quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

BR-163: chuvas e atolamento podem encarecer o frete durante a colheita da soja

Logística

BR-163: chuvas e atolamento podem encarecer o frete durante a colheita da soja


Produtores se preocupam com possíveis atrasos nas entregas da soja e encarecimento do frete
Por:  
Publicado em 31/01/2018 às 12:35h.
Muitos produtores dependem da rodovia BR-163 para transportar a soja. Porém, um trecho de 90 quilômetros sem pavimentação causa prejuízos recorrentes para quem pretende exportar a soja pelos portos do Norte do Brasil, especialmente quando há a incidência de chuvas, o que causa atolamentos de caminhões e atrasos no transporte.
O município de Sorriso (MT), um dos principais produtores de grãos do Centro-Oeste, depende exclusivamente da BR-163 para o escoamento de grãos com destino aos portos de Miritituba e Santarém, na região Norte do Brasil. Outras rotas que usam a BR-163 seguem para Santos ou Paranaguá, nas regiões Sudeste e Sul, respectivamente. Segundo Luimar Gemi, presidente do sindicato rural de Sorriso (MT), os produtores já estão preocupados com o escoamento da safra 2017/2018. “A gente prevê problemas na rodovia nesta safra porque, em condições normais, o movimento já é acima do que a rodovia comporta. A BR-163 precisaria ser duplicada, é uma necessidade”, diz Gemi.
Pare e siga
No ano passado, muitos caminhões ficaram atolados na BR-163 e os atrasos no transporte chegaram a 15 dias. O setor espera que a safra 2017/2018 seja diferente. “Esse cenário não deve se repetir”, diz Edeon Vaz Ferreira, diretor executivo do Movimento Pró-Logística da Aprosoja-MT. “O caminhão vai chegar [ao porto], no máximo pode haver atraso de algumas horas ou até um dia.”
O diretor executivo do Movimento Pró-Logística conta que em 2017 foram escoadas 7 milhões de toneladas de grãos pelos portos de Miritituba e Santarém e a expectativa para este ano é de 11 milhões de toneladas. Para garantir a trafegabilidade na BR-163 foi criado o programa Pare e Siga, em operação desde dezembro de 2017. A iniciativa do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), com o apoio da Polícia Federal Rodoviária e Exército, deve continuar monitorando a estrada até maio. “O fluxo [de veículos] é muito grande, então eles são obrigados a parar os caminhões quando chove muito”, explica Edeon Vaz Ferreira, diretor executivo do Movimento Pró-Logística da Aprosoja-MT. Nesses casos, ele orienta que os caminhoneiros devem esperar a redução e o enxugamento da chuva para evitar atoleiros e seguir a viagem em segurança.
Medo e planejamento
Nessa época do ano, quando a incidência de chuvas é maior, as tradings optam em levar a soja para a região Sul ou Sudeste, mesmo com distância maior e frete mais caro, em vez de arriscar a ter prejuízos com o fretamento até Miritituba, no Norte do Brasil. Segundo o presidente do Sindicato Rural de Sorriso, grande parte da produção desse município e de Lucas do Rio Verde é levada até Paranaguá. “A gente usa muito o escoamento para a região Norte na segunda safra, quando chove menos”, diz Lumi. “As empresas optam em levar a soja para o Sul para evitar que a carga fique parada [na rodovia]. Ano passado foi o primeiro ano de movimento forte e deu problema. A empresa compradora tem prazo a cumprir, eles não podem ficar à mercê de uma rodovia que não funciona.”
Preço do frete
Em alguns casos, a mudança de porto faz o preço do frete subir consideravelmente. Enquanto que utilizando a rodovia BR-163 para transportar a soja de Sorriso (MT) para Miritituba custa R$ 195 por tonelada, o frete para o Porto de Santos custa R$ 265 por tonelada e para Paranaguá fica em R$ 240 por tonelada, de acordo com levantamento do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) em janeiro de 2017.
As condições difíceis da rodovia BR-163 são capazes de alterar o cenário. Durante o pico de colheita da safra passada, o frete para Miritituba chegou a custar R$ 210. “Quando a BR-163 for pavimentada e não tiver mais nenhum problema, a redução do valor do frete está estimada em 34%”, diz Edeon, do Movimento Pró-Logística. “Hoje estamos pagando um frete muito alto em função do período chuvoso.” A previsão é de que as obras sejam concluídas e o preço do frete seja reajustado a partir da safra 2019/2010.
Impacto para o produtor
O aumento do custo do frete afeta diretamente o produtor rural, já que as tradings descontam esse valor do preço pago pelos grãos. “Esperamos que as nossas lideranças enxerguem que a região contribui com a balança comercial e faça os investimentos necessários na BR-163”, diz Lumi.
Vendas futuras atrasadas, tráfego menor
Como as vendas futuras de soja estão atrasadas nesta safra, o volume de soja escoado nesse período deve ser menor na comparação com o ano passado. De acordo com o Imea, a comercialização da safra de soja 2017/2018 chegou a 42,40% na última semana, atraso de 7.69 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano anterior. “O que a gente imagina é que não tenha um pico de escoamento tão intenso como no ano passado”, diz Lumi. “Mas isso é só até aparecer um preço melhor, chegar um navio vazio no porto e todo mundo começar a fazer venda e ir para a estrada.”
Histórico de prejuízos
A rodovia BR-163, estrada que liga o Rio Grande do Sul ao Pará, é uma das principais rotas para o escoamento da produção agrícola do Brasil, com importância estratégica especialmente para a rota de exportação da soja produzida na região Norte de Mato Grosso. A BR-163 corta os estados de Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. São mais de 3.400 quilômetros de extensão que cruzam aos principais municípios produtores de milho e soja.
Apesar de sua importância para o agronegócio, falta investimento em melhoria e manutenção da rodovia BR-163. Tradicionalmente, os produtores, caminhoneiros e empresas que comercializam grãos enfrentam prejuízos a cada safra causados pelo déficit logístico. Para quem precisa da BR-163, o trecho mais crítico está entre os estados de Mato Grosso e o Pará, onde há 90 quilômetros de rodovia sem pavimentação. Esse trecho está no coração da rota que liga os municípios mato-grossenses aos portos do chamado “Arco Norte”, um importante destino para exportar a soja.
Em 30 quilômetros desse trecho foi feito um revestimento primário, o que facilita a circulação dos caminhões. Porém, os 60 quilômetros restantes seguem sem pavimentação. Quando chove, a situação fica ainda mais complicada nesse trecho de terra. Atolamentos de caminhões atrasa as exportações de soja e gera graves prejuízos financeiros ao setor. Com a colheita da safra 2017/2018 ganhando força e a chegada do período chuvoso nessa região, a trafegabilidade na BR-163 preocupa. O setor se vê obrigado a enviar a soja para portos mais distantes e arcar com um frete mais caro.
Prejuízos em 2017
Em fevereiro de 2017, o excesso de chuvas inviabilizou o tráfego nessa região, causando prejuízos altíssimos e deixando centenas de caminhoneiros e cargas paradas na via. Nesse período, além de muita fila, o número de caminhões trafegando na na BR-163 foi reduzido de 800 para 100 por dia.
Cálculos da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) indicam que para cada dia em que os portos ficaram impedidos de embarcar mercadorias, o prejuízo para as empresas transportadores foi de US$ 400 mil. Atualmente, é possível acompanhar relatórios diários nos períodos da manhã e da noite publicados no site www.br163pa.com. De acordo com informações do DNIT, a plataforma apresenta também a previsão do tempo na BR-163/PA e orientações para passagem na rodovia.

Frete para remoção de milho e cestas de alimentos será realizado na próxima semana

Logística

Frete para remoção de milho e cestas de alimentos será realizado na próxima semana


Este é o segundo leilão de frete realizado este ano
Por:  
Publicado em 31/01/2018 às 13:02h.
O primeiro edital (Aviso 10) é para transferência de 634 toneladas de produtos diversos que vão compor cestas de alimentos no estado de Minas Gerais e de Pernambuco. A mercadoria está armazenada em Goiás e em Sergipe. Já o segundo edital (Aviso 11) é para remoção de 23.800 toneladas de milho em grãos que está estocado em armazéns de Palmeira do Piauí e vai ser remanejado dentro do próprio estado para Parnaíba (1.800 t) e Teresina (1.500 t). Desse mesmo armazém irão mais 7 mil t para Campina Grande, Patos, Souza e João Pessoa, na Paraíba, 4 mil t para Arco Verde, Petrolina, Salgueiro e Recife, em Pernambuco, e mil t para Sobral, no Ceará.
Além desse montante, serão removidas 3.900 t de Diamantino, no Mato Grosso, para as cidades gaúchas de Cruzeiro do Sul e Marau. De Sapezal/MT serão transferidas 3.900 t para Boa Vista/RR e 400 mil t para Rio Branco/AC. Por último, a remoção interna de 400 t de Porteirão/GO para Palmeiras de Goiás.
Este é o segundo leilão de frete realizado este ano. O primeiro foi no dia 15 deste mês, quando foram transferidas 33 mil toneladas de milho para as regiões Norte e Nordeste.

Produção de celulose no Brasil cresce 3,8% em 2017 e atinge volume recorde, diz Ibá

Volume

Produção de celulose no Brasil cresce 3,8% em 2017 e atinge volume recorde, diz Ibá


Enquanto isso, as vendas domésticas de papel subiram 5,3 por cento em dezembro e 0,7 por cento em 2017
Por:  
Publicado em 31/01/2018 às 14:30h.
A produção brasileira de celulose subiu 3,8 por cento em 2017 e atingiu o volume recorde anual de 19,5 milhões de toneladas, informou nesta quarta-feira a Indústria Brasileira de Árvores (Ibá).
Somente no mês de dezembro a produção brasileira de celulose subiu 9,6 por cento ante igual mês de 2016, para 1,84 milhão de toneladas.
Por outro lado, as exportações brasileiras da matéria-prima do papel subiram 2,3 por cento no ano, para 13,199 milhões de toneladas, apesar do recuo de 4 por cento em dezembro, para 1,135 milhão de toneladas.
“O ano de 2017 foi de avanço nas negociações com o mercado externo em todos os segmentos da indústria (de base florestal)”, disse a associação que representa 55 empresas.
Em dezembro, a produção de papel cresceu 5,7 por cento na comparação anual, para 909 mil toneladas, acumulando alta de 1,4 por cento em 2017 sobre 2016, para 10,5 milhões de toneladas. Já exportações do produto recuaram 2,1 por cento no mês, mas encerraram o ano com ligeira alta de 0,5 por cento, somando 2,11 milhões de toneladas.
Enquanto isso, as vendas domésticas de papel subiram 5,3 por cento em dezembro e 0,7 por cento em 2017, para 498 mil toneladas e 5,46 milhões de toneladas, respectivamente. Segundo a Ibá, papelcartão, com crescimento de 4,2 por cento, e tissue, com 4,1 por cento, foram os principais responsáveis pelo desempenho positivo das vendas domésticas de papel.
No caso dos painéis de madeira, as vendas internas cresceram 7,2 por cento em dezembro, enquanto as exportações encolheram 19,3 por cento. No ano, o volume negociado no mercado doméstico subiu 4 por cento e os embarques externos acumularam alta de 21,1 por cento.
“Sobre os painéis de madeira, pensamos que os números de 2017 ajudam a consolidar nossa visão de que a queda das taxas de juros e a melhoria das condições de crédito estão impactando positivamente a dinâmica da demanda doméstica”, disseram os analistas do Bradesco BBI, liderados por Thiago Lofiego, em relatório.
EXPORTAÇÕES NO ANO
O setor de árvores plantadas encerrou 2017 com um superávit em sua balança comercial de 7,5 bilhões de dólares, alta de 12,9 por cento ante 2016, apoiado principalmente nas exportações de celulose, mostrou o levantamento da Ibá.
Os embarques da matéria-prima do papel geraram uma receita de 6,4 bilhões de dólares, 14 por cento maior na base anual, enquanto as exportações de papel somaram 1,9 bilhão de dólares (+2,2 por cento) e as de painéis de madeira totalizaram 289 milhões de dólares (+15,6 por cento).
A China se manteve como principal comprador da celulose brasileira no ano passado, elevando em 18,7 por cento o consumo em relação a 2016, para 2,6 bilhões de dólares. A Europa ficou na segunda posição, desembolsando 1,98 bilhão de dólares.

Para dirigente da Abimaq, irrigação é arma poderosa no aumento da produtividade agrícola brasileira

Produtividade

Para dirigente da Abimaq, irrigação é arma poderosa no aumento da produtividade agrícola brasileira


Mercado brasileiro de equipamentos para irrigação está cada vez mais profissional
Por:  
Publicado em 31/01/2018 às 15:09h.
Análise foi feita na palestra "Uso Racional da Água na Agricultura", proferida por Marcus Tessler, presidente da Câmara Setorial de Equipamentos para Irrigação, na Secretaria da Agricultura de São Paulo nesta terça (30)
Começa a haver um consenso no agronegócio brasileiro de que a agricultura irrigada é hoje uma arma poderosa para o aumento da produtividade, condição indispensável para o Brasil se consolidar como maior produtor mundial de alimentos, conforme preconiza a FAO, organismo das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura. Essa foi uma das conclusões da palestra proferida por Marcus Henrique Tessler, presidente da Câmara Setorial de Equipamentos para Irrigação (CSEI), da Abimaq – Associação Brasileira da Indústria de Maquinas e Equipamentos. Intitulada “Uso Racional da Água na Agricultura”.A palestra reuniu cerca de 60 pessoas na sede da Secretaria da Agricultura de São Paulo nesta terça (30), em São Paulo. 
Na avaliação de Tessler, o mercado brasileiro de equipamentos para irrigação está cada vez mais profissional e o Brasil, com os seus cerca de 6 milhões de hectares irrigados e uma expansão anual estimada em 200 mil hectares, oferece uma grande oportunidade para que a irrigação ganhe cada vez mais relevância. “Além disso, notamos que novos cultivos começam a ser irrigados em escala produtiva, que os métodos modernos de irrigação, sobretudo os que envolvem controle e monitoramento, vieram para ficar, e as empresas do segmento têm mantido um constante ritmo de investimento nessas novas tecnologias”, destaca o dirigente. 
O presidente da CSEI afirmou ainda que o poder público, por seu lado, precisa gerenciar as bacias hidrográficas de maneira a estimular e facilitar os processos que envolvem a irrigação. “Além disso, entendemos a necessidade de se intensificar a divulgação de uma agenda positiva que apresente a irrigação com uma aliada do crescimento, do progresso, da sustentabilidade ambiental e voltada para auxiliar no desafio de produzir cada vez mais alimentos para o mundo”, completou Tessler, destacando que o grande empenho  da indústria de equipamentos para irrigação é “fazer mais com cada vez menos recursos”, uma vez que em diversas regiões, sobretudo no Nordeste, deve se acentuar a carência de água, com a consequente disputa pelo insumo, sobretudo em relação a geração de energia. 
O palestrante iniciou sua apresentação lembrando que o Brasil possui hoje um padrão tecnológico que em nada fica devendo aos demais países, incluindo Israel e os Estados Unidos, países que são referências na área. Salientou que o tema da água deve ganhar cada vez mais atenção, pois segundo estimativas da FAO, até 2050, a demanda mundial pelo insumo deve crescer 40%. “Nesse sentido, a irrigação é uma decisiva aliada na preservação desse recurso, uma vez que cerca de 90% da água utilizada no processo de irrigação retorna para a natureza, seguindo o conhecido Ciclo Hidrológico”, observa Tessler. 
Em função dessa situação de constante deficiência de água, o dirigente da Abimaq relata que as indústrias do segmento trabalham e investem cada vez mais para aumentar a eficiência dos sistemas de irrigação. “Desde os anos de 1990, quando surgiram as primeiras empresas do setor no Brasil, tem havido um intenso processo de profissionalização, com um nível de consolidação e de estruturação que tem possibilitado excelentes resultados, tanto na eficiência do uso da água, quanto no aumento da produção agrícola”, relata. Entre alguns exemplos de tal incremento na produção, Tessler recorda que o incremento de produção de café chega a 55%, quando se compara uma área não irrigada com uma irrigada. Na primeira, a produção média por hectares chega a 40 sacas, contra 62 na irrigada. Ganhos semelhantes foram constatados também na cultura de outros produtos. 
Para o dirigente da Abimaq, com as modernas e sofisticadas tecnologias desenvolvidas no agronegócio brasileiro, a tendência é o segmento de irrigação contribuir cada vez mais para o uso racional da água na agricultura e também para melhoria da produtividade. “O desenvolvimento de sensores sofisticados, que indicam o tempo ideal de fazer a irrigação, a conexão das informações no ambiente da nuvem, o desenvolvimento de novos materiais e compostos aplicados nos equipamentos, a otimização do uso de satélites e de drones, a aplicação conjunta de água e fertilizantes, assim como uma maior interação entre fabricantes, academia e consultores, devem incrementar o que se começa a classificar como Irrigação Inteligente. Com tudo isso, a irrigação, cada vez mais, se firma como uma solução para o aumento da produção de alimentos, garantindo assim segurança alimentar para um mundo carente de alimentos”, complementa o palestrante. 
Ao fazer a saudação inicial antes da palestra, o secretário da Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Arnaldo Jardim, destacou o trabalho de parceria da Secretaria com a CSEI da ABIMAQ promovido, sobretudo, a partir da crise hídrica vivida pelo Estado. “Acredito que o próximo grande salto na produção com aumento da produtividade da agricultura brasileira deverá vir por meio do uso intenso de tecnologia na irrigação”, afirmou o secretário, enfatizando é que nesse contexto que se encaixa o evento promovido pela Câmara.

Cooperativas agropecuárias gaúchas faturam mais de R$ 20 bilhões em 2017


Faturamento

Cooperativas agropecuárias gaúchas faturam mais de R$ 20 bilhões em 2017


Segundo a FecoAgro/RS, resultados líquidos do sistema cresceu 7,7% no ano passado fechando em R$ 410 milhões
Por:  
Publicado em 31/01/2018 às 15:39h.
Apesar das adversidades econômicas vivenciadas em 2017, das quais ninguém esteve imune, as cooperativas agropecuárias do Rio Grande do Sul devem confirmar um crescimento adicional de R$ 1,2 bilhões no seu faturamento em relação à 2016, ultrapassando R$ 20,8 bilhões de movimento econômico. Os números foram anunciados nesta quarta-feira, 31 de janeiro, pela Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS), em coletiva de imprensa na sede da entidade,  em Porto Alegre (RS).
O índice de crescimento apresentou-se inferior à média dos últimos anos em razão da recessão econômica, que teve reflexos no consumo das famílias, e pela demora na comercialização dos grãos, em função da redução dos preços da produção. Apesar disso, os resultados líquidos devem ser superiores a R$ 410 milhões, superando em 7,7% a soma dos resultados obtidos no ano de 2016. “Isto demonstra claramente um acerto na gestão das cooperativas em observar ações para redução de custos operacionais em todos os seus processos e a otimização de estruturas, mesmo diante de um significativo volume de produtos, especialmente soja, ainda a faturar, cuja operacionalização computa todos os custos decorrentes do estoque de passagem”, destacou o presidente da FecoAgro/RS, Paulo Pires. 
Importante destacar que os preços médios recebidos pelos produtores no ano de 2017, comparativamente aos percebidos em 2016, para os principais grãos, tiveram variações negativas na ordem de 14,7% para a soja, 39,6% para o milho e 16,4% para o trigo. Este comportamento repercute diretamente no valor dos ingressos e das sobras nas cooperativas.
Apesar da recessão, o sistema projeta crescimento econômico contínuo e expressivo nos próximos anos. “Estamos falando de uma projeção para os próximos 5 anos que alcança o patamar de R$ 30 bilhões de faturamento, sustentada pela média de crescimento verificada nos últimos cinco anos que registra 10,1% de crescimento ao ano no grupo das cooperativas afiliadas, o que importa na promoção crescente do desenvolvimento social nas regiões onde estão presentes estas cooperativas”, observou Pires. 
Conforme o dirigente, o momento é de instabilidade e pede cautela, mas isso não significa que esta não seja uma boa hora para traçar planos de expansão. Lembrou que no agronegócio, mesmo concorrendo com grandes companhias privadas e multinacionais, as cooperativas conseguem ser, ao mesmo tempo, uma sociedade de produtores e uma rede de empresas preparada para competir com desenvoltura. “Todos sabemos que no Rio Grande do Sul, temos a predominância de  pequenas e médias propriedades rurais, normalmente mais vulneráveis à presença de um cenário de economia globalizada e altamente competitivo, que nos aponta e se repete nos últimos anos, na forte tendência de que a margem por unidade de produto tende a diminuir cada vez mais, de tal forma que no médio e no longo prazo, a renda do agricultor se dará pela escala, e não pela unidade de produto.  Sabemos que a agricultura familiar, tem limites de escala, mas essa escala pode ser ampliada através de um cooperativismo planejado  e robusto”, ressaltou.
O presidente da FecoAgro/RS reforçou que no ano de 2017 se consolidou a implantação do Programa Autogestão, que consiste fundamentalmente em organizar de forma sistêmica os principais índices e indicadores gerenciais das cooperativas participantes, no total de 28 neste momento. Assim foi realizada a primeira visita devolutiva, com a apresentação caso a caso, da análise comparativa consolidada de dados, desdobrados entre os principais indicadores de resultados, estrutura de capital e capacidade de pagamento, contando sempre com a presença da equipe da Gerência de Monitoramento e da Superintendência Técnica da Organização e Sindicato das Cooperativas do Rio Grande do Sul (Ocergs), entidade que centraliza as informações e analisa o posicionamento de cada cooperativa diante aos parâmetros estabelecidos pelo sistema Autogestão.

DF: 12 projetos do PAA são executados na região do DF e Entorno


Projetos

DF: 12 projetos do PAA são executados na região do DF e Entorno


Orçamento investido na ação foi de R$ 516.460,39
Por:  
Publicado em 31/01/2018 às 15:46h.
Agricultores familiares do Distrito Federal e da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride) terão, nos próximos meses, 196,8 toneladas dos seus produtos adquiridos pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para doação a instituições de apoio à população em situação de insegurança alimentar e nutricional.
Executado em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), o PAA oferece a agricultores familiares, por meio de suas cooperativas ou associações, a garantia de compra da sua produção a preços remuneradores, gerando renda e inclusão social no meio rural.
Os 12 projetos em execução são realizados na modalidade de Compra com Doação Simultânea e contemplam 115 produtores. As entregas serão feitas em 22 instituições de apoio social, que devem beneficiar cerca de 1.700 pessoas consumidoras. O orçamento investido na ação foi de R$ 516.460,39.
Entre os produtos adquiridos estão mandioca, tomate, cebolinha, coentro, salsa, alface, abóbora, acerola, manga, goiaba, limão, melancia, tomate-cereja, banana, maracujá, acelga, tangerina e abacate. As associações e cooperativas estão localizadas no DF, Luziânia (GO), Formosa (GO) e Unaí (MG), onde também se encontram as instituições que receberão os produtos.

AGCO Finance oferece CDC Taxa Zero para financiamentos na Coopavel 2018

Coopavel

AGCO Finance oferece CDC Taxa Zero para financiamentos na Coopavel 2018


Produtores que visitarem a Coopavel também terão mais duas opções de financiamento pelo CDC
Por:  
Publicado em 31/01/2018 às 15:53h.
Com o objetivo de facilitar o acesso dos agricultores aos equipamentos agrícolas, o AGCO Finance estará presente na 30ª edição do Show Rural Coopavel com uma nova opção de financiamento. É o Crédito Direto ao Consumidor - CDC Taxa Zero, que oferece dois meses de carência e mais dez parcelas sem juros, totalizando 12 meses para pagamento. A feira ocorrerá de 5 e 9 de fevereiro, em Cascavel (PR).
“É um crédito rápido, de curto prazo e com simplicidade na contratação”, destaca o superintendente comercial  do AGCO Finance, Paulo Schuch, sobre o CDC Taxa Zero, operado com recursos próprios do banco de fábrica. A linha é destinada ao financiamento de tratores, colheitadeiras, pulverizadores e implementos agrícolas da marca AGCO e qualquer agricultor pode ter acesso. 
Os produtores que visitarem a Coopavel também terão mais duas opções de financiamento pelo CDC. Na modalidade 24 meses, a taxa de juros é de 6% ao ano para pagamento em quatro parcelas semestrais e com uma carência de seis meses, totalizando o prazo de dois anos. Já na modalidade 36 meses, os agricultores poderão financiar em três anos, com seis parcelas semestrais e o mesmo prazo de carência. Neste caso, a taxa é de 6,5% ao ano. 
Entre as vantagens, avalia Schuch, está a maior agilidade na contratação do crédito e a taxa de juros acessível. “Ao oferecer o CDC, o banco pretende complementar outras opções de financiamento oferecidas aos clientes. A ideia é dar alternativas aos agricultores”, ressalta o executivo. Em 2017, o número de operações nesta linha de financiamento cresceu 240% quando comparada ao ano anterior.