sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

China está comprando soja brasileira

ANÁLISE

China está comprando soja brasileira


Ao contrário de anos anteriores, quando demanda terminava em agosto
Por:  -Leonardo Gottems 
Publicado em 01/12/2017 às 13:25h.
As cotações da soja no interior do país e nos portos subiram entre 1,54% e 3,4% nesta quinta-feira (30.11), impulsionadas pelo avanço do Dólar norte-americano, que avançou 1% frente ao Real. “O outro 1% foi devido à boa demanda da China, que continua comprando do Brasil neste semestre, ao contrário dos anos anteriores, quando os embarques costumavam terminar em agosto e que impulsionou os prêmios no dia anterior”, informa a Consultoria Trigo & Farinhas. 
De acordo com o analista da T&F Luiz Fernando Pacheco, estas oportunidades são pontuais e ocorrem durante o dia, de modo que é preciso ficar atento para serem aproveitadas: “E também não é garantia de que esta tendência continuará a subir, uma vez que a maior parte dos analistas brasileiros acredita que a área plantada no Brasil será maior do que a do ano passado”.
Ainda outro fator que pode acrescentar pressão, de acordo com as previsões climáticas, é que as chuvas recentes poderão melhorar a produtividade. “Em que pese que não atinja os mesmos níveis do ano passado, que foi uma safra excepcional, mas as estimativas são de elevação em relação às iniciativas iniciais desta safra”, afirma Pacheco. 
“Com isto, é possível esperar uma safra maior para 2017/18. Problemas com La Niña poderão nem existir, segundo um meteorologista que afirmou que ‘não há mais tempo hábil para este fenômeno se formar’, o que garante uma boa produção brasileira. A expectativa é de uma produção ao redor de 114 milhões de toneladas, repetindo o recorde do ano passado”, diz o especialista.
“O avanço do plantio da soja no Brasil deve estar um pouco além dos 86% revelados no início da semana. Por outro lado, saiu nesta semana a obrigação de elevar para 10% o uso de biocombustíveis (a maior parte feito com soja, no Brasil), a partir de março de 2018, o que será um poderoso fator de alta a partir desta data”, conclui a T&F.

Nematoides podem ter controle biológico

SUSTENTABILDIADE

Nematoides podem ter controle biológico


Apenas na soja as perdas são estimadas em R$ 16,2 bilhões
Por:  -Leonardo Gottems 
Publicado em 01/12/2017 às 13:57h.
De acordo com levantamento da Sociedade Brasileira de Nematologia (SBN), anualmente o agronegócio nacional contabiliza prejuízos de R$ 35 bilhões com esse patógeno. Apenas na produção de soja, as perdas são estimadas em R$ 16,2 bilhões pelo órgão. Em função de sua crescente agressividade, os nematoides se transformaram em um verdadeiro desafio para os produtores brasileiros.
Um dos principais problemas para a soja é o Nematoide das lesões (Pratylenchus brachyurus), responsável por perdas de pelo menos 10% da safra, de acordo com dados da Embrapa. A Doutora em Agronomia e professora da Universidade de Passo Fundo Carolina Deuner explica que “esse nematoide causa muitos danos, pois desencadeia lesões nas raízes, que impedem que o sistema radicular da planta absorva água e nutrientes. Além disso, o fato de não termos cultivares de soja com resistência genética a nematoides dificulta o controle dessa praga”.
“Ainda não temos um controle químico eficiente e cultivares resistentes a essa doença, que tem uma distribuição geográfica ampla, parasitando várias culturas como soja, aveia, milho, milheto, girassol, cana-de-açúcar, algodão, amendoim e alguns adubos verdes”, lembra Deraldo Horn, gerente de marketing da Simbiose. 
De acordo com ele, formam o grupo mais perigoso para a agricultura, além do nematoide das lesões, as espécies formadoras de galha (Meloidogyne spp.), de cisto (Heterodera glycines) e reniforme (Rotylenchulus reniformis. 
“Com a tecnologia biológica conseguimos proteger o sistema radicular durante todo o ciclo da cultura impedindo que os nematoides ataquem o sistema radicular com isso evitamos a entrada de outras doenças radiculares. O NemaControl, formulado a partir da bactéria Bacillus amyloliquefaciens, foi o primeiro nematicida biológico produzido no Brasil”, lembra Horn. 
Ele explica que, quando o produto é inoculado na semente ou aplicado via sulco de plantio, o Bacillus amyloliquefaciens colonizaro sistema radicular da planta, alimentando-se dos exsudatos radiculares. Quando da ocorrência da colonização a bactéria sintetiza, ou seja, produz várias toxinas e antibióticos que serão liberados no solo formando uma capa protetora ao redor do sistema radicular da planta.
Os nematoides são guiados então quimicamente até a raiz através do reconhecimento químico dos exsudatos. Assim, em função do B. amyloliquefacies modificar as características químicas na região da rizosfera, os nematoides não conseguem reconhecer os exsudatos radiculares, inibindo assim a penetração dos nematoides nas raízes. Além disso, quando os antibióticos e toxinas produzidas pelo B. amyloliquefaciens entram em contato com os ovos de nematoides presentes próximos ao sistema radicular, esses penetram nos ovos, matando o embrião do nematoide.
“Os produtos biológicos são formulados por agentes de controle isolados na natureza, o que não agride o meio ambiente. Além disso, estas tecnologias para o controle de pragas possuem melhor relação custo/benefício quando comparados a alguns agrotóxicos convencionais, resultando em benefício financeiro para o produtor”, complementa.

Argentina já colheu mais de 30% da safra 2017/18 de trigo

Safra 2017/18

Argentina já colheu mais de 30% da safra 2017/18 de trigo


País vizinho está 2,5% a frente da temporada passada
Por:  -Leonardo Gottems 
Publicado em 01/12/2017 às 13:58h.
A Argentina mantém um bom ritmo de colheita, e na última semana ultrapassou a marca de 10% da atual safra de trigo. Com um acumulado de 31,4% do território já colhido os argentinos tem um volume total de 3.793.051 toneladas do cereal já a caminho dos armazéns, informa a Consultoria Trigo & Farinhas. 
No comparativo ano a ano, o país vizinho está 2,5% a frente da temporada passada. A média por hectare melhorou na última semana, conforme o esperado, e subiu de 1,84 kg/ha para 2,23 kg/ha, mas ainda não alcançou a média esperada. A Bolsa de Cereales de Buenos Aires ainda prevê uma colheita de 17 milhões de toneladas para esta safra.
Ainda de acordo com a T&F, algumas áreas já finalizaram ou estão próximas de a colheita como as regiões de NOA e NEA no norte da Argentina. Essas são algumas dos campos onde os rendimentos por hectare foram mais baixos com 1,02 kg/ha e 1,41 kg/ha respectivamente. As regiões do Núcleo Norte e Núcleo Sul os rendimentos chegaram a 4,50 kg/ha, ajudando na melhora da média por hectare do país. As regiões do sul ainda estão em fase de enchimento dos grãos.
SOJA
O relatório do Panorama Agrícola Semanal, divulgado nesta quinta-feira (30.11) pela Bolsa de Cereales de Buenos Aires, registrou que o avanço do plantio cobriu 47,9% dos 18,1 MHa projetados para esta safra, marcando um progresso semanal de 8,3 pontos porcentuais e refletindo um atraso anual de 3,5 pontos, devido à falta de umidade na superfície, no início do plantio, antes das recentes chuvas.
“As chuvas acumuladas nas horas que antecederam este relatório trouxeram alívio importante em plena janela de plantio. Se por um lado há regiões que ainda deverão ter mais precipitações, uma boa parte do centro da região agrícola recebeu precipitações entre moderadas e abundantes, destravando os plantios pendentes dos lotes de primeira e garantindo um bom início para a implantação de lotes de segunda”, aponta o analista Luiz Fernando Pacheco.


Como explicar a retração de 3% do setor que tirou o Brasil do buraco


PIB

Como explicar a retração de 3% do setor que tirou o Brasil do buraco


Setor agropecuário recuou em comparação ao trimestre anterior, mas mantém alta no acumulado de 12 meses
Por:  
Publicado em 01/12/2017 às 14:07h.
Após crescer 13,4% no primeiro trimestre, tirar o Brasil da recessão e ficar estável no segundo (0%), o setor agropecuário recuou 3% no terceiro período do ano, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (1º). Os números levam em comparação o trimestre anterior, e mostram crescimento da indústria (0,8%) e de serviços (0,6%).
Especialistas dizem que a queda do agro já era esperada devido ao período de entressafra. “No setor agrícola isso sempre vai acontecer, pois é uma época de comercialização. Isso não significa que uma ou outra cultura recuou. Esse PIB brasileiro do setor agropecuário poderia ter sido maior se não fosse essa variação de preço negativa em alguns produtos, como o milho”, afirma Alysson Paolinelli, ex-ministro da Agricultura do Brasil e atual presidente da Abramilho - Associação Brasileira do Milho.
Apesar do recuo, o ex-ministro destaca a alta nas exportações. Um exemplo disso é o Porto de Paranaguá, que já bateu o recorde anual de exportação de soja, com mais de 9,5 milhões de toneladas do grão exportadas de janeiro a setembro - 12% superior ao antigo recorde anual, de 8,5 milhões de toneladas em 2015.
Economista e reitor da Universidade Positivo, o professor José Pio Martins complementa a explicação de Paolinelli: “O agro pode ser dividido em produção no campo e depois na parte operacional, na transformação na indústria, no setor cooperativista. Março, abril e maio são épocas de colheita e exportação, mas como o Brasil não tem grande capacidade de armazenagem, o terceiro e o quarto trimestre acabam sendo piores para o agronegócio”.
PIB acumulado e atraso no plantio: 2017
Ainda que o trimestre tenha apresentado baixa comparada ao período imediatamente anterior, no acumulado em 12 meses, o agronegócio já cresceu 11,6¨%. Mas os especialistas comentam que é preciso ficar atento a um problema recente: o atraso no plantio devido à seca, principalmente nos maiores estados produtores, no Centro Sul do Brasil.
“Podemos ter reflexos mais para frente, com a soja plantada mais tarde e a redução na área de cultivo do milho”, comenta o ex-ministro Alysson Paolinelli. O problema deve chegar, inclusive, à safra de inverno, do milho safrinha, devido à colheita posterior da safra de verão, automaticamente adiando o segundo plantio do ano.
Para Pio Martins, o atraso já afetou a economia, sendo um dos motivos da queda do PIB trimestral. “Tivemos um problema de estiagem, o que provoca movimento de queda na venda de sementes, por exemplo”, afirma Pio Martins, que destaca que esse atraso possa inclusive ter provocado impacto na queda do PIB do terceiro trimestre.
A seca que também atingiu outros países como o Paraguai também afeta o PIB, segundo o professor: “O Brasil é um grande fornecedor de sementes e outros insumos, como componentes para máquinas e químicos. Isso mostra que o problema abrange o agronegócio como um todo”.
Apesar das boas expectativas para o fechamento do PIB da agropecuária neste ano, tanto Paolinelli quanto Pio Martins quanto destacam que é preciso atenção ao próximo ano. “Não podemos perder os mercados que estamos ganhando. Nossa expectativa é que o preço [do milho] irá reagir a tempo e o agricultor não pode perder essa janela”, destaca o ex-ministro. Já o reitor da UP lembra ainda que, como a agricultura é sensível a preços e clima, e como neste ano aconteceu a maior safra da história do Brasil, a probabilidade de que a próxima safra seja melhor do que a deste ano é pequena.

Ferrugem asiática: novo foco da doença foi confirmado em Minas Gerais

Ferrugem Asiática

Ferrugem asiática: novo foco da doença foi confirmado em Minas Gerais


Na safra 2017/2018, outros focos da doença já foram confirmados em São Paulo, Rio Grande do Sul e Paraná
Por:  
Publicado em 01/12/2017 às 16:34h.
Informações do Consórcio Antiferrugem, portal desenvolvido pela Embrapa Soja e outras entidades do setor, confirmaram um novo foco de ferrugem asiática em Minas Gerais na quinta-feira (30/11). A doença foi diagnosticada em um campo de linhagens da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) com ocorrência de ferrugem nas folhas do baixeiro dos genótipos que estavam no estágio Vn ou R1.
Detecção da ferrugem asiática
De acordo com informações da UFU, a ferrugem asiática e o patógeno foram detectados 30 dias mais cedo que a safra passada. Como ocorreu na safra passada uma queda na eficácia das carboxamidas, acumuladas a perda da sensibilidade do fungo em relação aos inibidores da demetilação (triazóis) e inibidores da quinona oxidase, é necessária foco no manejo da doença.
Sendo assim, é necessário dar mais atenção ao manejo da resistência da ferrugem asiática com o uso de multissítios nas pulverizações e o monitoramento das diferentes épocas de semeaduras. Assim o uso do fungicida será baseado em programas de monitoramento, reduzindo as pulverizações desnecessárias. Na última semana, outros focos da doença foram confirmados em São Paulo, Rio Grande do Sul e Paraná.

Instituto CNA e ABIEC assinam acordo de cooperação técnica



Acordo viabilizará a transferência do MAPA para a CNA da operação do banco de dados do SISBOV



A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, por meio do Instituto CNA, e a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) assinaram nesta quarta (29), em Brasília, o acordo de cooperação técnica para transferir para o setor produtivo a gestão do sistema de banco de dados dos rebanhos bovino e bubalino do país.
Na prática, a CNA passa a auxiliar o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) na operacionalização da Base Nacional de Dados do Serviço Brasileiro de Rastreabilidade da Cadeia Produtiva de Bovinos e Bubalinos (BND/SISBOV).
O presidente da Confederação, João Martins, afirmou que a assinatura desse acordo é o resultado de um trabalho mútuo para gerar resultados ao setor. “A bandeira dessa casa é trazer pessoas que queiram colaborar em benefício aos produtores rurais”.
Para o presidente da ABIEC, Antônio Camardelli, o acordo potencializa a capacidade de soluções dos problemas do setor produtivo e traz mais dinamismo ao sistema. “A CNA tem grande potencial para gerenciar o SISBOV junto ao Ministério”.
Após a assinatura do acordo, técnicos da CNA e do Instituto entregaram ao secretário de Defesa Agropecuária do MAPA, Luis Rangel, o ofício em resposta à demanda do Ministério sobre o apoio operacional do BND/SISBOV e o Plano de Trabalho para capacitar técnicos da CNA com relação a operacionalização do sistema.
“Desde a criação do Sistema que há uma necessidade de fazer um trabalho coordenado pelos setores público e privado, para que pudéssemos demonstrar que existe rastreabilidade e confiabilidade nos produtos brasileiros. Hoje é um marco histórico, pois conseguimos achar um protocolo que é convergente ao que já existe”.
De acordo com assessor técnico do ICNA, Paulo Costa, o próximo passo é a publicação de uma Instrução Normativa que determinará a transição da operacionalização do SISBOV do MAPA para a CNA, além da flexibilização de regras da IN 17 (Instrução Normativa).
A transferência – A mudança da gestão do BND/SISBOV foi solicitada pelo ministro da Agricultura, Blairo Maggi, com base no Decreto Nº 7.623/2011, que atribui à CNA a gestão dos protocolos de rastreabilidade de adesão voluntária. “A justificativa foi de que todas as ações relacionadas à exportação de carne devem ficar a cargo da iniciativa privada, enquanto a fiscalização permanece no Ministério”, disse o Secretário-Executivo do Instituto CNA, André Sanches.
O objetivo do SISBOV é registrar e identificar o rebanho bovino e bubalino brasileiro, possibilitando o rastreamento do animal desde a desmama até o abate. A adesão ao serviço pelos produtores rurais é voluntária, mas no caso de comercialização desse tipo de carne para mercados que exijam a rastreabilidade a adesão se torna obrigatória.
Todos os bovinos e bubalinos de estabelecimentos aprovados no SISBOV serão identificados e cadastrados individualmente na base de dados, com o registro de todos os insumos utilizados durante o processo produtivo.



Data de Publicação: 01/12/2017 às 18:40hs
Fonte: Assessoria de Comunicação CNA/SENAR


Pequenos produtores criticam projeto e tentam viabilizar comércio de produtos de origem animal em todo MT

Da Redação - André Garcia Santana
01 Dez 2017 - 10:10



Pequenos produtores do interior do Estado tentam viabilizar a comercialização de produtos de origem animal para o todo o território de Mato Grosso.  Atualmente, eles só podem vender para clientes em seus municípios de origem. O assunto esteve na puta de debates de uma audiência pública realizada na Câmara Municipal de Lucas do Rio Verde (320 km de Cuiabá) na terça (28).


Assentados amargam prejuízos e pedem suspensão de exigências para empréstimo rural em MT

Na ocasião o produtor Anselmo Perin, a exemplo dos demais, atribuiu o problema às exigências do Sistema de Sanidade Agroindustrial Familiar, Artesanal e de Pequeno Porte (Susaf), que tratam da inspeção municipal. Diante da situação, uma visita foi agendada para a segunda (4), com o presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho, para que os agricultores discutam mudanças no projeto.

"Tem um projeto do Susaf parado na Assembleia, e precisa ser aprovado de maneira que beneficie os agricultores familiares, pois estão exigindo que os pequenos produtores atendam as mesmas exigências dos grandes frigoríficos e isso não é possível", defendeu o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Pública (Sinterp-MT), Gilmar Brunetto.

A iniciativa de incentivar o debate com os parlamentares é do Sinterp-MT, Fetagri com participação dos escritórios locais e regionais da Empaer-MT dos municípios de Lucas do Rio Verde, Sinop, Vera e região, sindicatos, cooperativas, entre várias associações.