terça-feira, 1 de maio de 2018

"Lula sabia da negociata e participou pessoalmente", diz Procuradora Geral da República



Publicado em 30/04/2018 20:44 e atualizado em 01/05/2018 14:39



Denúncia baseada nas delações da Odebrecht. R$ 40 milhões em propina por aumento de linha de crédito à exportação para Angola (em O Antagonista)... Bom dia, Lula!, É Angola que o acorda para mais um dia de luta...




Na nova denúncia por corrupção e lavagem de dinheiro, a PGR diz que Lula sabia das negociações ilícitas e participou pessoalmente delas.
Segundo Raquel Dodge, o ex-presidente “teve papel preponderante” para garantir à Odebrecht a linha de US$ 1 bilhão do BNDES para Angola.
Lula atendeu a pedido do próprio Emílio Odebrecht, seu amigão.

Gleisi, Lula, Palocci e Paulo Bernardo denunciados pela Procuradoria Geral da República

Raquel Dodge acaba de denunciar ao STF o ex-presidente Lula, o ex-ministro Antonio Palocci e a senadora Gleisi Hoffmann, além de seu marido Paulo Bernardo, pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.
Também foi denunciado Leones Dall Adnol, chefe de gabinete da petista.
A denúncia foi feita a partir de delação da Odebrecht sobre a alocação para o PT de US$ 40 milhões, em troca de decisões de interesse do grupo, como o aumento da linha de crédito à exportação para Angola.
A medida foi viabilizada pela assinatura, em junho de 2010, do Protocolo de Entendimento entre Brasil e Angola. Posteriormente, o termo foi referendado pelo Conselho de Ministros da Câmara de Comércio Exterior (Camex), órgão que tinha Paulo Bernardo entre os integrantes.
Na condição de exportadora de serviços, a Odebrecht recebeu do governo angolano parte dos valores conseguidos com financiamentos liberados pelo banco estatal brasileiro. O país africano teve o limite de crédito ampliado para R$ 1 bilhão, graças à interferência dos envolvidos.
Delações, como a de Emílio Odebrecht, foram corroboradas com planilhas, e-mails e quebras de sigilo telefônico dos investigados.

O núcleo político do esquema

Ao especificar a participação de cada um dos cinco denunciados, a PGR enfatizou que o caso reproduz o modelo de outros apurados na Lava Jato, com a existência de quatro núcleos específicos.
O núcleo político formado por Lula, Gleisi Hoffmann, Paulo Bernardo e Antônio Palocci; o econômico, comandado por Marcelo Odebrecht; o administrativo, por Leones Dall’Agnol; e o financeiro, movimentado por doleiros responsáveis pela coleta e distribuição do dinheiro.
Os integrantes do núcleo político já foram, conforme mencionado na atual peça de acusação, denunciados por organização criminosa por envolvimento no esquema articulação pela Construtora Odebrecht.

PGR: GLEISI USOU LARANJAS PARA DISSIMULAR PROPINA

Na denúncia apresentada agora há pouco ao STF, Raquel Dodge detalha como parte do dinheiro repassado pela Odebrecht foi parar no caixa 2 da campanha de Gleisi Hoffmann, a musa do acampamento de Curitiba.
Com base em provas obtidas no inquérito, a PGR mostra como Gleisi e o maridão PB ajustaram o recebimento da grana, por meio de Benedicto Júnior, da Odebrecht, e Leones Dall’Agnol, chefe de gabinete da petista.
“Dos cinco milhões, Gleisi Helena Hoffmann, Paulo Bernardo e Leones Dall’Agnol comprovadamente receberam, em parte por interpostas pessoas, pelo menos três milhões de reais em pagamentos de quinhentos mil reais cada, a título de vantagem indevida, entre outubro e novembro de 2014.”
Para disfarçar, Gleisi declarou à Justiça Eleitoral despesas inexistentes de R$ 1,8 milhão. Os pagamentos, segundo a PGR, foram feitos a empresas que serviram de laranjas para escoar os recursos e dissimular sua origem.

PGR QUER 150 MILHÕES DE LULA, PALOCCI E PAULO BERNARDO

Na denúncia por corrupção e lavagem de dinheiro, a PGR cobra de Lula, Paulo Bernardo e Antonio Palocci o pagamento dos US$ 40 milhões em propina recebidos da Odebrecht e mais R$ 10 milhões a título de reparação de danos coletivos.
Na cotação de hoje, o valor total chega a quase R$ 150 milhões.
Raquel Dodge também cobra de Gleisi Hoffman, do marido Paulo Bernardo e do chefe de gabinete outros R$ 3 milhões de ressarcimento pelo dano causado ao cofres públicos.

PGR DESTACA PAPEL DE GLEISI EM ESQUEMA QUE RENDEU 1,5 BI PARA O PT

Na nova denúncia contra Lula, Gleisi e o marido PB, além de Antonio Palocci, a PGR fez questão de ressaltar que há “prova de materialidade e indícios suficientes” de que o PT embolsou pelo menos R$ 1,48 bilhão em propinas.
Os quatro citados, entre outros, “concertaram ações criminosas para a arrecadação de valores ilícitos por meio da lesão ao patrimônio e à moral administrativa de diversos entes e órgãos públicos, tais como Petrobras, BNDES e Ministério do Planejamento”.
Segundo Raquel Dodge, Gleisi e o maridão “assumiram protagonismo” no esquema criminoso e a petista “foi uma das mais beneficiadas” dos desvios na Petrobras, no BNDES e nas parcerias com a Odebrecht e a J&F.
Faz sentido todo o empenho da petista para livrar Lula.

Ex-presidente Dilma é intimada a depor como testemunha de Lula (em O GLOBO)

Ela deverá falar a Moro no processo sobre o sítio de Atibaia
A ex-presidente Dilma Rousseff foi intimada nesta segunda-feira para depor no processo contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por obras feitas no sítio de Atibaia pelas construtoras Odebrecht, OAS e pelo pecuarista José Carlos Bumlai. A intimação foi feita por um oficial de justiça do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), e o depoimento está marcado para 25 de junho, às 14h, por viodeoconferência. A ex-presidente Dilma e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foram arrolados como testemunhas pela defesa de Lula.
Na semana passada, com a decisão da 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal de retirar das mãos do juiz Sergio Moro delações da Odebrecht — entre eles o empresário Emílio Odebrecht e o executivo Alexandrino Alencar, que falaram sobre o sítio de Atibaia — a defesa de Lula pediu que o processo fosse encaminhado para a Justiça paulista. Moro negou e decidiu que o pedido deve ser conduzido em recurso separado do processo.
O pedido já tinha sido feito há oito meses pela defesa de Lula, mas Moro não havia dado andamento, argumentando excesso de trabalho. Agora, Moro deu encaminhamento ao pleito, com abertura de prazo para manifestação da defesa e da acusação. O juiz ainda não se manifestou sobre o mesmo pedido — de transferência para a Justiça de São Paulo —- do processo que envolve vantagens pagas pela Odebrecht, como a compra de um prédio para o Instituto Lula, que nunca foi usado, e de uma cobertura vizinha à do ex-presidente, que Lula alega alugar de Glaucos Costamarques, primo de Bumlai.
Moro também deu andamento a outros sete depoimentos de parlamentares no processo do sítio, todos a pedido da defesa de Lula. As audiências estão sendo marcadas entre os dias 9 de maio e 20 de junho. Devem depor, entre outros, os senadores Lindbergh Farias e Humberto Costa e os deputados Carlos Zarattini e Arlindo Chinaglia Júnior.

Dodge denuncia Lula, Gleisi, Palocci e Marcelo Odebrecht na Lava Jato (Poder360)

Acusados de corrupção e lavagem de dinheiro; Gleisi recebeu recursos para campanha de 2014. 
A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, denunciou, nesta 2ª feira (30.abr.2018), a cúpula do PT e o empresário Marcelo Odebrecht por corrupção passiva e ativa e por lavagem de dinheiro. Foram denunciados o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), e os ex-ministros dos governos petistas Antonio Palocci e Paulo Bernardo. 
O coordenador geral da campanha de Gleisi em 2014, Leones Dall’Agnol, também é alvo. 
Lula e Gleisi foram denunciados por corrupção passiva e lavagem de dinheiro
Segundo a denúncia (leia a íntegra), os crimes aconteceram nas eleições de 2010, quando a Odebrecht teria prometido ao então presidente Lula a doação de US$ 40 milhões em troca de decisões políticas que beneficiassem o grupo. 
A investigação aponta que a soma disponibilizada ao PT chegaria a R$ 64 milhões e teria sido utilizada por Gleisi em 2014, quando a senadora concorreu ao governo do Paraná. 
A denúncia foi feita no âmbito da operação Lava Jato com base nas delações dos executivos da Odebrecht. A peça afirma ter provas dos crimes baseadas em documentos apreendidos por ordem judicial, e fruto de quebra de sigilos telefônicos. 
A peça afirma que entre as contrapartidas realizadas pelo PT estavam o aumento da linha de crédito do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) a Angola, realizada em junho de 2010. 
A Angola teve seu limite de crédito ampliado para R$ 1 bilhão, favorecendo a Odebrecht que atuava como exportadora de serviços. 
OUTRO LADO 
A defesa do ex-minsitro Antonio Palocci afirmou que “só se manifestará quanto ao teor dessa nova acusação após estudar o conteúdo da denúncia”. 
A senadora Gleisi Hoffmann falou sobre a acusação no Twitter: Mais uma denúncia baseada em delações, sem provas, envolvendo fatos sem relacionamento. Lamento a irresponsabilidade da PGR em agir com esse denuncismo. Além de falsas, as acusações são incongruentes, pois tentam ligar decisões de 2010 a uma campanha minha de 2014A denúncia irresponsável da PGR vem no momento em que o ex-presidente Lula, mesmo preso ilegalmente, lidera todas as pesquisas para ser eleito o próximo presidente pela vontade do povo brasileiro 



Os outros citados na investigação ainda não se manifestaram sobre a denúncia apresentada.

A denúncia de Raquel Dodge, leia...




Paulo Bernardo chamava propina de “combustível”




Na nova denúncia da PGR contra Lula, Gleisi Hoffmann, PB e Antonio Palocci, a equipe de Raquel Dodge anexa e-mails entregues por Marcelo Odebrecht com as tratativas sobre o pagamento da propina de US$ 40 milhões.
O delator conta que Paulo Bernardo pediu US$ 50 milhões para liberar o limite de US$ 1 bilhão em crédito à exportação de serviços da Odebrecht para Angola. Marcelo topou dar US$ 40 milhões, oferta aceita pelo maridão de Gleisi.
“Disse que, como estava tudo esclarecido, estava precisando de combustível urgente.” A definição não poderia ser melhor. O combustível do PT é propina.



Gebran encaminha delação de Palocci ao Ministério Público

O relator da Lava Jato no TRF-4, Gebran Neto, recebeu hoje o acordo de colaboração de Antonio Palocci, e o encaminhou à PRR-4.
Depois de manifestação do Ministério Público, a delação do ‘italiano’ voltará para análise do desembargador, que decidirá sobre a homologação.
A delação não foi encaminhada a Sergio Moro, porque Palocci tem condenação com recurso pendente no TRF-4.

Moro pede esclarecimentos sobre ganhos de empresa de Lula(em O Globo)

Nesta segunda-feira, o juiz Sergio Moro determinou que a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva demonstre a origem lícita dos recursos que ele mantém em fundos de previdência. Em despacho nesta segunda-feira, o juiz diz que a defesa atribuiu os valores - R$ 7,1 milhões em plano de previdência empresarial e R$ 1,8 milhão em plano de previdência individual - a ganhos da empresa de Lula "sem esclarecer a origem remota, o que seria oportuno".
Moro pediu explicações depois que Lula solicitou liberação de recursos bloqueados para que possa pagar os gastos relativos às suas despesas com a defesa em oito ações penais em curso na Justiça Federal de Curitiba e do Distrito Federal.
A empresa de Lula é a LILS Palestras, que, entre 2011 e 2014, recebeu R$ 9,5 milhões de empreiteiras do cartel da Petrobras - Odebrecht (R$ 3 milhões), Andrade Gutierrez (R$ 2,1 milhões), Camargo Corrêa (R$ 2 milhões), Queiroz Galvão (R$ 1,2 milhão) e OAS (R$ 1,1 milhão).
Os pagamentos feitos pelas empreiteiras à LILS Palestras e as doações ao Instituto Lula são alvo de investigações da força-tarefa da Lava-Jato
Entre 2011 e 2014, o Instituto Lula recebeu R$ 15,1 milhões doados por quatro empreiteiras - Camargo Corrêa (R$ 4,7 milhões), Odebrecht (R$ 4,6 milhões), Queiroz Galvão (R$ 3 milhões), OAS (R$ 2,7 milhões) - e R$ 2,5 milhões do grupo J&F.
Alexandrino Alencar, executivo do Grupo Odebrecht, afirmou que o primeiro objetivo da empresa foi conseguir "um projeto que pudesses remunerar o ex-presidente Lula face ao que ele fez durante muitos anos para o grupo", de forma lícita a transparente. Segundo ele, o valor de US$ 200 mil foi estabelecido com base na quantia cobrada pelo ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton.
Alencar disse que essa prática é comum e que, com o andamento das palestras, a empreiteira percebeu que a presença de Lula abria oportunidade de negócios para empresários brasileiros fora do Brasil. Segundo ele, Lula nunca falava da Odebrecht - o que mostrava postura política e não empresarial.
Ele negou que Lula interferisse por negócios da Odebrecht ao visitar mandatários de outros países.
Por decisão da 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal, as delações da Odebrecht foram retiradas do juiz Sergio Moro por não terem vínculo direto com a Petrobras. Além dos fundos de previdência, foram bloqueados também R$ 606 milhões em contas bancárias do ex-presidente. A ação da 1ª Vara de Execução Fiscal de São Paulo determinou bloqueio de R$ 1,280 milhão de contas da LILS e R$ 24,1 mil do Instituto Lula.
A defesa de Lula pediu ainda a liberação de 50% dos valores, que pertencem à meação com dona Marisa Letícia, que faleceu no ano passado. Moro determinou que o espólio ingresse com embargos para demonstrar o direito dela sobre os bens bloqueados. Nos imóveis bloqueados Moro já havia ressalvado que o bloqueio valia apenas para 50% do valor.
Os bens de Lula foram também bloqueados, em março passado, pela 1ª Vara de Execuções Fiscais da Justiça Federal de São Paulo.


 
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Fonte: O Antagonista/Poder360/O Globo

Santander vai abrir mais seis agências agro, duas no Paraná



Publicado em 01/05/2018 09:46



Em sua estratégia agressiva de investir cada vez mais no agronegócio, o banco Santander anunciou nesta segunda-feira (30/4) na Agrishow, em Ribeirão Preto, que vai abrir pelo menos mais 6 Lojas Agro neste ano para se somar às 16 unidades que já mantém no país. As novas lojas devem ser instaladas em Mato Grosso (duas), Mato Grosso do Sul, Tocantins e Paraná (duas). As lojas do Paraná serão as primeiras da região Sul. Nesses espaços, os clientes são atendidos por gerentes exclusivos de agronegócios e recebem assessoria de agrônomos do banco.
Com uma carteira de crédito agrícola que passou de R$ 9,61 bilhões em dezembro de 2016 para R$ 14,23 bilhões em março deste ano, o banco reservou para a feira de Ribeirão R$ 1 bilhão em crédito pré-aprovado, mesmo valor do ano passado. O prazo para esse tipo de financiamento de máquinas e equipamentos é de 5 a 10 anos, sendo que o produtor dá entrada de 20%.
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Fonte: Globo Rural

China deve negar principais demandas dos EUA sobre comércio, diz jornal



Publicado em 01/05/2018 09:53



A poucos dias de um encontro entre autoridades americanas e chinesas sobre o comércio entre os dois países, a informação é de que a China vai negar duas das principais demandas dos Estados Unidos, segundo publicou nesta segunda-feira o jornal “The New York Times”: a redução de US$ 100 bilhões no superávit comercial chinês e limites no plano chinês de investir US$ 300 bilhões em tecnologias como inteligência artificial, semicondutores, carros elétricos e aeronaves comerciais.
Leia mais no O Globo
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Fonte: O Globo

Guinada liberal faz da GAZETA DO POVO o 4.o jornal mais importante do País



Publicado em 01/05/2018 14:45



por Rodrigo Cosntantino



Em sua página pessoal do Facebook hoje, o gerente da Gazeta do Povo, Ewandro Schenkel, postou uma ótima notícia sobre o sucesso recente do grupo, com direito a um GIF de um sujeito festejando de maneira bem empolgada alguma conquista qualquer:
Como alguém que, modéstia às favas, faz parte dessa guinada cultural do grupo, atuando como um dos âncoras do novo projeto com meu blog e o podcast Ideias, só posso celebrar essa incrível conquista. As decisões tomadas pelo comando foram corajosas, não só ao abandonar o papel impresso, mantendo apenas um caderno de fim de semana, como ao dar claramente uma guinada à direita, cedendo muito mais espaço para articulistas liberais e conservadores.
O sucesso relativo certamente tem ligação direta com essas mudanças. É sempre importante questionar o que mudou, pois isso deve explicar os novos resultados. E o que mudou, no caso da Gazeta, foi claramente o grande espaço cedido aos formadores de opinião de direita, independentes, sem medo da patrulha do politicamente correto.
O jornal já tinha uma linha editorial alinhada e muito bem escrita, mas seu foco era mais regional, o que fazia o conteúdo permanecer desconhecido para muita gente. Entre as mudanças, estava justamente a ideia de tornar a Gazeta mais nacional, e nomes conhecidos no Brasil todo foram contratados com isso em mente. De fato, boa parte do meu público, por exemplo, vem de fora do Paraná, com maior concentração em Rio e São Paulo. A Gazeta, hoje, é um veículo de comunicação que fala com o país todo.
Alguns leitores, que assinaram recentemente o jornal por conta do meu blog ou de outros articulistas associados à “nova direita”, reclamam quando antigos jornalistas recebem destaque com textos “lulistas” e vermelhos. A reclamação é legítima, claro, mas é preciso entender que a Gazeta não é um jornal de direita, e sim uma casa plural que dá mais espaço para a direita do que todos os demais, e que também possui uma linha editorial bastante alinhada ao liberalismo com viés mais conservador. Basta ler os valores divulgados pelo grupo para que isso fique evidente.
Há, ainda, textos avulsos e alguns traduzidos do exterior com mensagens que não se encontram no restante da mídia. Condenação explícita ao aborto ou à ideologia de gênero, textos em defesa do direito de ter armas, artigos que destacam as conquistas de Trump ou atacam as bandeiras “progressistas”, reportagens que derrubam mitos e falácias da esquerda (como esse hoje sobre alimentos transgênicos), tudo isso e muito mais você encontra por aqui. De vez em quando pinta um vermelhinho, mas faz parte: é o preço a ser pago pela diversidade, e até a Fox News tem seus “liberais” democratas.
O que isso tudo mostra é que havia e ainda há uma enorme demanda reprimida por conteúdo mais direitista, por opinião embasada e independente sem receio da patrulha esquerdista, por quem diga o que precisa ser dito sem rodeios, por quem desafie em vez de seguir as Fake News que abundam na mídia mainstream, infelizmente cada vez mais torcedora e partidária.
Logo, aproveito para agradecer a todos aqueles que assinaram a Gazeta para ter acesso ao conteúdo que eu produzo, além de tantos outros materiais de ótima qualidade, e para convidar quem ainda não é assinante para se-lo: garanto que não vai se arrepender! Ao menos esse tem sido o feedback dos milhares de novos assinantes. Por apenas R$ 14,90 mensais você estará comprando informação de verdade e opinião independente. Isso não tem preço! E como custa pouco…
Rodrigo Constantino

Emprego será crucial na eleição, mas receituário é incerto, por Bruno Boghossian (na FOLHA)

Corrida presidencial tem 13,7 milhões de desempregados em busca de propostas
A manutenção de níveis elevados de desemprego e a criação de vagas com baixa remuneração refletem o marasmo de uma economia hesitante. As crises políticas que paralisaram o governo Michel Temer e a incerteza sobre o receituário que emergirá das urnas em outubro adiaram investimentos que poderiam consolidar o ciclo de recuperação de renda e de vagas de trabalho.
A trajetória vacilante das taxas de emprego será ponto central da eleição. Do eclético rol de presidenciáveis que se apresentaram até agora, emergem mais dúvidas do que indícios claros sobre a política econômica que estará em vigor em janeiro de 2019, com impacto sobre o trabalho e o rendimento dos eleitores.
Qual será a política de valorização do salário mínimo de Jair Bolsonaro (PSL)Ciro Gomes (PDT) revogará a reforma trabalhista? Joaquim Barbosa (PSB) conquistará a confiança de setores que geram empregos? Geraldo Alckmin (PSDB) ampliará investimentos para recuperar contratações na construção civil?
As plataformas do futuro presidente serão determinantes, uma vez que a tímida retomada da economia durante o governo Temer não produziu números expressivos de abertura de vagas de trabalho.
O crescimento se escorou nas atividades do agronegócio e da exportação (que tradicionalmente empregam pouco), no consumo turbinado pela liberação do FGTS e na capacidade ociosa da indústria. As taxas de desocupação continuaram altas.
O debate sobre a geração de empregos alterou o curso da disputa presidencial de 2016 nos Estados Unidos. Na ocasião, a economia americana estava em crescimento, mas Donald Trump seduziu uma fatia do eleitorado insatisfeita com a depressão do mercado de trabalho ao prometer revigorar a indústria pesada.
As circunstâncias são diferentes no Brasil, mas a estagnação dos níveis de emprego mantém hoje um contingente de 13,7 milhões de pessoas sem trabalho. Muitos deles votarão em outubro e vão querer saber o que será feito por eles.

Em outubro vamos decidir sobre qual o modelo de país que queremos (editorial do ESTADÃO)

O maior desafio que os eleitores deverão enfrentar em outubro é a escolha do modelo de país que queremos não para os próximos quatro anos, e sim para as próximas décadas.
As eleições deste ano terão especial importância porque as escolhas produzirão efeitos, para o bem ou para o mal, muito além do horizonte temporal dos mandatos do próximo ocupante do Palácio do Planalto e dos representantes no Congresso. Há que se ter máximo cuidado ao votar em meio à grande oferta de irresponsabilidades que, embora muito agradáveis aos ouvidos, apresentarão ao País uma conta impagável.
“Nessa eleição, estarão em jogo dois modelos: um para mudar a voz do Brasil no mundo, inserir o País nos mercados internacionais; ou um modelo de mercado fechado. O resultado disso é, de um lado, crescimento sustentável e, de outro, a Grécia”, advertiu o diplomata Rubens Barbosa, presidente do Instituto de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Irice) e ex-embaixador do Brasil nos Estados Unidos.
Barbosa foi um dos convidados para o terceiro de uma série de seis eventos do Fórum Estadão: A Reconstrução do Brasil, promovido pelo Estado em parceria com a Unibes Cultural e apoio do Centro de Liderança Pública (CLP) e Tendências Consultoria Integrada, além do Irice.
Os temas da terceira edição do Fórum, ocorrida na quarta-feira passada no teatro da Unibes Cultural, foram o papel do Brasil no mundo e os desafios do federalismo no País.
O Brasil vem perdendo protagonismo internacional, principalmente, pelos inúmeros erros da política externa dos governos lulopetistas, pautada muito mais pela “solidariedade” a governos amigos do que pela inarredável defesa dos interesses nacionais. 
Sob os governos petistas, o Brasil se isolou ou foi isolado. Para Rubens Barbosa, o País não sabe sequer quais são “seus rumos e seu lugar na América Latina”. Esta visão é compartilhada pela economista Lídia Goldenstein, membro do Conselho de Comércio Exterior da FIESP. “Temos de ter uma estratégia que repense o Brasil em um mundo que não é mais o que estamos pensando”, disse ela.
O enorme trabalho para reerguer o País dos escombros do populismo lulopetista, já bem encaminhado pelo governo do presidente Michel Temer, não pode deixar de ser uma agenda prioritária para qualquer um que pretenda sucedê-lo com responsabilidade. E não se pode mais tomar este conjunto de medidas sem considerar todas as implicações externas de se fazer política em um mundo globalizado.
O ex-chanceler Celso Lafer, também presente ao Fórum, ressaltou a importância de o País traçar a estratégia de posicionamento global. “A partir da avaliação do que é mais imperativo (para o Brasil) é preciso ver o que os cenários internacionais oferecem na atual conjuntura”, disse.
No segundo painel, sobre os desafios do federalismo no País, tratou-se da concentração dos recursos públicos na União. Tal como está, o atual modelo de distribuição de atribuições entre a União, os Estados e os municípios cria um impasse quanto à administração de políticas públicas e à devida prestação de contas aos cidadãos. “Até quando vamos viver nesse destrambelhamento federativo? Não temos nada de patrimônio, é tudo da União”, disse Paulo Ziulkoski, presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM). Marcos Mendes, chefe da assessoria especial do Ministério da Fazenda, ponderou que a flexibilidade do atual modelo federativo é boa, não obstante a necessidade de ser reformado em alguns pontos, sobretudo em virtude da crise econômica.
Com pertinência, Cibele Franzese, professora da Escola de Administração da FGV, lembrou que “a confusão do pacto federativo” começou em 1988, com a promulgação da Carta Magna, quando se desenhou um Estado de bem-estar social sem se dizer quem faz o quê.
É evidente que em outubro optar-se-á por uma ou outra candidatura; no entanto, como se vê, a escolha de fundo é bem mais complexa.
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Fonte: Gazeta, Folha, Estadão

EUA fecham acordo preliminar com Brasil sobre taxa de aço e alumínio



Publicado em 01/05/2018 09:36



Os EUA fizeram um acordo preliminar com o Brasil sobre taxas de importação de aço e alumínio, cujos detalhes serão finalizados em até 30 dias. A informação foi divulgada pela Casa Branca poucas horas antes do fim do prazo inicialmente estipulado para o fim da isenção das tarifas de 25% para o aço e de 10% para o alumínio, nesta segunda-feira (30).
A tarifa entrou em vigor no dia 23 de março para todos os países, com isenções para Brasil, Austrália, Argentina, Coreia do Sul, União Europeia, México e Canadá.

Leia mais no G1
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Fonte: G1

Café arábica inicia 3ª com queda na Bolsa de Nova York



Publicado em 01/05/2018 09:33



Na manhã desta terça-feira (01), os contratos do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures Group) trabalham com quedas de 5 a 25 pontos nos principais vencimentos.
Por volta das 09h30 (horário de Brasília), o contrato maio/18 era negociado a 120,65 cents/lb (fechamento de ontem). O contrato julho/18, com queda de 25 pontos, a 122,55 cents/lb. Para setembro/18, queda de 30 pontos, a 124,65 cents/lb e dezembro/18, queda de 5 pontos, a 128,30 cents/lb.
"Estamos ouvindo que as pessoas não estão interessadas em vender. [O mercado] pode estar no limite", disse para a Reuters internacional Peter Mooses, estrategista sênior de mercado da RJO Futures. Os lotes com vencimento mais próximo na ICE chegaram a trabalhar em cerca de US$ 1,15 durante o mês de abril.
Também pesa sobre os preços, já em menor intensidade do que nos últimos dias, as informações otimistas sobre a safra brasileira. Algumas estimativas privadas apontam a safra brasileira em mais de 60 milhões de sacas de 60 kg neste ano levando em conta as variedades arábica e conilon. O país é o maior produtor e exportador da commodity no mundo.
A última previsão da Conab (Companhia Nacional do Abastecimento) prevê a safra de café do Brasil entre 54,44 e 58,51 milhões de sacas neste ano. A atualização desses números será feita em 17 de maio.
Mercado interno
Por volta das 9h30 (horário de Brasília), o tipo 6 duro anotava maior valor de negociação em Guaxupé (MG) com saca a R$ 461,00 e alta de 0,22%. A maior oscilação ocorria em Patrocínio (MG) com avanço de 2,30% e saca a R$ 445,00.
Na sexta-feira (27), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 439,13 e alta de 0,41%.
Por: Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas