terça-feira, 31 de março de 2020

Ovos: ao contrário das carnes suína e avícola, mercado de ovos segue com dinamismo nas vendas



Publicado em 31/03/2020 08:38

Enquanto as carnes suína e avícola apresentam retração nas vendas e queda nos preços, a comercialização de ovos segue mantendo um ritmo forte, com baixa disponibilidade, alta demanda e preços ascendentes.
Os negócios realizados no último sábado proporcionaram novos reajustes - 3º da semana, 8º do mês, 21º do ano - na comercialização da caixa de ovos brancos e vermelhos: os brancos alcançaram preço médio de R$113,00, enquanto os vermelhos atingiram cotação mínima de R$130,00 e máxima de R$139,00.
Segundo informações colhidas no mercado, houve manutenção das cotações nos fechamentos realizados na abertura da semana. Como as disponibilidades seguem insuficientes para atender a demanda, a tendência é de negócios disputados e pressão sobre os preços no último dia de março.
 
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 OvoSite

FPA envia carta à Embaixada da China reforçando boas relações e criticando ataque



Publicado em 31/03/2020 08:36

O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado federal Alceu Moreira (MDB-RS), reforçou nesta segunda-feira, 30, em carta enviada à Embaixada da China no Brasil, a necessidade de Brasil e China manterem as "boas relações de comércio e amizade" diante da pandemia do coronavírus.
Conforme a carta, o gigante asiático "vem sofrendo ataques inimagináveis nas redes sociais" em razão da disseminação da doença.
O presidente da FPA ressalta, porém, que a bancada, composta por cerca de 300 parlamentares, "não corrobora nenhuma declaração feita neste sentido e repudia ilações e ataques contra um dos parceiros mais importantes da última década" para o desenvolvimento do Brasil.
Na carta, Moreira cita nominalmente a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, qualificando-a de "eficiente" e "responsável por avanços significativos na abertura do mercado brasileiro".
Diz, ainda, que a pandemia será superada "de mãos dadas", conforme acordado em conversa realizada entre "o governo federal e o presidente (da China) Xi Jinping".
Moreira lembra, ainda, que recentemente a FPA manifestou a importância da manutenção das boas relações de amizade e comércio com a China.
A primeira manifestação da frente neste sentido ocorreu no dia 19 de março, após a crise criada pela série de críticas do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) à China, que provocou forte reação do embaixador chinês no Brasil, Yang Wanming.
Moreira finaliza reforçando que "não será tolerado nenhum prejuízo a essa relação bilateral". "Estaremos prontos para fazer oposição a qualquer ameaça ao bom relacionamento entre o Brasil e a China, sobretudo numa perspectiva de reaquecimento econômico", diz. "O momento pede união global para superação de uma mazela sem nacionalidade que aflige toda a humanidade."
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 Estadão Conteúdo

Bolsonaro acredita que economia pode se recuperar em 1 ano após crise do coronavírus



Publicado em 31/03/2020 07:48 e atualizado em 31/03/2020 10:43

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro disse nesta segunda-feira que confia ser possível recuperar a economia brasileira em um ano após o fim da crise do coronavírus, e disse ter ouvido do ministro da Economia, Paulo Guedes, que o pacote de medidas para mitigar os impactos econômicos da pandemia no país chegará a cerca de 800 bilhões de reais.
Em entrevista por telefone à Rede TV, Bolsonaro disse ter conversado com Guedes nesta segunda sobre a situação econômica do país diante do coronavírus.
"Conversei com ele hoje. As medidas tomadas por ele podem chegar, somando tudo, a por volta de 800 bilhões de reais", disse Bolsonaro.
"O que ele expôs pra mim hoje é essa possibilidade de recuperar em um ano a economia é possível. Quando acabar a crise, mais um ano, voltamos ao estágio que estávamos em janeiro, isso é possível sim", acrescentou.
Bolsonaro destacou ainda que, ao ter conseguido aprovar no Congresso o decreto do estado de calamidade pública, não está faltando recursos para a saúde e para o combate ao desemprego.
Mais uma vez, o presidente criticou medidas de isolamento social tomadas por governadores e prefeitos. Segundo ele, é preciso se preocupar com os 38 milhões de trabalhadores informais no país, que têm sofrido as consequências das quarentenas.
O presidente afirmou ainda que a questão do emprego preocupa, ao destacar que o povo pede a ele para voltar a trabalhar.
"Não se pode impor quarentena maior do que já está", disse Bolsonaro, ao avaliar que a ajuda mensal de 600 reais para os informais aprovada pelo Congresso ajuda, mas não é suficiente.
Bolsonaro disse ainda que "quase todo mundo" vai pegar o vírus, mas o trabalho que tem sido feito é para evitar que todo mundo pegue ao mesmo tempo. Segundo ele, a curva de contaminação da enfermidade, no entanto, não pode ser esticada a ponto de o desemprego aumentar "de forma galopante".
"Pânico é uma doença", disse Bolsonaro. Para ele, os malefícios do clima de histeria são muito maiores do que o próprio vírus.
Segundo o presidente, quem tem recursos pode ficar em casa na quarentena, mas a maioria da população não pode ficar sem trabalhar, pois precisa garantir o sustento.
Numa defesa indireta do giro que fez na véspera por cidades do Distrito Federal, Bolsonaro afirmou que, se o coronavírus fosse algo "terrivelmente mortal" para ele, não teria ido para a rua.
O presidente disse que tem problemas com governadores e com o Congresso que não são de agora, mas elogiou o Congresso por estar fazendo a sua parte neste momento de crise e citou a aprovação nesta segunda pelo Senado da proposta que prevê o auxílio de 600 reais para os informais.
(Reportagem de Ricardo Brito)
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 Reuters

Trump diz que mais de 1 milhão de norte-americanos foram testados para coronavírus



Publicado em 31/03/2020 07:45

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira que mais de 1 milhão de norte-americanos foram testados para o Covid-19, e pediu às pessoas que continuem a seguir as medidas de distanciamento social até abril para impedir que o coronavírus se espalhe.
"Todos nós temos um papel a desempenhar na vitória desta guerra. Todos os cidadãos, famílias e empresas podem fazer a diferença na interrupção do vírus. Este é nosso dever patriótico compartilhado. Tempos desafiadores estão à frente nos próximos 30 dias, e serão 30 dias muito vitais", disse Trump a repórteres na Casa Branca.
Trump se referiu ao número de testes realizados nos EUA como um marco.
Ele disse também que os EUA começaram a adquirir equipamentos de proteção no mercado externo.
"Estamos recebendo isso de todo o mundo, e também estamos enviando coisas que nós não precisamos para outras partes", afirmou.
Trump disse que conversou com o primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, e que os EUA enviarão ao país europeu cerca de 100 milhões de dólares em equipamentos médicos que não são necessários nos EUA.
(Reportagem de Steve Holland, Daphne Psaledakis, Tim Ahmann e Jeff Mason)
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 Reuters

Isolamento é quebrado em El Salvador conforme multidões fazem fila por auxílio do governo



Publicado em 31/03/2020 07:41

Por Anastasia Moloney
BOGOTÁ (Thomson Reuters Foundation) - Policiais em El Salvador utilizaram spray de pimenta para dispersar uma multidão de pessoas que buscava subsídios do governo para sobreviver à pandemia do coronavírus, atraindo críticas sobre a maneira como o auxílio financeiro está sendo distribuído. 
Em longas filas se estendendo pelas ruas, milhares de pessoas esperavam lado a lado na capital do país, San Salvador, desobedecendo as ordens do governo para ficar em casa e ajudar a impedir a propagação do vírus. 
O governo do presidente Nayib Bukele prometeu dar 300 dólares a cerca de 1,5 milhão de famílias que trabalham na economia informal, como empregados domésticos ou camelôs que não têm seguridade financeira.
O país da América Central com população de sete milhões pessoas está em quarentena total de 30 dias desde o dia 21 de março para combater a pandemia. 
Mantidos em casa, trabalhadores que dependem de seus ganhos diários para comprar comida e pagar aluguel disseram que não tinham opção. 
"Não temos nada para comer", disse Maria del Carmen Zepeda, uma vendedora de rua que estava junto de uma aglomeração de pessoas ao lado de fora de um prédio do governo esperando conseguir a verba de auxílio. 
"Eu não tenho um telefone. Eu não tenho nada", disse ela à imprensa local enquanto tentava segurar as lágrimas.
Foram registrados 30 casos de coronavírus em El Salvador, de acordo com dados do governo.
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 Reuters

Inflação na zona do euro começa a desacelerar com medidas contra coronavírus



Publicado em 31/03/2020 07:39

BRUXELAS/FRANKFURT (Reuters) - A inflação na zona do euro desacelerou com força este mês com a queda nos preços do petróleo, sinalizando o início de uma possível espiral desinflacionária uma vez que as contenções em resposta ao coronavírus provocam um dramático enfraquecimento da atividade econômica.
A inflação nos 19 países que usam o euro caiu a 0,7% de 1,2% em fevereiro sobre o ano anterior, informou a Eurostat nesta terça-feira, abaixo da expectativa de 0,8%.
Mas o dado, que muitos economistas preveem que vai cair a território negativo antes do meio do ano, também mascara tendências opostas que podem preocupar as famílias: preços dos alimentos muito mais altos e queda nos custos de energia.
Com o petróleo tipo Brent recuando dois terços desde o início do ano devido à guerra de preços entre Rússia e Arábia Saudita, os custos da energia caíram mais de 4% na comparação com o ano anterior.
Mas a inflação dos alimentos acelerou a 3,5% de 2,6%, ampliando a alta que deve ser agravada pelas medidas de contenção que podem dificultar que os alimentos cheguem ao consumidor.
Em um provável sinal de problemas mais profundos, o núcleo da inflação também caiu. A medida que exclui alimentos e energia teve alta de 1,2% em termos anuais, como esperado, de 1,3% em fevereiro.
(Reportagem de Jan Strupczewski e Balazs Koranyi)
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 Reuters

Atividade industrial da China tem expansão inesperada em março, mas recuperação ainda não é garantida



Publicado em 31/03/2020 07:38

PEQUIM (Reuters) - A atividade industrial da China expandiu inesperadamente em março após um colapso no mês anterior, mas analistas alertam que uma recuperação durável no curto prazo está longe de ser garantida já que a crise do coronavírus afeta a demanda externa e ameaça a economia.
O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) oficial da China subiu para 52 em março ante a mínima recorde de 35,7 em fevereiro, informou nesta terça-feira a Agência Nacional de Estatísticas, acima da marca de 50 que separa crescimento de contração.
Analistas consultados pela Reuters esperavam uma leitura de 45,0 em março.
A agência atribuiu a recuperação inesperada no PMI à base de comparação muito baixa em fevereiro e alertou que a leitura não sinaliza uma estabilização da atividade econômica.
Essa visão foi ecoada por muitos analistas, que alertam para mais um período de dificuldades para as empresas e a economia da China devido à disseminação do vírus em todo o mundo e às medidas de contenção que estão sendo adotadas.
"Isso não significa que a produção está agora de volta à sua tendência anterior ao vírus, apenas sugere que a atividade econômica melhorou modestamente em relação à fraca leitura de fevereiro, mas permanece bem abaixo dos níveis anteriores ao vírus", disse Julian Evans-Pritchard, economista sênior da Capital Economics, em nota a clientes.
Economistas já preveem uma forte contração do Produto Interno Bruto da China no primeiro trimestre, com alguns esperando uma queda no ano de 9% ou mais --a primeira contração do tipo em três décadas.
O subíndice de produção acelerou a 54,1 em março de 27,8, mas nas novas encomendas de exportação ainda contraíram, embora tenham subido a 46,4 de 28,7 em fevereiro.
O setor de serviços, que responde por 60% do PIB da China, também registrou expansão da atividade, com o PMI oficial indo a 52,3 de 29,6 em fevereiro, mostrou outra pesquisa da agência.
(Reportagem de Stella Qiu, Lusha Zhang e Ryan Woo)
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 Reuters