sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Diesel da Petrobras subirá 2,8% com atualização de referência para subvenção



Publicado em 28/09/2018 19:04


SÃO PAULO (Reuters) - A Petrobras informou nesta sexta-feira que o preço médio do diesel em suas refinarias passará a ser de 2,3606 reais por litro para o período de 30 de setembro a 29 de outubro, uma alta de 2,8 por cento ante o período mensal anterior, com uma atualização do valor referencial prevista no programa de subvenção do governo.
Segundo a empresa, o valor de 2,3606 real por litro corresponde à média aritmética dos preços de diesel rodoviário, sem tributos, praticados pela Petrobras em suas refinarias para o 3º período da 3ª fase do programa de subvenção, estabelecido pelo governo após a greve dos caminhoneiros.
Ao manter o valor estabelecido pela reguladora ANP no próximo mês, a Petrobras se habilita a receber subvenção econômica de até 30 centavos de real por litro.
A companhia disse ainda que continuará a análise econômica do programa de subvenção para os períodos subsequentes.
(Por Roberto Samora)
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Fonte: Reuters

Scot Consultoria: A cotação da arroba do boi gordo termina setembro em alta



Publicado em 28/09/2018 19:09


Felippe Reis
zootecnista                                                         
Scot Consultoria
O mercado, comprador em setembro, determinou a firmeza do mercado. 
Este cenário resultou em valorização da arroba do boi gordo. Na média de todas as praças pesquisadas pela Scot Consultoria, em setembro, a cotação da arroba do boi gordo subiu 3,5%. Considerando este semestre a alta foi de 8,0%.
Nesta sexta-feira (último dia útil de setembro) a quantidade de negócios esteve fraca, o que é normal para este dia da semana.
Em São Paulo, onde parte das indústrias conseguiu alongar as escalas de abate, não houve oferta de compra abaixo das referências de mercado. 
No mercado atacadista de carne bovina com osso, o boi casado terminou a semana cotado em R$10,01/kg, alta de 4,6% em setembro. Os frigoríficos estão repassando a alta da cotação do boi gordo.     
Fonte: Scot Consultoria

Agroconsult vê alta de 13% na receita com safras de grãos e algodão do Brasil em 2018



Publicado em 28/09/2018 20:08


SÃO PAULO (Reuters) - A receita obtida por produtores de soja, milho, trigo e algodão do Brasil em 2018 deve crescer pouco mais de 13 por cento ante o ano anterior, para 186 bilhões de reais, com variação do dólar sustentando os preços e também sob influência dos prêmios pagos por chineses em guerra comercial com os EUA, segundo estudo da Agroconsult.
Essa alta na receita ajudou a compensar com folga a elevação dos custos, avaliou estudo da consultoria, que aponta também a possibilidade de um novo forte aumento nos ganhos dentro da porteira das fazendas em 2019.
O crescimento do faturamento na safra 2017/18 garantiu boas margens operacionais para os produtores, acrescentou a Agroconsult, salientando que a geração de caixa (medida pelo Ebitda) daqueles produtores deve atingir no período 52 bilhões de reais, versus 30 bilhões de reais em 2016/17.
Segundo a Agroconsult, o ano seria ainda melhor sem o aumento nos custos dos fretes, após a instituição de uma tabela de preços para o transporte rodoviário depois da greve dos caminhoneiros, que gerou custos adicionais estimados para a cadeia produtiva de 5 bilhões de reais.
"O impacto do frete para o produtor é um desconto no valor do produto, mas como tivemos câmbio favorável e prêmios, por conta da guerra comercial (dos EUA contra a China), o produtor rural sentiu menos o impacto", disse o sócio analista da Agroconsult Marcos Rubin à Reuters, dizendo que as tradings sofreram mais com o custo adicional dos transportes.

Ele ponderou que, se as incertezas políticas que fizeram o dólar disparar 25 por cento de janeiro a setembro --ajudando na formação de preços das commodities em reais-- forem dirimidas, e se a guerra comercial entre EUA e China esfriar, os fundamentos do mercado, com grandes safras nos EUA, poderiam pressionar a rentabilidade do produtor brasileiro.
Enquanto o dólar estiver em alta e a disputa entre EUA e China prosseguir, beneficiando o Brasil, a tendência é de que os ganhos dos brasileiros continuem firmes.
Assim, o cenário atual da Agroconsult projeta uma receita de 208 bilhões de reais com a produção de soja, milho, trigo e algodão no ano que vem, 12 por cento mais do que na safra de 2018.
"Mas o fato é que há muita incerteza a respeito de fatores que interferem diretamente nesse resultado. Mais de dois terços do adicional de receita previsto se devem a aspectos alheios aos fundamentos da oferta e da demanda, como o câmbio e os movimentos de mercado causados pela guerra comercial...", diz o estudo.
Enquanto isso, os custos dos fretes rodoviários em 2019, na comparação com a situação anterior à tabela, subiriam 6 bilhões de reais em 2019, o que aponta para novos descontos ao valor pago aos produtores.
(Por Roberto Samora)
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Fonte: Reuters

Milho: Com estoques acima das projeções nos EUA, mercado recua 2% nesta 6ª em Chicago



Publicado em 28/09/2018 17:27


A semana foi de ligeiras perdas aos preços do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT). Durante os últimos dias, as principais posições da commodity recuaram entre 0,27% e 0,53%, conforme levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas.
Em contrapartida, nesta sexta-feira (28), as perdas foram mais significativas, superando 2%. Os vencimentos do cereal apresentaram quedas de mais de 8 pontos, com o dezembro/18 cotado a US$ 3,56 por bushel. O março/19 trabalhava a US$ 3,68 por bushel e o maio/19 a US$ 3,75 por bushel.
Segundo informações da agência Reuters internacional, as cotações foram pressionadas negativamente pelos números dos estoques trimestrais nos EUA. As informações foram reportadas pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) na tarde desta sexta-feira.
Em 1º de setembro, os estoques de milho ficaram em 54,36 milhões de toneladas no país. O volume significa uma queda de 7% em relação ao volume observada no mesmo período do ano anterior, de 58,25 milhões de toneladas.
Embora haja um recuo, o volume indicado ficou acima das apostas dos participantes do mercado, de 50,85 milhões, com as projeções variando entre 49,61 milhões a 53,32 milhões de toneladas. "Estamos apenas empilhando mais grãos em cima de mais grãos", disse Ted Seifried, estrategista-chefe de mercado agrícola do Zaner Group em Chicago em entrevista à Reuters.

Apesar da queda observada no final da semana, as cotações encontraram suporte na demanda pelo produto americano nos dias anteriores e tocou o nível mais alto em um mês. As vendas semanais de milho foram estimadas em 1,7 milhão de toneladas na semana encerrada no dia 20 de setembro, de acordo com dados do USDA.
A agência Reuters ainda reforçou que a demanda global por milho nos EUA tem sido forte depois que as secas reduziram as colheitas nos fornecedores rivais: Brasil e Argentina.
"O estoque argentino foi exaurido e o comércio espera outro ajuste para baixo na safra brasileira de milho do ano passado, que deve lançar ainda mais demanda de exportação para os EUA", disse Tomm Pftizenmaier, analista da Summit Commodity Brokerage em Iowa em entrevista à Reuters.
Além disso, o ritmo da colheita nos Estados Unidos também segue no radar dos investidores. Até o início dessa semana cerca de 16% da área semeada havia sido colhida no país.
Na semana anterior, o índice era de 9% a média dos últimos anos para o período é de 11%. As informações serão atualizadas na próxima segunda-feira (1º) pelo USDA.
Mercado doméstico
A sexta-feira foi de ligeiras movimentações aos preços do milho no mercado doméstico. Na região de Sorriso (MT), a perda foi de 8,70%, com a saca do cereal a R$ 21,00. Já em Rio do Sul (SC), o recuo foi de 2,63% e a saca a R$ 37,00.
Na localidade de São Gabriel do Oeste (MS), a perda foi de 1,72%, com a saca a R$ 28,50. Em Não-me-toque (RS), a desvalorização ficou em 1,32%, com a saca a R$ 37,50. No Porto de Paranaguá, o dia foi de estabilidade, com a saca a R$ 38,00.
Os analistas ainda reforçam que a queda de braços entre compradores e vendedores tem limitado os negócios. "No mercado paulista, nos últimos dias, o fluxo de negócios caiu, uma vez que compradores estão abastecidos e vendedores não desejam se desfazer dos grãos no nível atual", reportou a XP Investimentos em seu comentário diário.
Paralelamente, os investidores acompanham as exportações que melhoraram ao longo do mês de setembro, mas ainda permanecem abaixo do ritmo do ano anterior. No acumulado do mês, a quantidade embarcada está próxima de 2,63 milhões de toneladas.
"A valorização do dólar frente ao real colaborou com o aumento dos embarques em relação aos meses anteriores. Porém, a menor competitividade do milho brasileiro no mercado internacional frente à 2017 é um dos fatores que explica a queda do volume embarcado na comparação anual", informou a Scot Consultoria ao longo dessa semana.
Confira como fecharam os preços nesta sexta-feira:
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Por: Fernanda Custódio
Fonte: Notícias Agrícolas

illycaffè celebra Dia Internacional do Café com a campanha para ilustrar a importância da mulher na cafeicultura



Publicado em 28/09/2018 14:42




illycaffè, empresa líder global em café de alta qualidade e sustentabilidade, dá vida à sua iniciativa #THANKS4THECOFFEE, em apoio ao Dia Internacional do Café, celebrado em 1° de outubro. A data foi designada pela OIC (Organização Internacional do Café) para homenagear o café em todo o mundo. Em sua terceira edição, os esforços do #THANKS4THECOFFEE visam fortalecer a conexão entre os consumidores de café no mundo todo e aqueles que trabalham na primeira etapa da cadeia de produção, os cafeicultores. Neste ano, a OIC escolheu o tema “Mulheres no Café” para comemorar o Dia Internacional do Café e convidou a comunidade cafeeira a reconhecer o papel das mulheres nos países produtores do grão.
De acordo com a OIC, quase metade dos trabalhadores da cadeia produtiva do café são mulheres. De fato, 25% das fazendas ou plantações de café são administradas por uma mulher, demonstrando o papel ativo e dinâmico que elas desempenham no setor cafeeiro.
Ilustrando o impacto da mulher na produção de café: O HALF A CUP é dedicado às mulheres que trabalham todos os dias na cadeia de fornecimento do café
“Como seria o mundo do café sem as mulheres?” Em 1º de outubro, as lojas illy em Abu Dhabi, Dubai, Kuala Lumpur, Londres, Milão, Paris, Roma, São Francisco, Seul, Trieste, Tóquio e Viena, servirão o espresso em uma xícara illy com design especialmente projetado para a campanha: a xícara será cortada pela metade - Half a cup (meia xícara, na tradução para o português).
Através da comunicação em seus cafés e um vídeo especial no site illy.com, a illycaffè tem o objetivo de transmitir a mensagem de que, sem as mulheres, haveria apenas a metade do café que bebemos todos os dias.
Os amantes do café também terão a oportunidade de participar na campanha para agradecer às mulheres do café, deixando mensagens de gratidão com um cartão que estará disponível nas lojas e cafés da illycaffè. Eles também podem compartilhar suas mensagens de agradecimento nas mídias sociais usando a hashtag #THANKS4THECOFFEE.

Nosso apoio às mulheres que trabalham no café não começou no dia 1º de outubro nem irá parar depois desse momento. Estamos comprometidos com esses esforços há muitos anos, pois o papel das mulheres continua sendo uma parte vital de nossa indústria. Hoje é sobre conscientização, reconhecimento e para inspirar outras pessoas a sustentarem o papel das mulheres no café de uma maneira positiva.
Em 2014, a illy apoiou a produção de A Small Section of the World: filme documentário dirigido por Lesley Chilcott sobre as mulheres da ASOMOBI (Associação de Mulheres Organizadas de Biolley), uma associação de mulheres produtoras de café que vivem na Cordilheira de Talamanca, na Costa Rica, e que mostra como as mulheres são componentes fundamentais na cultura do café. Outras iniciativas são: As Mulheres no Mundo do Café: seminários internacionais organizados pela illycaffè e pela Fondazione Ernesto Illy para fortalecer a participação das mulheres no setor cafeeiro; O Mestrado em Economia e Ciência do Café, que formou 61 mulheres de 2011 a 2018, graças às bolsas da Fundação Ernesto Illy; e o apoio às associações de mulheres agricultoras da Colômbia, das quais a illy adquire café com o objetivo de sustentar o trabalho dessas mulheres e transferir conhecimento e práticas sustentáveis na cafeicultura. Durante a guerra civil da Colômbia, as mulheres desempenharam um papel fundamental como embaixadoras da paz e, sem o seu trabalho, muitos cafezais teriam sido completamente abandonados.
Saiba mais sobre o compromisso da illycaffè em apoiar o trabalho das mulheres em illy.com
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Fonte: illycaffè

Café: Bolsa de Nova York salta mais de 300 pts nesta 6ª feira e dezembro/18 volta a US$ 1/lb



Publicado em 28/09/2018 17:42


As cotações futuras do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) encerraram a sessão desta sexta-feira (28) com alta de mais de 300 pontos. O mercado disparou com movimentações técnicos e de olho nas oscilações do câmbio. Na semana, houve uma alta acumulada de 2,55%.
O vencimento dezembro/18 fechou o dia com alta 315 pontos, a 102,45 cents/lb e o março/19 anotou 105,85 cents/lb com avanço de 320 pontos. Já o contrato com vencimento para maio/19 registrou 108,25 cents/lb e avanço de 325 pontos e o julho/19 teve valorização de 320 pontos, a 110,60 cents/lb.
O mercado do arábica avançou nas últimas três sessões depois de testar na semana passada mínimas de mais de 10 anos.  Com essa nova alta, os principais vencimentos da variedade na ICE retomaram o patamar de US$ 1 por libra-peso. Em parte do dia, as cotações testaram máximas de mais de um mês.
As cotações tiveram suporte principal no dia de uma cobertura de posições vendidas. Além disso, o fortalecimento do real no começo no dia também contribuiu para o avanço. "New York está realizando testes depois dos níveis baixos do contrato", disse o analista e vice-presidente da Price Futures Group, Jack Scoville.
Em menor intensidade, segundo reportou a Reuters internacional, os receios de uma potencial falta de chuvas em plena florada da safra 2019/20 também impulsionaram o mercado. A florada principal do café na safra 2019/20 abriu nesta semana na maior parte das áreas produtoras do Brasil.

Apesar de trabalhar em baixa em parte do dia, o dólar comercial encerrou a sessão com alta de 1,12%, cotado a R$ 4,0378 na venda, com o mercado atento ao cenário eleitoral brasileiro. As oscilações da divisa impactam diretamente nas exportações da commodity e pesam sobre os preços. O Brasil é o maior produtor e exportador de café.
Apesar do atual momento de baixos preços futuros, o analista do Rabobank, Guilherme Morya, disse em entrevista ao Notícias Agrícolas que o mercado pode buscar recuperação ainda neste ano com o ciclo baixo na próxima safra do Brasil e atenção ao fenômeno climático El Niño.
"A gente enxerga que neste momento o fator câmbio não colabora no curto prazo, porém, o fundamento como um todo do café é que o próximo ciclo será menor e naturalmente teremos uma menor oferta no mercado", disse o analista em relação aos baixos preços do mercado.
A colheita de café da safra 2018/19 da Cooxupé (Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé) atingiu 99,01% até o dia 21 de setembro, segundo informou na quarta-feira (26) a entidade. Essa é a última atualização divulgada pela entidade para informar o avanço dos trabalhos.

Mercado interno

O mercado brasileiro de café seguiu com negócios isolados nesta semana, mas alguns tipos tiveram oscilação positiva nos últimos dias com o cenário externo. "Os preços internos do arábica caíram na maior parte da semana passada, influenciados pela estimativa de maior produção no Brasil e também pela desvalorização do dólar", disse o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Esalq/USP).
O café tipo cereja descascado registrou maior valor de negociação em Guaxupé (MG) com saca a R$ 457,00 e alta de 2,93%. Foi a maior oscilação no dia dentre as praças.
O tipo 4/5 registrou maior valor de negociação no dia em Franca (SP) com saca cotada a R$ 440,00 e alta de 6,02%. Foi a maior oscilação no dia dentre as praças.
O tipo 6 duro anotou maior valor de negociação em Vitória (ES) com saca a R$ 435,00 – estável. A maior oscilação no dia foi registrada em Guaxupé (MG) com alta de 3,17% e saca a R$ 423,00.
Na quinta-feira (27), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 404,51 e alta de 0,14%.
Por: Jhonatas Simião
Fonte: Notícias Agrícolas

Híbrido Volksbus e-flex projetado no brasil é surpresa da VWCO em Hannover



Ônibus urbano é equipado com motor VW 1.4 TSI etanol-gasolina-gás para gerar energia ao powertrain 100% elétrico




Dentro de sua estratégia de apresentar propostas de eletrificação acessíveis para países mais pobres, depois de surpreender o mercado ao apresentar o caminhão leve elétrico e-Delivery quase um ano atrás (leia mais aqui), a Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO) apresenta mais uma surpresa eletrificada ao público que visitar o salão de veículos comerciais de Hannover (o IAA Nutzfahrzeuge 2018, de 20 a 27 de setembro), na Alemanha. Desta vez a empresa brasileira trouxe para a Messe Hannover um protótipo do primeiro ônibus híbrido elétrico serial projetado no Brasil, o Volksbus e-Flex, que tem propulsão 100% elétrica e um motor a combustão VW 1.4 TSI bicombustível etanol-gasolina, que faz as vezes de gerador de energia para estender a autonomia do veículo.
Pouco antes de apresentar o e-Delivery, a VWCO criou uma divisão de engenharia elétrica para seguir desenvolvendo propostas de eletrificação possível dentro de sua vocação de apresentar soluções de custo-benefício equilibrado para mercados emergentes. Assim nasceu o protótipo do Volksbus e-Flex agora exibido pela primeira vez em Hannover. Toda a configuração do modelo-conceito foi pensada para ser uma proposta mais barata de ônibus híbrido.
O híbrido elétrico serial é assim chamado porque o motor a combustão é usado apenas para gerar energia, não traciona as rodas, mas garante uma fonte de energia para o veículo continuar rodando mesmo depois de consumir toda a carga armazenada nas baterias. No caso do Volksbus e-Flex, foi escolhido o propulsor 1.4 turbinado bicombustível de 150 cavalos, que a Volkswagen produz em São Carlos (SP) para equipar carros como o Golf e Audi A3 Sedan, como sinergia dentro do grupo ao qual a VWCO é aparentada – apesar da separação recente da companhia no Grupo Traton, as empresas mantêm cooperação.
O motor começa a funcionar sempre que a carga das baterias cai a 20% e desliga automaticamente quando atinge 80%. O consumo do “gerador” flex gasolina-etanol é bem mais baixo do que seria um motor diesel usado na propulsão do veículo, e tem a vantagem de zerar emissões no conceito poço à roda quando usa só o biocombustível, que depois de queimado é quase que integralmente reabsorvido pela própria plantação de cana-de-açúcar. Opcionalmente, também pode ser instalado um kit gás, para fazer o motor funcionar com metano (GNV) ou biometano – em ambos os casos também reduzindo expressivamente emissões de poluentes e CO2.
Adicionalmente o Volksbus e-Flex também conta com sistema de recuperação de energia nas frenagens e desacelerações, que ajudam a manter a carga das baterias. Para recarregar 100%, o ônibus e-Flex tem uma tomada para ser plugada na rede elétrica enquanto o veículo está parado à noite. Como o banco de baterias de 100 kW/h é menor do que seria em um veículo sem gerador embarcado, leva apenas de duas a três horas para completar a energia dos acumuladores de lítio, importados da China.
O motor elétrico de 650 V rende 260 kW (354 cv) e 2.150 Nm de torque máximo, disponível desde o primeiro toque no acelerador. Também é feito no Brasil, pela Weg – mas outros tipos de motorização elétrica do Grupo Traton, como da Scania ou MAN, também podem ser aplicados. O consumo estimado é de 1 kW/hora por quilômetro rodado e a autonomia deve variar de 100 a 150 km. Segundo a engenharia da VWCO, o protótipo ainda não foi testado em rota – o que só deve começar nos próximos meses –, por isso não há ainda números precisos de gasto de energia e combustível.
O Volksbus e-Flex foi montado sobre um chassi de ônibus de 17,5 toneladas de peso bruto total, equipado com carroceria urbana Marcopolo de 10,1 metros de comprimento, 2,55 m de largura e 3,6 m de altura, que tem 26 assentos e capacidade total para 65 passageiros. Com ar-condicionado.


Data de Publicação: 28/09/2018 às 16:00hs
Fonte: Automotive Business