domingo, 2 de agosto de 2015

Alto custo da energia elétrica muda rotina de agricultores em Minas Gerais

Edição do dia 02/08/2015 02/08/2015 08h45 - Atualizado em 02/08/2015 08h45 Alto custo da energia elétrica muda rotina de agricultores em Minas Gerais Culturas que consomem mais água foram substituídas para diminuir gastos. Produtores estão pagando em média 56% a mais pela energia, diz Cemig. Leandro Moreira Iraí de Minas, MG GLOBO RURAL Os pivôs de irrigação estão trabalhando menos em Minas Gerais. Culturas que exigem mais água foram substituídas. O aumento da energia elétrica forçou os agricultores a mudar a rotina das propriedades. Uma realidade que preocupa também quem lida com leite. Em uma fazenda em Monte Alegre de Minas, no Triângulo Mineiro, a ordenha é mecanizada e dois motores ficam ligados o tempo inteiro para que o leite resfriado permaneça na temperatura ideal. Os ventiladores também funcionam sem parar. Do lado de fora, mais gastos com a plantação irrigada. Manter esses sistemas funcionando têm pesado no bolso do produtor. “A gente fica retraído e com medo de fazer um investimento maior. Então, certamente vamos ter uma lavoura, vamos plantar novamente, mas com um nível tecnológico um pouquinho menor”, avalia João Carlos Semenzini, agricultor. Em outra propriedade em Iraí de Minas, a irrigação também virou dor de cabeça para o produtor. Segundo a Companhia de Energia Elétrica de Minas Gerais, a Cemig, desde o início o ano os produtores rurais estão pagando em média 56,50% a mais. Esse cenário obrigou o agricultor Matias Michels a repensar o planejamento da fazenda. Onde tem milho deveria ter feijão. “Por causa do alto custo da energia nós optamos por plantar milho em cima de milho. Apesar de não ser recomendado agronomicamente, nós fixemos isso para baixar o custo da fazenda. Então, essa lavoura de milho, nós praticamente não irrigamos. Ele foi plantado em fevereiro, enquanto que o feijão eu só posso plantar a partir do mês de março, justamente onde o clima fica mais seco e exige mais irrigação”, explica o agricultor. O feijão é a principal cultura irrigada na fazenda, mas teve a área reduzida em 75%. Além do milho, ganham espaço na propriedade o trigo e a ervilha, que precisam de menos água, mas têm um rendimento menor. “Comparando a cultura de feijão em condições normais, com a do milho e a ervilha, temos uma perda de faturamento em torno de 50%. Vamos esperar o país entrar na normalidade de novo, para voltar a produzir, porque na condição que está hoje está impossibilitando da gente produzir em área irrigada”, diz o agricultor. tópicos: Cemig, Economia, Iraí de Minas, Minas Gerais, Monte Alegre de Minas

Falta lugar para guardar o milho segunda safra no Mato Grosso

Edição do dia 02/08/2015 02/08/2015 08h45 - Atualizado em 02/08/2015 08h45 Falta lugar para guardar o milho segunda safra no Mato Grosso Necessidade de armazenagem do estado seria em torno de 25 milhões de toneladas, segundo associação de produtores de soja e milho do estado. Luiz Patroni Nova Mutum, MT GLOBO RURAL
O tempo aberto nunca foi tão bem vindo para o agricultor Claudecir Cenedese. Ele não quer saber de chuva pelos próximos dias na fazenda em Nova Mutum, Mato Grosso. O motivo é quantidade de milho exposto na fazenda. “É difícil e preocupante. Deitamos na cama, mas não dormimos, por conta da preocupação de molhar o milho. É uma situação delicada”,afirma. A falta de sono começou quando o silo e o armazém da propriedade ficaram completamente lotados. Esta é a primeira vez que o agricultor enfrenta este tipo de situação e a montanha de milho vai permanecer a céu aberto por pelo mais duas semanas. Apesar de já ter vendido 90% da produção, Claudecir não fechou nenhum contrato com entrega imediata. “Tentei na hora de vender, mas a retirada é só a partir de 15 agosto. A colheita chegou e está ai essa situação”, conta. Os agricultores enfrentaram complicações durante o primeiro semestre, principalmente no escoamento da soja, o que atrasou todo o calendário da colheita de agora. Em uma cooperativa em Sorriso, a soja colhida no primeiro semestre ainda ocupa 60% da estrutura de armazenagem e pelo menos 10 mil toneladas de milho foram parar no chão. “A gente fez uma programação de embarque de milho em junho, julho, em torno de 50% do que foi colhido, e devido ao atraso lá atrás, que começou com a greve dos caminhoneiros e acabou tendo problema em ferrovia, em porto, a gente não conseguiu embarcar nada. Então vem embolando os problemas e a gente ficou com o milho todo ai estocado”, diz Anderson Oro, diretor da cooperativa. tópicos: Economia, Mato Grosso, Nova Mutum

sábado, 1 de agosto de 2015

Empresários e produtores rurais poderão tirar dúvidas sobre FCO em workshop no dia 5 de agosto

WORKSHOP DO AGRONEGÓCIO | Sábado, 1 de Agosto de 2015 - 13:07 Empresários e produtores rurais poderão tirar dúvidas sobre FCO em workshop no dia 5 de agosto Em Mato Grosso do Sul, somente no primeiro semestre de 2015 já foram aprovados quase R$ 1 bilhão (R$ 950 milhões) em projetos financiáveis pelo FCO POR: ASSESSORIA
Empresários e produtores rurais de Mato Grosso do Sul estão convidados a participar, no dia 5 de agosto, do Workshop sobre linhas de financiamento promovido pela Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco) e o Governo do Estado – por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico (Semade). O evento acontece no Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo das 18h às 22h e contará com a presença de técnicos da Sudeco, da Semade e das instituições financeiras que atuam na liberação de recursos aos setores empresarial e rural no Estado, em especial o Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO). Em Mato Grosso do Sul, somente no primeiro semestre de 2015 já foram aprovados quase R$ 1 bilhão (R$ 950 milhões) em projetos financiáveis pelo FCO. A meta, segundo o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico, Jaime Elias Verruck, é de utilizar integralmente o montante destinado a Mato Grosso do Sul para este ano – R$ 1 bilhão e 386 milhões para as áreas empresarial e rural. “A realização desse workshop é fundamental para que mais investimentos sejam aprovados para o nosso Estado. Enquanto na área rural nós temos uma demanda represada, no valor de R$ 100 milhões, entre os projetos empresariais temos cerca de R$ 90 milhões que ainda não foram utilizados. Podemos, dependendo da situação, transferir valores da área empresarial para a rural, ou mesmo solicitarmos uma antecipação do recurso para 2016, mas a intenção é fazer com que cada segmento atinja o teto que foi estabelecido para este ano”, disse Jaime Verruck. Para ampliar a demanda de projetos para o FCO, a Semade, em parceria com a Sudeco, também estão promovendo palestras no interior do Estado com orientações aos setores do comércio, indústria e serviços sobre como pleitear os recursos provenientes do Fundo. A primeira ação nesse sentido ocorreu na edição inicial da Rota do Desenvolvimento, no município de Nova Andradina, realizada de 21 a 23 de julho. Workshop O Workshop sobre linhas de financiamento é voltado a produtores rurais, cooperativas, associações, pessoas jurídicas de direito privado que se dedicam à atividade produtiva nos setores industrial, agroindustrial, mineral, de infraestrutura econômica, turístico, comercial, serviços, cultural, ciência, tecnologia e inovação. O objetivo do encontro é divulgar os produtos e serviços das instituições financeiras - Banco do Brasil, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Caixa Econômica Federal (CEF), BRDE e Sicredi – que atuam em Mato Grosso do Sul e que podem contribuir para o fomento de atividades produtivas e promover o desenvolvimento regional. De acordo com superintendente da Sudeco, Cleber Ávila, "o evento é uma oportunidade para que empresas e produtores rurais conheçam as alternativas de financiamento com as melhores condições que se adequam as suas necessidades, além de ter contato direto com os representantes dos bancos para tirarem dúvidas". O Workshop é uma iniciativa do Comitê Regional das Instituições Financeiras (Criff), da Sudeco, já foi realizado em Cuiabá e ainda ocorrerá em Goiânia (GO) e em Brasília (DF) nos meses de agosto e setembro. Confira abaixo a programação: Workshop sobre linhas de financiamento para empresas e produtores rurais 18h45 Recepção dos convidados. Entrega de Material lnstitucional e Coquetel de abertura 19h30 Abertura Oficial do Evento (Sudeco e Governo do Estado) 20h00 Apresentação sobre linhas do ?nanciamento para empresas e produtores rurais (Instituições Financeiras) 21h30 Esclarecimento do dúvidas (lnstituições Financeiras) 21h50 Encerramento (Sudeco e Governo Estadual) SERVIÇO Workshop sobre linhas de financiamento para empresas e produtores rurais Data: 5 de agosto Horário: das 18h às 22h Local: Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo

01/08/2015 - 20:10

Brasil deve perder 1 milhão de postos de trabalho em 2015, prevê estudo Agência Brasil Com 345 mil postos formais de trabalho extintos nos seis primeiros meses do ano, a economia brasileira deve acelerar a diminuição de empregos no segundo semestre. Segundo estudo do Conselho Federal de Economia (Cofecon) divulgado nesta semana, o país deve encerrar o ano com 1 milhão de vagas com carteira assinada a menos. Com base no estudo, a entidade recomenda ações de longo prazo para reativar o mercado de trabalho. Para a entidade, os sucessivos reajustes da taxa Selic, juros básicos da economia, estão provocando impacto direto sobre a geração de empregos nos últimos anos. Nos últimos 12 meses, o efeito intensificou-se, resultando na extinção de postos de trabalho. De acordo com o levantamento, o início do ciclo de elevação dos juros básicos, em abril de 2013, coincidiu com a redução da geração de empregos, conforme as estatísticas do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgadas pelo Ministério do Trabalho. Naquela época, a Selic estava em 7,25% ao ano, no menor nível da história, e passou a ser reajustada com alguns intervalos de estabilidade, desde então. A partir do segundo semestre do ano passado, quando o país passou a fechar mais postos de trabalho do que criou, a situação agravou-se. Na época, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) segurou a taxa básica, deixando para aumentar a Selic somente após o segundo turno das eleições presidenciais. De lá para cá, foram sete aumentos consecutivos, que elevaram a Selic para 14,25% ao ano, no maior nível desde outubro de 2006. No segundo semestre do ano passado, o país fechou 176 mil postos de trabalho com carteira assinada. Nos seis primeiros meses deste ano, o fechamento aumentou para 345 mil vagas. Para o Cofecon, a maior extinção de emprego indica que o reajuste da taxa Selic foi maior que o ideal, passando a sufocar a economia. “Os ajustes de curto prazo da política econômica têm tido reflexo direto nas condições de vida de grande parte da população, concomitante à ausência de um projeto que contemple políticas capazes de pavimentar uma trajetória sustentada de crescimento”, destacou o Cofecon em nota. Para a entidade, a redução da taxa Selic representa apenas uma parte do processo para revigorar o mercado de trabalho. Entre as outras medidas defendidas pelo Conselho Federal de Economia estão investimentos em infraestrutura, com destaque para a retomada do programa de concessões; simplificação tributária; redução da burocracia; condições favoráveis de crédito a setores que sejam grandes geradores de emprego; além de incentivos à ciência, tecnologia e inovação. O Cofecon também defende o aumento da competição entre os bancos, com a adoção de medidas que reduzam o spread bancário – diferença entre as taxas pelas quais as instituições captam recursos e as taxas com que emprestam ao consumidor. O indicador é considerado a principal fonte de lucro dos bancos. “É recomendável a adoção de medidas que reduzam o spread bancário e estimulem a concorrência no setor, na medida em que causa espécie o aumento dos lucros dos bancos em meio à gravidade da atual crise”, destaca o comunicado da entidade.

01/08/2015 - 15:33

Brasil está acima da média nas compras online via smartphones, mostra pesquisa Agência Brasil Com cada vez mais utilidades e aplicativos, os celulares do tipo smartphone têm sido sido uma alternativa também para fazer compras online. É o que mostra uma pesquisa divulgada pelo site de compras coletivas Groupon. De acordo com o levantamento, que ouviu 6 mil pessoas no Brasil, Argentina, Chile, Colômbia e México, a média de compras online por dispositivos móveis nesses cinco países em conjunto é de 15,6%. Individualmente, o Brasil está acima da média e tem a maior proporção de compras por celular entre os países avaliados. O índice de compras feitas por smartphone entre os entrevistados brasileiros é 20,6%. No México, que ocupa o segundo lugar, a frequência das compras online pelo celular fica em 19,7%. Na Colômbia, é 17,2% e no Chile, 12,8%. A Argentina registrou o menor índice: 8%. Mesmo se tornando populares, as compras por smartphone ainda perdem para as transações via computador pessoal. A média das compras por computador nos cinco países pesquisados é 78,7%. No Brasil, os usuários preferem o computador em 73,8% das ocasiões. O país fica atrás da Argentina, com 88,5% e do Chile, com 82,7%. Mas à frente de Colômbia, com 77,2% e México, com 71,4%. O especialista em segurança da informação João Gondim, professor do Departamento de Computação da Universidade de Brasília, considera natural que o celular tenha se tornado uma opção para as compras. No entanto, ele alerta para o fato de que a plataforma é menos segura que o computador. “Você tem uma profusão de aplicativos e grande parte não tem mecanismos de segurança. Não tenho notícia de fraude em compras de celular, mas de forma geral é uma exposição maior”, avalia. Para ele, a segurança menor tem relação com a difusão recente dos smartphones. "O computador acaba sendo um pouco mais seguro na medida em que tem uma série de práticas consolidadas. A maioria das pessoas vê um smartphone como um telefone”, comenta. Para ele, se o uso do celular para transações online de fato se consolidar, os aparelhos podem se tornar mais seguros. “É uma questão de maturidade dos aplicativos e como são incluídos nos aparelhos”, diz, ressaltando que o usuário também deve tomar cuidados. “Conheço pouquíssimas pessoas que têm antivírus no celular”, destaca. A pesquisa divulgada pelo Groupon trouxe ainda outras informações sobre os consumidores da internet. Segundo o estudo, no Brasil, o motivo para compras online citado com mais frequência foram os preços mais atrativos, para 76,6% dos entrevistados. Em segundo lugar, com 63,5%, ficaram a praticidade e a conveniência. Em terceiro (52,9%), a facilidade e, em quarto (44,7%), a possibilidade de encontrar todo tipo de produto. Variedade e segurança tiveram, respectivamente, 30,4% e 22% das menções. O levantamento mostrou também que os usuários estão se sentindo mais seguros para fazer compras online. No Brasil, um total de 37,8% se sente muito mais seguro do que há cinco anos, enquanto 39,45% se sentem um pouco mais seguros. Um percentual de 10,3% fazem de 71% a 80% de suas compras pela rede mundial de computadores. Só 2,4% fazem de 91% à totalidade de suas compras online. Por fim, 28,6% compram online uma vez por ano e 28,7% compram mensalmente.

01/08/2015 - 11:12

71 mil brasileiros concentram 22% de toda riqueza; veja dados da Receita G1 Que o Brasil é um país desigual estamos cansados de ouvir. Dados das declarações de imposto de renda divulgados neste mês pela Receita Federal ajudam a conhecer melhor a distribuição de renda e riqueza no país e mostram que menos de 1% dos contribuintes concentram cerca de 30% de toda a riqueza declarada em bens e ativos financeiros. De 2012 para 2013, o número de brasileiros com renda mensal superior a 160 salários mínimos (maior faixa da pirâmide social pelos critérios da Receita) caiu de 73.743 para 71.440. Esta pequena elite - que corresponde a 0,3% dos declarantes de IR - concentrou, em 2013, 14% da renda total e 21,7% da riqueza, totalizando rendimentos de R$ 298 bilhões e patrimônio de R$ 1,2 trilhão. Isso equivale a uma renda média individual anual de R$ 4,17 milhões e uma riqueza média de R$ 17 milhões por pessoa. (VEJA TABELA ABAIXO) Se adicionarmos a este grupo aqueles com renda mensal acima de 80 salários mínimos, chega-se a 208.158 brasileiros (0,8% dos contribuintes), que respondem sozinhos por 30% da riqueza total declarada à Receita. Receita libera pela 1ª vez tabelas com dados do IR Os pesquisadores do Ipea Sérgio Wulff Gobetti e Rodrigo Octávio Orair destacaram em artigo publicado na sexta-feira (31), no jornal "Valor Econômico", que os dados disponibilizados pela primeira vez pela Receita são um "presente à democracia" e mostram um avanço em termos de transparência. Para a produção de seu livro best-seller "O Capital Século XXI", o economista francês Thomas Piketty pediu acesso aos dados sobre a evolução da riqueza e imposto de renda no Brasil, mas não recebeu. Procurada pelo G1, a Receita Federal informou que a novidade é que, além do relatório anual padrão sobre as declarações de imposto de renda das pessoas físicas, foram disponibilizadas também as tabelas em Excel com os dados dos relatórios do ano calendário 2007 ao 2013, atendendo a um pedido de pesquisadores e visando aumentar a transparência da divulgação dos dados. Ainda não há previsão, no entanto, da data da divulgação dos dados referentes ao IR do ano calendário 2014. As tabelas da Receita mostram o número de declarantes distribuídos por 11 faixas de renda, além de informações como valores de rendimentos (isentos e tributáveis) recebidos e a soma do patrimônio declarado em cada uma das camadas da pirâmide social. É possível saber também o número de contribuintes que receberam dividendos e a distribuição dos declarantes por ocupação. Clique aqui para ir à pagina da Receita Federal Evolução do topo da pirâmide Apesar do número dos ocupantes do topo da pirâmide social ter recuado em 2013, os dados da Receita mostram que a riqueza concentrada por essa faixa de contribuintes tem se mantido relativamente estável nos últimos anos. Em 2007, eram 66.596 pessoas com renda mensal superior a 160 salários mínimos, concentrando 15,8% da renda total e 22,2% da riqueza declarada. Os dados revelam ainda que quem está nas camadas mais altas paga menos impostos, proporcionalmente à sua renda. Em 2013, do total de rendimentos da faixa que recebe acima de 160 salários mínimo, 35% foram tributados. Na faixa dos que recebem de 3 a 5 salários, por exemplo, mais de 90% da renda foi alvo de pagamento de imposto. "O Brasil possui uma carga tributária equivalente à média dos países da OCDE, por volta de 35% do PIB, mas tributa muito pouco a renda, principalmente dos mais ricos, e sobretaxa a produção e o consumo", afirmam os pesquisadores do Ipea. Medidas para corrigir distorções O Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) defende que a tributação sobre o lucro e o patrimônio é mais justa do que aquela que incide sobre o consumo e vendas e vem cobrando há anos uma maior desoneração das faixas dos contribuintes com menor renda. Em sua passagem pelo Brasil no final do ano passado, Piketty defendeu um imposto mais alto sobre heranças com instrumento para diminuir o abismo entre os mais ricos e mais pobres Brasil. Levantamento feito pelo G1 em janeiro apontou que a regulamentação do imposto sobre grandes fortunas tem apoio de pelo menos 59,8% dos deputados.

01/08/2015 - 08:45

Secretário quer lojas em estações do VLT: “O empresário terá lucro e ajudará o novo modal” Da Redação - Wesley Santiago
O Governo do Estado tem a intenção de transformar as estações do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) em pontos comerciais importantes para Cuiabá e Várzea Grande. A ideia é colocar lojas em estações do novo modal, fomentando assim a economia dos dois municípios: “O empresário terá lucro e ajudará o VLT”, explicou, em entrevista exclusiva ao Agro Olhar, o titular da Secretaria de Estado de Cidades (Secid), Eduardo Chiletto. O gestor da pasta ainda sugeriu a mudança de pontos políticos importantes que estão na capital mato-grossense. “No porto, teremos uma grande estação, mas só uma estação. Não queremos isso, nosso governo quer algo integrado com o bairro do Porto. Pensamos grande, é como se tivéssemos no aeroporto de Brasília, lá você anda no meio da loja. Pensamos neste modelo, com várias lojas nestes pontos onde o empresário terá lucro e ajudará o VLT”, explica Chiletto. O secretário ainda sugeriu mudanças: “Se a prefeitura saísse de onde está e mudasse para o Centro de Eventos da Acrimat, que é utilizado apenas uma vez por ano, traria um crescimento muito grande para a população. Integraria com o terminal do VLT, o empresário pegaria o trem no aeroporto, ia até a prefeitura, depois aos hotéis. O cara andaria de VLT o dia inteiro”. “Podíamos fazer uma PPP (Parceria Público Privada), criar um novo Centro Político Administrativo, e daria esta área existente para empresários, com a condição de que eles construíssem este novo local para os serviços públicos, onde o servidor teria condições de trabalhar de forma digna, com área de lazer, praça de alimentação. A maioria das secretarias está em péssimo estado”, acrescentou o titular da pasta. Chiletto também comentou que o projeto do VLT precisa ser revisto: “Hoje, não sabemos se o tamanho das estações está de acordo com a quantidade de público que irá passar ali. Não temos uma matriz de origem e destino atualizada para 2015. Além disto, precisamos de um estudo para saber como este trem será gerenciado. Precisamos formatar ele para 2016, integrar o novo modal com a cidade, já que ele traz incentivos para a região em que está”.