quarta-feira, 1 de junho de 2016

Controle biológico foi um dos temas do VII Ciclo de Palestras sobre Borboletas

Controle biológico foi um dos temas do VII Ciclo de Palestras sobre Borboletas





Controle biológico foi um dos temas do VII Ciclo de Palestras sobre Borboletas
01/06/16 - 11:02

 
Em maio, a Secretaria de Meio Ambiente e a equipe do Borboletário de Osasco promoveram, no Sesi Piratininga, o VII Ciclo de Palestras sobre Borboletas, com o intuito de proporcionar aos participantes uma nova percepção sobre os pequenos seres vivos – insetos.
O evento mostrou experiências lúdicas de educação ambiental e apresentou novas abordagens sobre a relação insetos e sociedade humana, em especial as borboletas. Esses animais coloridos e alados podem se apresentar úteis na gestão ambiental das cidades por serem considerados indicadores biológicos de qualidade do ambiente, tema tratado por pesquisados e professores de universidades.
A pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) Jeanne Prado falou sobre a ordem Lepidoptera no contexto agrícola e o controle biológico. Conforme Jeanne, "o ataque de pragas é responsável por uma perda média anual de até 7,7% da produção agrícola brasileira, podendo chegar a R$ 55 bilhões ao ano de prejuízo para o agronegócio brasileiro (incluindo ataque de insetos, doenças, entre outros). Os insetos correspondem a 70% das espécies animais da Terra, em número, e, desse total, 10% correspondem a pragas. A ordem Lepidoptera é a segunda mais abundante da classe Insecta e o hábito alimentar fitófago das lagartas as coloca como pragas de importância  agrícola a diversas culturas.
Desde 2009 o Brasil é campeão mundial no uso de agrotóxicos, com um consumo médio de cerca de um milhão de toneladas por ano, e muitos têm sido os relatos de contaminação ambiental e de alimentos com resíduos desses produtos que chegam à mesa do consumidor. Uma das alternativas ao uso de agrotóxicos, que vem a cada ano ganhando maior espaço, é a realização do controle biológico de insetos, que se utiliza principalmente de microrganismos entomopatogênicos e insetos predadores e parasitoides para o controle de pragas."
Nesse sentido, enfatiza a pesquisadora, o Laboratório de Quarentena Costa Lima, localizado na Embrapa Meio Ambiente, destaca-se pela importância no controle biológico clássico, assegurando a importação de agentes de biocontrole a serem utilizados em programas de manejo de pragas exóticas no Brasil. Credenciado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) desde 1991 para a importação principalmente de bioagentes de controle, o laboratório já realizou a introdução de mais de 770 espécies de organismos benéficos e outros, que se destinaram a pesquisas realizadas em diversos estados brasileiros.
Outros temas abordados
Insetos como modelo para a ciência: uma experiência lúdica com a ordem Lepidóptera, com Nelio Bizzo, professor da Faculdade de Educação da USP.
Borboletas das cidades, com Gustavo Accácio, especialista em Zoologia e pesquisador autônomo.
Borboletas como indicadores biológicos: avanços recentes na Mata Atlântica e na Amazônia, com André Freitas, professor da Unicamp.
Borboletário de Osasco
O pequeno zoológico de borboletas é uma ferramenta que incrementa a educação ambiental realizada no município. Gradualmente, este espaço de conhecimento vem se tornando um marco no lazer ecológico na região e recebe cerca de 16.000 visitantes por ano, entre escolas e público geral. O horário de funcionamento é de terça-feira aos sábados, das 10 às 16h. A entrada é gratuita.

Crédito das fotos: Seane Lennon


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