sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Governador Rollemberg pede apoio da Embrapa para parque tecnológico no DF

30/10/15 - 15:54 Em reunião nesta quarta-feira com a ministra Kátia Abreu (Agricultura, Pecuária e Abastecimento), o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, pediu apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para a implementação do parque tecnológico de Brasília, projeto que está sendo desenvolvido pelo Governo do Distrito Federal (GDF) e que conta com o apoio do Mapa e de outras entidades, como Sebrae e Ministério da Ciência e Tecnologia. De acordo com o governador, que foi recebido por Kátia Abreu no ministério, o parque de Brasília pretende reunir conhecimento em áreas de tecnologia da informação, agricultura tropical, biotecnologia e medicina tropical. Caberá à Embrapa desenvolver um centro internacional de tecnologia em agricultura tropical e biotecnologia, projeto que já está sendo desenhado pela empresa. “Precisamos do apoio do Mapa e da Embrapa para levarmos o projeto para frente, porque esse parque vai mudar a cara da cidade, não tenho dúvida de que Brasília tem essa vocação”, afirmou o governador durante reunião no Mapa. A ministra e o presidente da Embrapa, Maurício Lopes, colocaram a entidade à disposição e elogiaram o projeto do GDF. “Temos o maior interesse em ter esse centro especializado voltado para o agricultor e para o agronegócio. Será um símbolo internacional da prosperidade da maior agricultura tropical do planeta ”, afirmou a ministra. Rollemberg agradeceu ao apoio do Mapa e afirmou que universidades do Distrito Federal, como Universidade de Brasília e Universidade Católica de Brasília, também poderão participar. “Não tenho nenhuma dúvida de quem com a participação da Embrapa esse parque vai decolar. Fico muito agradecido e animado”, disse o governador. Kátia Abreu afirmou que o centro de agricultura tropical faz parte das ações previstas pela Aliança Nacional para Inovação Agropecuária - projeto em desenvolvimento pela Embrapa e pelo Mapa que vai impulsionar a pesquisa e a inovação no campo e atrair novas fontes de financiamento. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Lei do Leite: Sindilat garante responsabilidade de transportadores

30/10/15 - 15:47 O Sindicato da Indústria de Laticínios (Sindilat) obteve uma importante vitória, nesta quinta-feira (29/10), na construção do projeto de lei que trata da produção, comercialização e transporte de leite no Rio Grande do Sul. Na discussão, o Sindicato garantiu que havendo irregularidades, os estabelecimentos de processamento, os postos de refrigeração de leite e os transportadores responderão solidariamente às infrações previstas na lei. Segundo o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, essa inclusão é importante e fundamental para coibir infrações. Pelo texto anterior, os transportadores identificados em uma situação de irregular apenas seriam desclassificados pela empresa, e o Governo do Estado excluiria o mesmo da habilitação para o transporte, não sendo responsabilizados monetariamente se cometessem alguma infração. O debate ocorreu em reunião que definiu o texto do projeto e contou com representantes da Secretaria Estadual de Agricultura, IGL, Farsul, Fetag e Ministério Público Estadual. Segundo o coordenador do debate, deputado estadual Gabriel Souza, a nova redação será encaminhada na próxima terça-feira à Casa Civil. A expectativa é de que em 10 dias, o projeto final, que deverá se chamar Lei do Leite, seja apresentado à Assembleia Legislativa em regime de urgência, garantindo assim a votação no plenário ainda neste ano. Durante a reunião, o secretário estadual de Agricultura, Ernani Polo, parabenizou o grupo pela busca do ‘entendimento’ em conjunto na elaboração do projeto. “Estamos construindo uma legislação que é necessária, mas, o mais importante, é que será possível aplicá-la”, afirmou. Agrolink com informações de assessoria

Biodiesel é estratégico para o país, afirma Eduardo Braga

30/10/15 - 15:40 Na próxima quinta-feira (5), o ministro participará de reunião com os senadores da Comissão Especial do Desenvolvimento Nacional, os membros da FrenteBio e representantes da Ubrabio e da Anfavea O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, destacou nesta quinta-feira (29) abordou a importância da discussão do programa de biodiesel na matriz energética nacional no contexto da busca por fontes de energia mais sustentáveis. Braga participou de audiência pública da Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas (CMMC), requerida pelo presidente da comissão, senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE). “Nós não podemos deixar de discutir o programa de biodiesel brasileiro, que é extremamente importante para o país”. Segundo Braga, o Brasil possui vantagens comparativas extraordinárias em relação a outros países e não pode abrir mão de suas vocações macroeconômicas. “Na área de energia, geração de óleo e gás, etanol, na área de biodiesel, são indústrias de longo prazo em que o Brasil tem uma característica completamente diferente de outros países”, afirmou. O ministro afirmou ainda que a presença do etanol e biodiesel na matriz energética brasileira deve saltar de 4,1%, em 2014, para 18,3% em 2030, para atingir as metas de redução de emissões de gases de efeito estufa que o Brasil apresentará na Conferência do Clima das Nações Unidas, a COP 21, em dezembro deste ano em Paris. O deputado federal Evandro Gussi (PV-SP), presidente da Frente Parlamentar Mista do Biodiesel (FrenteBio), elogiou a Resolução do Conselho Nacional de Política Energética que autoriza o uso de 20% de biodiesel para frotas cativas e 30% para as máquinas agrícolas e ferrovias. “É uma conquista enorme e nós sabemos que isso vem da sensibilidade do ministro para a questão, mostrando que o país precisa avançar e encontrar novas rotas, e é isso que me dá segurança para que nós avancemos nessa pauta da previsibilidade para o programa de biodiesel, um programa fundamental para o Brasil”. Na próxima quinta-feira, Braga participará de reunião com os senadores da Comissão Especial do Desenvolvimento Nacional, os membros da FrenteBio e representantes da Ubrabio (União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene), da Anfavea e demais entidades do setor. “Nós queremos um diálogo para que o setor produtivo, o governo a indústria automobilística e todos os elos da cadeia possam planejar suas ações no médio prazo”, explicou do deputado Evandro Gussi. O senador Donizeti Nogueira (PT-TO), secretário geral da FrenteBio, também destacou a importância estratégica do biodiesel para o país, tanto na área econômica, quanto social e ambiental, e levantou a questão do bioquerosene para tornar a aviação mais sustentável. O deputado Sérgio Souza (PMDB-PR), vice-presidente da FrenteBio e relator da CMMC, apontou que, embora a questão da sustentabilidade ambiental seja um dos grandes desafios atuais, o Brasil já é exemplo em matriz energética limpa e pode avançar ainda mais. Na ocasião, o diretor superintendente da Ubrabio, Donizete Tokarski, destacou a sensibilidade do ministro Eduardo Braga para as pautas relacionadas à sustentabilidade do País e entregou ao ministro um documento com subsídios para a reunião que acontecerá na próxima semana, para discutir o aumento da mistura obrigatória de biodiesel no Brasil. Agrolink com informações de assessoria

Phibro lança campanha para aumento da produção de bezerros na Estação de Monta

30/10/15 - 15:24 O período de chuvas está chegando e, com ele, uma das mais importantes etapas da pecuária de cria: a Estação de Monta. Com o objetivo de contribuir para o produtor ter sucesso neste importante período, com produção do maior número de bezerros de qualidade e maior peso ao desmame, a Phibro Saúde Animal lança a Campanha de Cria, reforçando os diferenciais do melhorador de desempenho V-MAX®. “Antes de iniciar e conduzir as atividades reprodutivas na fazenda é preciso avaliar o rebanho e mensurar a condição de escore corporal dos animais, devendo ser colocado na estação, preferencialmente animais com bom escore. Isso ajuda a garantir a produtividade da próxima safra de animais”, ressalta Newton Teodoro, gerente de produtos de bovinos da Phibro. Outro ponto de destaque é que não basta ter apenas alta fertilidade. “Na estação de monta é desejável que a prenhez ocorra no início do período de reprodução. O objetivo é que o bezerro seja parido o mais cedo possível e possa chegar à desmama mais pesado que a média”, complementa Teodoro. A diferença de peso entre o bezerro nascido no início e fim da safra é expressiva. “Um bezerro concebido no início de estação de monta chega a pesar até 40 kg a mais que o bezerro de final de estação. Isso acontece pelo nascimento em uma época mais favorável, com ambiente com menos patógenos que causam diarreias e pneumonias. Além do que a vaca ingere capim de maior qualidade, produzindo mais leite para o bezerro”, explica Diego Palucci, consultor da Rehagro, que realizou experimento. Portanto, é importante que o pecuarista não apenas trace a estratégia reprodutiva, mas esteja atento também à saúde e principalmente a nutrição da vaca, tanto durante o período da estação de monta, como no período seco que antecede a estação para que os animais tenham uma boa parição e cheguem a estação com bom escore corporal. O melhorador de desempenho V-MAX® ajuda nesse trabalho. V-MAX® é um aditivo à base de virginiamicina, molécula que melhora a condição do trato digestivo a partir do aumento da absorção de nutrientes e consequente elevação da produtividade do gado de corte e leite, maximizando o desempenho e a qualidade dos bezerros. “V-MAX® melhora a condição corporal, a taxa de prenhez e o intervalo entre partos, além de contribuir decisivamente para o aumento do peso da desmama com cerca de 14 kg”, destaca o gerente de produtos de bovinos, Newton Teodoro. Palucci, da Rehagro, realizou pesquisa com vacas de cria e comprovou que as fêmeas apresentaram melhor desempenho com o uso do V-MAX®. “Fizemos testes em vacas em uma fazenda comercial, sendo que um grupo foi suplementado com sal mineral com V-MAX® e outro somente com sal mineral (sem V-MAX®). Após o fechamento da estação reprodutiva e da desmama dos bezerros, constatou-se que o grupo que foi suplementado com sal mineral com V-MAX® gerou aumento de 5% na taxa de prenhez final, sendo que no primeiro1/3 da estação, o lote com V-MAX® já apresentava cerca de 30% a mais de vacas com prenhez confirmada em relação ao lote sem. Por fim, o lote suplementado com V-MAX® também apresentou cerca de 14 kg a mais de peso dos bezerros à desmama. Ou seja: as vacas tratadas do V-MAX® emprenharam mais e também mais cedo e os bezerros foram desmamados mais pesados”. Agrolink com informações de assessoria Página gerada em: 30/10/2015 18:31:18 - (5 min) Notícias relacionadas

Classificação cancerígena da carne processada foi “mal interpretada”

30/10/15 - 14:58 “O estudo da Agência Internacional para Pesquisa sobre Câncer (IARC, na sigla em inglês) que classifica como 'cancerígena' a carne processada e a carne vermelha como 'provavelmente cancerígena', foi mal interpretado, mal contextualizado e avaliado de maneira incompleta”. A afirmação é do Conselho Latino-Americano de Proteína Animal (Colapa), que divulgou comunicado esclarecendo o estudo da entidade ligada à Organização Mundial de Saúde (OMS). De acordo com a Colapa, “é importante que o valioso trabalho de organizações como a OMS e a IARC seja sempre acompanhado pelo contexto adequado e que forneça informações científicas adicionais, que permitam uma leitura objetiva dos resultados”. A entidade garante que o consumo de carne vermelha e de carne processada, como parte de uma dieta equilibrada e de um estilo de vida saudável, “traz benefícios importantes para a nutrição humana e para o desenvolvimento social. Tais produtos contêm proteína de alta qualidade, vitaminas, minerais e ácidos graxos, todos benéficos para a saúde”. Segundo a Colapa, “as informações publicadas em alguns meios de comunicação sobre o relatório da IARC da OMS não considera o estudo ou orientações da própria Agência, já que o consumo de carne, como de toda proteína animal, em quantidades adequadas, sem excesso, é benéfico para a saúde”. No relatório, o Dr. Kurt Straif, chefe do Programa de Monografias IARC, afirma que “para um indivíduo, o risco de desenvolver câncer colorretal para o seu consumo de carne processada ainda é pequeno, mas esse risco aumenta com a quantidade de carne consumida”. O Dr. Christopher Wild, diretor da IARC, vai no mesmo sentido e justifica qual deve ser o significado do estudo, que não é estabelecer uma relação causal direta entre o consumo de carne vermelha e o surgimento de câncer. “Ao mesmo tempo, a carne vermelha tem valor nutricional. Portanto, estes resultados são importantes para permitir que governos e agências reguladoras internacionais realizem avaliações de risco, a fim de equilibrar os riscos e os benefícios do consumo de carne vermelha e de carne processada, e para fornecer as melhores recomendações dietéticas possíveis”, explica Wild. Para exemplificar, a Colapa compara com a “luz solar”, que é um exemplo de “agente com capacidade de causar câncer e, portanto, é classificada como cancerígena na classificação do Grupo 1, como salsichas. Exposição excessiva ao sol pode ser prejudicial. Já a exposição solar adequada é essencial para a saúde humana, por exemplo, para a produção de vitamina D”. Quanto à carne vermelha, o mesmo relatório assinala que “o Grupo de Trabalho concluiu que não há evidência limitada para a carcinogenicidade do consumo de carne vermelha em seres humanos”. A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO, em sua sigla em Inglês) sustenta que as carnes vermelhas “fornecem proteína de alto valor biológico e rica em nutrientes, além de prover todos os aminoácidos essenciais às necessidades humanas e contribuir para o bem-estar dos músculos e ossos, sendo necessária para o crescimento e para a reparação de tecidos e órgãos e ajudando o transporte de oxigênio e nutrientes para a corrente sanguínea”. Segundo comunicado da Colapa, “o câncer é uma doença complexa. Portanto, as reivindicações em certos meios de comunicação sobre a possibilidade de que um alimento é a única causa ou a causa direta para a geração de uma doença como o câncer são incompletas e não colocam em contexto o estudo publicado pela IARC”. Agrolink Autor: Leonardo Gottems

Massey Ferguson anuncia novo Diretor de Vendas

30/10/15 - 14:41 A Massey Ferguson – sinônimo de pioneirismo e modernidade na fabricação de máquinas agrícolas – anuncia a contratação de Rodrigo Junqueira para o cargo de Diretor de Vendas da marca. Com base em Canoas (RS), o novo executivo será responsável pelas estratégias e políticas comerciais da Massey Ferguson no Brasil. O novo diretor também atuará como principal representante da marca junto aos concessionários. “A Massey Ferguson é líder no mercado há mais de 50 anos e, junto com a rede de concessionários, pretendemos continuar nossa relação de proximidade com os clientes, entendendo seus desafios e necessidades, para assim ofertarmos as melhores soluções para o desenvolvimento de seu negócio”, afirma Junqueira. O executivo possui mais de 20 anos de experiência na área comercial em multinacionais do agronegócio. Ocupou cargos de liderança, como Gerente de Marketing e Diretor de Vendas da DuPont e Diretor de Vendas na John Deere, sendo responsável pela estratégia comercial voltada para peças e equipamentos. Com graduação em Engenharia Agrícola pela USP, Rodrigo Junqueira possui MBA em Marketing pela ESPM, formação no Programa de Desenvolvimento de Executivos da Fundação Dom Cabral e Kellog Scholl of Management. Carlito Eckert, que ocupou o cargo por 13 anos, segue na diretoria da AGCO, com foco em promover ações para o crescimento do negócio de colheitadeiras das marcas do grupo no Brasil. Agrolink com informações de assessoria

Soja: tecnologia e planejamento são diferenciais para produtividade do grão

30/10/15 - 13:52 Produtividade e rentabilidade de soja acima da média nacional é resultado que leva tempo, dedicação e principalmente o uso planejado e racional de tecnologias sustentáveis. Isso é o que tem de sobra na Fazenda Palmeira, em Ponta Grossa (PR) da família Hilgenberg. Em 2015, o produtor e engenheiro agrônomo Alisson Alceu Hilgenberg, de Ponta Grossa (PR), foi o vencedor nacional da sétima edição do Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja, premiação promovida pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB) para reconhecer campeões de produtividade. Hilgenberg e o pai, Vilson, produziram na safra 2014/ 2015, 141,79 sacas por hectare na área do concurso, enquanto a média nacional é de aproximadamente 50 sacas por hectare. Outro campeão de produtividade é o produtor e agrônomo, Arthur Exley Edwards, de Ponta Porã (MS) que atingiu na safra passada 127,17 sacas por hectare. Para o chefe-geral da Embrapa Soja, José Renato Bouças Farias, que recebeu o Prêmio em nome dos Hilgenberb, o que diferencia os campeões de produtividade é que eles são exemplos de planejamento e de adoção de práticas sustentáveis. "Esses produtores estão fazendo bem feito o que precisa ser feito. Eles adotam as tecnologias disponíveis, produzem muito bem e estão focados na rentabilidade do sistema produtivo", ressalta. A história de sucesso da família Hilgenberg começou em 1979, quando recém-formado no curso de técnico agrícola, Vilson Hilgenberg, decidiu introduzir na fazenda da família um sistema de produção diferente na propriedade: o plantio direto na palha. "Há 32 anos adotamos o plantio direto e a rotação de culturas, o que traz muitos benefícios em todo processo produtivo", diz Alisson Hilgenberg. O sistema de produção com a utilização de plantio direto na palha se sustenta com a rotação de culturas. Por isso, os Hilgenberg cultivam no verão a soja (por duas safras) intercalando com milho e feijão. No inverno, a opção tem sido o cultivo da aveia preta. "A aveia faz uma boa cobertura do solo, além de auxiliar na estruturação do solo com proteção física, aumento da matéria orgânica e consequente manutenção de umidade e proteção contra o sol", diz. "Além disso, com a rotação de culturas conseguimos trabalhar a descompactação do solo". Além da adoção continuada do plantio direto na área, Hilgenberg entende que outro marco no histórico produtivo da fazenda começou em 2008, quando ele passou a utilizar a Agricultura de Precisão para refinar o uso de tecnologias. "Percebi que tínhamos picos de produtividade em alguns talhões da propriedade e precisava entender o que estava acontecendo" diz. "A partir do diagnóstico levantado foi possível corrigir os talhões que apresentavam deficiência de fertilidade e restringir a adubação onde não havia necessidade", relata. Para o agricultor, a utilização da Agricultura de Precisão foi importante para padronizar em níveis elevados e, de forma racional, a produtividade de toda área. "Por isso, vejo que usar tecnologia é sempre vantajoso, porque o custo de utilização se paga", diz. "No caso dos adubos, por exemplo, que é um item caro no custo de produção, ao identificar as áreas deficientes aplicamos precisamente onde há necessidade e evitamos desperdícios em áreas já produtivas", diz. A escolha de cultivares de soja leva em conta o potencial produtivo e o ciclo de desenvolvimento para permitir escalonamento no cultivo e na colheita. "Geralmente optamos por três cultivares com maturação diferentes para que o desenvolvimento seja gradativo e a colheita não fique toda concentrada em um único período", afirma. Outra prática adotada pelo agricultor é a utilização de tecnologia para aplicação de agrotóxicos. "Sempre buscamos fazer as pulverizações de agrotóxicos com maior eficiência e eficácia para usar os insumos de forma racional". Entre as tecnologias que compõe o sistema de produção da Fazenda Palmeira estão a utilização de tratamentos das sementes com fungicidas e aplicação de micronutrientes (Cobalto e Molibdênio) e zinco. "A inoculação é feita separadamente, no sulco, para preservar as bactérias", explica. Os Hilgenbeg também adotam o Manejo Integrado de Pragas, utilizando o monitoramento da área para identificar a presença de pragas e seguir os níveis de ação preconizados pela pesquisa antes de qualquer aplicação de inseticida. "Toda aplicação encarece o custo de produção, por isso, entendemos ser necessário fazer o uso racional dos inseticidas", diz. "Mesmo porque se aplicamos sem necessidade podemos estar selecionando pragas resistentes", explica. Com relação a doenças, Alisson tem uma estratégia diferenciada porque adota aplicações preventivas. "A ferrugem asiática, por exemplo, é muito agressiva para esperarmos a infecção da área. Por isso, optamos pela prevenção", diz. "Procuro estar atualizado sobre os produtos mais eficientes, por meio dos resultados gerados pela pesquisa, diz A Embrapa costuma ser fonte de consulta para o produtor quando há dúvidas, necessidade de tomar decisão ou buscar informação precisa e segura. "Buscamos informação sobre inovação na Embrapa, porque sabemos que não há interesse comercial como observamos nas empresas que comercializam produtos", enfatiza. De acordo com Luiz Nery Ribas, presidente do CESB, a tradição de plantio dos Hilgenberg retrata bem o trabalho realizado por grande parte dos vencedores do Desafio. "Não é de um dia para outro que um produtor consegue alcançar 100 sacas por hectare. Esse é um trabalho que leva anos para se desenvolver", comenta. "São necessárias dedicação e experimentação, mas também precisa haver a convergência de diversos fatores, como as boas condições climáticas, um excelente perfil do solo, o uso de cultivares que preenchem todos os requisitos para alta produtividade e os ajustes finos do sistema de produção." Fazenda Jaguarundy A fazenda Jaguarundy, em Ponta Porã (MS), é outro exemplo de sucesso em práticas inovadoras e sustentáveis. Tanto que na sétima edição do Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja a fazenda ficou em segundo lugar com produção de 127 sacas por hectare. Aproximadamente 40% da área da fazenda Jaguarundy, utiliza a cultivar convencional BRS 284, desenvolvida pela Embrapa. "Ela tem um potencial produtivo excelente, superior a qualquer transgênica que está no mercado", conta o engenheiro agrônomo e produtor Arthur Exley Edwards. A escolha de cultivares na fazenda Jaguarundy é realizada com base em critérios técnicos de competividade e dados gerados na própria fazenda. Isso porque antes de optar por qualquer cultivar de soja, Edwards testa em 3 hectares da fazenda o desempenho das cultivares de soja que poderão fazer parte de seu portfólio na safra seguinte. "A BRS 284, por sua alta produtividade, está novamente presente em 480 hectares da fazenda na safra 2015/2016", destaca. Além da produtividade comprovada, a BRS 284 ainda apresenta vantagens econômicas pela bonificação paga aos grãos convencionais pelo mercado europeu. "Na safra passada recebemos R$ 4 reais a mais por saca de soja da BRS 284", comemora. A escolha das variedades mais produtivas precisa ser respaldada no uso de uma série de tecnologias, conta Edwards. "Usar tecnologia é como um seguro: você investe mais a planta responde", diz. Na propriedade é realizada rotação de soja e milho no verão, sendo que 53% adota a safrinha de milho e no inverno planta aveia branca, milheto e crotalária. Com visão sistêmica há seis anos, Edwards conta que resolveu transformar os 2 mil hectares de pastagem da fazenda Jaguarundy em área agricultável. "O que a gente fez primeiro foi construir um bom perfil de solo", diz. "Fizemos investimento em calagem e gessagem, tanto que o solo está homogêneo até a 1 metro de profundidade. E agora fazemos a adubação de manutenção", explica. Como o solo da propriedade era desuniforme, Edwards fez o mapeamento da área e em cada 100 hectares dividiu em 33 partes de 3 hectares para fazer amostras de solo. Com a utilização de software que lê os resultados das amostras é possível elaborar um mapa com o nível dos nutrientes disponíveis. "Faço a aplicação utilizando taxa variável de aplicação para corrigir os nutrientes que estão faltando". Edwards destaca que não aplica Nitrogênio em cobertura, mas investe em inoculação da semente de soja com as bactérias Bradirizobium e conoinoculação com Azospirilum. "Fazemos também tratamento de sementes com inseticidas e fungicidas e produtos para enraizamento", destaca. Outra tecnologia utilizada pelo produtor é o plantio direto na palha, acompanhado de avaliação de compactação. "Se observamos que há resistência acima de 2kpa entramos com escarificação", destaca. Além disso, a propriedade conta com monitoramento constante. "Utilizamos o pano de batida, por exemplo, para conhecer os níveis de dano das pragas e aplicar inseticidas somente quando necessário", explica. "Também nos preocupamos em racionalizar o uso de fungicidas e herbicidas, por causa do custo de produção, mas também para evitar resistência das pragas". Lebna Landgraf (MTb 2903-PR) Embrapa Soja Embrapa Soja Autor: Lebna Landgraf