sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Chuvas volumosas seguirão nos extremos do país; cenário muda no BR central apenas no final da próxima semana



Publicado em 11/01/2019 16:59 e atualizado em 11/01/2019 21:34


Os próximos dias ainda serão de chuvas mais volumosas e regulares nos extremos Norte e Sul do Brasil. Na maior parte do país, são previstas apenas pancadas rápidas de verão. O Brasil central deve ter melhor condição apenas em meados do final da próxima semana.
Naiane Araújo - Meteorologista do INMET

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Entrevista com Naiane Araújo - Meteorologista do INMET sobre o Previsão do Tempo
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Naiane Araújo, meterologista do Inmet, conversou com o Notícias Agrícolas nesta sexta-feira (11) e destacou a confirmação feita no início da semana, de que as chuvas iriam se concentrar no Rio Grande do Sul.
Por outro lado, as demais áreas da região Sul receberam menores volumes e chuvas mal distribuídas e passageiras, padrão que se manteve em grande parte do país. Já a região Norte também teve volumes mais significativos.
O Vórtice Ciclônico de Altos Níveis favorece chuvas no Nordeste, mas estas ficaram concentradas principalmente no Maranhão, em parte do Piauí e no Ceará, mas foram mal distribuídas.
Ao longo do dia de hoje, uma frente fria irá se deslocar pelo Rio Grande do Sul, tangenciar Santa Catarina e, logo em seguida, se deslocar para o mar, por conta de um sistema de alta pressão que impede o avanço das frentes frias.
O modelo estendido aponta a ocorrência de volumes mais significativos no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Norte do país até o dia 19. A área central ainda não deve ter volumes muito expressivos, o que pode mudar na semana seguinte.

ONS corta previsão e vê chuva bem abaixo da média nas hidrelétricas em janeiro

SÃO PAULO (Reuters) - O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) reduziu as projeções para chuvas na região das hidrelétricas do Sudeste e do Nordeste em janeiro, estimadas agora em níveis bem aquém da média histórica, ao mesmo tempo em que elevou a estimativa de demanda por energia no país no mês, segundo relatório nesta sexta-feira.
As precipitações foram estimadas em 73 por cento e 44 por cento da média nas duas regiões, respectivamente, ante expectativas de 83 por cento e 57 por cento na semana anterior. Sudeste e Nordeste concentram as usinas com a maior capacidade de armazenamento de água.
Operadores do mercado de energia já apontavam na semana passada que as chuvas vinham frustrando expectativas desde meados de dezembro, o que elevou preços no mercado de curto prazo de eletricidade e no mercado livre, onde grandes consumidores podem negociar contratos de suprimento diretamente com os fornecedores.
Com o novo cenário projetado pelo ONS, os preços de curto prazo, conhecidos como Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), tiveram novo salto no Sudeste e no Sul, de 20 por cento frente à semana anterior, segundo a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).
Em paralelo, o ONS ainda aumentou a previsão para a carga, que representa a soma do consumo de energia com as perdas na rede, e agora espera avanço em janeiro de 4,7 por cento na comparação anual, frente a 4 por cento na semana anterior.

Mudança no polo norte magnético força alteração sem precedentes em sistema de navegação

OSLO (Reuters) - Rápidas mudanças no polo norte magnético da Terra estão forçando pesquisadores a fazer uma atualização antecipada sem precedentes em um modelo que ajuda na navegação de navios, aviões e submarinos no Ártico, disseram cientistas.
Agulhas de bússolas apontam para o polo norte magnético, um ponto que se moveu da costa norte do Canadá um século atrás para o meio do Oceano Ártico e que está se dirigindo para a Rússia.
"Está se movendo cerca de 50 quilômetros por ano. Não se moveu muito entre 1900 e 1980, mas realmente acelerou nos últimos 40 anos", disse Ciaran Beggan, do Centro Britânico de Pesquisa Geológica em Edimburgo, nesta sexta-feira.
Uma atualização de cinco anos no Modelo Magnético Mundial deveria ocorrer em 2020, mas os militares dos Estados Unidos fizeram um pedido sem precedentes de revisão antecipada, disse Beggan. O centro coordena o modelo junto à Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA.
Beggan afirmou que o movimento do polo afeta a navegação, principalmente no Oceano Ártico ao norte do Canadá. A Organização dos Países do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e militares norte-americanos e britânicos estão entre os grupos que usam o modelo magnético, bem como a navegação civil.
As mudanças no polo são atribuídas por movimentos imprevisíveis do núcleo de ferro líquido da Terra. Uma atualização do modelo será liberada em 30 de janeiro, publicou a revista científica Nature.
"O fato do polo estar se movendo mais rápido torna essa região suscetível a grandes erros", disse Arnaud Chulliat, um geomagnetista da Universidade de Colorado Boulder, à Nature.
Beggan afirmou que as recentes mudanças no polo norte magnético passarão despercebidas pela maior parte das pessoas fora do Ártico.
Sistemas de navegação em carros ou celulares dependem de ondas de rádio de satélites para apontarem uma posição sobre a superfície da Terra. Muitos celulares possuem bússolas para ajudar a orientar mapas ou jogos como Pokémon Go. Na maior parte dos lugares, a bússola vai apontar para locais ligeiramente errados, dentro da margem de erro dos modelos de cinco anos, disse Beggan.
"Não afeta realmente latitudes médias ou baixas", disse Beggan. "Não vai afetar realmente qualquer um dirigindo um carro."
Por: Jhonatas Simião e Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas

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