sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Consumo mundial de café em 2019 atinge 168 milhões de sacas



Publicado em 29/11/2019 15:30


O consumo mundial de café estimado para este ano de 2019 deverá atingir 167,90 milhões de sacas de 60kg, das quais 116,88 milhões, que correspondem a 70%, deverão ser consumidas por países importadores e 51,02 milhões por países produtores de café, cujo montante representa 30% do consumo global. 
Com base nessa estimativa, se for estabelecido um ranking das seis regiões consumidoras de café no mundo em 2019, constata-se que a Europa se destaca em primeiro lugar no consumo mundial com 54,54 milhões de sacas, volume que representa 32% do total. Em segundo lugar, figura Ásia & Oceania, com 37,84 milhões de sacas, responsável por 23%. Na sequência, em terceiro, América do Norte, com 30,96 milhões de sacas (18%); em quarto, América do Sul, com 27,14 milhões de sacas (16%); em quinto, África, com 11,94 milhões de sacas (7%); e, por fim, América Centro & México, com 5,57 milhões de sacas (3%).
Neste mesmo contexto de avaliação da performance da cafeicultura mundial, como o Brasil é o maior produtor e exportador e segundo maior consumidor, vale também ressaltar que as exportações brasileiras de café nos dez primeiros meses de 2019 atingiram 34,05 milhões de sacas, volume vendido ao exterior que supera as exportações verificadas nesse mesmo período nos quatro anos anteriores, que foram respectivamente: 30,27 milhões de sacas (2015), 27,73 milhões de sacas (2016), 24,93 milhões de sacas (2017) e, por fim, em 2018, cujas exportações no mencionado período atingiram 27,73 milhões de sacas.
Os dados estatísticos que permitem realizar estas análises da performance do consumo mundial de café e das exportações dos Cafés do Brasil foram extraídos do Relatório mensal outubro 2019, do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil - Cecafé, cujas edições, desde março de 2015, estão disponíveis na íntegra no Observatório do Café do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café.
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Fonte: Embrapa Café

Wall St fecha em queda sob peso de tensões comerciais EUA-China; varejo também pressiona



Publicado em 29/11/2019 15:36


Os principais índices de ações de Wall Street encerraram em baixa a sessão mais curta desta sexta-feira, com a discórdia entre Estados Unidos e China sobre Hong Kong alimentando a ansiedade dos investidores sobre as negociações comerciais.
O mercado foi afetado ainda pela queda em ações de varejo, depois que as vendas na Black Friday pareceram atrair multidões menores.
O índice Dow Jones caiu 0,4%, para 28.051,69 pontos. O S&P 500 perdeu 0,40%, para 3.141,01 pontos. E o Nasdaq Composto cedeu 0,46%, para 8.665,47 pontos.
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Fonte: Reuters

Mamão: Chuvas afetam qualidade do havaí



Publicado em 29/11/2019 15:38

Nesta semana (25 a 29/11), as cotações do mamão havaí recuaram no Norte do Espírito Santo e no Sul da Bahia. De acordo com colaboradores do Hortifruti/Cepea, a demanda pela fruta se reduziu bastante, em decorrência do baixo poder aquisitivo dos consumidores no final do mês. Além disso, a qualidade do mamão não estava muito atrativa, já que foi afetado pelo grande volume de chuva nessas regiões.
Com as precipitações e as altas temperaturas, a maturação da fruta se acelerou, resultando também na colheita de calibres miúdos – padrões que são menos aceitos no mercado. Assim, o havaí tipo 12-18 foi comercializado por R$ 0,52/kg na praça capixaba, queda de 48% em relação à semana passada. Já na região do sul baiana, a média foi de R$ 0,58/kg, desvalorização 45% na mesma comparação. Para a próxima semana, produtores esperam uma possível melhora na demanda, devido ao início do mês, especialmente para o mamão havaí, que está com preços baixos.
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Fonte: Cepea/Hortifruti

Melão: Oferta se normaliza no RN/CE



Publicado em 29/11/2019 15:40


Após à anterior intensificação das exportações, a disponibilidade de melão amarelo do Rio Grande do Norte/Ceará no mercado interno se normalizou em meados desta semana (25 a 29/11). Assim, os preços variaram um pouco nessa região e os tipos 6 e 7 foram vendidos ao preço médio de R$ 21,14/cx de 13 kg, redução de 1% frente à semana passada.
De acordo com consultas realizadas pelo Hortifruti/Cepea, como muitos produtores destinaram a maior parte da produção de médio-graúdos para o mercado externo anteriormente, houve uma maior oferta de calibres miúdos (13 e 14) no País, cotados em R$ 15,60/cx de 13 kg.
Paralelamente, o amarelo vendido a granel no Vale do São Francisco (BA/PE) fechou em R$ 0,50/kg, redução de 7% na mesma comparação. Nessa região, muitos produtores continuam direcionando a fruta para o Nordeste e Centro-oeste, pela maior dificuldade de praticar preços rentáveis no Sudeste (majoritariamente abastecido pelo RN/CE).
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Fonte: Cepea/Hortifruti

Vazio do algodão encerra no sábado, mas eliminação das plantas precisa ser mantida



Publicado em 29/11/2019 15:41

IMAmt alerta para que produtores e demais atores reforcem medidas contra bicudo
Encerra neste sábado, dia 30, o período do vazio sanitário do algodão para uma das áreas produtoras de Mato Grosso, a região 1, localizada na porção sul do Estado, compreendendo os municípios de Rondonópolis, Primavera do Leste, Campo Verde e seus entornos. Porém, embora o fim do período proibitivo da existência de plantas vivas nessas áreas, o produtor precisa dar sequência às medidas de prevenção e controle contra a incidência de pragas, especialmente o bicudo-do-algodoeiro, que assola as plantações do Estado, conforme alerta o Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt).
Eliminar qualquer tipo de planta de algodão dentro das lavouras de soja, cujo plantio está perto do encerramento em Mato Grosso, é medida essencial para garantir o sucesso da próxima safra de algodão. “Não pode haver plantas vivas de algodão em meio à soja, em geral tigueiras e rebrotas. Trata-se de um risco fitossanitário muito grande, e é tarefa do produtor eliminá-las de qualquer forma”, reforça o coordenador de Projetos e Difusão Tecnológica do IMAmt, Márcio Souza, enfatizando a necessidade do controle químico e a técnica do arranquio nesse processo.
Os armadilhamentos instalados nas propriedades para identificação e captura do bicudo devem ser mantidos para facilitar a identificação da quantidade e da localização das infestações. “Elas precisam permanecer nas lavouras até mais ou menos 35 dias após o plantio do algodão”, destaca o pesquisador. Em Mato Grosso, a safra de algodão começa a ser plantada em dezembro. Já a segunda safra – após a colheita da soja – dá-se entre janeiro e fevereiro. Estima-se que a área total a ser plantada no Estado é de 1,1 milhão de hectares na safra 2019/2020.
Nos talhões de soja onde as armadilhas vêm acusando a incidência do bicudo, o coordenador do IMAmt reforça a importância de o produtor adotar produtos de controle químico que ataquem tanto as pragas próprias da soja como do bicudo.  “Às vezes é necessário fazer até três aplicações nas lavouras de soja para também atacar o bicudo, com produtos que controlem dentro das duas culturas”.
As margens das rodovias de Mato Grosso também merecem ação contra a incidência das pragas, tendo em vista que, com o transporte da produção da safra 2018/19 ainda em curso, assim como o transporte do caroço de algodão para as áreas de criação, ocorre o nascimento de plantas. “Tem que arrancar as plantas, tanto os produtores, quanto as concessionárias e o poder público precisam estar atentos e fazer esse trabalho. Essas plantas na beira das estradas são um risco muito grande”, assevera Márcio Souza.
Na mesma linha, o transporte dos produtos – algodão em pluma e os caroços, esse rumo às propriedades de criação de animais – devem ser rigorosamente acondicionados para realização do translado e, dessa forma, evitar que caiam e plantas se proliferem ao longo das margens das rodovias. Fardões precisam estar bem enlonados; os rolinhos, com as telas de proteção, e os caroços, completamente envelopados para serem transportados.
O pesquisador ainda destaca a importância de as fazendas que criam animais em confinamento e, consequentemente, fazem uso do caroço do algodão na alimentação dos animais, eliminarem todas as plantas de algodão que estejam na propriedade. “É preciso promover o arranquio e não deixar nenhuma planta sequer, pois permite a infestação do bicudo”.
O vazio sanitário do algodoeiro em Mato Grosso começou no dia 1º de outubro na região 1 e no dia 15 de outubro, na região 2, que compreende os municípios do norte, médio norte e noroeste de Mato Grosso, como Lucas do Rio Verde, Sorriso, Sapezal e entornos.
 Durante 60 dias ficou proibida a existência de plantas vivas de algodão com risco fitossanitário no Estado. A medida foi estabelecida na Instrução Normativa 001/2016 do Instituto Estadual de Defesa Agropecuária (Indea-MT) para prevenir e conter a proliferação de pragas e doenças, em especial o bicudo-do-algodoeiro, e, consequentemente, o menor uso de defensivos agrícolas na próxima safra.
“A palavra de ordem é a prevenção, pois sempre é melhor prevenir para que não seja necessário um maior número de aplicação de controladores químicos, o que implica em custo também para o produtor”, finaliza o pesquisador do IMAmt.
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Fonte: Ampa

USDA: Vendas semanais de soja dos EUA superam expectativas do mercado



Publicado em 29/11/2019 15:45

Os números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgados nesta sexta-feira (29) trouxeram dados acima das expectativas para a soja nesta sexta-feira (29). Na semana encerrada em 21 de novembro, o país vendeu 1.664,1 milhão de toneladas da oleaginosa, enquanto o mercado esperava algo entre 600 mil e 1,2 milhão de toneladas. A China foi o principal destino da commodity americana. 
Em toda a temporada, os EUA já comprometeram 25.260,5 milhões de toneladas de soja, acima do total do ano passado, nesse mesmo período, de 23,07 milhões. O USDA estima as exportações 2019/20 do país em 48,31 milhões de toneladas. 
De milho, as vendas semanais para exportação norte-americanas somaram 806,8 mil toneladas e ficaram dentro do intervalo esperado pelo mercado de 400 mil a 900 mil toneladas. A Colômbia foi o principal destino do cereal norte-americano. 
As vendas dos EUA acumuladas no ano comercial já chegam a 14.069,4 milhões de toneladas, bem menores do que há um ano, quando ultrapassavam as 25,5 milhões. A estimativa do USDA para as vendas totais é de 46,99 milhões de toneladas. 
De trigo, os americanos venderam 612,7 mil toneladas contra expectativas de 300 mil a 600 mil toneladas e o principal destino foram as Filipinas. 
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Por: Carla Mendes | Instagram @jornalistadasoja
Fonte: Notícias Agrícolas

Fabricantes de máquinas agrícolas discutem opções de financiamento no Brasil, diz Deere



Publicado em 29/11/2019 15:49


Fabricantes de máquinas agrícolas estão trabalhando com bancos no Brasil em alternativas para evitar que uma queda brusca nas vendas não se repita no ano que vem, quando o financiamento público deve se esgotar, disse à Reuters o chefe da unidade brasileira da Deere.
No último ano, os recursos do Plano Safra para financiamento de máquinas agrícolas terminaram antes do esperado, deixando uma lacuna de crédito no setor e afetando o comércio de tratores, colheitadeiras e outros equipamentos.
"O dinheiro acabou e ninguém disse que ia colocar mais. Daí ficamos de 90 a 120 dias com atividade muito baixa, e isso impactou no resultado do ano", lembrou Paulo Hermann, presidente da John Deere Brasil.
Hermann afirmou esperar que o crédito do Plano Safra, política governamental anual que garante linhas de crédito subsidiadas, vá terminar por volta de março do próximo ano, alguns meses antes de um novo pacote ser iniciado.
"Neste ano novamente o dinheiro vai ser curto. Não vai dar até junho do ano que vem, em março vai terminar. Mas já tem sinalização do governo, que disse 'não venham buscar mais, porque não vai ter'. Então (isso) está fazendo empresas e agentes financeiros buscarem alternativas", disse ele.
O governo do presidente Jair Bolsonaro, que economicamente segue uma pauta alinhada ao livre mercado, deseja reduzir gradualmente seu papel no financiamento privado, inclusive para a agricultura.
Com a taxa básica de juros (Selic) em uma mínima histórica, o Ministério da Economia quer que produtores e fabricantes de máquinas encontrem opções de crédito no setor privado --o que Hermann classificou como uma transição.
"Transição é transição, você sai de uma região de conforto para uma desconhecida. Isso gera apreensão, principalmente para o agricultor, que tem que tomar a decisão de investimento", afirmou.
O executivo da Deere disse concordar com a ação do governo, apesar dos problemas vistos no último ano e das possíveis dificuldades nos próximos meses, quando o dinheiro do Plano Safra acabar.
Ele acrescentou que vê um ambiente estável para a inflação no Brasil, com uma possível nova redução na taxa Selic amenizando a transição rumo à elevação do financiamento privado para equipamentos agrícolas.
Hermann disse ainda que o panorama é positivo para a nova temporada de grãos, com um aumento de cerca de 1 milhão de hectares na área cultivada no Brasil.
No entanto, o executivo acredita que o Brasil poderia fazer um melhor trabalho no que diz respeito à comunicação, considerando as críticas internacionais que o país enfrenta devido a problemas ambientais.
Ele disse que a agricultura brasileira tem muito a mostrar em termos de sustentabilidade, como o plantio direto, a integração lavoura-floresta e uma moderna legislação para o uso de terra, mas comentou que o país não tem conseguido passar a mensagem.
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Fonte: Reuters