O mercado do café arábica inicia a manhã desta terça-feira (29) em baixa na Bolsa de Nova York (ICE Futures Group)
Por volta das 9h14, o contrato setembro/17 marcava queda de 30 pontos, a 129,90 cents/lb (fechamento de ontem). Para o contrato dezembro/17, queda de 55 pontos, a 130,80 cents/lb. Março/17 apresentava queda de 45 pontos, a 134,35 cents/lb, assim como maio/17, a 136,60 cents/lb.
Agências internacionais dão conta de que os especuladores abandonaram posições antes do final da última semana, elevando as cotações. Isso se deve à repercussão das chuvas nas áreas do cinturão produtivo, o que poderia beneficiar a safra 2018/19 de café, na visão dos operadores.
Rodrigo Corêa da Costa, diretor de Trading da Comexim USA, considera que a manutenção dos patamares a US$1,30/lb é importante, mas que este fator irá depender do prognóstico de chuvas no Brasil e do movimento cambial do dólar em relação ao real.
O analista de mercado Jack Scoville, da Price Futures Group, comenta, em seu boletim "Morning Grains", que o mercado permanece bastante quieto. Comentários sobre uma menor oferta no Brasil e no restante da América Latina para o próximo ano vão de encontro a comentários de uma demanda mais fraca e um potencial de uma produção maior.
De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou cerca de 1,9 milhão de sacas de 60 kg de café verde até a quarta semana de agosto. No mês passado, esse número foi de 1,6 milhões de sacas, o menor valor em pouco mais de dez anos.
Mercado interno
Às 9h14, o tipo 6 duro anotava maior valor de negociação em Araguari (MG) (estável) e Espírito Santo do Pinhal (SP) (+4,44%) com R$ 470,00 a saca. A maior oscilação no dia anterior ocorreu no município paulista.
Veja como fechou o mercado nesta segunda-feira:
Café: Cotações do arábica fecham sessão desta 2ª com leve baixa em NY, mas seguem em US$ 1,30/lb
As cotações futuras do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) fecharam a sessão desta segunda-feira (28) com leve queda após oscilarem dos dois lados da tabela durante o dia. O mercado passa por acomodação técnica ante as recentes volatilidades, mas também sente pressão de novas informações sobre a próxima safra do grão. Mesmo com a baixa, os principais vencimentos seguem em cerca de US$ 1,30 por libra-peso.
O contrato setembro/17 fechou a sessão de hoje cotado a 129,90 cents/lb com queda de 30 pontos, o dezembro/17 registrou 131,35 cents/lb com recuo de 5 pontos. Já o vencimento março/18 encerrou o dia com 134,80 cents/lb e baixa de 10 pontos e o maio/18, mais distante, caiu 15 pontos, fechando a 137,05 cents/lb. Na semana passada, as cotações da variedade chegaram a mínimas de seis semanas.
Após o mercado repercutir as chuvas que caíram em áreas do cinturão produtivo do Brasil nas últimas semanas o que, na visão dos operadores, pode beneficiar a safra 2018/19 de café, os especuladores abandonaram posições antes do fim da semana passada e elevaram as cotações para patamares mais altos. O dólar mais fraco ante outras moedas também deu suporte aos preços do grão. As informações são de agências internacionais.
Mapas climáticos apontam que a semana deve ser de temperaturas em elevação e poucas condições de chuva no cinturão produtivo do país. A partir de quinta, com uma frente fria, podem ocorrer precipitações no Espírito Santo e o calor diminui nas áreas produtoras.
Alguns ajustes para cima chegaram a ser vistos no início dos trabalhos desta segunda-feira, dando sequência aos ganhos da sessão anterior. Porém, o campo negativo logo voltou a dar o tom do mercado como nos últimos dias. "Existe potencial de uma colheita grande de robusta, o quetambém faz com que os preços do arábica diminuam", disse a analista de mercado Judy Ganes, da J Ganes Consulting. O dia foi de poucas novidades, o que limitou variações mais expressivas nas cotações da variedade.
A colheita de café da safra 2017/18 está praticamente finalizada no Brasil e agora começam os preparativos mais a fundo para a próxima. Segundo estimativa da Safras & Mercado, os trabalhos estavam em 94% até o dia 22 de agosto. É apontado que já foram colhidas 48,21 milhões de sacas de 60 kg levando em conta a estimativa da consultoria de produção de 51,1 milhões de sacas no país. Os trabalhos com conilon já foram finalizados.
De acordo com o analista de mercado Rodrigo Costa, os operadores no terminal também estão atentos com a oferta brasileira. "É importante salientar que a percepção internacional não é a mesma com relação à disponibilidade brasileira, não apenas em função de muitos torradores já terem uma cobertura razoável nos seus livros, como também pelas ofertas de exportadores que não refletem o custo de reposição no país", disse em relatório.
Mercado interno
Os preços internos do café registraram queda na última semana diante das baixas externas, o que só contribuiu para deixar os negócios no mercado mais lentos. "Após atingirem o patamar de R$ 470,00/saca de 60 kg no início do mês, os preços do arábica despencaram na última semana, refletindo, principalmente, a desvalorização da variedade no mercado internacional", disse em nota o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Esalq/USP).
O café tipo cereja descascado registrou maior valor de negociação em Espírito Santo do Pinhal (SP) com saca a R$ 500,00 – estável. A maior oscilação no dia dentre as praças ocorreu em Varginha (MG) com queda de 4,04% e saca a R$ 475,00.
O tipo 4/5 registrou maior valor de negociação em Franca (SP) com saca a R$ 470,00 – estável. A maior variação no dia dentre as praças ocorreu em Varginha (MG) com queda de 2,13% e saca a R$ 460,00.
O tipo 6 duro anotou maior valor de negociação em Araguari (MG) (estável) e Espírito Santo do Pinhal (SP) (+4,44%) com R$ 470,00 a saca. A maior oscilação no dia ocorreu no município paulista.
Na sexta-feira (25), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 448,86 e alta de 1,24%.
Data de Publicação: 29/08/2017 às 10:30hs
Fonte: Notícias Agrícolas
Fonte: Notícias Agrícolas

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