sexta-feira, 30 de março de 2018

Cresce o número de produtores que adotam o reúso na agricultura

Sistema é fundamental para preservação de recursos hídricos, por isso cresce a cada ano

Correio Brazilense
30 Mar 2018 - 06:30
Cresce o número de produtores que adotam o reúso na agricultura
Foto: Breno Fortes/CB/D.A Press
Os cientistas já bateram o martelo. Ou a humanidade aprende a usar a água potável de forma correta e racional ou ficamos sem ela e colocamos a nossa própria existência em risco. O Brasil tem um papel de extrema importância na preservação desse recurso. Os sistemas de irrigação adotados no país permitem o uso eficiente dos recursos hídricos e o aumento da produção de alimentos para cada hectare de lavoura plantada, sem a expansão de áreas. É por isso que cresce, a cada ano, o número de produtores e empresas que adotam técnicas de reúso desse líquido na agricultura e na produção de alimentos.

O Brasil se destaca pela variedade e produtividade, mas também pelo modo de produção, dinâmico e inovador, que permite a plantação anual de até três safras em um mesmo terreno. A área agrícola do país representa 7,8% do território nacional, cerca de 66 milhões de hectares. Apenas 9% das lavouras brasileiras são irrigadas. A área irrigada no país totalizou, no ano passado, 6 milhões de hectares aproximadamente.

O número é pequeno, mas tem potencial para aumentar em cinco vezes, ou seja, 30 milhões de hectares, de acordo com a analista de geoprocessamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Lucíola Alves Magalhães. “Ainda precisamos de mais infraestrutura elétrica e de distribuição de água em várias regiões do Brasil, além da capacitação tecnológica dos agricultores e acesso a essas tecnologias. Os agricultores e o poder público já perceberam que, sem irrigação, perderemos em termos de produção”, explica.

A água é imprescindível para a agricultura, mas nem toda área agrícola é irrigada. Em muitas propriedades é praticada a agricultura de sequeiro, que conta apenas com água da chuva para produção. Aos poucos, o país evolui para a utilização do sistema de irrigação na produção agrícola, saindo da fase dos sulcos, que consumia muita água, para a irrigação localizada e por gotejamento.

Produtividade

Os pivôs de irrigação propiciam um menor consumo de água por hectare onde o sistema está instalado. Já os sistemas de gotejamento fazem uma espécie de gerenciamento dos recursos hídricos — as gotas caem próximas às raízes, evitando, assim, a evaporação da água. “Ao aumentarmos a área irrigada, conseguiremos aumentar ainda mais a produtividade, ou seja, produzir mais alimento para cada hectare de lavoura plantada, sem necessariamente expandir a área”, assinala a pesquisadora da Embrapa.

A irrigação controlada repercute economicamente em diversas etapas da produção agrícola. O sistema resulta em economia de água e de consumo de energia, boa umidade e máxima produtividade da lavoura. Propicia, também, um microclima mais favorável para a não ocorrência de pragas. “Isso é outro fator de economia. Se a irrigação é feita corretamente, podem ser eliminados gastos adicionais, já que diminui a pressão sobre a demanda de água e reduz os riscos de surgimentos de pragas, o que significa que o uso de defensivos agrícolas pode ser menor”, analisa Gertjan Beekman, coordenador da área de Recursos Naturais, Gestão Ambiental e Adaptação às Mudanças Climáticas do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA).

Beekman coordenou o Econormas, da União Europeia, programa destinado a implementar ações de intervenção física para o controle e recuperarão de áreas degradadas que estivessem submetidas a processos de desertificação nos quatro países do Mercosul.

Já o IICA é um organismo internacional especializado em agricultura e bem-estar rural, sendo vinculado à Organização dos Estados Americanos (OEA). A entidade apoia os 34 países-membros em demandas específicas relacionadas à agricultura.

O uso eficiente de água na agricultura e as técnicas de reúso são cada vez mais importantes para a produção de alimentos, em função das mudanças climáticas, segundo o coordenador do ICCA. “Não é só ter o recurso hídrico, mas usá-lo de forma inteligente, aproveitando o ciclo de chuvas e as ferramentas agrometeorológicas para planejamento do setor agropecuário, que está cada vez mais dinâmico, inovador e requer precisão e confiabilidade”, avalia Beekman.

O que diz o Código Florestal

O Código Florestal brasileiro preconiza que os agricultores destinem parte das suas terras para a preservação da vegetação. Os percentuais variam a depender do bioma. Na Amazônia, por exemplo, 80% da área do imóvel é destinada à preservação.

No Cerrado, cai para 20%. Os dados consolidados do  Sistema Nacional do Cadastro Ambiental Rural (Sicar) mostram que os agricultores brasileiros destinam 177 milhões de hectares para a preservação da vegetação. Isso representa 48% da área dos imóveis, em média, e 20,5% de todo o território nacional. Essas áreas preservadas são interconectadas com a rede de drenagem existente no Brasil. Ou seja, ao preservar as margens dos rios, os agricultores contribuem para a preservação dos recursos hídricos.

Um dos motivos de o Brasil ter se tornado uma das maiores potências mundiais da agricultura foi a implantação de novas tecnologias no campo. A experiência brasileira em técnicas de cultivo extrapolaram as fronteiras nacionais. Hoje, o país que se tornou o segundo maior exportador de alimentos do mundo também exporta conhecimento. Esse foi o principal motivo para a visita ao Brasil de ministros e vice-ministros da Agricultura de 11 países do Caribe.

“O Brasil tem sido capaz de quebrar o ciclo da agricultura global por meio de inovação, investimentos em pesquisa, políticas públicas e legislação. É um importante exemplo para nós”, enfatiza Barton Clarke, diretor-geral do Instituto de Pesquisa Agrícola e Desenvolvimento do Caribe (Cardi, na sigla em inglês). Os países da região sofrem com os efeitos do clima e têm desafios com relação à segurança alimentar.

 
Pesquisas e soluções nacionais para o desenvolvimento da agricultura, como a biofortificação de alimentos, adubação orgânica e compostagem, chamaram a atenção da delegação. “Temos muito a aprender com o Brasil”, resume Alexis Jeffers, ministro da Agricultura de São Cristóvão e Névis, o menor país das Américas, que tem uma população de 55 mil habitantes, aproximadamente.

Um dos problemas que aquele país enfrenta é relacionado ao êxodo de jovens do campo, desmotivados pelo modo de produção incipiente e pequena produção agrícola. O governo local trabalha para manter os jovens no campo, diminuir o êxodo rural e melhorar a sustentabilidade nos modos de produção. “Queremos atrair a juventude para que se envolva mais no campo, e essas tecnologias certamente chamam mais atenção dos jovens, pois envolvem técnicas mais modernas”, conta Alexis Jeffers.

A presidente da Comunidade do Caribe (Caricom, na sigla em inglês), Desiree Field-Ridley, explica que a agricultura é tema prioritário para os países do bloco. A atividade agropecuária, no entanto, não vem crescendo como o bloco espera. “A agricultura é um de nossos setores-chave. Estamos procurando pelo tipo de auxílio que nos permita dar o suporte necessário à agricultura, um setor que não tem crescido do modo como precisa crescer e do modo que esperamos que cresça”, diz Field-Ridley.

Pesquisas

A Embrapa foi a primeira parada da delegação de ministros e vice-ministros de agricultura de países caribenhos. Na unidade de Hortaliças, localizada no Núcleo Rural Vargem da Benção, no Gama, o grupo conheceu as pesquisas com adubação orgânica e compostagem. Os países do caribe enfrentam dificuldades na área de nutrição de plantas, já que não têm amplo acesso aos fertilizantes minerais, geralmente importados.

O grupo conheceu, também, tecnologias desenvolvidas para a agricultura tropical com foco no produtor familiar, estruturas de cultivo protegido e uma câmara de simulação climática, tecnologias que viabilizam o cultivo e a pesquisa com hortaliças, mesmo em condições ambientais adversas; e um campo de batata-doce, alimento muito consumido em alguns países caribenhos, cultura com custo de produção baixo que apresenta boa tolerância à seca e fácil adaptação ao clima

Na Central de Abastecimento do Distrito Federal (Ceasa), houve apresentação de boas práticas de produção da agricultura familiar e urbana, da alimentação saudável, do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), de acesso à água, inclusão produtiva, voluntariado e banco de alimentos. “O Brasil fez vários avanços no desenvolvimento da agricultura.

A maioria dos produtores nos países do Caribe são pequenos agricultores, então pensamos que é uma oportunidade para colaborarmos e aprendermos com algumas das boas práticas que existem no Brasil”, analisa Beverly Best, representante da Organização dos Estados do Caribe Oriental (OECS, na sigla em inglês).

"O Brasil tem sido capaz de quebrar o ciclo da agricultura global por meio de inovação, investimentos em pesquisa, políticas públicas e legislação. É um importante exemplo para nós”
Barton Clarke, diretor-geral do Instituto de Pesquisa Agrícola e Desenvolvimento do Caribe

Conheça o país que investe mais de R$ 70 milhões para evitar sumiço das abelhas

Essenciais não só pela produção de mel, as abelhas são as principais polinizadoras das lavouras; basicamente, a agricultura depende delas

The Washington Post
30 Mar 2018 - 07:00
Conheça o país que investe mais de R$ 70 milhões para evitar sumiço das abelhas
Foto: Ilustração/Internet
Um crescimento expressivo no número de apicultores tem causado um “reboliço” no Japão, com os governos – em âmbito local e federal – apoiando o aumento da produção de abelhas que, além de produzirem mel, são essenciais para o cultivo de muitas frutas e vegetais. E o número de quem lida com a atividade simplesmente por hobby também tem subido.

Apicultores mantêm colmeias para criar os polinizadores desde os ovos postos pela Rainha. Os insetos acabam sendo vendidos para produtores rurais, que os liberam nas lavouras e estufas para fazer o trabalho de polinização.

No entanto, embora os apicultores também coletem mel, a produção ainda é pequena. Em 2016, foram comercializadas 2,8 mil toneladas, o que corresponde a apenas 5% do mel disponível no mercado doméstico japonês. A maior parte é importada da China e outros mercados.

“Ser capaz de criar abelhas no inverno é uma das forças de Okinawa. Os números de envios de colmeias e de apicultores estão crescendo bem diante dos nossos olhos”, diz Tomohiro Tokiwa, num centro especializado para embarques de colmeias. Tokiwa, de 68 anos, é o representante da cooperativa de apicultores da prefeitura de Okinawa.

No dia da entrevista, cerca de 20 membros da cooperativa e outras pessoas estavam “empacotando” em contêineres algo em torno de 280 colmeias, que continuam aproximadamente 8 mil abelhas. “Elas provavelmente serão usadas para cerejeiras na região de Tohoku e estufas e de morangos e outras culturas na região Norte de Kanto”, explica.

Agricultores compram as abelhas por meio de cooperativas agrícolas, empresas de sementes e outras entidades. O principal objetivo é usá-las para polinizar plantações de abóboras, melancias e outras culturas.

De acordo com a divisão pecuária da cidade de Okinawa, há 164 apicultores cadastrados na prefeitura e que possuem 11,5 mil colmeias, o que representa um aumento de pelo menos três vezes em relação aos números de 2009.

O crescimento veio após um clima atípico e danos com pragas, provocados pela baixa reprodução das abelhas entre 2007 e 2008. Para assegurar um suprimento estável de abelhas, o governo solicitou às prefeituras que tomassem passos para aumentar a produção e promover o debate em suas regiões.

O foco foi especialmente na região de Okinawa, onde abelhas rainhas podem “dar cria” no inverno. Muitos agricultores, inclusive, passaram a criar os insetos.

O número de apicultores vem crescendo nos últimos anos. Segundo o Ministério da Agricultura, Florestas e Pesca do Japão, havia 9,5 mil apicultores no país em 1985. Devido, sobretudo, ao envelhecimento da população, uma lacuna acabou se formando na atividade: em 2005, restavam somente 4,8 mil trabalhadores. A recuperação ficou evidente no ano passado, que terminou com 9,3 mil apicultores.

Houve, ainda, um crescimento em relação aos “apicultores de fim de semana”. Uma revisão na Lei de Promoção da Apicultura obrigou mesmo quem cria abelhas por diversão a se registrar junto às autoridades.

Yuya Saito, de 70 anos, um escrivão da região de Ishinomaki, virou apicultor em 2012, por hobby. Apaixonado por animais, Saito notou muitas abelhas quando estava limpando sua casa e os arredores depois do grande terremoto na costa leste do Japão, em 2011. “Meu interesse no meio ambiente local aumentou desde que eu comecei com a apicultura. Coletar o mel no final do verão é uma alegria”, conta.

Contudo, um novo problema surgiu: as chamadas plantas das abelhas têm desaparecido devido ao desenvolvimento das cidades e outros fatores. Elas incluem os astrálogos chineses, laranja mandarin e outras flores nas quais os polinizadores coletam o néctar.

Em 1985, havia cerca de 370 mil hectares com esse tipo de plantas espalhados pelo país. Em 2016, entretanto, a área tinha caído em mais de dois terços, atingindo 120 mil hectares.

Com o número de apicultores subindo, as abelhas estão encontrando muito mais competição pelo néctar, de modo que a falta do alimento traz um efeito negativo para a reprodução delas.

No orçamento de 2017, o Japão destinou mais de US$ 22 milhões - ou R$ 72,6 milhões - para centros de produção, o que inclui auxílio para a proliferação das plantas das abelhas.

“Um suprimento estável de abelhas é necessário para promover a apicultura, o que ajuda a aumentar a renda local e revitalizar comunidades. Mesmo que seja necessário tempo para resolver problemas, nós continuamos com nosso apoio”, afirma um membro do Ministério da Pecuária e Abastecimento.

quinta-feira, 29 de março de 2018

Soja dispara com surpresas do USDA

SOBE

Soja dispara com surpresas do USDA


USDA projeta menos produção de soja que o esperado
Por:  -Leonardo Gottems 
Publicado em 29/03/2018 às 16:52h.
Os futuros da soja na Bolsa de Chicago subiram nesta quinta-feira depois que o Departamento da Agricultura dos Estados Unidos surpreendentemente baixou a expectativa de plantio de soja, enquanto também baixou a projeção de área de milho.

Para o órgão, os produtores plantarão 89 milhões de acres com soja neste ano, o que está abaixo dos 90,1 milhões de acres do ano passado e da projeção de 90 milhões de acres de Fevereiro deste ano. A área de milho de 88 milhões de acres neste ano, menos que os 90,2 milhões de acres de 2017 e da previsão de 90 milhões de acres do mês passado. Analistas esperavam que a área de soja seria de 91 milhões de acres e a de milho de 89,4 milhões.

A soja se tornou mais atrativa em semanas recentes em função do clima seco na Argentina.
Os futuros neste mês aumentaram para o maior nível em quase dois anos enquanto as condições no país sul-americano pioraram com as principais regiões produtoras sem chuva. Ainda assim, os que responderam uma enquete não foram tão otimistas quanto o esperado.

“Neste momento o clima será o principal fator determinante” com relação a área atual plantada, disse Brian Grossman, analista do Zaner Group de Chicago. “Se existir um aquecimento, será um grande ano para o milho, mas há gente preparada para ir pesado na soja se o clima não ajudar ou devido a variáveis de mercado,” completou.

Os futuros de soja subiram 30 centavos na posição de Maio para US$ 10,48 por bushel. O farelo subiu US$ 12,90 para US$ 384,20 por tonelada, enquanto o óleo de soja subiu 44 cents. Já os futuros de milho subiram 13 centavos para US$ 3,86 por bushel em Chicago.

Painel debate construção do perfil de solo durante a Expo Londrina

Expo Londrina

Painel debate construção do perfil de solo durante a Expo Londrina


Objetivo é destacar como a construção do perfil de solo é pré-requisito para a obtenção de altas produtividades no campo e reduzir os custos
Por:  
Publicado em 29/03/2018 às 16:58h.
A Embrapa Soja promove no dia 11 de abril, a partir das 13h30, no Pavilhão da SmartAgro, durante a Expo Londrina, o painel Construção do Perfil do Solo. O objetivo é destacar como a construção do perfil de solo é pré-requisito para a obtenção de altas produtividades no campo, garantir estabilidade de produção e reduzir os custos. A expectativa é reunir aproximadamente 250 participantes.
Segundo o pesquisador da Embrapa Soja Henrique Debiase, um dos coordenadores do painel, ao se combinar o manejo físico, químico e biológico do solo, o produtor consegue mitigar os riscos climáticos e proporcionar condições para que as plantas alcancem seu potencial produtivo. Além de palestras técnicas, as cooperativas Coamo e Cocamar irão traçar um panorama da situação do perfil do solo nas propriedades do Paraná.
Programação
13h30 - Recepção e abertura
14h - Construção do perfil químico do solo 
 Adilson de Oliveira Jr., pesquisador da Embrapa Soja
15h - Construção do perfil físico do solo 
Júlio Franchini, pesquisador da Embrapa Soja
16h - Panorama do perfil do solo no Paraná
Cooperativas do Paraná
16h45 - Debate
17h30 - Café de encerramento
As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site: goo.gl/SPps5i
Informações: (43) 3371-6068 ou 3371-6067 ou soja.eventos@embrapa.br
Serviço
Painel: Construção do Perfil do Solo
Data: 11 de abril
Local: Pavilhão da SmartAgro/ Exposição de Londrina –
Parque Governador Ney Braga. Av. Tiradentes, 6275 | Londrina-PR

Sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta são tema de Dia de Campo em Ipameri (GO)

Dia de Campo

Sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta são tema de Dia de Campo em Ipameri (GO)


Objetivo é difundir a ILPF como estratégia de intensificação agrícola sustentável do ponto de vista econômico, ambiental e social
Por:  
Publicado em 29/03/2018 às 17:27h.
A Fazenda Santa Brígida, em Ipameri, no Sudeste goiano, vai sediar, na próxima sexta-feira (6), a partir das 8h, mais uma edição do Dia de Campo sobre sistemas de Integração Lavoura-Pecuária Floresta (ILPF). O objetivo é difundir a ILPF como estratégia de intensificação agrícola sustentável do ponto de vista econômico, ambiental e social. O evento é promovido pela Rede ILPF, parceria público-privada, formada pela Embrapa e as empresas Cocamar, John Deere, Soesp e Syngenta.
Além das estações técnicas sobre o Sistema Santa Brígida (consorciação de milho com leguminosas – guandu-anão ou crotalária spectabilis), saúde do solo e viabilidade econômica da ILPF, os participantes poderão tirar dúvidas sobre cada um dos componentes dos sistemas de integração (lavoura, pecuária e floresta) e estratégias de comercialização na estação opcional “Saiba mais sobre ILP e ILPF”. Os palestrantes são pesquisadores da Embrapa, além de técnicos e consultores da fazenda.
A entrada é gratuita e o credenciamento será feito no início do Dia de Campo.
Programação
8h – Credenciamento
8h15 às 12h – Boas-vindas e visita às estações:
Estação 1 - Sistema Santa Brígida
Alex Silva, Fazenda Santa Brígida
Lourival Vilela, Embrapa
Estação 2 - Saúde do solo: sustentabilidade da produção agropecuária
Ieda de Carvalho Mendes, Embrapa
Estação 3 - Viabilidade econômica da ILPF
Júlio Cesar dos Reis, Embrapa
Estação Opcional - Saiba mais sobre ILP e ILPF
• Lavoura
João Kluthcouski (Embrapa) e Roberto Freitas (consultor da Fazenda Sta. Brígida)
• Pecuária
William Marchió (Rede ILPF) e Bruno Pedreira (Embrapa)
• Floresta
Abílio Pacheco (Embrapa) e Vanderlei Oliveira (consultor da Fazenda Sta. Brígida)
• Comercialização
Gustavo Bezerra (consultor da Fazenda Sta. Brígida) 
13h – Encerramento
Intensificação agrícola sustentável e ILPF
A intensificação agrícola sustentável é um modelo de produção integrada, sistêmica, no qual a agricultura dialoga com a natureza, provendo serviços ambientais, e com a sociedade, contribuindo para a produção em abundância de alimentos de qualidade, com baixo impacto ambiental de forma segura e inteligente. Nesse sentido, a agrobiodiversidade é fundamental, na medida em que rompe com a monocultura para aumentar a diversidade e a resiliência dos sistemas agrícolas e minimiza sua vulnerabilidade a fatores bióticos e abióticos.
A Integração Lavoura-Pecuária- Floresta (ILPF) é uma estratégia de produção que integra diferentes sistemas produtivos, agrícolas, pecuários e florestais dentro de uma mesma área. Pode ser feita em cultivo consorciado, em sucessão ou em rotação, de forma que haja benefício mútuo para todas as atividades. Essa forma de sistema de integração busca otimizar o uso da terra, elevando os patamares de produtividade, diversificando a produção e gerando produtos de qualidade. Com isso, reduz a pressão sobre a abertura de novas áreas.
Saiba mais sobre a ILPF clicando aqui.
Rede ILPF
O principal objetivo da Rede ILPF é acelerar a ampla adoção dos sistemas de Integração Lavoura-Pecuária Floresta por produtores rurais como parte de um esforço visando à intensificação sustentável da agricultura brasileira. Iniciada em 2012, a Rede, que é co-financiada pelas empresas privadas e pela Embrapa, apoia uma rede com 107 Unidades de Referencia Tecnológica distribuídas em todos os biomas brasileiros e que envolve a participação de 22 Unidades de Pesquisa da Embrapa.
Saiba mais sobre a Rede ILPF clicando aqui.

Novo experimento para combate à mosca-da-carambola é instalado no Amapá

Tecnologia

Novo experimento para combate à mosca-da-carambola é instalado no Amapá


Produto com eficiência já comprovada no combate à mosca-da-carambola em laboratório está sendo testado agora em ambiente natural
Por:  
Publicado em 29/03/2018 às 18:36h.
Um produto com eficiência já comprovada no combate à mosca-da-carambola (Bactrocera carambolae (Diptera: Tephritidae) em laboratório está sendo testado agora em ambiente natural. O produto em forma de cera foi colocado em caules de frutíferas localizadas no distrito da Fazendinha, Km 9 e Coração, no município de Macapá (AP). O pesquisador Marcos Botton, da Embrapa Uva e Vinho (Bento Gonçalves, RS), uma das referências no Brasil em estudos de atrativos e iscas tóxicas para insetos, e responsável pela instalação do novo experimento, explicou que foi adotado o sistema atrai-mata, que consiste em utilizar o produto formulado a base de splat metil eugenol (cera) e espinosade (inseticida orgânico). Os locais de fixação das iscas foram selecionados junto com a equipe local do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).   
A formulação de splat metil eugenol + espinosade tem a vantagem de ser resistente à lavagem pela água da chuva e permite mecanizar a aplicação nos focos de infestação. “É um produto comercial que precisamos validar em campo, e como o Amapá é o ambiente e concentração da praga os testes são feitos nesse estado. Tivemos dois dias de aplicação do produto e na próxima semana será iniciada a avaliação. Durante dois meses o experimento será monitorado para verificarmos o efeito a aplicação na redução da população de mosca-da-carambola”, acrescentou Botton. Ele cumpriu agenda de trabalho de cinco dias em Macapá e o pesquisador Rubem Machota Junior, pós-doutorando na Embrapa Uva e Vinho que integra a equipe de pesquisa, permanece mais uma semana no Amapá para acompanhar as primeiras avaliações.
Na Embrapa Amapá, Marcos Botton conheceu as instalações do prédio de Proteção de Plantas, onde funcionam o laboratório de entomologia (estudo dos insetos), a criação de moscas-das-frutas, o laboratório de controle biológico e a sala de criação de inimigos naturais, além das tecnologias usadas no controle químico e biológico de moscas-das-frutas, e experimentos com novos atrativos. Na ocasião, ele tirou dúvidas e trocou informações com os pesquisadores Ricardo Adaime da Silva, Adilson Lopes Lima e Cristiane Ramos de Jesus Barros, que atuam nas pesquisas com mosca-das-frutas. A visita técnica e a reunião de alinhamento dos trabalhos de campo foram acompanhadas pelo chefe-geral interino da Embrapa Amapá, pelo superintendente local do Ministério da Agricultura, José Victor Torres Alves Costa, pelo responsável técnico da empresa contatada pelo Mapa para o combate a mosca-da-carambola no Amapá.
De acordo com a pesquisadora da Embrapa Amapá, Cristiane Ramos de Jesus Barros, líder da pesquisa com mosca-da-carambola, este é um dos experimentos onde são testados produtos além dos já utilizados pelo Programa Nacional de Erradicação da Mosca-da-Carambola (PNEMC), que é coordenado pelo Mapa. A intenção é ampliar as opões de tecnologias para o controle e combate da praga. “De forma geral, o objetivo é chegarmos a estratégias que apresentem, no mínimo, a mesma eficiência das tecnologias já existentes, mas com menor impacto ambiental e maior segurança para as pessoas”, explicou a pesquisadora. A expectativa da Embrapa é contribuir com produtos à base de tecnologias “mais limpas”, atendendo às demandas do PNEMC. 
Mosca-da-carambola no Brasil
A mosca-da-carambola é uma praga quarentenária com presença restrita aos estados do Amapá e Roraima, sob controle oficial do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Causa danos não apenas na caramboleira, mas também na goiabeira, aceroleira, mangueira, jambeiro, entre outros de uma lista de 21 hospedeiros no Amapá. Originária do sudeste asiático, é considerada espécie invasora no Brasil, Suriname, República da Guiana e Guiana Francesa. No Brasil, foi registrada em 1996 em Oiapoque, município do extremo norte do Amapá. Os estudos liderados pela Embrapa Amapá atendem demandas do Programa Nacional de Erradicação da Mosca-da-Carambola (PNEMC), coordenado pelo Ministério da Agricultura com o objetivo de promover pesquisa para segurança biológica e defesa zoofitossanitária da agropecuária e produção florestal brasileira. 

Produção brasileira de celulose cresce 18,4% em fevereiro, diz Ibá



Publicado em 29/03/2018 16:40


SÃO PAULO (Reuters) - A produção brasileira de celulose cresceu 18,4 por cento em fevereiro sobre um ano antes, a 1,7 milhão de toneladas, afirmou nesta quinta-feira a Indústria Brasileira de Árvores (Ibá).
O resultado eleva o total produzido no bimestre a 3,5 milhões de toneladas, alta de 13,1 por cento ano a ano.
As exportações brasileiras do produto subiram 33,1 por cento em relação a fevereiro de 2017, para 1,218 milhão de toneladas. No bimestre, o Brasil exportou 2,546 milhões de toneladas de celulose, alta de 9,3 por cento na comparação anual.
A China foi o principal destino das exportações brasileiras de celulose no bimestre, com participação de 43 por cento, disse o Ibá, seguida pela Europa e América do Norte.
O Brasil ainda elevou em 3,2 por cento a produção de papel no bimestre, para 1,7 milhão de toneladas, mas reduziu os embarques em 3,3 por cento no período, para 324 mil toneladas. Enquanto isso, as vendas internas cresceram 3 por cento ante os dois primeiros meses do ano passado, para 850 mil toneladas.
No caso dos painéis de madeira, as exportações aumentaram 9,7 por cento, e as vendas domésticas avançaram 6,4 por cento.
(Por Gabriela Mello)
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Fonte: Reuters