terça-feira, 31 de dezembro de 2019

Atividade manufatureira da China cresce com demanda após alívio em disputa tarifária



Publicado em 31/12/2019 20:23


PEQUIM (Reuters) - A atividade manufatureira na China expandiu-se pelo segundo mês consecutivo em dezembro, com a demanda sazonal e sinais de progresso nas negociações comerciais com Washington aumentando a produção e as encomendas das fábricas.
O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) oficial da China permaneceu inalterado em 50,2 em dezembro ante novembro, informou o escritório nacional de estatísticas do país nesta terça-feira. O dado veio um pouco acima do 50,1 esperado em uma pesquisa da Reuters com analistas.
O número também permaneceu acima da marca de 50 pontos, que separa crescimento mensal da contração.
As leituras melhores que o esperado sugeriram alguma recuperação na segunda maior economia do mundo este mês. A produção subiu no ritmo mais rápido em mais de um ano, enquanto o crescimento do total de novos pedidos foi apenas um pouco menor do que uma recente máxima alcançada no mês passado.
Embora os indicadores positivos mostrem que a economia termina em 2019 em uma base mais firme do que o inicialmente esperado, há preocupações mais profundas de que esse impulso possa não continuar no próximo ano.
"A força ampliada no PMI oficial de manufatura certamente parece positiva para os mercados, mas acreditamos que isso pode não ser sustentável e a economia ainda não chegou ao fundo do poço", disseram analistas do Nomura em nota após os dados.

Ainda assim, a estabilidade observada recentemente levou o Nomura a revisar suas previsões de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para o quarto trimestre a 6,0%, de 5,8% antes.

Minério de ferro na China fecha 2019 com maior ganho anual em três anos

MANILA (Reuters) - Os futuros de minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian subiram na terça-feira para encerrar 2019 com um aumento de quase 141% em relação ao ano passado, superando outras commodities, devido a interrupções no fornecimento e à demanda ainda saudável da China pela matéria-prima siderúrgica.
O contrato de referência de minério de ferro da bolsa de Dalian, com vencimento em maio de 2020, encerrou a sessão em alta de 0,5%, para 648,50 iuanes (93,03 dólares) por tonelada, em meio a altas nos futuros de aço e nos preços spot de minério de ferro.
Na bolsa de Cingapura, o contrato de minério de ferro do mês de janeiro subiu 1,2%, para 91,25 dólares.
Os preços para cargas de minério de ferro no mercado à vista para entrega na China atingiram 93 dólares por tonelada na segunda-feira, segundo a consultoria SteelHome.
O preço spot de referência subiu 28% em relação ao nível de final de 2018, atingindo um pico de 126,50 dólares a tonelada em 3 de julho, de acordo com dados da SteelHome.
Isso ocorreu após o desastre da barragem de rejeitos da mineradora Vale em janeiro e subsequentes fechamentos de minas no Brasil para verificações de segurança e problemas operacionais que atingiram as mineradoras australianas no início deste ano.
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Fonte: Reuters

EUA vão enviar fuzileiros navais para embaixada no Iraque; Trump culpa Irã por ataque



Publicado em 31/12/2019 20:20


WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, culpou o Irã nesta terça-feira por "orquestrar" um ataque à embaixada dos EUA em Bagdá e disse que responsabilizaria Teerã, enquanto autoridades disseram que mais fuzileiros navais devem ser enviados à missão.
"O Irã matou um empreiteiro americano, ferindo muitos. Nós respondemos fortemente, e sempre o faremos. Agora o Irã está orquestrando um ataque à Embaixada dos EUA no Iraque. Eles serão totalmente responsabilizados. Além disso, esperamos que o Iraque use suas forças para proteger a Embaixada", disse Trump no Twitter.
"Para aquelas milhões de pessoas no Iraque que querem liberdade e que não querem ser dominados e controlados pelo Irã, este é o seu momento!", escreveu Trump em outro comentário no Twitter.
Autoridades dos EUA, falando sob condição de anonimato, disseram à Reuters que um pequeno número de fuzileiros navais adicionais deve ir à embaixada dos EUA em Bagdá.
Um funcionário disse que eles deveriam ser cerca de dezenas e estariam lá temporariamente.
Outro funcionário disse que dois helicópteros Apache realizaram uma "demonstração de força" sobre a embaixada.
O Departamento de Estado dos EUA e a Casa Branca não responderam imediatamente a um pedido de comentário sobre se o embaixador norte-americano e outros funcionários foram retirados do complexo da embaixada na capital iraquiana.
Autoridades iraquianas disseram que o embaixador e outras equipes foram retiradas da embaixada para sua segurança nesta terça-feira, quando milhares de manifestantes e milicianos lotaram os portões furiosos com ataques aéreos dos EUA no Iraque.

EUA não tem planos de esvaziar embaixada em Bagdá e enviará mais tropas ao local

WASHINGTON (Reuters) - Os Estados Unidos não têm planos de esvaziar sua embaixada em Bagdá e forças adicionais estão sendo enviadas depois de violentos protestos no lado de fora do local por manifestantes e soldados da milícia irritados por ataques aéreos americanos, disseram autoridades dos EUA nesta terça-feira.
O presidente norte-americano, Donald Trump, culpou o Irã por "orquestrar" o ataque à embaixada dos EUA em Bagdá e disse que responsabilizaria Teerã.
"Funcionários norte-americanos estão seguros e não houve violação. Não há planos de evacuar a embaixada em Bagdá", disse um porta-voz do Departamento de Estado.
O porta-voz acrescentou que o embaixador norte-americano no Iraque, Matt Tueller, estava em uma viagem pessoal previamente marcada e que estava retornando à embaixada.
Mais cedo nesta terça-feira, oficiais iraquianos disseram que o embaixador e outros funcionários estavam sendo retirados da embaixada por questões de segurança.
O secretário da Defesa dos EUA, Mark Esper, afirmou que forças adicionais estavam sendo enviadas à embaixada.
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Fonte: Reuters

S&P 500 encerra década com ganho de quase 190%; Wall St fecha sessão em leve alta;



Publicado em 31/12/2019 20:16

NOVA YORK (Reuters) - Os principais índices de Wall Street fecharam em alta nesta terça-feira, com um rali renovado e impulsionado pelo otimismo comercial. Os mercados encerraram uma década de retornos consideráveis na qual o índice S&P 500 subiu quase 190%.
Tanto o S&P 500 quanto o Nasdaq registraram seus maiores ganhos percentuais anuais desde 2013, enquanto o Dow fechou 2019 com seu maior ganho percentual anual desde 2017. Em 2019, o atual ciclo de alta nas ações dos EUA se tornou o mais longo já registrado, amparado por otimismo comercial, política monetária afrouxada e perspectiva de melhora econômica.
As bolsas de valores dos EUA permanecerão fechadas na quarta-feira, primeiro dia do novo ano.
O Dow Jones subiu 0,27%, para 28.538,44 pontos. O S&P 500 ganhou 0,29%, para 3.230,78 pontos. E o Nasdaq teve alta de 0,3%, para 8.972,60 pontos.
Os principais índices de Wall Street registraram ganhos significativos para o mês, trimestre e ano. Em dezembro, o Dow avançou 1,73%, o S&P 500 teve alta de 2,87%, e o Nasdaq valorizou-se 3,56%. No quarto trimestre de 2019, o Dow ganhou 6,02%, o S&P 500 apreciou 8,55%, e o Nasdaq saltou 12,18%.
No ano, o Dow subiu 22,33%, o S&P 500 disparou 28,9%, e o Nasdaq voou 35,24%.

O S&P 500 também registrou seu maior ganho percentual de dezembro desde 2010.
Na década, o Dow avançou 173,67%, o S&P 500 subiu 189,72%, e o Nasdaq saltou 295,42%.

Índice do dólar fecha 2019 com menor variação anual já registrada

(Blank Headline Received)
NOVA YORK (Reuters) - O índice do dólar registrava a menor variação anual de sua história em 2019, com aumento de apenas 0,24% no ano, após uma queda em dezembro reverter os ganhos iniciais, já que as esperanças comerciais e a confiança dos investidores diminuíram a demanda pelo ativo de refúgio.
A libra, o euro e uma série de moedas sensíveis ao comércio subiam enquanto o dólar caía para uma mínima em seis meses nesta terça-feira, com otimismo dos investidores sobre as perspectivas de crescimento global e a fase 1 de um acordo comercial entre EUA-China estimulando a tomada de risco.
O índice do dólar caía 0,33%, para 96,418, sua quarta sessão consecutiva no vermelho e seu nível mais fraco desde 1º de julho.
O dólar registrou um forte 2019 antes de dezembro, devido ao desempenho superior da economia dos EUA e a um longo período de incerteza nas negociações entre Washington e Pequim. O dólar acumulava alta de 0,24% em 2019, contra ganho de 4,4% em 2018. Até o fim de novembro, a moeda subia 2,18% no ano.
A mudança também refletia apostas dos investidores de que o dólar enfraquecerá ainda mais em 2020.
"Todo mundo estava esperando para apostar contra o dólar. Tem sido o trade mais frustrante do ano. Acho que, na maioria das vezes, não há muita resistência em voltar para esse trade. Se olharmos para as principais apostas para 2020 no mercado de câmbio, será ficar vendido em dólar", disse Marvin Loh, estrategista macro sênior da State Street Global Markets.
O apetite dos investidores por risco elevou o euro a 1,124 dólar, máxima em cinco meses, com a moeda depois em alta de 0,22%, a 1,122 dólar.
A libra bateu uma máxima em duas semanas em relação ao dólar, embora a possibilidade de um Brexit "sem acordo" no final de 2020 ainda esteja pesando na moeda.
A busca por risco levava o dólar australiano, o iuan chinês e as coroas escandinavas a máximas em vários meses ou em várias semanas contra o dólar.

Bolsas asiáticas fecham sem direção única, mas com fortes ganhos anuais

São Paulo - As bolsas da Ásia terminaram sem direção única o último pregão de 2019, com os principais índices chineses em alta após a confirmação de que a indústria do país se expandiu em dezembro. No acumulado de 2019, contudo, os principais mercados asiáticos registraram fortes ganhos em meio ao otimismo com a relação entre Estados Unidos e China.
Os índices da China alcançaram seus melhores resultados em mais de quatro anos. Lá, a Bolsa de Xangai fechou nesta terça-feira em alta de 0,33%, em 3.050,12 pontos, e com ganho de 22% em 2019. O índice menos abrangente Shenzhen registrou avanço de 0,55%, a 1.722,95 pontos, mas saltou 36% no ano. O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) industrial do país mostrou expansão pela segunda vez consecutiva, após seis meses de contração.
Em outras partes da Ásia, o Taiex, de Taiwan, e o Nikkei, do Japão, também ficaram entre os melhores desempenhos do ano, com altas de 23% e 18%, respectivamente. Nesta terça-feira, o índice Taiex cedeu 0,47%, para 11.997,14 pontos, mas o Nikkei não operou devido ao feriado.
Com desempenho inferior aos de seus pares no continente, o índice Hang Seng, de Hong Kong, subiu 9,1% em 2019, com a confiança dos investidores afetada pela onda de protestos prolongados na região semiautônoma. Em Hong Kong e na Oceania, além disso, o pregão foi reduzido devido ao feriado. O índice Hang Seng fechou neste dia 31 em queda de 0,46%, para 28.189,75 pontos, enquanto o S&P/ASX 200 caiu 1,78%, a 6.684,10 pontos.
Mas, para 2020, ainda há incertezas, apontam investidores. O Nomura afirma esperar que as economias asiáticas enfraqueçam ainda mais no próximo ano. O crescimento econômico desacelerou nos últimos meses na China devido à redução da demanda do consumidor, o que, por sua vez, levou a estoques elevados. O banco de investimentos projeta que o Produto Interno Bruto (PIB) da China crescerá 5,7% em 2020, contra uma estimativa de 6,1% neste ano.
O Kospi, da Coreia do Sul, que não abriu nesta terça, ganhou 7,7% ao longo do ano. (Com informações da Dow Jones Newswires).
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Fonte: Reuters/Agencia Estado

Preços do petróleo cravam maior alta anual desde 2016; o WTI aumentou 34%



Publicado em 31/12/2019 20:12

NOVA YORK (Reuters) - Os preços do petróleo caíram 1% nesta terça-feira, último dia de negociação da década, mas tiveram o maior ganho anual em três anos, apoiado por um degelo na prolongada guerra comercial EUA-China e cortes contínuos no fornecimento de petróleo por produtores.
O Brent ganhou cerca de 23% em 2019, e o WTI aumentou 34%, maiores ganhos anuais em três anos, apoiados pelos recentes avanço nas negociações comerciais EUA-China e cortes de produção prometidos pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e seus aliados.
Analistas não esperam que os preços do petróleo se movam acentuadamente para qualquer direção no próximo ano. O petróleo Brent deve pairar em cerca de 63 por barril, mostrou uma pesquisa da Reuters nesta terça-feira, modestamente abaixo dos patamares atuais, com os cortes de produção da Opep compensando a demanda mais fraca.
"Os preços do petróleo... enfrentam ventos contrários de um contido impulso ao crescimento global e de robusto níveis de produção de xisto dos EUA no primeiro trimestre (de 2020)", afirmou Benjamin Lu, analista da Phillip Futures.
A produção de petróleo bruto dos EUA em outubro atingiu um recorde de 12,66 milhões de barris por dia (bpd), ante 12,48 milhões revisados em setembro, informou o governo dos EUA em um relatório mensal.
O ritmo de crescimento deve desacelerar em 2020.
O petróleo Brent caiu 1%, ficando em 66,00 dólares por barril. O WTI caiu 1%, para 61,06 por barril.
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Fonte: Reuters

No México, crime organizado disputa o comércio de abacate; 19 já morreram



Publicado em 31/12/2019 20:07


O abacate está se tornando a mais nova frente de conflito entre cartéis mexicanos. Segundo estudo da consultoria britânica Verisk Maplecroft, publicado ontem pelo jornal The Guardian, o "ouro verde" é responsável pela morte de 19 pessoas mutiladas na cidade de Uruapan, no Estado de Michoacán, em agosto.
Nove corpos estavam pendurados seminus em uma ponte. Inicialmente, havia a suspeita de que os assassinatos tinham ocorrido em razão de uma disputa de gangues de drogas. No entanto, a chacina, promovida pelo cartel Jalisco Nueva Generación, ocorreu pelo domínio do comércio local de abacate.
O México é o maior produtor de abacate do mundo, especialmente a variedade conhecida como avocado. As exportações renderam US$ 2,4 bilhões no ano passado. O boom vem do crescimento da demanda na China, que aumentou seu consumo mil vezes entre 2011 e 2017. A rentabilidade também favorece. A fruta rende ao agricultor mexicano até 12 vezes o salário mínimo. Mas há ainda uma razão mais prosaica: a lavagem de dinheiro.
Segundo Alfonso Partida Caballero, especialista em segurança pública da Universidade Autônoma de Guadalajara, o comércio é quase todo em dinheiro vivo e, para plantar o produto, não é necessária autorização de ninguém. "O Estado não tem nenhum controle. O dinheiro do crime organizado em Michoacán é todo semeado em abacate. Se o traficante planta mil árvores ou 10 mil, se colhe uma ou 10 toneladas, quem controla?"
Diversificação
O crescimento da indústria do abacate também vem às custas do trabalho escravo, infantil, além do desmatamento de florestas protegidas e da deterioração dos lençóis freáticos. "Em Michoacán, o abacate fornece a renda diversificada que os cartéis obtêm com o roubo de combustível em outras partes do México", disse Christian Wagner, analista da Verisk Maplecroft.
De acordo com Falko Ernst, analista do International Crisis Group, o abacate faz parte do portfólio do s cartéis do México há décadas. "Mas não é apenas o abacate. O crime organizado mexicano há muito tempo vem diversificando suas receitas", disse. "Quando você controla um território, explora qualquer commodity disponível: limão, mamão, morango, além de extração de madeira e mineração ilegal."
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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Fonte: Agência Estado

Índice do dólar cai para mínima desde julho com otimismo sobre crescimento



Publicado em 31/12/2019 10:21


Por Olga Cotaga, da Reuters em Londres
LONDRES (Reuters) - O euro, a libra e um conjunto de moedas sensíveis ao comércio se valorizavam ante o dólar nesta terça-feira, com a divisa dos Estados Unidos atingindo uma mínima em seis meses conforme investidores se mostravam confiantes de que as perspectivas de crescimento global estão melhorando e de que as relações comerciais EUA-China estejam significativamente melhor.
Depois de permanecer forte por grande parte de 2019 --graças ao relativo desempenho superior da economia dos EUA e à preferência dos investidores por uma moeda de refúgio em meio à disputa comercial entre Washington e Pequim--, os ganhos do dólar no ano diminuíam em dezembro.
O sentimento no final do ano incentivou os investidores a comprar moedas ligadas ao comércio e ao crescimento global, empurrando dólar australiano, iuan chinês e coroas escandinavas para máximas de vários meses ou de várias semanas contra o dólar.
O índice do dólar caía 0,3%, para o patamar mais fraco desde 1º de julho.
O euro subia 0,3%, a 1,1230 dólar, nova máxima em quatro meses e meio. O euro recuava 2% ante o dólar no ano. A libra saltava 0,6%, para 1,3191 dólar.
No ano, o índice do dólar reduzia a alta para 0,3%.
Em relação ao iene japonês, o dólar recuava para uma mínima em quase três semanas, para 108,50 ienes.

Atividade manufatureira da China cresce com demanda após alívio em disputa tarifária

(Blank Headline Received)
  • Funcionário em fábrica da Sany Heavy Industry Co., província de Hunan, China. 
PEQUIM (Reuters) - A atividade manufatureira na China expandiu-se pelo segundo mês consecutivo em dezembro, com a demanda sazonal e sinais de progresso nas negociações comerciais com Washington aumentando a produção e as encomendas das fábricas.
O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) oficial da China permaneceu inalterado em 50,2 em dezembro ante novembro, informou o escritório nacional de estatísticas do país nesta terça-feira. O dado veio um pouco acima do 50,1 esperado em uma pesquisa da Reuters com analistas.
O número também permaneceu acima da marca de 50 pontos, que separa crescimento mensal da contração.
As leituras melhores que o esperado sugeriram alguma recuperação na segunda maior economia do mundo este mês. A produção subiu no ritmo mais rápido em mais de um ano, enquanto o crescimento do total de novos pedidos foi apenas um pouco menor do que uma recente máxima alcançada no mês passado.
Embora os indicadores positivos mostrem que a economia termina em 2019 em uma base mais firme do que o inicialmente esperado, há preocupações mais profundas de que esse impulso possa não continuar no próximo ano.
"A força ampliada no PMI oficial de manufatura certamente parece positiva para os mercados, mas acreditamos que isso pode não ser sustentável e a economia ainda não chegou ao fundo do poço", disseram analistas do Nomura em nota após os dados.
Ainda assim, a estabilidade observada recentemente levou o Nomura a revisar suas previsões de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para o quarto trimestre a 6,0%, de 5,8% antes.
O dólar cedia 0,4% ante o iuan chinês no mercado offshore, enquanto o dólar australiano se apreciava 0,3%, para uma máxima em cinco meses. O dólar da Nova Zelândia também bateu um pico em cinco meses.
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Fonte: Reuters

segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

Vórtice ciclônico ainda bloqueia chuvas no Nordeste e Sul; condição deve mudar na virada de ano



Publicado em 30/12/2019 11:39 e atualizado em 30/12/2019 16:39


Melhor distribuição das chuvas por todo o Brasil deve ser observada somente a partir do dia 7 de janeiro. Temperaturas seguem elevadas e tendem a ceder somente com a chegada de melhores precipitações.

Andrea Ramos - Meteorologista do Inmet

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Entrevista com Andrea Ramos - Meteorologista do Inmet sobre a Previsão do Tempo
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As condições climáticas para este final de ano continuam chamando a atenção dos produtores rurais, já que as chuvas irregulares em algumas regiões do país continuam persistindo.  Andrea Ramos, meteorologista do Inmet, chama a atenção para a região nordeste, sul e partes do sudeste, que não receberam chuvas significativas nos últimos dias. No quadro abaixo, é possível verificar a precipitação acumulada nos últimos 3 dias.
acumulado 3 ultimos dias
No quadro abaixo, a precipitação acumulada das últimas 24 horas:
acumulado 1 dia
As chuvas escassas nessas regiões estão ocorrendo devido ao efeito de um vórtice ciclônico, que está criando um bloqueio atmosférico:
imagem satelite
Essa condição deve se modificar ao longo das próximas horas, já que o vórtice irá se deslocar para a região sudeste do país. Isso criará condições de chuvas para o início de 2020 para os estados do Rio Grande Sul, Santa Catarina e Paraná, conforme mostra a animação abaixo:
clima 93 horas
Essa condição climática tem elevado as temperaturas das regiões afetadas e o Inmet publicou um alerta sobre a onda de calor no sul do país:
alerta
Abaixo o mapa demonstra as temperaturas máximas verificadas para o dia 30 de dezembro, com algumas localidades beirando os 40ºC:
maximas 1
E abaixo, o mapa demonstra as temperatuas máximas para as próximas 24 horas:
maximas 2
Abaixo um vídeo enviado pelas redes mostra o registro de chuvas no Tocantins, estado que também é afetado pelo bloqueio atmosférico:

Por: Carla Mendes e Ericson Cunha
Fonte: Notícias Agrícolas