Publicado em 09/01/2019 17:25 e atualizado em 09/01/2019 18:44
Com consenso entre chineses e americanos, CBOT pode retomar patamar dos US$ 10,00. No Brasil, atenção total aos prêmios, ao câmbio e à estratégia de comercialização para que o produtor possa garantir suas margens de rendimento.
Marlos Correa - Analista Insoy CommoditiesPodcast
Entrevista com Marlos Correa - Analista Insoy Commodities sobre o Fechamento de Mercado da Soja
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Nesta quarta-feira (09), os preços da soja voltaram a subir na Bolsa de Chicago (CBOT) depois de um leve ajuste na sessão anterior. As altas devem ser de pouco mais de cinco pontos nos principais vencimentos ao final da sessão.
Marlos Correa, analista de mercado da Insoy Commodities, destaca, entretanto, um dos principais problemas que têm afetado o mercado neste momento: a safra na América do Sul - mais especificamente, no oeste do Paraná, onde o analista está localizado.
Cerca de 30% a 40% da soja plantada nessa região foi plantada de forma precoce. A colheita foi antecipada porque, em alguns casos, a soja "morreu" no período inicial de enchimento. Há relatos de rendimentos de 10 a 20 sacas por hectare, o que não paga a colheita.
Contudo, 60% da área está em enchimento de grãos. O nível hídrico ainda não foi generalizado mas, em contrapartida, as temperaturas altas continuam. É preciso que as chuvas sejam um pouco mais assertivas. Ainda assim, Correa aposta que a safra brasileira deve ficar acima dos 119 milhões de toneladas.
Na questão internacional, China e Estados Unidos parecem estar em um cenário favorável para as negociações, trazendo tranquilidade para o mercado. A cotação do dólar, por sua vez, está menos agressiva.
Com a entrada da China enquanto compradora, o mercado ainda tem forças para crescer na CBOT e pode voltar a atingir o patamar dos US$10/bushel caso o cenário descrito continue.
Por: Carla Mendes e Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas
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