quinta-feira, 25 de maio de 2017

“Brasil tem oportunidade geopolítica única”, diz Rial


Presidente do Santander

“Brasil tem oportunidade geopolítica única”, diz Rial


Presidente do Santander Brasil, Sérgio Rial, está otimista
Por:  -Leonardo Gottems 
Publicado em 25/05/2017 às 18:27h.
O presidente do Santander Brasil, Sérgio Rial, apresentou otimismo ao público presente no Seminário “A Força do Campo”. No evento, realizado em parceria com o governo do Estado do Mato Grosso, o executivo afirmou que “o Brasil se vê diante de uma oportunidade geopolítica única”.
“O mundo passa por transformações políticas e o Brasil não está de fora. A saída do Reino Unido da União Europeia abre uma grande oportunidade para o Brasil, e estamos perto de fechar, via Mercosul, o primeiro grande acordo comercial com a Europa [...] Não vejo a China como ameaça, e sim como importante investidor. O país já está no Brasil e tem sido um investidor importante em energia”, pontuou em seu discurso.
Rial afirma que o agronegócio brasileiro precisa ter “maturidade de patente. É muito importante existir integração entre o privado e o público. Impulsionar a pequena e média empresa também é relevante para o crescimento econômico. Grande empresa não emprega mais, só quer saber de tecnologia, de melhorar produtividade. E a grande oportunidade de geração de empregos é por meio das PMEs (Pequenas e Médias Empresas)”.
“O Agronegócio brasileiro já faz parte da cadeia global e é isso o que o torna resiliente. Num Brasil onde a taxa de juros está entre 14%, 15%, fica difícil olhar para os negócios e estar totalmente competitivo. Digo que entramos numa fase de declínio totalmente estruturado da taxa de juros. O Brasil tem momento positivo na inflação, que permitiria Banco Central seguir na queda de taxa de juros”, sustentou Rial.
O presidente do Santander Brasil tocou ainda na questão da necessidade de reformar o sistema financeiro brasileiro: “As tradings têm uma posição vantajosa no financiamento ao agronegócio, porque elas possuem uma melhor estrutura tributária do que os bancos. Vamos fazer diferente. Vamos desconstruir amarras e assimetrias”. 
“Precisamos de uma reforma no sistema financeiro brasileiro, eliminar as assimetrias. É importante desconstruir o sistema que tem mais de 50% do crédito direcionado pelo Estado, num momento em que se começar a diminuir as assimetrias. Qualquer mudança estrutural dá um frio na barriga. Mas temos que fazer para aumentar a competitividade”, concluiu.

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