Publicado em 04/09/2018 17:23 e atualizado em 04/09/2018 18:07
Com desaceleração da demanda Chinesa e a aproximação da colheita da safra americana, soja em Chicago tem poucos motivos para buscar novos patamares de preços
Mário Mariano Moraes Júnior - Analista da Novo Rumo CorretoraPodcast
Entrevista com Mário Mariano Moraes Júnior - Analista da Novo Rumo Corretora sobre o Fechamento de Mercado da Soja
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Nesta terça-feira (04), o dia foi neutro para as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT). O contrato novembro/18 fechou com alta de menos de 1 ponto.
Mário Mariano Moraes Júnior, analista de mercado da Novo Rumo Corretora, avalia que o cenário em Chicago está pautado pelas estimativas privadas que apontam uma safra de até 127 milhões de toneladas para os Estados Unidos, com uma produtividade de 53 bushels por acre.
Desta forma, qualquer outro fundamento estaria limitado por esse cenário expressivo. Além disso, há uma preocupação constante do governo norte-americano em recompensar o produtor e o exportador.
Diante da colheita chegando, a leitura para a demanda é limitada, já que os importadores chineses estão com dificuldade de revender o produto acabado.
Para o analista, não se pode esperar uma tendência altista para o mercado neste momento. A oferta global deve impedir um avanço na CBOT.
Também não há perspectiva de uma negociação entre China e Estados Unidos por agora. As indústrias e os comerciantes estão muito distantes uns dos outros neste momento, como avalia Moraes Júnior.
No Brasil, além da questão dos fretes, o clima ainda pode travar as negociações da safra nova, já que acredita-se que este possa atrapalhar o início do plantio.
Por: Aleksander Horta e Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas
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