quarta-feira, 1 de junho de 2016

Produção de soja deve ser maior no próximo ciclo em Mato Grosso

Produção de soja deve ser maior no próximo ciclo em Mato Grosso





Produção de soja deve ser maior no próximo ciclo em Mato Grosso
01/06/16 - 10:31 


Mato Grosso, o maior produtor de soja do Brasil e um dos principais fornecedores da matéria-prima no mundo, começa dimensionar a sua nova safra, o ciclo 2016/17, que como primeira impressão vai deixando a expectativa do menor avanço em área plantada dos últimos nove anos, mas, com projeção de produção recorde, acima de 29,39 milhões de toneladas (t). A oferta histórica deriva de uma expectativa de que os sojicultores manterão o nível de investimentos e de que o clima irá contribuir para o desenvolvimento das lavouras, ao contrário do que se viu na última temporada. 
O primeiro desenho da nova safra, conforme dados divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), na última segunda-feira, aponta para uma estabilidade na área plantada de soja no Estado, mas com expectativa inicial de um aumento produtivo. “Inicialmente, a expectativa para a área semeada com a oleaginosa na safra 2016/17, em Mato Grosso, é de 9,23 milhões de hectares, representando uma área bastante semelhante à safra 2015/16, com aumento de apenas 0,28%, o equivalente a 26,2 mil hectares. A nova safra deve registrar o menor aumento desde a série histórica acompanhada pelo Imea (safra 2007/08), ficando bem abaixo do aumento da área de soja registrado na média das últimas cinco safras, que é de 7,6%”, pontuam os analistas do órgão. 
Para a realização deste primeiro levantamento – que está sendo publicado antes da virada do mês, ao invés de ser apresentado nas primeiras semanas de junho – o Imea considerou para a estimativa inicial de área de soja a expectativa dos agentes do mercado e os dados levantados junto a 547 produtores de soja em Mato Grosso, durante o mês de abril deste ano. 
Conforme o levantamento, as regiões que possuem expectativa de registrar os maiores aumentos de área são a norte e a noroeste, com elevação em relação à safra 2015/16 de 3,5% e 1,2%, respectivamente. “Mesmo assim, os aumentos esperados nestas regiões estão bem abaixo dos ocorridos nas últimas safras”, alertam os analistas 
Já para a maior região produtora do Estado, o médio norte, espera-se um leve recuo de 0,3% na área da nova temporada, baseada, sobretudo, nos resultados abaixo do esperado na safra 2015/16. 
DIFERENCIAIS – Se o crescimento espacial da nova safra não está garantindo no novo ciclo, a produtividade surge como o grande diferencial da temporada. “Apesar de as projeções com relação aos rendimentos a campo da safra 2016/17 serem limitadas neste momento, já que restam ainda insumos a serem adquiridos por parte do produtor rural, espera-se que na nova safra os investimentos em tecnologia continuem ocorrendo, o que impulsionaria a expectativa sobre o rendimento das lavouras. Assim, as projeções iniciais apontam para uma produtividade esperada de 53 sacas por hectare (sc/ha) na safra 2016/17, cerca de 6,56% superior à safra 2015/16 e bastante semelhante à consolidada no ciclo 2014/15, que foi de 52,9 sc/ha”, projetam os analistas do Imea. 
Se a expectativa de rendimento se confirmar na proporção apontada, a produção aguardada para a temporada 2016/17 nesta primeira intenção de safra – que recebe influência positiva do incremento aguardado na produtividade – faz com que as apostas elevam o saldo da sojicultura para algo em torno de 29,39 milhões de toneladas, representando um aumento de 1,85 milhão de toneladas em relação à safra 2015/16. “Cabe salientar que esta primeira projeção representa o sentimento inicial do mercado, notando-se que a primeira expectativa sobre temporada 2016/17 aponta para um aumento de produção baseada em ganhos com a produtividade a campo, diferente do que ocorreu nas últimas safras, onde a produção registrou crescimento baseada, principalmente, no aumento de área. Por isso, qualquer interferência climática sobre a nova safra poderá trazer impactos ainda maiores que o verificado no último ano sobre a oferta do novo ciclo, bem como sobre a renda da atividade”.
 


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