quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Clima: Instabilidades se afastam da região Sul do Brasil e avançam para o Centro-Norte do país

Publicado em 03/01/2018 10:44



Após bons volumes nos últimos dias, o tempo deve abrir no Sul do Brasil com o enfraquecimento de áreas de instabilidade que estavam sobre a região e que já avançam pelo país. (Veja o mapa abaixo) O sol deve aparecer nesta quarta-feira (3) nos três estados da região. A Climatempo aponta que apenas o Leste paranaense deve permanecer nublado.
Veja a imagem de satélite para todo o Brasil:
Imagem de satélite para todo o Brasil 03/01 - Fonte: Inmet
Fonte: Inmet
Sem chuvas e com previsão de altas temperaturas nas próximas horas, a umidade no Sul do país deve diminuir. Portanto, produtores devem estar atentos às previsões de suas regiões. "Áreas próximas à fronteira com a Argentina poderão ter valores de umidade entre 30% e 20% nas horas mais quentes da tarde. Com o predomínio do sol, a tarde será quente na maior parte do Sul", aponta a Climatempo.
A chuva registrada nos últimos dias no Sul brasileiro, com acumulados de quase 100 milímetros em algumas cidades paranaenses nas últimas 24 horas, já avançam para o Centro-Norte do país. Nesta quarta, elas ficam mais concentradas sobre o Sudeste e Centro-Oeste, com destaque para os estados de São Paulo e Mato Grosso. (Veja o mapa abaixo)
"A circulação de ventos em diversos níveis da atmosfera favorece o aumento das áreas de instabilidade sobre o Centro-Oeste do Brasil nesta quarta-feira (3) e o alerta é de temporais para todos os estados da Região", noticiou a Climatempo em referência a uma das principais origens produtoras do país.
Veja o mapa com a previsão de precipitação acumulada para até 72 horas (04/12 a 06/12) para todo o Brasil:
Mapa com a previsão de precipitação acumulada para até 72 horas (04/12 a 06/12) para todo o Brasil - Fonte: Inmet
Fonte: Inmet
Maiores acumulados na região Sul do Brasil nas últimas 24 horas - Fonte: Climatempo
Fonte: Climatempo
Por: Jhonatas Simião
Fonte: Notícias Agrícolas

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Governo é criticado por ‘abrir janela para ferrugem da soja’

Calendário de plantio

Governo é criticado por ‘abrir janela para ferrugem da soja’


Lavouras de soja, no Paraná, poderão ser semeadas excepcionalmente até o dia 14 de janeiro
Por:  -Marcos Tosi 
Publicado em 02/01/2018 às 19:57h.
A decisão do governo paranaense de autorizar a semeadura de soja até 14 de janeiro, duas semanas além do limite do calendário oficial, foi tomada sem ouvir pesquisadores especializados e poderá favorecer a resistência das doenças num período em que as condições climáticas não colaboram para o desenvolvimento das plantas.
A crítica está em nota assinada pela Associação Nacional de Defesa Vegetal (ANDEF), pelo Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas (FRAC-BR) e pelo Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (SINDIVEG).
No dia 20 de dezembro, a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) emitiu a Portaria 345, que autorizou, em caráter excepcional para a safra 2017/2018, a semeadura da soja até a data de 14 de janeiro de 2018, em todo o Paraná, para cultivos em sucessão às culturas de milho ou feijão. Para o diretor presidente da Adapar, Inácio Kroetz, a extensão do prazo não traria riscos, por estar dentro de uma margem de segurança adequada.
“A medida é excepcional e vale apenas para esta safra. Tivemos uma variação de clima muito grande em setembro, com seca prolongada e depois chuvas, o que atrasou a cultura do milho, do feijão e da soja. Isso impacta no desenvolvimento das lavouras”, argumentou Kroetz. Como a previsão era de dias chuvosos no final de dezembro – o que acabou se confirmando – a Adapar entendeu que muitos produtores não conseguiriam fazer o plantio, por isso a agência “achou justo avisar antes”.
Como antibiótico
Em que pesem as boas intenções da Adapar, a indústria de defensivos reprovou a medida. Quanto maior for a janela de semeadura e o número de gerações do fungo da ferrugem asiática – diz a ANDEF – maior será a resistência ao modo de ação dos fungicidas. “Não entramos no mérito do prejuízo do produtor paranaense se não tiver a extensão da janela de plantio. Do ponto de vista fitossanitário a medida não é boa, porque a soja continua viva no campo e faz com que o fungo fique vivo e tenha mais condições de adquirir resistência. Para conseguir controlar o fungo da ferrugem da soja, é preciso proteger o fungicida. É como um antibiótico no hospital, você precisa tomar outras medidas para que o remédio possa controlar a bactéria pelo maior tempo possível”, avalia Roberto Sant’Anna, gerente de inovação e sustentabilidade da ANDEF.
Sant’Anna lamenta que a calendarização do plantio de soja seja feita pelos estados. “Infelizmente, os estados têm autonomia para definir o período. A ferrugem da soja é um problema sério, que ultrapassa os limites do Paraná e chega aos limites da América Latina. É preciso calendarizar e controlar os limites do vazio sanitário em todo o continente, porque se tiver soja plantada tardiamente na Bolívia ou no Paraguai, ela pode vir e contaminar nossas lavouras”.
A ferrugem asiática da soja, causa pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, é uma das doenças mais devastadoras para a leguminosa, com danos à produtividade que variam de 10% a 90%. Atualmente, o controle é feito com uso preventivo de vários fungicidas, combinando-se diferentes modos de ação. “A ferrugem é prioritária em novas pesquisas no mundo inteiro, mas mesmo que seja encontrado um produto mais eficaz para a ferrugem, ele só vai chegar ao mercado daqui a 16 anos, depois de passar por todos os testes e etapas de registro”, aponta Sant’Anna.
Veja abaixo a íntegra da nota de representantes da indústria de defensivos, de 26 de dezembro:
Em 20 de dezembro de 2017, a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (ADAPAR) emitiu a Portaria 345, que autoriza, em caráter excepcional para a safra 2017/2018, a semeadura da soja até a data de 14 de janeiro de 2018, em todo o Estado do Paraná, para cultivos em sucessão às culturas de milho ou feijão.
Em razão da Portaria publicada, a Associação Nacional de Defesa Vegetal (ANDEF), o Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas (FRAC-BR) e o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (SINDIVEG) manifestam que:
1) A redução do período de semeadura é medida de suma importância para redução do número de gerações do fungo Phakopsora pachyrhizi. Quanto maior for a janela de semeadura e número de gerações do fungo, maior será a pressão para o aparecimento de mutações nos sítios-de-ação dos fungicidas (DMI, QoI, SDHI) que ainda não foram detectados;
2) Além de forçar o fungo a buscar outros mecanismos de resistência como detoxificação, superprodução da enzima-alvo ou das bombas-de-efluxo, excreção do ingrediente-ativo e desenvolvimento de caminhos metabólicos alternativos;
3) Assim, sob o ponto de vista fitossanitário, a medida não é adequada pois aumenta o risco de resistência aos fungicidas, o que já vem sendo corroborado em diversas entrevistas de pesquisadores fitopatologistas publicadas na mídia;
4) A extensão do período de plantio sob o caráter de excepcionalidade, conforme mencionada na própria Portaria, refere-se à solução de um problema climático pontual para o estado do Paraná, não podendo, sob qualquer hipótese, ser extrapolada para situações em outros estados do país;
5) A ANDEF, o FRAC-BR e o SINDIVEG reforçam que, dada as dificuldades para pesquisa e aprovação de produtos fitossanitários à base de novos ingredientes ativos no Brasil, é de suma importância que a adoção de medidas que possam vir a afetar a sustentabilidade na Defesa Vegetal seja precedida por ampla discussão com pesquisadores especializados em resistência aos fungicidas;
6) Adicionalmente, as entidades signatárias também chamam a atenção para a necessidade futura de discussão sobre a relação benefício-custo do próprio cultivo da soja tardia em sucessão ao cultivo de milho ou feijão em face ao risco sanitário causado pela extensão do período de existência de plantas vivas de soja no campo em um período em que as condições climáticas favorecem as doenças e não favorecem o desenvolvimento da planta de soja.
O controle químico através do uso de fungicidas é a principal ferramenta de manejo da ferrugem da soja e essencial para a viabilidade da cultura no Brasil, porém não é a única. Assim sendo Boas Práticas Agrícolas, como o plantio de cultivares em épocas adequadas, calendarização de plantio adubação adequada, e outras práticas devem ser somadas a fim de garantir a sustentabilidade da cultura a longo prazo no nossopaís.
A ANDEF, o FRAC-BR e o SINDIVEG entendem que a manutenção da vida útil dos fungicidas só será possível com o respeito ao vazio sanitário e respeito às leis que estabelecem as datas limite de semeadura. 

Projeto da Casa Familiar Agroflorestal de Nilo Peçanha recebe reconhecimento nacional

Citricultura

Projeto da Casa Familiar Agroflorestal de Nilo Peçanha recebe reconhecimento nacional


Jovens apoiados pelo projeto Biodiverso participam de capacitação para o controle de pragas na agricultura
Por: 
Publicado em 02/01/2018 às 20:26h.
O Projeto Biodiverso, voltado a alunos do curso de Educação Profissional Técnica em Florestas integrado ao Ensino Médio da Casa Familiar Agroflorestal (CFAF), em Nilo Peçanha, recebeu no mês de dezembro, em Brasília, menção honrosa no Prêmio Celso Furtado, iniciativa do Centro Celso Furtado e do Ministério da Integração Nacional. Reconhecido na categoria Práticas Exitosas de Produção e Gestão Institucional, o projeto, realizado desde 2016 através da parceria entre a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) – Mandioca e Fruticultura, estimula a realização de estágios e pesquisas sobre a citricultura.
“Estamos muito felizes por mostrar que a educação contextualizada ao campo e a iniciação científica podem andar juntas visando o futuro dos jovens do Baixo Sul da Bahia. Com a parceria da EMBRAPA, a agricultura familiar está sendo fortalecida”, comemorou Rita Cardoso, diretora da CFAF. Para Rômulo Carvalho, pesquisador da EMBRAPA responsável pela iniciativa, o reconhecimento é mais uma prova de que as instituições contribuem efetivamente para o desenvolvimento dos estudantes, que são estimulados a permanecer no campo com qualidade de vida, apoiando suas famílias e comunidades através do conhecimento. “Os saberes científicos adquiridos por eles contribuem para sua base técnica. Que essa conquista faça com que continuem acreditando em uma agricultura de base agroecológica em suas vivências práticas”, afirmou.
O projeto Biodiverso conta com seis estudantes bolsistas que testam aprendizados em suas propriedades e monitoram os resultados com a orientação de pesquisadores. “Estou realizando experiências com variedades de citros para saber qual se adapta em minha região. Coleto dados e avalio o crescimento das plantas e das folhas”, conta Geiza dos Santos, do 2º ano, que aplica as metodologias adquiridas em 36 pés de laranja no pomar da família. Em paralelo, oficinas e capacitações beneficiam alunos dos três anos de formação, contemplando também suas famílias e produtores rurais da região - mais de 300 pessoas são impactadas.
“Estamos agregando esse novo conhecimento e vendo que é possível diversificar as culturas das nossas propriedades, monitorando de forma adequada pragas e doenças”, disse o estudante do 2º ano, Álvaro Santos, após curso sobre a importância da citricultura em um Sistema Agroflorestal de plantação. Durante as apresentações, análises e novidades da área são repassadas. “É muito bom poder conhecer trabalhos de pesquisa científica e complementar nosso curso com estudos tão relevantes”, comentou Carlos Pinho, que está no 3º ano na CFAF. A instituição integra o Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrado com Sustentabilidade (PDCIS), idealizado e fomentado pela Fundação Odebrecht. É também apoiada, entre outros parceiros, pela Mitsubishi Corporation e Braskem.
Centro de referência
A CFAF é um centro de referência na geração e difusão de conhecimentos aplicados às atividades agroflorestais. Nessa unidade de ensino, credenciada pelo Conselho Estadual de Educação da Bahia e conveniada com a Secretaria Estadual da Educação, os jovens têm acesso ao curso de Educação Profissional Técnica em Florestas integrado ao Ensino Médio.
A Casa une o conhecimento tradicional e o técnico, adaptando o ensino à realidade e aos recursos naturais disponíveis. Inserida em um ambiente onde há predominância de comunidades quilombolas, a CFAF incorpora à grade curricular essa origem cultural, abordada por meio de ações que aproximam os jovens da história de seus ancestrais, resgatando sua identidade e as tradições locais.

Adiada a obrigatoriedade da Nota Fiscal eletrônica de Produtor Rural

NPF-e

Adiada a obrigatoriedade da Nota Fiscal eletrônica de Produtor Rural


A alteração se deve a questões técnicas que impediam a emissão da Nota Fiscal Eletrônica
Por:  
Publicado em 02/01/2018 às 20:30h.
A obrigatoriedade da emissão da Nota Fiscal de Produtor Rural em formato eletrônico (NPF-e) foi adiada para o dia 1º de janeiro de 2019. Inicialmente, o prazo para a adequação à NPF-e era dia 1º de janeiro de 2018 para as operações de venda para outros Estados. Dentro do mesmo Estado, as vendas poderiam continuar sendo feitas com a emissão das notas tradicionais de papel. A mudança no prazo foi decidida durante a reunião Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), realizada no dia 15 de dezembro e publicada no Diário Oficial da União do dia 19 de dezembro.
Questões técnicas
A alteração se deve a questões técnicas que impediam a emissão da Nota Fiscal Eletrônica. Diante disso, a Faep (Federação da Agricultura do Estado do Paraná) entrou em contato com as secretarias estaduais da Fazenda (Sefa) e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seab), solicitando o adiamento do prazo para obrigatoriedade da emissão do documento eletrônico.
Em setembro deste ano, a Faep elaborou um material de apoio para que os produtores rurais pudessem se adequar à emissão da NPF-e.
Fonte: Sistema Ocepar 

Agricultores familiares melhoram renda com produção agroecológica

Produção saudável

Agricultores familiares melhoram renda com produção agroecológica


Até julho, R$ 6,5 milhões serão investidos para a produção agroecológica na agricultura familiar no Tocantins
Por:  -Lúcia Brito 
Publicado em 02/01/2018 às 20:34h.
A produção saudável de alimentos, sem o uso de produtos químicos, conquista cada vez mais espaço entre os agricultores familiares. A ação vem sendo incentivada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins) em todos os municípios do Estado, mudando formas de plantio, no sentido de melhorar a qualidade dos alimentos ofertados, por meio da produção agroecológica sustentável.
Em Arraias, a Comunidade Cajueiro, localizada na zona rural, é um exemplo desse trabalho. Lá, depois que os técnicos do Ruraltins implantaram uma horta circular agroecológica, as famílias vêm mudando hábitos e gerando renda, com uma produção bem diversificada de alimentos como alface, couve, cebolinha, coentro, abóbora, pimenta, cenoura, beterraba, quiabo e maxixe.
De acordo com a produtora e presidente da associação de moradores, Maria de Lourdes Francisca da Conceição, o projeto tem sido muito bom, pois mesmo em um pequeno espaço as famílias produzem muito, enriquecem o cardápio e geram renda com a venda do excedente. “O nosso sustento vem praticamente da horta que o Ruraltins trouxe pra nós. Daqui retiramos os alimentos para consumo e vendemos o restante em feiras livres, nas cidades vizinhas, além do Compra Direta e para as pessoas que vem diretamente na horta. Se somarmos tudo, só em 2017, alcançamos mais de R$ 80 mil com a venda dos produtos”, comemora a produtora, acrescentando que das 60 famílias residentes no local, 12 cuidam da horta agroecológica, sob a orientação continua dos extensionistas do Ruraltins em Arraias.
Segundo Marcelo Cordeiro Martins, chefe do escritório local do Ruraltins, há cinco anos o órgão presta assistência técnica na comunidade, que aderiu ao projeto da horta e superaram as expectativas. “Em 2012 fomos contemplados com a horta e a Comunidade Cajueiro foi beneficiada porque já adotava práticas agroecológicas, mas precisavam da nossa parte de orientação e tecnologias apropriadas. Desde então, as famílias vem nos surpreendendo, e a cada ano que passa o projeto cresce mais em produtividade, trazendo vantagens e benefícios. Com a renda obtida, a comunidade já conseguiu comprar um veiculo para a entrega dos produtos e o próximo passo será ampliar a área, implantando uma horta coberta, para que a comunidade continue a produzir, mesmo no período chuvoso”, disse o extensionista.
Outras ações em Agroecologia
De acordo com a gerente de Agroecologia do Ruraltins, Geane Rodrigues, além das hortas agroecológicas, diversas ações estão sendo desenvolvidas em todo Estado, dentre elas a Chamada Pública em Agroecologia, da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento (Sead), do governo federal, que atende 1.250 agricultores no Estado.
“Quando apresentamos, aos agricultores, as formas de produção orgânica, como usar as folhas na adubação, extratos naturais a base de plantas para o controle de pragas e doenças, dentre outras opções, eles acham interessante, pois reduz custos, são de fácil manuseio, além de garantir a produção de alimentos saudáveis. Na agroecologia levamos em conta o modo de vida desses produtores, que já produzem de forma mais saudável. O que o Ruraltins faz é apresentar tecnologias que otimizem essa produção mais natural, aprimorando os conhecimentos, sempre respeitando a cultura de cada localidade, sendo uma troca de experiência entre técnicos e os pequenos produtores. Assim, os produtores estão resgatando hábitos antigos de produção, levando em consideração produtos extraídos da própria natureza ou encontrados na propriedade onde vivem”, avaliou a gerente.
Recursos
Na Chamada Pública de Agrocologia, estão sendo investidos R$ 6,5 milhões. A ação contempla oito municípios na região central, sete na região sul e 11 no extremo Norte. As atividades estão no terceiro ano, com prazo de encerramento previsto para julho de 2018.
/Governo do Tocantins

Ações de defesa sanitária geram avanços no setor agropecuário

Pará

Ações de defesa sanitária geram avanços no setor agropecuário


“Com a criação da Agência e o trabalho junto ao produtor, o índice passou a ser acima de 95%, chegando a 100% em alguns municípios paraenses”, disse o diretor geral, Luiz Pinto
Por:  -Inara Soares 
Publicado em 02/01/2018 às 20:57h.
O ano de 2017 foi de crescimento para o setor agropecuário paraense. A Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) garantiu, por meio de ações de defesa sanitária, importantes títulos de áreas livres tanto no campo vegetal como no animal. Esse trabalho de defesa sanitária busca oferecer aos mercados regularidade e qualidade na produção, nas áreas da agricultura e pecuária. Esses dois segmentos influenciam diretamente na balança comercial, gerando emprego e renda.
Os títulos conquistados demonstram a qualidade dos produtos comercializados pelos produtores paraenses, permitindo a expansão de mercados para outros estados e países. Este ano, o Pará recebeu o reconhecimento pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), de que o estado é 100% livre da Febre Aftosa. Até então, oito municípios paraenses que possuem divisa com os estados do Amazonas e Amapá, áreas que eram consideradas de médio e alto risco para aftosa, respectivamente, ainda apareciam como zonas de risco.
Desde 2014 o Pará é reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal como Estado livre da febre aftosa com vacinação. Agora, começa a dar os primeiros passos para se tornar área livre da doença sem vacinação até 2020. O Mapa já apresentou o plano para retirada da vacina em todo o País, e até 2023 o Brasil deve conquistar o status de zona livre da aftosa sem vacinação.
“Antes da criação da Adepará, o índice de vacinação não chegava a 60%. Com a criação da Agência e o trabalho junto ao produtor, sobre a importância da vacinação, o índice passou a ser acima de 95%, chegando a 100% em alguns municípios paraenses. Agora, nosso trabalho é de convencimento junto ao produtor para a retirada da vacinação, para que possamos chegar ao status de livre da aftosa sem vacinação. Isso vai significar para o Estado um importante avanço para exportação da carne paraense”, explicou o diretor geral, Luiz Pinto.
O pequeno produtor rural José Sequeira, falou sobre a importância de alcançar o status de livre da aftosa sem vacinação. “Isso vai diminuir nosso custo e o trabalho com a vacinação. Sempre realizei todas as etapas da campa”, afirmou.
Polos Citrícolas
Outro importante título conquistado pelo estado, a partir das ações de defesa sanitária, foi o de Área Livre de Cancro Cítrico. Em março deste ano, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) reconheceu o estado do Pará como área de praga ausente para o cancro cítrico, de acordo com os termos da instrução normativa 37/2016, que estabelece os critérios e procedimentos para o estabelecimento e manutenção do status fitossanitário relativo à praga.
O título conquistado permitiu a criação de dois Polos Citrícolas, no nordeste e oeste paraense. Por meio do decreto nº.1943, o Governo do estado criou os polos e dispôs sobre a produção, introdução e o comércio de frutos, mudas, borbulhas ou qualquer outro material vegetativo do gênero citrus.
O próximo passo é a implantação em janeiro de 2018 das barreiras sanitárias em Irituia e Ourém, que busca diminuir o risco de introdução e comercialização de frutas cítricas e material de propagação vegetativa, procedentes de Estados com ocorrência de pragas quarentenárias, além de proteger as áreas livres de Cancro Cítrico.
Renovação da frota de veículos
Inserida nas ações de revitalização e reequipamento das unidades regionais e Unidade Local de Sanidade Agropecuária (Ulsa) nos municípios, a Adepará recuperou 125 e adquiriu 120 veículos entre caminhonetes e motocicletas, para melhorar a frota e as condições de trabalho das equipes que atuam na defesa agropecuária no Estado.
Graziela de Oliveira, gerente regional em São Geraldo do Araguaia, no sul do Pará, ressaltou a importância do veículo para as ações da Adepará. “O carro é importante para podermos dar continuidade ao trabalho de defesa sanitária. É primordial ter um veículo em bom estado, para que possamos realizar nosso trabalho e chegar até as localidades mais distantes”, disse ela.
Novo sistema
Uma importante conquista para os produtores rurais do estado, e que representa um grande avanço, é a implantação do novo Sistema de Integração Agropecuário (Siapec - 3). Com essa nova tecnologia, o produtor vai ganhar em agilidade e economia ao evitar deslocamentos e menos burocracia na hora de comercializar o rebanho bovino, além de gerar transparência e segurança nos serviços executados pela Adepará.
O Sipaec-3 já começou a ser implantado e vai trazer novas funções e facilidade de acesso ao produtor, inclusive a emissão da GTA e nota fiscal juntas. Todas as unidades da Adepará estão conectadas ao sistema, que é on-line e parametrizado (com elementos de controle) de informações.
Segundo Sylvio Maggessi, diretor da empresa idealizadora do sistema, o diferencial da nova versão é a forma de operar o sistema. “É um portal de serviços que vai descentralizar o atendimento ao público alvo da defesa agropecuária. Por exemplo, atualmente, quando o produtor quer utilizar o serviço da Adepará, tem que ir até o escritório para fazer cadastro, notificação de vacinação, emissão de Guia de Trânsito Animal, etc. Com o Siapec 3, ele vai poder fazer tudo isso direto pela internet, utilizando um computador convencional ou um smartphone”, ressaltou.

Estudantes desenvolvem chip para facilitar a identificação do cio bovino

Tecnologia

Estudantes desenvolvem chip para facilitar a identificação do cio bovino


O grande problema que a tecnologia quer resolver é a identificação do cio e a rastreabilidade do rebanho.
Por:  -Naiara Araújo 
Publicado em 02/01/2018 às 21:01h.
As dificuldades enfrentadas no dia a dia das fazendas serviram de inspiração para alunos do curso superior de tecnologia em Agronegócio da Universidade do Oeste Paulista (Unoeste). A dupla José Aparecido dos Santos e Hualacy Guilherme Odilon do Nascimento desenvolveu um chip e um leitor de informações para ajudar no manejo dos rebanhos e na identificação do cio bovino.
O projeto piloto tem a função de ajudar na identificação do sexo dos animais, indica as épocas do cio bovino e de monta, facilita o melhoramento genético, além de guardar informações sobre a origem e o nascimento dos bezerros. De acordo com Santos, os dados obtidos pelo chip são processados por um software gratuito e visualizados em um aplicativo que pode ser usado em celular, tablet ou notebook. “O dinamismo para a obtenção dessas informações são importantes e podem contribuir com os protocolos de Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF), além da monta natural”, afirma o estudante.
Identificação do cio bovino
Trabalhando no projeto há um ano e meio, os acadêmicos relatam que já foi desenvolvido um protótipo para os testes com os ovinos do Centro Zootécnico da Unoeste. De acordo com o Alexandre Godinho Bertoncello, professor da disciplina Empreendedorismo III e orientador do projeto, o objetivo final é atender as necessidades dos rebanhos bovinos, mas o trabalho inicial está sendo realizado com os ovinos por serem animais mais dóceis.
Por enquanto, o chip é capaz de coletar os dados estando preso aos animais com uma cinta. Mas esse modelo deve evoluir. “Estamos testando a operacionalidade do sistema. Feito isso precisamos desenvolver um chip intracutâneo, que é o objetivo final”, conta Bertoncello. “A gente está no momento de validar os protótipos para chegar ao mercado.”
O grande problema que a tecnologia quer resolver é a identificação do cio e a rastreabilidade do rebanho. “Como essas informações vão ser dadas toda vez que o animal for comer ou tomar água, o produtor tem a checagem da informação quatro vezes por dia”, diz Bertoncello.
Interesse do mercado
Bertoncello explica que o problema de desenvolver um software é que você não consegue patentear, o que pode ser patenteada é a ideia. Ele conta que há uma conversa avançada com a Bosch, que já atua na pecuária de precisão, e uma proposta deve ser apresentada pela empresa no próximo ano.
“Ou o aluno se torna empreendedor ou vende a ideia. O trabalho acadêmico tem algumas características e o mercado outras”, diz o professor. “A universidade só existe por causa das necessidades do mercado. Se a gente não consegue chegar ao mercado, as pesquisas não são para a sociedade, são só pesquisas acadêmicas.”