quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Inicia germinação da soja no Rio Grande do Sul



Publicado em 01/11/2018 16:45



O plantio da soja foi intensificado na maioria das regiões e atinge 10% da área projetada para esta safra. As lavouras semeadas apresentam boa germinação, emergência e ótimo estande de plantas. Somente nas áreas com maior umidade, evoluiu pouco, como no Médio Alto Uruguai. Já nas regiões do Alto Jacuí, Celeiro e no Noroeste Colonial, as áreas utilizadas com pastagens para os bovinos de leite, que apresentam menor resíduo de culturas e solo mais denso, possibilitaram o avanço da semeadura. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (01/11), ainda é significativo o movimento por parte dos sojicultores para aquisição dos insumos, mas a partir desta semana começa a reduzir a procura em relação à elaboração de projetos de crédito para custeio.
No milho, a semeadura do primeiro plantio já está encerrada nas regiões do Planalto Médio e Alto Uruguai. Nas demais regiões produtoras, a implantação avança e atinge no Estado 68% da área prevista para esta safra. As lavouras do cedo se encontram em desenvolvimento vegetativo (60%), com seis folhas abertas, receptivas à adubação nitrogenada e iniciando a floração (6%). O padrão das lavouras é muito bom, favorecido pelos dias ensolarados, temperaturas altas durante a tarde e amenas à noite, e livre de pragas e doenças. Lavouras com uniformidade de crescimento. Os produtores beneficiados com sementes do Programa Troca-troca estão sendo visitados para repasse de orientações sobre a cultura.
No feijão 1ª safra, há ainda poucas áreas a serem implantadas no Estado, especialmente na Zona Sul, no Vale do Rio Pardo e no Alto da Serra do Botucaraí. As demais já se encontram em fases mais adiantadas de desenvolvimento. As áreas de produção comercial dos Campos de Cima da Serra, que realizam a semeadura num período intermediário entre as duas safras da leguminosa, ainda não foram trabalhadas para a cultura do feijão, o que deverá ocorrer a partir de meados de dezembro.
Mesmo com o avanço da semeadura do arroz no Estado, que já atinge 64% da área prevista para esta safra, em algumas zonas da Fronteira Oeste e Campanha ocorre um pequeno atraso, em decorrência do inverno chuvoso, mas a expectativa é de conclusão do plantio das lavouras até o final da próxima semana. Nas demais áreas, o plantio deve ocorrer até o final de novembro. As barragens apresentam volumes elevados, que devem garantir a irrigação para o período necessário à cultura.
CULTURAS DE INVERNO
Segue a colheita das culturas de inverno, como do trigo, que já atinge 48% da área, restando apenas o Planalto Médio e o Alto da Serra do Botucaraí para iniciá-la. Atualmente, 41% das lavouras estão maduras e por colher, 10% em enchimento de grãos e 1% em floração. Os primeiros rendimentos estão variados, conforme os danos provocados pelos eventos climáticos. A forte incidência de doenças fúngicas, como giberela, septória e brusone, está levando à redução da produtividade e à perda de qualidade do produto. Tal fato está determinando que os triticultores recorram ao Proagro em parte das operações financeiras. A qualidade do produto colhido varia entre 76 e 78 de pH, (abaixo de 78 inviabiliza o aproveitamento para a industrialização), e a avaliação qualitativa dos grãos apresenta baixa força de glúten (W).
A colheita da aveia branca está encerrada nas lavouras destinadas para grãos e sementes na região Noroeste, e em final de colheita nas regiões Centro-Norte e Planalto, com produtividade e qualidade dos grãos bem abaixo do esperado.

A qualidade da cevada também foi prejudica pelas condições climáticas desfavoráveis, que ocasionaram severo ataque de doenças fúngicas nas espigas (septória e giberela). A maioria das cargas retiradas das lavouras é destinada para forragens, com valor abaixo do esperado pelo produtor, que recorre ao Proagro.
A canola está em final de colheita no Norte do RS. Na região Noroeste, já está finalizada, com produtividade média de cerca de 1,5 t/ha. Nas demais áreas do Centro-Norte, a lavoura de canola apresenta produtividade média um pouco abaixo da esperada, mas melhorando nas últimas lavouras em colheita, demonstrando produtividade final mais elevada. A qualidade em geral varia de regular a boa.
HORTIGRANJEIROS
A semana foi de condições favoráveis à horticultura No Vale do Rio Pardo e no Alto da Serra do Botucaraí. As culturas a campo e em ambientes parcialmente protegidos intensificam o desenvolvimento. Cultivos sem irrigação foram favorecidos pela ocorrência de chuva leve.
As lavouras de cebola e coentro para produção de sementes no município de Hulha Negra estão com bom desenvolvimento vegetativo, favorecidas pelo clima das últimas semanas. A venda de mandioca embalada a vácuo tem se intensificado na região e tem sido uma boa alternativa de renda para diversas famílias.
Milho verde - Toda área já foi plantada no Vale do Taquari, encontrando-se em desenvolvimento vegetativo inicial. Já no Litoral Norte, os produtores de milho verde para venda nas praias já realizaram adubação nitrogenada em algumas parcelas. O avanço do plantio está gradativo e lento sobre as áreas cultivadas com olerícolas. O preparo do solo está dificultado pelas chuvas constantes. O plantio do milho é feito em etapas para sempre ter a oferta do produto.
FRUTÍCOLAS
Citros - Com as últimas frutas colhidas da bergamoteira Montenegrina, do tangor Murcott e da laranjeira Valência, chega ao fim a safra de citros de 2018 na região do Vale do Caí. Esta safra iniciou em abril, com a colheita da bergamota Satsuma, continuou com a colheita das cultivares precoces de bergamoteiras e laranjeiras e agora culmina com a colheita das cultivares tardias. A safra transcorreu sem eventos climáticos extremos que pudessem prejudicar a produtividade dos pomares.
Com o fim da colheita das bergamotas e laranjas, a única fruta cítrica que ainda será colhida em 2018 até o início da próxima safra é a lima ácida Tahiti, o popular limão da caipirinha, que tem floração e colheita durante todo o ano.
CRIAÇÕES
Bovinocultura de corte - No sistema de produção baseado em pastagem natural, o período de calor, luz e umidade tem levado alguns animais mais fragilizados a apresentarem quadro de tristeza parasitária, devido à baixa imunidade e ao aumento da carga parasitária que se desenvolve de forma acentuada nessas condições. Praticamente todo o gado já foi retirado das pastagens de inverno nas áreas destinadas ao cultivo da soja; assim os espaços para a pecuária ficam reduzidos, sendo possível faltar alimentos para o rebanho.
Apicultura - Abelhas em intenso período de forrageamento; apicultores colocam melgueiras e fazem desbloqueio de ninho. A expectativa é de uma alta produção nessa safra. Apicultores fazem também a troca de quadros velhos, a fim de possibilitar favos novos para indução de maior postura da rainha. As floradas estão intensas neste período de primavera, provocando aumento de produção das colmeias, principalmente nas que tiveram alimentação suplementar. Devido ao aumento da florada e entrada de pólen na colmeia, rainhas aumentam a postura. Recomenda-se aos apicultores realizar o manejo de “ninho claro” a fim de liberar espaço para a postura da rainha. Observa-se boa entrada de pólen; abelhas operárias chegam ao alvado com as corbículas cheias de pólen.
Fonte: Emater/RS

Plantio de soja em Mato Grosso se aproxima de 90% da área, diz Imea



Publicado em 01/11/2018 18:06



SÃO PAULO (Reuters) - O plantio de soja da safra 2018/19 em Mato Grosso, o maior produtor nacional da oleaginosa, se aproxima do final, com 88,85 por cento da área semeada até esta semana, informou o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), nesta quinta-feira.
O avanço do plantio na semana foi de 15,60 pontos percentuais e reflete o ritmo acelerado visto desde o início dos trabalhos, diante de condições climáticas consideradas mais favoráveis.
Conforme o Imea, a semeadura supera tanto os 64,86 por cento vistos em igual momento do ano anterior quanto os 63,68 por cento de média nos últimos cinco anos.
As atividades de campo estão mais adiantadas na região oeste (92,49 por cento dos campos já plantados).
A expectativa do instituto é de que os produtores de Mato Grosso plantem 9,6 milhões de hectares com soja neste ciclo.
(Por José Roberto Gomes)
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Fonte: Reuters

Trump sobre China no Twitter motiva altas de 30 pts para soja em Chicago



Publicado em 01/11/2018 16:30 e atualizado em 01/11/2018 17:47





Tweet Donald Trump China
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"Tive uma longa e muito boa conversa com o presidente da China, Xi Jinping. Conversamos sobre muitos assuntos, com forte ênfase no comércio. Essas discussões estão indo muito bem com as reuniões sendo agendadas no G-20 na Argentina. Também tivemos uma boa discussão sobre a Coreia do Norte!"
O presidente americano Donald Trump voltou ao Twitter nesta quinta-feira, 1º de novembro, e soltou a faísca que o mercado da soja precisava para se aquecer novamente na Bolsa de Chicago. As cotações reagiram imediatamente à declaração de Trump, que foi combustível para altas de quase 30 pontos no fechamento deste pregão. 
Os preços da oleginosa vinham, há semanas, caminhando de lado e registrando algumas de suas mínimas em meses e, como explicaram analistas internacionais, "os investidores estão buscando razões para estarem positivos neste início de novemrbo após um outubro bastante tumultuado". 
A guerra comercial travada entre China e Estados Unidos tem provocado, afinal, danos severos que vão muito além da agricultura. Outubro foi o pior mês para as ações globais desde maio de 2012. 
O tweet de Trump chegou logo após informações da Secretaria Geral de Alfândega da China mostrarem que as importações chinesas de soja americana mostravam uma baixa de 80% em relação ao mesmo período do ano passado, ao passo em que o Brasil teria aumentado suas exportações para a nação asiática em 28% no mesmo intervalo. 
Tradicionalmente, os chineses compram a maior parte de sua soja no quarto trimestre do ano nos Estados Unidos, uma vez que com a colheita em andamento no país e a chegada da nova oferta, os preços acabam se tornando ainda mais atrativos aos importadores. Este ano, porém, a dinâmica mudou em função da guerra comercial que continua em curso. 
Os dados mostram ainda que as compras chinesas da oleaginosa brasileira, em setembro, totalizaram 7,59 milhões de toneladas, contra 5,49 milhões do mesmo mês em 2017. Dessa forma, o Brasil responde por 95% do total das importações de soja da China de 8,01 milhões de toneladas, contra 73% do mesmo período do ano passado. No mesmo período, em setembro deste ano, as importações de soja americana pela China totalizaram somente 132,248 mil toneladas, enquanto no ano passado eram 937 mil de setembro de 2017. 
Exportações Soja
Gráfico mostra o desempenho das importações da China nos últimos dois anos - Fonte: Bloomberg
Segundo números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), na semana encerrada em 25 de outubro, as vendas norte-americanas de soja somaram apenas 395,8 mil toneladas. O total é 34% menor do que a média das últimas quatro semanas, e o maior comprador foi Portugal. As expectativas variavam de 400 mil a 760 mil toneladas. 
 
Novos cancelamentos foram reportados, nesta semana de 519 mil toneladas para destinos não revelados e 62,8 mil toneladas da China. 
No acumulado da temporada, os EUA já têm comprometidas 21.450,7 milhões de toneladas, contra mais de 30,3 milhões do ano passado, nesse mesmo período. A estimativa do USDA para toda a temporada é de que o país exporte 56,07 milhões de toneladas. 
"O USDA irá ter que reduzir sua projeção para as exportações norte-americanas de soja nesta temporada diante desse começo fraco", diz Al Kluis, analista de mercado da Kluis Advisors. 
Diante desse quadro, um dos executivos da Bunge Ltd, Soren Schroder, em entrevista á Bloomberg lembra dos efeitos que essa mudança têm causado nos estoques norte-americanos. Essa falta de demanda pela soja dos EUA "tem construído um nível historicamente alto de estoques que serão carregados deste ano para o próximo", diz Schroder à agência internacional de notícias Bloomberg. 
Estoques soja
Aumento dos estoques de soja nos EUA - Fontes: Bloomberg + USDA
"No curto prazo, os deslocamentos causados pelas tarifas criam oportunidades de arbitragem que podem beneficiar os comerciantes e carregadores que estiverem  bem posicionados. Já no longo prazo, a guerra comercial é ruim para nossos negócios e é muito ruim para os agricultores dos EUA", diz Corey Jorgenson, presidente da unidade de grãos da The Andersons Inc. 
Frente a estas análises é que uma declaração como esta de Donald Trump repercute tão rapidamente entre os preços no mercado futuro norte-americano. Com as altas desta quinta-feira, o contrato novembro/18 fechou o dia com US$ 8,68 e o maio/19 com US$ 9,06.
De 1º a 31 de outubro, o vencimento novembro recuou 2,10%, com a posição terminando o mês com US$ 8,39, enquanto o maio/19 cedeu 0,68% e o contrato fechou com US$ 8,78. 
"Assim, o mercado fica mesmo mais animado com essa notícia. Mas ainda não está tudo certo, não há nada assinado e não voltamos a vender soja aos EUA. Amanhã, o mercado pode voltar a cair novamente, mas não às mínimas", explicou o analista de mercado da Price Futuros, Jack Scoville, direto de Chicago para o Notícias Agrícolas. 
Como explica o executivo, desde o início este impasse, "os preços já perderam cerca de US$ 2,00, sendo US$ 1,00 por conta da guerra comercial e US$ 1,00 em função da boa colheita nos Estados Unidos. Para mim, porém, hoje foi pura especulação". 
O próximo encontro de Donald Trump e o presidente Xi Jinping será na Argentina no encontro do G20 e o líder asiático diz estar bastante confiante nas próximas rodadas de conversa e negociações, esperançoso na formação de uma relação estável e saudável entre as duas economias.
"Ambos temos bons desejos sobre o desenvolvimento saudável e estável das relações entre China e Estados Unidos e da expansão da economia e do comércio entre os dois países. Temos que trabalhar duro para que estas visões se tornem realidade", disse Xi em entrevista à uma rede chinesa de TV. 
Como explicou o analista de mercado Matheus Pereira, da ARC Mercosul, tudo ainda é muito especulativo, de ambos os lados, e principalmente da parte de Trump, que está prestes a viver a eleição de meio mandato nos EUA nos próximos meses. 
"Ele quer atrair de volta o eleitor que o colocou no poder para votar em representantes republicanos para assumir no Congresso em 2019 e, essas próximas semanas ele vai querer 'acariciar' o potencial eleitor republicano, mais poder político para 2019", explica. "Não temos nada concreto agora, temos que estar atentos do lado chinês (...) O mercado vai entender como concreto e sólido agora qualquer informação que venha do pragmático e objetivo mercado chinês", completa.   
A seguir, veja a íntegra da entrevista de Matheus Pereira ao Notícias Agrícolas nesta quinta-feira:
Mercado Brasileiro
Para o produtor brasileiro, os impactos da disparada dos preços da soja na Bolsa de Chicago foram limitados nesta quinta-feira. No interior, os ganhos foram pontuais, como no Oeste da Bahia, onde o preço subiu 6,56% para R$ 65,00 por saca. Algumas leves altas foram registrada também em praças do Paraná. 
Nos portos, o dia foi de estabilidade também em Paranaguá. A soja disponível manteve os R$ 86,00 por saca, enquanto a safra nova ficou nos R$ 76,00. Já em Rio Grande, as cotações subiram. O spot foi a R$ 89,60 por saca, subindo 1,82%, e a referência para o mês seguinte subiu 2,26% para R$ 90,50. 
"A mensagem geral é a de que novas oportunidades estão sendo criadas agora. Temos um momento especulativo na CBOT agora, mas ainda sem dados concretos para afirmar que esses novos patamares serão mantidos. Então, aproveite. Temos um dólar em retração já precificando que em 2019 Bolsonaro terá um governo saudável, e se temos a confirmação dessa agenda no primeiro semestre do ano que vem com o presidente conseguindo aprovar medidas reformistas para o Brasil, temos um dólar, potencialmente, caminhando para os R$ 3,40 / R$ 3,20", orienta o analista da ARC.
O importante, portanto, é o produtor brasileiro estar atento às oportuniddes e ir travando parte de sua nova safra, aproveitando, mesmo que parcialmente, as janelas de comercialização que forem se abrindo com essas situações especulativas. 
Nesta quinta, o dólar voltou a recuar e mais uma vez perdeu os R$ 3,70. A moeda americana caiu 0,79%¨e fechou o dia com R$ 3,6943. Na semana, porém, a divisa subiu 1,095, encerrando nesta sessão seus negócios, já que se comemora nesta sexta-feira (2) o feriado nacional do Dia de Finados no Brasil. 
"Equipe econômica e projetos do governo Bolsonaro continuam sendo o foco do mercado nesse período de transição", destacou a Elite Corretora em relatório.
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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

Região Central do país segue com boas chuvas até meados de novembro. Matopiba também tem condições favoráveis de umidade



Publicado em 01/11/2018 10:59 e atualizado em 01/11/2018 12:04



Chuvas volumosas e bem distribuídas foram registradas em todas a regiões produtoras do Brasil nos últimos 30 dias
Morgana Almeida - Chefe do Centro de Análise e Previsão do Tempo do Inmet

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Entrevista com Morgana Almeida sobre a Previsão do Tempo
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Morgana Almeida, chefe do Centro de Análise e Previsão do Tempo do Inmet, destacou nesta quinta-feira (01) ao Notícias Agrícolas que as chuvas continuam ao longo desse feriado em boa parte do Brasil.
A semana, que foi bastante úmida, deverá continuar com um cenário de manutenção das chuvas, principalmente na região Central e na região Sudeste.
Amanhã, a região Sul deverá receber chuvas de forma mais isolada. A partir do sábado, um novo sistema frontal se forma e as chuvas estarão de volta nessa região.
Nos últimos 30 dias, praticamente todas as áreas produtoras do Brasil receberam chuvas na medida, o que contribuiu para o avanço no plantio. Houveram alguns problemas pontuais no Mato Grosso do Sul e no Pará por conta de excessos de chuvas, mas as demais áreas foram contempladas por um intercalamento que favorece o desenvolvimento de áreas recém-plantadas.
Para o Matopiba, as chuvas, mesmo que pontuais, tendem a continuam. É um padrão mais úmido condizente com o fluxo de instabilidade e manutenção de um aporte de umidade.
Os modelos apontam que os primeiros dez dias de novembro tendem a ser bastante úmidos. Para a segunda semana até meados de novembro esse movimento se intensifica, mas cautela é necessária para o período mais estendido, uma vez que, pela distância, menor é a confiabilidade dos dados.
Por: Aleksander Horta e Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas

Clima: Meteorologia mantém alerta para temporais em SC e no PR ao longo desta 5ª feira



Publicado em 01/11/2018 11:02




Clima: Frente fria avança para o Sudeste e provoca chuvas nesta quinta-feira. No Nordeste, massa de ar seco ganha força, reduzindo as precipitações na região. Já no Centro-Oeste e no Norte, dia será de sol e pancadas de chuvas. Nos próximos dias, precipitações serão frequentes no Centro-Oeste e volume acumulado deverá ficar entre 50 mm a 80 mm.
Meteorologia - Previsão do tempo para todo o Brasil
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Redução das chuvas ao longo do mês de novembro no Sul do país pode penalizar lavouras de soja no oeste do PR, aponta Cropview



Publicado em 01/11/2018 14:22 e atualizado em 01/11/2018 16:52



Milho verão também pode ser penalizado no RS com redução das chuvas em novembro
Cristina Queiroz - Rural Tecnologia

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Entrevista com Cristina Queiroz - Rural Tecnologia sobre o CropView
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A análise do CropView aponta que no sul do país pode ter redução das chuvas durante o mês de novembro e penalizar as lavouras de soja no oeste do Paraná. Além disso, o milho da safra verão também pode ficar comprometido no estado do Rio Grande do Sul.
De acordo com a gerente da Crop View, Cristina Queiroz, a redução das chuvas tende a afetar as lavouras que estão em estágio de florescimento. “Nós estamos acompanhando essa redução há bastante tempo, tem momentos que o alerta sinaliza mais forte outro é menos forte”, diz.
Outra aspecto que o sistema do CropView analise é o clima favorável para o surgimento de doenças fúngicas da soja. “Alerta sinaliza que as doenças estão mais propensas a aparecer nas áreas plantadas mais precoces, principalmente no estado do Paraná”, afirma.
Até o momento, não tem nenhum alerta de surgimento de ferrugem no estado do Paraná. “Basicamente, as doenças que podem afetar as áreas é a mela que mostra esse excesso de umidade que vem acometendo diversos estados”, comenta.
Na região de Guarapuava/PR, a previsão climática indica 15 mm de precipitações que pode penalizar as áreas cultivas precocemente. “Pode ser que não seja assim para o município inteiro, mas tem essa tendência de redução das chuvas que estamos observando tem um tempo”, aponta.
Para as lavouras cultivadas mais tarde, o sistema indica que as lavouras vão ser menos penalizadas do que as áreas semeadas mais cedo. “Quando a planta entrar em florescimento as chuvas vão voltar para a localidade”, diz.
No sul do Mato Grosso do Sul, o sistema também sinaliza a mesma condição climáticas que no oeste do Paraná com redução de chuvas. “Hoje, a região vai receber chuvas em torno de 75 mm durante o dia e para os próximos dez dias tem bons volumes de chuvas”, ressalta.
Por: Aleksander Horta e Andressa Simão
Fonte: Notícias Agrícolas