de alta capacidade, o que contribuirá para a redução dos fretes e, consequentemente, maior competitividade dos grãos exportados”, declarou Dividino.
Segundo ele, o Porto recebe linhas semanais regulares de navios com 336 metros de comprimento por 51 metros de largura. “A manutenção destas linhas depende da dragagem e da segurança da navegação”, ressaltou Dividino.
PROCESSO NATURAL - O assoreamento dos canais de navegação é um fenômeno natural de recomposição dos materiais no fundo dos canais. O Canal de Galheta, que dá acesso aos portos do Paraná, é artificial e foi aberto na década de 1970, o que possibilitou ao Porto de Paranaguá se posicionar como o segundo maior porto público da América Latina, e uma das maiores plataformas de exportação de grãos do mundo.
Agência Estadual de Notícias - Paraná
Seca prolongada na Bahia preocupa produtores de cacau
30/10/15 - 13:16
Uma longa e preocupante estiagem permanece na região cacaueira da Bahia há mais de 45 dias e preocupa os cacauicultores, pois a alteração climática pode comprometer a safra principal que está sendo estimada em 1 milhão de sacas para o Estado.
As previsões climáticas apontam poucas chuvas nas áreas produtivas. Nos municípios de Itabuna, Ilhéus, Itajuípe, Uruçuca e Camacan que concentram grande parte da produção de cacau, o clima deve permanecer bastante seco nos próximos dias. Até o momento, a média mensal de chuva nessas regiões está abaixo do normal, de acordo com dados da meteorologia.
Se o forte sol persistir no mês de novembro, poderá comprometer a próxima safra, de acordo com o analista de Mercado, Adilson Reis: “Se não chover nos próximos dias, teremos uma redução significativa na safra, isto porque estamos no período de mudanças de folhas e a plantação precisa de água. A vantagem é que nos meses anteriores, o clima foi propício para a lavoura e só por isso, ainda não estamos com problemas maiores. Não podemos estimar números, mas é certo que deverá reduzir”, afirmou.
A situação é bastante preocupante, pois se o cenário não mudar nos próximos dias, esta seca poderá comprometer até a próxima safra temporã (2016/2017), pois irá gerar um retardamento nas entradas do cacau.
Mercado do Cacau
Governo capacita produtores de banana para evitar entrada de pragas na Bahia
30/10/15 - 13:06
Para capacitar e levar novos conhecimentos aos produtores de banana, com foco na defesa fitossanitária, a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), vinculada à Secretaria da Agricultura da Bahia (Seagri), realiza seminário no município de Wagner, na Chapada Diamantina, região onde o cultivo de banana está em expansão. O evento acontece nos dias 17 e 18 de novembro, no auditório do Centro Territorial de Educação Profissional da Chapada Diamantina (Cetep). “A defesa agropecuária é prioridade do Estado, e um dos principais assuntos discutidos durante o evento será a Sigatoka Negra e o Moko da Bananeira, pragas das quais a Bahia é livre, embora já existam no Brasil", explica o diretor de Defesa Vegetal da Adab, Armando Sá. O evento conta com a parceria da prefeitura de Wagner, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IF-Baiano) de Guanambi e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
A Bahia foi o primeiro Estado brasileiro declarado pelo Ministério da Agricultura (Mapa), como área livre da Sigatoka Negra, praga que pode causar prejuízos de até 100% na produção de banana. A doença foi constatada no Brasil em fevereiro de 1998, no Amazonas, e está presente no Acre, Rondônia, Pará, Roraima e Amapá, além de Mato Grosso. O desenvolvimento de lesões de Sigatoka e a sua disseminação são fortemente influenciados por fatores ambientais como umidade, temperatura e vento.
Assim como a Sigatoka Negra, o Moko da Bananeira ou murcha bacteriana da bananeira, doença causada pela bactéria Ralstonia solanacearum, presente nos estados do Amazonas, Pará e Amapá, também é preocupação do governo baiano. "Nossa meta é evitar que estas pragas entrem na Bahia e uma das ferramentas que utilizamos é a informação, capacitando o produtor quanto às medidas preventivas", diz Armando Sá.
Produção
A banana é a fruta mais consumida no Brasil. A produção mundial dessa fruta é de mais de 106 milhões de toneladas/ano. A participação do Brasil nessa produção é de 6,9%, com cerca de 7 milhões de toneladas. O País possui condições climáticas favoráveis ao cultivo da fruta em todos os estados, e durante todo o ano. Além disso, a bananicultura é responsável por gerar milhares de postos de trabalho. No Brasil, a atividade emprega aproximadamente 500 mil pessoas diretamente.
A Bahia ocupa o primeiro lugar no ranking de produção nacional da fruta, com mais de 1,13 milhão de toneladas/ano da fruta, e 88.147 hectares de área plantada, seguida do Pará com 55.152 hectares plantados; em terceiro, São Paulo, com 54.834, e em quarto Minas Gerais, com 46.812 hectares. Os principais municípios produtores do Estado são Bom Jesus da Lapa, Wenceslau Guimarães, Ponto novo, Barra do Choça, Ibirapitanga, Ibirataia, Encruzilhada, Curaçá, Taperoá, Presidente Tancredo Neves e Teolândia. O município de Wagner está em grande expansão na produção desta fruta. A região também vem se transformando em um expoente na produção de banana irrigada.
De acordo com o engenheiro agrônomo da Adab, Alessandro de Magalhães Arantes, a produção de banana na região da Chapada Diamantina se concentra em Wagner e Utinga, municípios com grande potencial de expansão no cultivo da fruta, e é comercializada principalmente para Feira de Santana e Salvador. A produção em Wagner é principalmente de banana da variedade prata.
Secretaria da Agricultura do Estado da Bahia
Alta produtividade é desafio para ‘Cana de Três Dígitos’
30/10/15 - 12:33
O Centro de Cana do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), localizado em Ribeirão Preto (SP), lançou um desafio para o setor da “Cana de Três Dígitos”: atingir uma produtividade média superior ou igual a cem toneladas de colmos de cana-de-açúcar por hectare, considerando todos os cortes e buscando a sustentabilidade do segmento sucroenergético do País.
Segundo Ricardo Augusto Dias Kanthack, pesquisador da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA), o Brasil tem cerca de dez milhões de hectares de cana em exploração, praticamente o dobro se comparado há uma década. No entanto, a produtividade de colmos por hectare não acompanhou a evolução da área plantada, que hoje varia de 45 a 115 toneladas.
“O potencial biológico da produtividade, quando não há limitações hídrica, de nutrientes, nem de fatores climáticos e de operações agrícolas inadequadas, é superior a 300 toneladas por hectare”, afirma Kanthack.
Ele destaca algumas atividades que vêm sendo desenvolvidas para melhorar os resultados da atividade. “A Coordenadoria do Procana IAC tem nos orientado a propagar o desafio da ‘Cana de Três Dígitos’, junto às nossas parceiras, nas diversas regionais onde procuramos desenvolver propostas de trabalhos, incentivando o uso de novos cultivares, além da utilização da matriz ambiental, gestão do número de colmos, bem como outras boas práticas agrícolas”, conta.
De acordo com o pesquisador do Instituto Agronômico, existem algumas ferramentas já disponíveis para otimização de resultados, como o Ambicana, um programa de classificação de ambientes de produção, que visa adequar e potencializar a produtividade em função da cultivares e dos ambientes. Também há o PreviclimaCana, que fornece previsões precisas e atualizadas da produção da safra; além do Biofábrica, que disponibiliza materiais de origens certificadas e com alta qualidade genética e vigor, e diagnóstico de doenças.
“O pacote tecnológico inclui a Matologia (estratégia para racionalizar o controle de plantas daninhas) com estudos de manejo integrado; fertilidade dos solos e nutrição de plantas; manejo integrado de pragas e doenças; núcleo de produção de mudas pré brotadas, voltado para a adoção acelerada desses novos cultivares, além de cursos e eventos técnicos e científicos”, cita Kanthack.
SITES DE SELEÇÃO
A avaliação de variedades de cana-de-açúcar em dez diferentes regiões do Brasil, sendo sete somente no Estado de São Paulo, chamadas de sites de seleção, possibilita a seleção de clones promissores e os validam como novas variedades para determinadas condições edafoclimáticas.
“Considerando que existem peculiaridades em relação às características edafoclimáticas (solos e climas) e épocas de colheitas nas diferentes regiões canavieiras do Brasil, a estratégia de utilização de sites regionais minimizam as diversidades, permitindo a seleção de indivíduos superiores, que apresentam ganhos significativos para cada região em estudo”, informa o pesquisador.
Ele ainda exemplifica que, para início de safra (abril a junho) em ambientes restritivos (com baixa fertilidade do solo e pouca disponibilidade hídrica), as cultivares indicadas são IACSP93-2060 e IACSP97-4039. Para o meio da safra (junho a setembro), nos mesmos ambientes recomenda-se IAC87-3396, IAC91-1099 e IACSP97-4039.
“Estas cultivares possibilitam maiores produtividades em TCH (toneladas de cana por hectare), com maior teor de ATR (Açúcar Total Recuperável), resultando em mais ganhos para o setor, sem que haja acréscimo de custos”, comenta.
“Seguindo este raciocínio, teremos para cada site de seleção e de produção uma indicação técnica, que proporcionará a otimização dos potenciais produtivos, rumo ao desafio de estabelecer canaviais com três dígitos de produtividade, considerando todos os cortes”, salienta.
MAIOR TEOR DE SACAROSE
O pesquisador ressalta que o grande desafio é a obtenção de uma cultivar que expresse maior acúmulo de sacarose, alto TCH, bem como tolerância às principais doenças e pragas. Também existem outros, alguns específicos para os seguintes sites das regiões paulistas, como o aumento do potencial de produção agrícola e tolerância ao íon Al+++ (agente tóxico relacionado com a baixa produtividade agrícola de cereais em solos ácidos e com doenças degenerativas em animais) na sub-superfície (região de Piracicaba); maior brotação em período de estresse hídrico (Ribeirão Preto e Pindorama); maior capacidade de produção em solos de baixa fertilidade (Jaú); maior potencial de maturação sob baixo estresse hídrico (Mococa e Assis); capacidade de acumular massa verde no período vegetativo (Adamantina); suportar estresse hídrico e ausência de florescimento (na região Centro-Oeste, em Goianésia-GO).
“Existem outros sites nos quais o IAC trabalha para obtenção de cultivares. Em todos eles, busca-se cultivares que sejam adequados também para os plantios e colheitas mecanizados, pois essa condição tem imposto novos desafio ao setor”, explica Kanthack.
CANAVICULTURA MODERNA
Segundo pesquisas do Programa Cana IAC, os ganhos genéticos apresentados pelas novas cultivares, em relação às variedades comerciais, equivalem a 1% a 2,5% ao ano.
“O índice pode parecer baixo, porém, se considerarmos que uma variedade leva de 12 a 15 anos para ser lançada e outros tantos para serem utilizadas pelos produtores, então os ganhos passam a ser na casa de 12 a 15 %, tornando os valores expressivos”, calcula o especialista.
Kanthack também comenta que este ganho de produção, associado às chamadas adicionalidades, que são as características acrescentadas pelo melhoramento genético - como o maior perfilhamento, maior longevidade, porte, adaptabilidade aos plantios e colheitas mecanizadas, e bons níveis de tolerância a doenças e pragas, só para citar algumas delas -, podem agregar valores à canavicultura moderna.
“Acreditamos que um programa de melhoramento genético será sempre necessário devido às constantes pressões de ocorrências adversas às cultivares em cultivo. No trabalho de buscar alternativas que deem sustentabilidade ao segmento, verificamos que a obtenção dos novos genótipos serão, em todas as situações, o ponto de partida”, observa.
SNA - Sociedade Nacional de Agricultura
Com 38 milhões de toneladas, Paraná colhe maior safra de grãos da história
30/10/15 - 12:17
A safra paranaense 2014/15 será a maior da história, totalizando 38,24 milhões de toneladas. O volume poderia ser ainda maior, caso as lavouras de trigo não fossem afetadas pelas chuvas na fase final de colheita. Os números foram divulgados nesta sexta-feira (30.10) pelo Departamento de Economia Rural (Deral). A safra de soja puxou o volume recorde com 16,94 milhões de toneladas. Na primeira safra de milho, mais 4,65 mi de t foram colhidas. Já a produção de feijão chegou a 324 mil toneladas (5.400.000 sacas), conforme o Deral.
Além da safra recorde, o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, ainda destacou a boa qualidade dos grãos no ciclo 14/15. “Esse desempenho se repetiu com a produção de cereais de inverno, quando o trigo é o nosso principal produto”, ressalta.
Conforme relatório do Deral relativo ao mês de outubro, o plantio da soja da safra 2015/2016 está acelerado e ocorre em clima normal, assim como os demais grãos plantados neste período, como milho de primeira safra e feijão das águas. Além disso, as chuvas têm contribuindo para o desenvolvimento vegetativo das novas culturas, frisou Ortigara.
“Observamos, ainda, que o plantio da nova safra 2015/2016, ocorre dentro da normalidade. Se as chuvas prejudicaram o trigo, estão contribuindo com o desenvolvimento vegetativo dos grãos de verão”, pontua.
Para o cultivo da oleaginosa, foram reservados 5,24 milhões de hectares. O plantio está acelerado, com dois terços da área prevista já cultivados. A soja é a maior área plantada com o grão no Paraná. Segundo o Deral, nesse período do ano, na média nas últimas três safras, haviam sido plantados 54% da área prevista, enquanto que neste ano, 66% já estão plantados.
A expectativa de produção é boa e aponta para um volume de 18 milhões de toneladas, também o maior do Estado. A estimativa segue as tendências para a produção de soja no País, que indicam para uma produção de 101 milhões de toneladas.
Milho
O plantio de milho da primeira safra também está chegando ao fim e deve ser encerrado na primeira semana de novembro. Segundo o Deral, está sendo plantada a menor área de milho nessa época do ano, com 437 mil hectares. Anos atrás, o Paraná já chegou a plantar 2,6 milhões de hectares com milho de primeira safra, por exemplo. A produção deve chegar a 3,8 milhões de toneladas.
Feijão
O plantio da primeira safra de feijão também segue em ritmo normal, com 84% da área prevista (de 183.583 hectares) ocupados. Apesar da redução de área de 5% em relação ao mesmo período do ano passado, a estimativa de produção cresce outros 5%, devendo passar de 324.545 toneladas colhidas na safra passada para 339.489 toneladas na safra 15/16.
Trigo
O Departamento de Economia Rural adverte ainda que a produção de trigo deve sofrer uma quebra de 12% em 2015. Os prejuízos são decorrentes das chuvas que prejudicam a qualidade do grão e afetaram o florescimento do cereal. A previsão inicial de colheita era de 4 milhões de toneladas. Porém, com a quebra, a safra foi reavaliada para 3,5 milhões de toneladas no Paraná.
Agrolink
Autor: Lucas Rivas
Após período de queda, mercado da mandioca mostra reação no Paraná
30/10/15 - 12:44
A produção de mandioca no Paraná mostra uma reação de mercado, após um longo período de queda nos preços da raiz. A reação motivou reação dos produtores na região Noroeste do Estado. No mês passado, a raiz da mandioca era vendida, em média, por R$ 141,00 a tonelada e neste mês está sendo vendida por R$ 150,00 a tonelada - aumento de 6,4%.
Conforme o relatório do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento, divulgado nesta sexta-feira (30.10), por causa da queda nos preços verificados até há pouco tempo, a produção da raiz no Estado caiu de 4,25 milhões de toneladas na safra passada para 3,74 milhões de toneladas na safra 2015/16.
Segundo o economista do Deral, Methódio Groxco, a reação nos preços ocorre em decorrência do enxugamento do excedente de oferta do produto no mercado, com a intervenção de compra promovida pelo governo federal por meio de Aquisições diretas do Governo Federal (AGF).
Além disso, os estoques de produtos no mercado atacadista estão sendo repostos e, devido ao período de entressafra, há redução da oferta de raiz disponível para as indústrias. “Por outro lado, o clima no Nordeste está dando sinais de que a região vai importar novamente farinha do Paraná, o que não aconteceu nos últimos anos, situações que estão reconfigurando o mercado para a mandioca que começa dar sinais de que vai sair de um período de crise”, disse o técnico.
Agência Estadual de Notícias - Paraná
Em um ano, arroba do boi acumula alta de 7% em MS, diz Famasul
30/10/2015 10h53 - Atualizado em 30/10/2015 10h53
Em um ano, arroba do boi acumula alta de 7% em MS, diz Famasul
Preço subiu de R$ 128,19 para R$ 136, de acordo com a instituição.
Oferta restrita de animais para o abate é uma das causas, diz entidade.
Do G1 MS
No período de um ano, entre os meses de outubro de 2014 e 2015, a arroba do boi gordo registou aumento médio de 7% em Mato Grosso do Sul, passando de R$ 128,19 para R$ 136, segundo dados do mais recente informativo Casa Rural, da Federação de Agricultura e Pecuária do estado (Famasul).
Segundo a gestora do Departamento Econômico da Famasul, Adriana Mascarenhas, a oferta restrita de animais para abate em Mato Grosso do Sul está elevando os preços do boi gordo.
Além da diminuição na disponibilidade de animais terminados, há uma tendência de aumento na demanda no mercado interno, com a proximidade das festas de final de ano e com a expectativa de recebimento do 13º salário", ressalta.
No mercado internacional, o resultado é positivo, segundo análise da gestora da Famasul e sinaliza uma recuperação nas negociações da carne bovina sul-mato-grossense depois de um período de decréscimo. Em setembro deste ano, as vendas internacionais do setor somaram 8,9 mil toneladas, com alta de 18% em relação ao mês anterior, quando os embarques atingiram 7,57 mil toneladas.
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