quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Produtor foi o que mais investiu

Produtor foi o que mais investiu




Produtor foi o que mais investiu
30/11/16 - 09:43 

Mesmo vindo de uma safra de pouco lucro na soja e milho, como foi o saldo agrícola do ano passado, os produtores rurais acabaram sendo os maiores financiadores da nova safra mato-grossense de soja, iniciada no último mês de setembro, a temporada 2016/17. A constatação, apresentada pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, por meio do estudo “Funding do Custeio da Soja em Mato Grosso (2010 A 2016)”, revela que contrariando expectativas de que haveria escassez de recursos e até mesmo ‘economia’ na hora de plantar a soja, o produtor investiu na formação das lavouras, entendendo que a sojicultura é sim sua principal atividade. 
Ainda que diante da safra mais cara da história da oleaginosa no Estado, R$ 17,37 bilhões, 33% dos recursos necessários vieram do bolso do produtor. O restante foi tomado em multinacionais, revendas agrícolas, sistema financeiro e bancos que operam com recursos federais. 
No ano passado, a participação dos recursos próprios foi a maior registrada no período de 2010 a 2016: 40%. Mas, ao considerar o custo da safra, podemos dizer que mesmo havendo redução de 7 pontos percentuais no uso do capital próprio entre a safra passada (40%) para a atual (33%), em cifras, a diferença reduz, já que a safra 2015/16 custou R$ 16,36 bilhões, ou seja, R$ 1 bilhão a menos. Ain da comparando o peso da participação do capital próprio, na safra 2013/14, a implantação das lavouras teve custo total de R$ 10,30 bilhões. Naquele momento, os recursos próprios corresponderam a 31% do total, no entanto, daquela safra para a atual, os custos majoraram em 68,64%, enquanto o desembolso do produtor passou de 31% para 33%. 
“A área e os custos produtivos inéditos da soja em Mato Grosso culminaram para uma necessidade jamais vista de capital para custear a safra 2016/17, de R$ 17,37 bilhões. Ao ser analisado o peso de cada fonte, nota-se uma verdadeira ‘dança das cadeiras’ desenhando um novo processo de financiamento (funding), transformando de vez o produtor em protagonista”, pontuam os analistas do Imea. 
Como reforçam o contexto de planejamento da nova safra, o ciclo anterior fechou com saldo abaixo do esperado para a soja e para o milho, o que “refletiu diretamente sobre o bolso do produtor, ou seja, na receita esperada não veio e isso a gente observa na redução em 7 pontos percentuais (p.p.) do uso do capital próprio no novo custeio da soja. E mesmo assim segue como a principal fonte de capital do novo ciclo”. 
As revendas, que já vinham reduzindo a sua participação drasticamente na cobertura financeira desde a safra 2015/16, continuaram essa tendência, com as trades “abocanhando” parte deste mercado. Os bancos aumentaram a sua participação devido, principalmente, à liberação do recurso de pré-custeio – ainda no primeiro semestre, o que contribuiu com 72% do montante total liberado pelos bancos com recursos federais, colaborando pela primeira vez, desde o início dos levantamentos do funding, para a participação dos recursos federais superarem as das revendas. 
Conforme o Imea, o funding da soja 2016/17 fechou da seguinte forma, de um investimento global de R$ 17,37 bilhões, 33% vieram de recursos próprios. As revendas registraram nessa safra a menor participação em sete anos: 14%. O sistema financeiro retornou à média das safras 2010/11-2011/12-2012/13: 12%, os bancos que operam recursos federais, como por exemplo, o Banco do Brasil e a cooperativa de crédito Sicredi, atingiram 17%, acima dos 15% do ciclo anterior. 

Entre Rios do Sul realiza 9º Jantar do Leitão ao Mel

Entre Rios do Sul realiza 9º Jantar do Leitão ao Mel




Entre Rios do Sul realiza 9º Jantar do Leitão ao Mel
30/11/16 - 09:47 


Em Entre Rios do Sul, foi realizado no sábado (26/11), o 9º Jantar do Leitão ao Mel, com a participação de mais de 800 pessoas, no Centro de Eventos, numa promoção da Associação de Apicultores do município, com apoio da Prefeitura e Emater/RS-Ascar. O gerente regional da Emater/RS-Ascar de Erechim, Gilberto Tonello, prestigiou o evento, juntamente com outras autoridades e lideranças.
O evento visa difundir o trabalho que apicultores do município desenvolvem para divulgar a importância da apicultura como uma fonte de renda e incentivar o consumo de mel. Os apicultores criaram, em 18 de junho de 2001, a Associações de Apicultores de Entre Rios do Sul, inicialmente com 24 associados, e no momento somam 27 sócios, que possuem aproximadamente 250 colmeias, com produção próxima de 5 mil toneladas de mel. "A Emater iniciou este trabalho no município há nove anos", conta a extensionista do Escritório Municipal de Entre Rios do Sul, Rosaine Baldissera.
 

Programa Segunda Água beneficia agricultoras de Soledade

Programa Segunda Água beneficia agricultoras de Soledade





Programa Segunda Água beneficia agricultoras de Soledade
30/11/16 - 09:55

 
A manhã desta terça-feira (29/11) começou agitada na propriedade da família da agricultora Sintia dos Santos Silva, na localidade de São Tomé, interior do município de Soledade, com a chegada do maquinário para a construção de um tanque para a piscicultura. O tanque possuí 900m² de espelho d?água, o que possibilita criar cerca de 220 peixes. Além da família de Sintia, também foi construído o tanque para piscicultura da família da agricultora Maria Nilva Malaquias da Silva, da comunidade de Raia da Pedra.
Sintia é uma das beneficiárias do Programa Brasil Sem Miséria - Fomento que, em Soledade, atende 131 famílias. Foi por meio das reuniões e capacitações promovidas pela Emater/RS-Ascar que ela soube do Programa Segunda Água e decidiu se inscrever. Na propriedade, de cerca de três hectares, são cultivados alimentos como mandioca, feijão e soja e a piscicultura será uma opção complementar para a renda da família. "Quando iniciou o Programa, tive a opção de escolher um dos três projetos. Optei pelo tanque para a criação de peixes porque achei mais vantajoso, pois posso comercializar a produção e ter uma renda extra", conta Sintia.
As agricultoras são beneficiárias do Programa Segunda Água, do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA) e executado pela Secretaria do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR) e Emater/RS-Ascar. As ações do Programa no município iniciaram ainda em 2014, com a seleção das famílias beneficiárias, reuniões técnicas e elaboração dos projetos, sendo organizados dois projetos para a construção de tanques para a piscicultura, 10 microaçudes para irrigação e 19 cisternas para a captação da água da chuva. Embora tenha sido realizada a construção dos tanques para a piscicultura, ainda não há previsão para o início das obras dos microaçudes e cisternas.
"É uma grande satisfação ver essa obra se realizando, pois ela é fruto do trabalho da Emater em parceria com o Governo do Estado. É gratificante ver que a nossa ação extensionista foi importante para viabilizar o acesso destas famílias às políticas públicas existentes. Esse projeto é uma oportunidade para as famílias melhorarem a sua alimentação, gerar renda e estimular a permanência no meio rural", frisa a extensionista social e chefe do Escritório Municipal da Emater/RS-Ascar de Soledade, Juliane Pires da Conceição.
O Programa Segunda Água é voltado para as famílias em situação de vulnerabilidade social e visa garantir o acesso à água para a produção no meio rural, promovendo a segurança alimentar e hídrica, por meio da construção de cisternas, microaçudes e instalação de pequenos sistemas de irrigação. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Soledade, que abrange 39 municípios dos Coredes do Alto da Serra do Botucaraí e Vale do Rio Pardo, a meta do Programa é a construção de 302 microaçudes para irrigação, 197 tanques para piscicultura e 355 cisternas para captação da água da chuva.

Feira Municipal do Produtor é inaugurada do Parque Natural Longines Malinowski

Feira Municipal do Produtor é inaugurada do Parque Natural Longines Malinowski




Feira Municipal do Produtor é inaugurada do Parque Natural Longines Malinowski
30/11/16 - 09:58 


A 11ª Feira Municipal do Produtor, que funcionava próxima ao Hospital de Caridade, foi reinaugurada no Parque Natural Longines Malinowski, no sábado (26/11). Essa é a segunda unidade que conta com o selo de produtos orgânicos do município para alimentos hortifrutigranjeiros que são cultivados sem uso de agrotóxicos. No total, nove produtores comercializam seus produtos. Além de hortifrúti, são comercializados embutidos, derivados de leite, panificados, entre outros. 
A solenidade de inauguração contou com a presença do prefeito, Paulo Polis, do gerente regional da Emater/RS-Ascar de Erechim, Gilberto Tonello, dos extensionistas do Escritório Municipal de Erechim, Claudio kochann e Walmor Gasparin, entre outros.
A Feira do produtor do Parque abrirá aos sábados, das 7 às 11h30, e está localizada junto aos quiosques do local.

Trigo: Preocupação excessiva com preço mínimo ofusca ganho com produtividade

Trigo: Preocupação excessiva com preço mínimo ofusca ganho com produtividade




Trigo: Preocupação excessiva com preço mínimo ofusca ganho com produtividade
30/11/16 - 10:05
 
“Os triticultores brasileiros e seus representantes estão excessivamente preocupados com o Preço Mínimo e estão deixando de fazer algumas contas importantes, principalmente de ver o lucro que já está embutido nos preços que estão atualmente no mercado, apesar de estarem abaixo do preço de garantia do governo e abaixo até dos preços do ano passado na mesma época”. A avaliação é do analista sênior da Consultoria Trigo & Farinhas, Luiz Carlos Pacheco.
Segundo o especialista, as grandes chuvas que ocorreram sobre as lavouras nesta safra provocaram rendimentos muito acima da média, chegando a produtividades entre 70 e 90 sacas/hectare em todos os estados da Região Sul. Ele ressalta que o trigo é de muito boa qualidade, com PH (peso hectolítrico) mínimo de 78 até 80 na maioria dos locais. Não se tem notícias de produção de trigo forrageiro nesta temporada, tudo é matéria prima utilizável pelos moinhos.
A Consultoria Trigo & Farinhas fez uma pesquisa em cada uma das principais regiões dos dois maiores estados produtores na penúltima semana de novembro. O levantamento partiu de preços médios pagos aos produtores de R$ 31,00/saca e um custo variável de R$ 1.350,00/hectare (calculado por diversos cerealistas), e tomou como base produtividades entre 56 sacas/hectare (Missões), 60 sacas/ha na região Central e 62 sacas/há na Serra (bem menor do que as médias anunciadas acima, portanto) e concluiu que no Rio Grande do Sul os triticultores estão tendo um lucro de R$ 386,00/hectare na região das Missões, R$ 510,00/hectare na região Central e R$ 572,00/hectare na região da Serra. Quem colheu mais do que isto já tem lucro maior ainda.
No Paraná, que colheu mais cedo e não teve o benefício das chuvas como o RS, foram tomadas produtividades a partir de relatórios oficiais do Deral, que registram 46 sacas/há no Norte, 47 na região Centro-Oeste, 51 sacas/há no Sudoeste e 56 nas regiões Sul e Oeste. Foi utilizado o preço médio pago aos agricultores de R$ 35,00/no momento, mas R$ 38,00 em setembro/início de outubro quando começaram a colher e o custo variável foi também obtido com o Deral, de R$ 1.875,00/hectare. Por estes critérios os triticultores do Norte do estado teriam um prejuízo de R$ 265,0/há, os do Centro-Oeste de R$ 230,00/há e os do Sudoeste de R$ 90,00/há. Mas os do Oeste e do Sul do estado teriam um lucro de R$ 85,00/há. Ocorre que, como as produtividades estão sendo cerca de 25% maiores(mínimo de 70 sacas/há) do que as médias que enunciamos acima, todos estão tendo lucros.
“É óbvio que, se o governo pingar mais um dinheiro na conta para honrar o Preço Mínimo, ele será bem-vindo, mas, nessa safra, o que não estamos tendo é prejuízo com o trigo”, conclui Pacheco.

Agrolink
Autor: Leonardo Gottems

Projeto visa a recuperação e preservação da sub-bacia do Córrego São João, no Vale do Jequitinhonha

Projeto visa a recuperação e preservação da sub-bacia do Córrego São João, no Vale do Jequitinhonha





Projeto visa a recuperação e preservação da sub-bacia do Córrego São João, no Vale do Jequitinhonha
30/11/16 - 10:18 


Diminuição do volume de água e assoreamento. Esses são alguns dos problemas enfrentados pela sub-bacia hidrográfica do Córrego São João, que banha os municípios de Padre Paraíso, Ponto dos Volantes e Itaobim, no Vale do Jequitinhonha. Visando a recuperação do espaço, os municípios, em parceria com a Emater-MG e outras instituições, implantaram o Projeto de Revitalização da Sub-bacia do Córrego São João. Entre as ações estão a construção de bacias de captação de água de chuva, proteção de nascentes e educação ambiental.
O córrego São João exerce uma função importante para a agropecuária da região, principalmente para a produção de banana, hortaliças e piscicultura. A implantação do projeto foi motivada pela redução da vazão do córrego e problemas, como assoreamento, desmatamento da mata ciliar, nascentes desprotegidas e o lançamento de esgoto doméstico na sub-bacia.
A revitalização do São João começou no ano passado. Até agora foram construídas 270 bacias de captação de água de chuva, protegidas 11 nascentes e realizado o plantio de cerca de 300 mudas nativas para a recuperação da mata ciliar. Também foi feita a adequação de 50 quilômetros de estradas. Essas ações têm como objetivo melhorar a infiltração de água no solo e combate à erosão.
De acordo com a coordenadora técnica regional da Emater-MG, Joselaine Lopes, essas ações contribuem de maneira impactante para a preservação e recuperação da sub-bacia do córrego, que integra a bacia hidrográfica do Rio Jequitinhonha. “É uma forma de aumentar a disponibilidade de água em quantidade e qualidade. Além disso, melhorar a gestão ambiental garante o desenvolvimento sustentável nas comunidades”, afirma.
O projeto ainda visa a conscientização de estudantes e agricultores sobre a importância de preservação do córrego São João e do meio ambiente. Nesse primeiro ano de projeto, foram realizadas palestras em escolas e reuniões com produtores de todos os municípios beneficiados pela sub-bacia hidrográfica.
“Como ponto fundamental para o êxito do programa, prevê-se a conscientização e sensibilização dos atores locais através de ações educativas nas escolas e comunidades para que eles atuem como multiplicadores nas comunidades e municípios”, diz a coordenadora.
Para este ano está previsto a construção de mais 80 bacias de captação de água de chuva, o cercamento de 5 nascentes, a adequação de 10 quilômetros de estradas, o plantio de mudas e a implantação de fossas sépticas biodigestoras para evitar que o esgoto doméstico seja lançado no rio.
“Apesar de ser possível notar uma melhora no volume de água, é preciso continuar com os trabalhos para que o córrego volte à sua vazão normal”, lembra Joselaine Lopes.

‘Vaquejada Legal’ recebe apoio de autoridades políticas no Nordeste

Vaquejada Legal’ recebe apoio de autoridades políticas no Nordeste




‘Vaquejada Legal’ recebe apoio de autoridades políticas no Nordeste
30/11/16 - 10:22 


Ato em defesa da ‘Vaquejada Legal’ reuniu vaqueiros, entidades e políticos, no agreste pernambucano. O movimento foi realizado em Bezerros (PE), durante o 14º Potro do Futuro e Campeonato Nacional ABQM de Vaquejada, que recebeu mais de 25 mil pessoas entre os dias 24 e 28 de novembro, no Parque Rufina Borba. O ex-ministro Aldo Rebelo, deputados federais e deputados estaduais de Pernambuco manifestaram apoio ao esporte regulamentado.

“A Vaquejada se faz com boi, cavalo, vaqueiro, criador, seleiro, arrieiro, tratador, domador, transportador, veterinário e fabricante de insumos. Ou seja, é uma atividade intensiva em mão de obra e em empreendedorismo, que gera emprego e renda. Ela é patrimônio da cultura, da identidade e da memória do Brasil. Sou solidário e tenho identidade com essa causa, pelo que ela representa em todos esses aspectos para o nosso país”, defendeu Rebelo.

Em discurso, o deputado estadual Joaquim Lira disse que são muitos os pais e mães que dependem da Vaquejada para sustentar suas famílias. “A economia é muito forte em torno dessa cultura e desse esporte. No momento em que o Brasil tem mais de 12 milhões de desempregados, desempregar ainda mais gente é uma temeridade muito grande. Então, temos que colocar isso também na nossa fala lá no Congresso Nacional”, enfatizou Lira.

No ato, organizado pela Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Quarto de Milha (ABQM) e pela Associação Brasileira de Vaquejada (ABVAQ), os deputados federais, João Fernando Coutinho e André de Paula, o estadual, Waldemar Borges, além do prefeito de Bezerros, Severino Otávio, defenderam a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 50/2016), votada pelo Senado Federal, que reconhece a Vaquejada como patrimônio cultural brasileiro.

Para Fabio Pinto da Costa, presidente da ABQM, esse encontro mostrou não só a importância dessa atividade, mas a disposição de autoridades nessa relevante causa do esporte nacional. “Só nos interessa uma prática legal em que os animais sejam bem cuidados e bem tratados. E isso já estamos fazendo em nossos eventos há muito tempo, a partir da implantação de regulamentos e normas que protegem os animais nas provas”, assegurou o presidente.
 

Agrolink com informações de assessoria