quinta-feira, 30 de novembro de 2017

VEÍCULOS NOVOS VÃO REFORÇAR FISCALIZAÇÃO DO INDEA EM 24 MUNICÍPIOS DO ESTADO

VEÍCULOS NOVOS VÃO REFORÇAR FISCALIZAÇÃO DO INDEA EM 24 MUNICÍPIOS DO ESTADO

O governo do Estado entregou nesta quinta-feira, 25 veículos novos que vão auxiliar o trabalho de fiscalização do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea), em vários municípios do Estado. Até julho do ano que vem os investimentos serão voltados à reforma e entrega de 100 novas sedes do Indea, conforme assegurou o governador Pedro Taques.
“Durante a minha gestão assumi o compromisso com o setor produtivo e cabe ao governo dar condições. Até julho de 2018 vamos entregar 100 novas sedes, veículos e equipamentos como GPS e computadores para que a defesa sanitária no nosso estado possa se dar com a qualidade que nós desejamos”, afirmou o governador.
O veículo no modelo Fiat Strada será utilizado pelos servidores em deslocamento para os serviços de fiscalização em propriedades e combate focos de doença sanitária animal em 24 municípios, sendo que destes, dois carros serão destinados para a unidade de Alta Floresta.
De acordo com o presidente do Indea, Guilherme Nolasco, nos três últimos anos, o governo investiu na manutenção de 2.300 postos de treinamento com a capacitação de 1.673 profissionais, sendo 630 médicos cadastrados e 370 agentes de fiscalização.
“O Indea está presente nos 141 municípios de Mato Grosso, é um órgão de atividade finalística fiscalizatória e os veículos dão mobilidade, estrutura as unidades locais no interior para que possam cumprir o seu papel. O Estado está preparado para os desafios, e neste sentido, estamos dando condições de trabalho e dignidade ao fiscal agropecuário”, ressaltou.
Também nesta sexta o Indea inaugura um posto avançado no distrito de Nova Floresta, em Porto Alegre do Norte e serão entregues dois novos veículos que atenderão as cidades de Porto Alegre do Norte e Canabrava do Norte, ambas localizadas na Regional de São Félix do Araguaia.
O prefeito do município de São José dos Quatro Marcos, Ronaldo Floreano, destacou os benefícios e satisfação com as entregas. “Essa é a terceira entrega esta semana que o governo faz para o nosso município, pois recebemos equipamentos para ajudar na agricultura familiar e também cartões do Pró-Família, o que mostra que há investimentos em todas as áreas. Este veículo é de grande valia e divido este contentamento com os demais prefeitos”, pontuou o gestor.

SEMINÁRIO PRÓ-MEL É REALIZADO EM SINOP

SEMINÁRIO PRÓ-MEL É REALIZADO EM SINOP

O governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar e Assuntos Fundiários, realiza junto de parceiros, um seminário para discutir a apicultura e meliponicultura (Pró-Mel) . O evento ocorre nesta quinta e sexta-feira na sede da Embrapa Agrossilvipastoril.
Serão discutidas no seminário, novas tecnologias para a cadeia do mel, difusão de atividades, palestras e trocas de experiências entre os produtores da região. No segundo dia, será realizada uma visita de campo a um apiário em Santa Carmem, para que o aprendizado do seminário seja visto in loco.
Embrapa, prefeitura de Sinop, Sebrae, Empaer, CBA – FEAPISMAT – APISNORTE, Famato, Senar, UFMT e Unemat são entidades parceiras no seminário.

CONCEDIDO REGISTRO PARA PRODUTO CONTRA PRAGA QUE ATACA SOJA, FEIJÃO E ALGODÃO

CONCEDIDO REGISTRO PARA PRODUTO CONTRA PRAGA QUE ATACA SOJA, FEIJÃO E ALGODÃO

O Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento (MAPA), por meio do Departamento de Fiscalização de Insumos Agrícolas (DFIA), concedeu nesta quarta-feira o registro definitivo para um produto a base do ingrediente ativo benzoato de emamectina, importante para o combate da praga Helicoverpa Armígera, que ataca cultivos de soja, algodão e feijão, entre outros.
“O produto foi avaliado pelo ministério quanto a eficiência agronômica e está apto a entrar no mercado”, disse o Secretário de Defesa Agropecuária, Luis Rangel. “Ele também foi avaliado e aprovado pelos órgãos de meio ambiente e de saúde humana. É seguro e atende a todos os parâmetros de registro”.
A Helicoverpa Armígera assolou lavouras do Brasil a partir do ano de 2011, causando prejuízos estimados em mais de R$ 11 bilhões. O produto recebeu autorização emergencial para o combate da praga em 2013, em vigor até hoje.
O ministro Blairo Maggi disse que “o registro definitivo da molécula é um marco histórico, pois demandou todo um esforço conjunto, de vários setores, enquanto permanecia a convivência com a praga”.
“A partir deste momento”, disse ainda o ministro, “a empresa responsável pela substância assume a garantia de manter um regime de produção e de estoque e que deverá atender a todo o mercado brasileiro”.

ÓRGÃOS DISCUTEM AÇÕES PARA EVITAR ENTRADA DE 20 PRAGAS NO BRASIL

ÓRGÃOS DISCUTEM AÇÕES PARA EVITAR ENTRADA DE 20 PRAGAS NO BRASIL

Especialistas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) se reuniram na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, em Brasília (DF) nos dias 16 e 17 de novembro de 2017 durante o workshop “Levantamento de demandas de pesquisa com pragas priorizadas” para discutir ações de pesquisa, transferência de tecnologia e comunicação para evitar a entrada no Brasil de 20 pragas quarentenárias consideradas prioritárias.
Estas pragas foram listadas em conjunto entre as duas instituições em outubro de 2017 e são consideradas prioritárias pelos prejuízos econômicos que podem causar às culturas de milho, soja, mandioca, batata e arroz, além de várias frutas, caso entrem no País. É considerada também a proximidade das áreas onde ocorrem com as fronteiras brasileiras, entre outros fatores.
Existem atualmente cerca de 500 pragas quarentenárias – entre fungos, insetos, bactérias, vírus, nematoides e plantas daninhas – oficialmente reconhecidas como ausentes no Brasil. A priorização é importante porque permite desenvolver um trabalho mais específico para evitar a entrada das pragas listadas. Caso não seja possível, auxilia também o País na adoção de medidas para sua erradicação e controle.
Participaram do Workshop além dos pesquisadores da Embrapa envolvidos com a gestão da pesquisa em pragas quarentenárias, representantes do Departamento de Sanidade Vegetal do Ministério e o pesquisador do Centro de cooperação internacional em pesquisa agronômica para o desenvolvimento (CIRAD/França), Michel Dollet, parceiro em projetos de pesquisa com pragas quarentenárias.
Durante o evento, foram discutidas diversas questões relacionadas às pragas quarentenárias, como por exemplo, metodologia e resultado da priorização; importância de monitoramento de cenários relacionados a sua ocorrência; instrumentos de cooperação científica da Embrapa e as demandas de pesquisa, transferência de tecnologia e comunicação para as 20 Pragas quarentenárias ausentes priorizadas para o Brasil. Foi relatado também um exemplo de pesquisa realizada com uma das pragas ausentes, o Amarelecimento Letal do Coqueiro.
Foram definidos ainda os temas e as linhas de demandas que serão levantadas para cada praga, as prioridades e dificuldades para cada linha de pesquisa, potenciais instituições parceiras, financiadores de projetos e especialistas.
Segundo o pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia Marcelo Lopes, durante o evento foi iniciado o levantamento de ações e demandas de pesquisa para algumas pragas, como o Amarelecimento Letal do Coqueiro, Brevipalpus chilensis, Ditylenchus destructor e Boeremia foveata. Posteriormente ao evento, a Embrapa e o MAPA darão continuidade ao trabalho com as demais pragas listadas.
O levantamento de demandas para as pragas priorizadas é de fundamental importância para ações quarentenárias, além de servir de apoio à tomada de decisões pelo MAPA. Terminada esta etapa, o desafio será buscar especialistas e parceiros para proposição de projetos com foco nas pragas priorizadas.
Segundo Marcelo, o tema “pragas quarentenárias” tem aumentado de importância no mundo por duas razões: a primeira, pelo interesse mundial na expansão do comércio de produtos agrícolas que podem enfrentar obstáculos à exportação pelas barreiras fitossanitárias. A outra razão é a introdução de pragas com resistência a diversos métodos de controle, ocasionando impactos econômicos e ambientais significativos nos países. Para o pesquisador, “essas preocupações deixaram de ser exclusivas de agentes de defesa vegetal para se tornarem objetos de pesquisa para os cientistas”.
As 20 pragas quarentenárias ausentes prioritárias são:
African Cassava Mosaic Virus – vírus (mandioca)
Anastrepha suspensa – inseto (goiaba)
Bactrocera dorsalis– inseto (frutíferas)
Boeremia foveata – fungo (batata)
Brevipalpus chilensis – ácaro (kiwi, videira)
Candidatus Phytoplasma palmae – fitoplasma (coqueiro)
Cirsium arvense – planta daninha (trigo, milho, aveia, soja)
Cydia pomonella – inseto (maçã)
Ditylenchus destructor – nematoide (milho, batata)
Fusarium oxysporum f.sp. cubense Raça 4 Tropical – fungo (banana)
Globodera rostochiensis – nematoide (batata)
Lobesia botrana – inseto (videira)
Moniliophthora roreri – fungo (cacau)
Pantoea stewartii – bactéria (milho)
Plum Pox Virus – vírus (pessegueiro, ameixeira)
Striga spp. – planta daninha (milho, caupi)
Tomato ringspot virus – vírus (frutíferas e tomate)
Toxotrypana curvicauda – inseto (mamão)
Xanthomonas oryzae pv. oryzae – bactéria (arroz)
Xylella fastidiosa subsp. fastidiosa – bactéria (videira)

CURSO DISCUTE ADEQUAÇÃO AMBIENTAL DE PROPRIEDADE RURAL

CURSO DISCUTE ADEQUAÇÃO AMBIENTAL DE PROPRIEDADE RURAL

O curso ‘Adequação Ambiental da Propriedade Rural em Mato Grosso’, realizado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), teve início nesta quarta-feira, em Cuiabá. Cerca de 200 pessoas entre profissionais liberais, proprietários rurais, técnicos e estudantes participam da capacitação que segue até nesta sexta-feira das 8h às 18h, no auditório da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato).
Conforme a analista ambiental da Sema que está à frente da atividade, Ligia Nara Vendramin, a proposta do curso é orientar as pessoas sobre os temas de recomposição florestal diária. “Um dos objetivos da secretaria é promover a regularização ambiental e a ideia do evento é auxiliar as pessoas a fazer a restauração florestal, que faz parte do processo de regularização”.
A fim de facilitar a compreensão sobre o tema, Ligia informa que será lançado no evento o livro “Flora Arbórea de Mato Grosso: Tipologias vegetais e suas espécies”, escrito por ela e mais dois analistas ambientais da secretaria. Na obra estão reunidos conhecimentos sobre a ocorrência das espécies arbóreas e a associa a tipologia vegetal mapeada pelo projeto RadamBrasil.
“Este é um material prático e de fácil consulta para indicação de espécies por bioma, tipologia e região. Ele é importante para auxiliar em descrições de ambientes, na indicação de espécie para uso na recuperação de áreas degradadas, na implantação de sistemas agroflorestais e para conhecimento da diversidade da flora arbórea do estado”, explica Ligia.
Durante a abertura do curso, ocorrida na manhã desta quarta-feira, foram discutidas as ‘características ecológicas dos biomas, estratégias de reprodução das plantas, impactos antrópicos e suas implicações para a restauração’. O evento seguiu com aulas sobre o ambiente savânico; Pantanal e conservação da biodiversidade do bioma Cerrado. No período da tarde o grupo tratou do tema bioma Cerrado e ambiente florestal.
Na quinta-feira, a capacitação iniciará às 8h com o tema ‘estratégias de recomposição’ e encerra a manhã debatendo as ‘estratégias de recomposição para espécies herbáceas’. Depois do almoço, às 14h, a turma irá tratar até às 18h dos riscos e desafios associados à RAD e do monitoramento de trabalhos de recomposição.
Nesta sexta, a partir das 8h, terão orientações de como fazer avaliação da área e escolha das ações de restauração e sobre as atividades de recomposição/restauração de vegetação. No período da tarde, das 14 às 17h, os alunos finalizarão o curso com uma aula sobre recomposição em MT. Após os três dias participação no evento os participantes receberão um certificado de 24 horas-aulas.

CENÁRIO DESFAVORECE CULTURA DO MILHO SAFRINHA EM MATO GROSSO

CENÁRIO DESFAVORECE CULTURA DO MILHO SAFRINHA EM MATO GROSSO

Muito antes da conclusão do plantio da safra 2017/18 de soja, em Mato Grosso, produtores voltam sua atenção, e preocupação, ao cultivo do milho safrinha, opção que vai tomando forma pelo campo assim que a soja começa a ser colhida, em um trabalho simultâneo que redesenha as lavouras com a ajuda de plantadeiras e colheitadeiras. A preocupação atual existe porque clima, preços e custos se mostram menos favoráveis, indicadores importantíssimos para tomada de decisão. Nessa primeira impressão da safrinha, números apontam para uma redução significativa de área, produção e produtividade ao cereal mato-grossense.
Conforme estimativa realizada pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) a safrinha de milho no Estado, tem num primeiro levantamento, revisão negativa em relação ao consolidado na última safra, a 2016/17 observando apenas a questão financeira. O principal sintoma dessas incertezas começa a ser mensurado na expectativa de área plantada que deve recuar mais 10%, saindo de 4,73 milhões de hectares – recorde para cultura no Estado – para algo em torno de 4,24 milhões.
Deste modo, com a redução nas estimativas de área cultivada e também de produtividade (-9,37%) no Estado, a primeira estimativa para a produção mato-grossense de milho na safra 2017/18 é aguardada em 24,74 milhões de toneladas, redução de 18,75% em relação ao colhido nesse ano.
Como explicam os analistas do Imea, os baixos preços da safra 2016/17 pagos ao produtor mato-grossense não estão animando a destinação de áreas para o cultivo do cereal na segunda safra. Para se ter uma ideia da diferença de cotações entre esse ano e o ano anterior há uma perda pontual de R$ 10. Em boa parte do mês de novembro a saca de 60 quilos do cereal recebeu preços de pouco mais de R$ 15, média no Estado, contra quase R$ 26 em igual mês do ano passado.
Outro fator, também decisivo para planejar a lavoura de milho é o clima e ele não colaborou em nada para a definição do produtor. Baixos volumes e atraso na chegada das grandes chuvas seguraram o plantio da soja, retardo que interfere no desenvolvimento da oleaginosa e com isso, adia a colheita e consequentemente a ‘liberação’ dos hecatres para a semeadura do milho, o que no campo se chama de ‘encurtamento da janela ideal de plantio’.
Para o milho mato-grossense as melhores produtividades são atingidas com plantio realizado entre meados de janeiro até 20/25 de fevereiro. “O baixo volume pluviométrico registrado nos últimos meses e os atrasos na semeadura da soja, estão gerando preocupações em relação aos impactos que podem ocasionar na janela ideal da semeadura do milho. E por isso, prevemos até o momento uma redução de 10,34% na área destinada ao cereal em relação ao ciclo passado”.
O custo alto de produção e o baixo preço do cereal também pesam no bolso do produtor mato-grossense, que pode reduzir os investimentos em tecnologia na nova safra nesse momento de incertezas climáticas, advertem os analistas do Imea. Com isso, no que diz respeito à produtividade das lavouras mato-grossenses, pode haver recuo de 9,37% frente a safra anterior, ficando estimada em 97,06 por hectare (sc/ha) ante 107 sc/ha colhidas nesse ano.

SOJA: EM CHICAGO, FINAL DO MÊS LIMITA AINDA AS VARIAÇÕES

SOJA: EM CHICAGO, FINAL DO MÊS LIMITA AINDA AS VARIAÇÕES

Os preços da soja trabalham com leves baixas na manhã desta segunda-feira na Bolsa de Chicago. Por volta de 7h50 (horário de Brasília), os futuros da commodity perdiam pouco mais de 1,50 ponto, com o janeiro/18 valendo US$ 9,91 e o maio/18, referência para a safra brasileira, US$ 10,13 por bushel.
O mercado futuro norte-americano segue exibindo movimentos técnicos, ainda sem força para definir uma tendência diante da falta de informações diferentes sobre seus fundamentos.
A demanda forte, a boa oferta nesse momento e o caminhar ainda sem grandes sobressaltos da nova safra da América do Sul mantêm o tom de estabilidade entre as cotações.
Como explicam analistas internacionais, “os finais de mês são conhecidos por preços mais fracos em Chicago. Os fundos aproveitam esse período para consolidar suas carteiras e realizar lucros, com a possibilidade de atrair mais ‘dinheiro novo’ no início de um novo mês”.