quarta-feira, 31 de julho de 2019

Brasil está disposto a fazer justiça com Paraguai sobre Itaipu, diz Bolsonaro



Publicado em 31/07/2019 16:38


BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quarta-feira que o governo está resolvendo a situação de Itaipu com o Paraguai e quer "fazer justiça", e assim evitar problemas para o presidente paraguaio, Mario Abdo.
"Lá você sabe como funciona, né? Lá é muito rápido o impeachment", disse Bolsonaro a jornalistas.
"Ontem conversei com o (Joaquim) Silva e Luna, presidente da parte brasileira da Itaipu. Estamos resolvendo esse assunto. Pode deixar que o Marito (Abdo) vai ser reconhecido pelo bom trabalho que está fazendo no Paraguai", acrescentou.
O acordo --considerado por autoridades e parlamentares paraguaios bastante prejudicial porque elevaria as despesas do país com Itaipu em cerca de 200 milhões de dólares--, foi divulgado ao público na semana passada, embora tenha sido firmado em maio, e levou à renúncia na segunda-feira do chanceler do Paraguai, Luis Castiglioni, e outras três autoridades.
"Olha, nosso relacionamento com o Paraguai é excepcional, excelente. Estamos dispostos a fazer justiça neste questão de Itaipu Binacional, que é importantíssimo no Paraguai e importante para nós", disse Bolsonaro.
"Não é questão de ceder ao Paraguai. Não é meio a meio? A princípio é por aí. As pequenas derivações a gente acerta aí", acrescentou.
Em entrevista à Reuters, o presidente do centro de estudos em energia Acende Brasil, Claudio Sales, disse que o acordo é positivo para o Brasil e corrige distorções que geraram custos extras para os brasileiros nos últimos anos.
(Reportagem de Lisandra Paraguassu)
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Fonte: Reuters

Campeões do Cesb falam sobre os resultados obtidos nas lavouras de soja e os segredos de uma produtividade acima de 100 sacas/ha



Publicado em 31/07/2019 16:47 e atualizado em 31/07/2019 17:33


Os campeões nacionais são do RS e tiveram média de 123,88 sacas por hectare

Produtividades Recordes na Soja - Ganhadores do Cesb 2019

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Produtividades Recordes na Soja - Ganhadores do Cesb 2019
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O Notícias Agrícolas conversou com os ganhadores da 11ª Edição do Desafio Cesb de Máxima Produtividade de Soja para entender mais sobre o tipo de manejo que foi realizado para a obtenção de resultados tão expressivos.
Participaram da conversa os irmãos Maurício e Eduardo de Bortoli, vencedores do desafio nacional, que atingiram 123,88 sacas por hectare de média de produtividade no município de Cruz Alta no Rio Grande do Sul e de Reinaldo Herbst Jr. e José Ricardo Herbst, vencedores do prêmio em Santa Catarina com produtividade média 100,95 sacas por hectare.
“A nossa propriedade vem fazendo há muitos anos plantio direto, utilizando boas práticas de manejo, entendendo que o solo é a estrutura de sustentação de sustentabilidade, investindo em sustentabilidade, rotação de culturas e correção do solo. Nós dominamos três pilares da produtividade que são muito importantes, que é utilizar uma excelente genética, trabalhar em um ambiente onde você consiga dominar essas práticas e caprichar no manejo”, explica Maurício de Bortoli.
Segundo o produtor relata, essa produtividade campeã foi obtida em uma área de 2,8 hectares destinada à participação no desafio, mas a média de produtividade em aproximadamente 93 hectares, os mais produtivos da propriedade, ficou em 107,1 sacas por hectare.
De acordo com Reinaldo Herbst Jr., atingir esse nível de produtividade só é possível com um conjunto de ações como manejo de solo correto, muito trabalho, melhoria na genética, a forma de aplicação dos defensivos agrícolas e adubação necessária.
“O importante é a informação. A informação de que tipo de solo temos, o que e como podemos fazer para aumentar a produtividade. Não podemos esquecer nunca que dependemos muito de clima também e isso é muito importante. É importante fazer uma análise da área e o que podemos fazer para dar maior produtividade”, conta Herbst Jr.
Confira a entrevista completa no vídeo.
Veja a entrevista realizada pelo Notícias Agrícolas com o vencedor do Cesb 2019 Maurício de Bortoli:
Veja a publicação do Cesb com o case do vencedor do desafio
Por: João Batista Olivi, Aleksander Horta e Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas


Soja registra forte queda com falta de perspectiva sobre acordo entre China e EUA. Recuo leva grão para novo patamar de preços



Publicado em 31/07/2019 16:49


Novo intervalo de negócios deve oscilar entre US$ 8,60 e US$ 9,00/bushel

Marlos Correa - Analista Insoy Commodities

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Entrevista com Marlos Correa - Analista Insoy Commodities sobre o Fechamento de Mercado da Soja
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BNDES terá desafio para cumprir meta de desembolsos em 2019, dizem fontes



Publicado em 31/07/2019 16:59


Por Rodrigo Viga Gaier
RIO DE JANEIRO (Reuters) - O BNDES provavelmente não vai cumprir neste ano a meta de desembolsos de 70 bilhões de reais, após um fraco resultado no primeiro semestre, em que consultas de interessados em financiamentos do banco de fomento desabaram quase à metade em relação ao visto um ano antes, disseram duas fontes com conhecimento do assunto.
No primeiro semestre, os empréstimos do banco somaram 25 bilhões de reais, uma queda de 9 por cento ante igual período de 2018. As consultas por empréstimos, um termômetro do nível de demanda e de futuros desembolsos, caíram 49 por cento. Em anos anteriores, o BNDES já chegou a emprestar em 12 meses mais de 140 bilhões de reais.
"Impossível fazer 70 bilhões. Se fizer 60 bilhões leva as mãos para o céu", disse à Reuters uma das fontes. "A economia não está rodando e ainda tem muito crédito disponível na praça", acrescentou.
Procurado, o BNDES não se manifestou sobre o assunto. A meta de 70 bilhões foi divulgada em maio pelo então presidente do banco Joaquim Levy, que havia dito na ocasião que ela poderia ser até revista para cima nos meses seguintes.

No ano passado, o banco de fomento emprestou pouco mais de 69 bilhões de reais, um dos desempenhos mais fracos em quase 20 anos.
Pesquisa Focus do Banco Central, apontou nesta semana para crescimento de 0,82 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2019.
No segundo semestre deste ano, de acordo com a segunda fonte, os financiamentos do BNDES vão ser puxados pelo setor de infraestrutura, onde o governo tem se empenhado em fazer leilões e concessões de projetos logísticos e de energia elétrica. "Esses são os dois setores que vão puxar", disse a fonte, que também classificou como "desafiador" o atingimento de 70 bilhões de reais em desembolsos em 2019.
Historicamente, as liberações dos recursos do BNDES aceleram na segunda metade de cada ano, em especial no último trimestre. "Fazer (70 bilhões de reais em desembolsos) será muito desafiador, mas não impossível. Mas temos que reconhecer: é um esforço grande", disse a segunda fonte.
O novo presidente do BNDES, Gustavo Montezano, assumiu o cargo esse mês e estabeleceu como metas venda de participações do banco em grandes empresas.
"Diante dessa realidade de baixa demanda (por crédito) está claro que é hora de devolver recursos ao Tesouro. A hora é essa e não dá para deixar passar muito tempo para isso e para venda de algumas participações. Petrobras e Vale devem ser as primeiras", disse a segunda fonte.
Montezano se comprometeu em meados deste mês completar neste ano a devolução de 126 bilhões de reais já prometidos ao Tesouro, por empréstimos que o banco recebeu nos governos petistas para sustentar seus programas de fomento. Após o pagamento de 40 bilhões de reais feito no primeiro semestre, ainda restam 86 bilhões, disse ele na ocasião.
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Fonte: Reuters

Agricultores ‘aceleram’ as máquinas e colheita já passa dos 50% em MS



Publicado em 31/07/2019 16:58


A evolução, nos últimos dez dias, foi de aproximadamente 11,3%
O agricultor de Mato Grosso do Sul aproveitou o tempo firme, para avançar na colheita do milho. Mais da metade (55%) da área cultiva já está colhida, segundo relatório da Associação dos Produtores de Soja e Milho de MS (Aprosoja/MS), divulgado nesta terça-feira (30). Segundo a entidade, nesta safra, foram cultivados 1,9 milhão de hectares, que deve gerar 10,1 milhões de toneladas do cereal.
A produtividade média deve se manter em 88 sacas por hectare. “Até o momento identificamos uma safra estável, sem muitas intempéries. Mas ainda temos um bom percentual a ser colhido. Nenhuma praga ou doença atacou de forma significativa e o clima, apesar de uma geada, ainda se mostra como um aliado do produtor nesta safrinha”, pontua o presidente da Aprosoja/MS, Juliano Schmaedecke.
A evolução da colheita nos últimos dez dias foi de aproximadamente 11,3% no Estado, o equivalente a 216.734 hectares. Esse ritmo acelerado tem influência climática. Segundo o modelo Agritempo (Sistema de Monitoramento Agro Meteorológico), as diferentes áreas de Mato Grosso do Sul se encontram 46 dias sem chuva.
A porcentagem de área colhida em relação ao mesmo período da safra passada, encontra-se superior em aproximadamente 25,5%. “Essa maior agilidade tem relação também com o período do plantio. Consideramos que cerca de 90% das lavouras efetuaram o plantio até 15 de março, janela ideal para semear. Junto ao clima favorável no desenvolvimento da safra, estamos otimistas e na expectativa de uma safra recorde de milho”, finaliza o presidente.
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Fonte: Aprosoja MS

Milho: Bolsa de Chicago encerra 4ªfeira em baixa e acumula desvalorização no mês de julho



Publicado em 31/07/2019 17:01 e atualizado em 31/07/2019 17:48


A quarta-feira (31) chega ao final com grandes desvalorizações para os preços internacionais do milho futuro. As principais cotações registraram quedas entre 9,50 e 11,00 pontos.
O vencimento setembro/19 foi cotado à US$ 4,00 com queda de 11,00 pontos, o dezembro/19 valeu US$ 4,10 com desvalorização de 11,00 pontos, o março/20 foi negociado por US$ 4,20 com baixa de 10,50 pontos e o maio/20 teve cotação em US$ 4,26 com perdas de 9,50 pontos.
Esses índices representam desvalorizações, com relação ao fechamento da última terça-feira (30), de 2,68% para o setembro/19, de 2,61% para o dezembro/19 e de 2,55% para o março/20.
No referente ao mês de julho, o vencimento setembro/19 acumulou queda de 5,66% e o dezembro/19 caiu 4,87% na comparação com as últimas cotações do mês de junho.
Segundo informações da Agência Reuters, os contratos futuros de milho de Chicago caíram nesta quarta-feira, com analistas dizendo que o clima da safra norte-americana não estava ameaçando.

“A previsão do tempo para o Centro-Oeste é geralmente favorável, com temperaturas ligeiramente abaixo do normal ideais para o milho reprodutivo, embora bolsões de secura desfavorável persistam no cinturão do milho”, apontou Barbara Smith da Reuters Chicago.
Joe Christopher, expositor da Crossroads Co-op, afirmou à publicação que “Não há nada de novo para relatar quando se trata dos mercados de grãos. O mercado está apenas cansado neste momento, aguardando o USDA liberar seu relatório de áreas com atualizações sobre quantos acres de milho e soja foram plantados”.
Mercado Interno
No mercado físico brasileiro, a quarta-feira registrou cotações permanecendo sem movimentações, em sua maioria. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, as desvalorizações foram percebidas apenas em Sorriso/MT disponível (2,17% e preço de R$ 22,50), Porto Paranaguá/PR (2,56% e preço de R$ 38,00) e Sorriso/MT balcão (5,71% e preço de R$ 19,80).
Já as valorizações apareceram nas praças de Castro/PR (1,39% e preço de R$ 36,50), Pato Branco/PR (1,71% e preço de R$ 29,70), Brasília/DF (3,45% e preço de R$ 30,00) e Cascavel/PR (3,57% e preço de R$ 29,00).
A XP Investimento aponta que o mercado físico de milho está baixa. “Após os relatórios que reportaram a melhora das condições das lavouras dos EUA e os fracos volumes de exportação norte-americanos, as referências em Chicago assumiram viés de baixa e, consequentemente, pesaram nos portos brasileiros. Localmente, o fluxo ainda está concentrado nas entregas de compromissos do início da temporada, mas o porto era um importante suporte de preços”.
De acordo com a Agrifatto Consultoria, “a ponta vendedora continua cautelosa na comercialização de novos lotes, já que os agricultores têm a expectativa de novas valorizações. Além disso, o agricultor já tinha comercializado bons volumes antecipadamente, e devem especular com o volume restante ao longo dos próximos meses”.
Confira como ficaram as cotações nesta quarta-feira:
>> MILHO
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Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

Caixa anuncia redução de até 40% nos juros do cheque especial



Publicado em 31/07/2019 17:16


Os clientes da Caixa Econômica Federal pagarão menos juros nas principais linhas de crédito e terão acesso a um pacote de serviços com taxas mais baixas. A redução valerá tanto para pessoas físicas como para empresas.
A taxa máxima do cheque especial passará de 13,45% ao mês (pessoa física) e 14,95% ao mês (empresas) para 9,99% para os dois tipos de clientes. Os correntistas que aderirem a um novo pacote de serviços, o Caixa Sim, pagarão juros ainda menores para o cheque especial: 8,99% ao mês.
O banco público também diminuiu a taxa mínima do crédito pessoal de 4,99% ao mês para 2,29% ao mês, o que representa redução média de 21%. Nessa modalidade, as taxas variam conforme o perfil do cliente.
A Caixa anunciou ainda a isenção da anuidade no cartão de crédito para pessoas físicas. Segundo a instituição, a isenção melhora a competitividade do banco num momento de liberação de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
Para as empresas, haverá redução de 11% nos juros de linhas para capital de giro nas operações com aval de sócios (com taxa mínima de 1,69% ao mês) e de 13% nas operações de capital de giro com aval de sócios para quem tem imóvel ou aplicação financeira na caixa (com taxa mínima de 0,99% ao mês ou 0,95% ao mês, respectivamente).
Caixa Sim
Para os clientes do pacote Caixa Sim, a redução dos juros do cheque especial chegará a 40% para empresas e 33% para pessoas físicas. Disponível tanto para pessoas físicas como para empresas, o novo pacote de serviços estará disponível a partir de 19 de agosto e custará R$ 25 por mês. A tarifa poderá ser convertida em bônus para linhas de celular.
Para os demais clientes, o corte nos juros do cheque especial ficará em 26% (pessoas físicas) e 33% (pessoas jurídicas). Além dos juros de 8,99% ao mês no cheque especial, os clientes pessoa física do Caixa Sim pagarão juros de 2,29% no crédito pessoal e terão direito a um cartão de crédito internacional sem anuidade com juros do rotativo em 8,99% ao mês. Os juros podem ficar ainda mais baixos caso o cliente tenha conta salário ou investimentos no banco.
As empresas que aderirem ao pacote terão linha de capital de giro a partir de 0,95% ao mês, antecipação de recebíveis de a partir de 1,85% ao mês e cartão de crédito com a primeira anuidade gratuita.
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Fonte: Agência Brasil