Publicado em 25/06/2018 10:47 e atualizado em 25/06/2018 12:38
Cenário preocupa produtores e é decorrente do impasse sobre o tabelamento do frete. Quadro também afeta a comercialização da safra no estado. Silos estão cheios com a soja e não há espaço para a armazenagem da safrinha de milho. Comercialização futura da soja também registra um atraso de 50% em relação ao mesmo período do ano passado.
José Eduardo F. Sismeiro - Vice-Presidente Aprosoja PRPodcast
Entrevista com José Eduardo F. Sismeiro - Vice-Presidente Aprosoja PR sobre a Comercialização da safra atrasada
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No estado do Paraná, os produtores rurais estão preocupados com os atrasos na entrega dos fertilizantes para a safra de verão 2018/19 que chegam a 40% devido aos impasses com o tabelamento de preços mínimos para os fretes. Diante desse cenário, a comercialização da safra atual também segue travada.
De acordo com o vice-presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado do Paraná (Aprosoja/PR), José Eduardo F. Sismeiro, são os agricultores que estão pagando pelo os novos preços mínimos para os fretes e com isso os custos de produção aumentaram. “Nós não concordamos, pois já temos uma margem muito pequena de lucro. É preciso dizer que não somos contra os caminhoneiros, mas que o observamos é que as transportadoras é que estão ficando com os custos dos fretes”, afirma.
Cerca de 20 dias atrás, os produtores rurais não conseguiram fechar novos contratos futuros em função da alta do dólar e da indefinição para os preços dos fretes. “Hoje, nós estamos com um dólar um pouco mais baixo e com a Bolsa de Chicago em queda com US$ 9,00 por bushel. Então, nós perdemos esse time de venda”, destaca.
Em relação à armazenagem, a liderança salienta que ainda não conseguiram escoar a safra da soja comercializada e que os navios atracados nos portos ainda precisam desembarcar os fertilizantes e embarcar da safra da soja. “O transporte é um elo muito importante da cadeia produtiva, por isso temos que encontrar uma maneira para que todos possam lucrar”, comenta.
Atualmente, a comercialização futura da safra está atrasada em 50% se comparada ao mesmo período da temporada passada no estado. “Eu acredito que boa parte dos produtores não fizeram o travamento dos preços neste ano”, finaliza.
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Por: Fernanda Custódio e Andressa Simão
Fonte: Notícias Agrícolas
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