terça-feira, 29 de agosto de 2017

Com influência da safra americana, soja consolida nova queda na manhã desta 3ª feira na CBOT



Perto das 8h03 (horário de Brasília), as principais posições da commodity exibiam desvalorizações entre 5,25 e 6,00 pontos


Na Bolsa de Chicago (CBOT), os futuros da soja iniciaram a sessão desta terça-feira (29) do lado negativo da tabela. Perto das 8h03 (horário de Brasília), as principais posições da commodity exibiam desvalorizações entre 5,25 e 6,00 pontos. O novembro/17 era cotado a US$ 9,35 por bushel, enquanto o janeiro/18 trabalhava a US$ 9,44 por bushel.
Conforme dados das agências internacionais, as cotações da oleaginosa permanecem pressionadas negativamente diante da perspectiva de uma grande safra norte-americana. "A turnê do Pro Farmer na semana passada confirmou o bom potencial de colheita para soja e milho, mesmo que os rendimentos estimados estejam ligeiramente abaixo dos últimos números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos)", reportou a Agritel ao Agrimoney.com.
O levantamento realizado pela expedição indicou uma safra próxima de 117,8 milhões de toneladas de soja nesta temporada. No início do mês, o departamento projetou a produção americana em 119 milhões de toneladas.
Além disso, ainda no final da tarde desta segunda-feira, o USDA elevou para 61% o índice de lavouras de soja em boas ou excelentes condições no país. Em torno de 93% das plantações estão em formação de vagens. Na semana passada, o número era de 87%.
Paralelamente, o Agrimoney.com reforça que os preços mais baixos podem atrair compradores. "Ainda nesta segunda-feira, os embarques semanais de soja ficaram em 716,2 mil toneladas", reportou.
Outro fator que também segue no radar dos participantes do mercado é o Furacão Harvey nos Estados Unidos. "Existe alguma preocupação de que o furacão Harvey possa causar preocupações de qualidade em soja e milho na região do Delta", afirmou Benson Quinn Commodities, ao Agrimoney.com.
Terry Reilly, da Futures International, também observou que "há alguma preocupação moderada de que as fortes chuvas do furacão, à medida que se movem para o leste na Louisiana e no Mississippi, podem aumentar a preocupação com a qualidade da soja no Delta".
Veja como fechou o mercado nesta segunda-feira:
Soja: De olho na safra dos EUA, mercado fecha 2ª feira em campo negativo na Bolsa de Chicago
A sessão desta segunda-feira (28) foi de volatilidade aos futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT). Durante o dia, as principais posições da commodity testaram os dois lados da tabela, mas encerraram o pregão com quedas entre 3,00 e 3,75 pontos. O novembro/17 era cotado a US$ 9,41 por bushel, enquanto o janeiro/18 trabalhava a US$ 9,50 por bushel.
Conforme reporte das agências internacionais, o mercado ainda refletiu os últimos números trazidos pelo Farm Journal Midwest Crop Tour. Na última sexta-feira, os primeiros relatos trazidos dos campos americanos indicaram uma safra próxima de 117,8 milhões de toneladas de soja nesta temporada. O número ficou abaixo do indicado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) em seu último boletim, de 119 milhões de toneladas.
De acordo com o analista de mercado, Jason Roose, EUA Commodities, os mercados de grãos estão entrando em padrões de preços sazonais. "Há uma tendência sazonal para baixo, a menos que sejam observados rendimentos menores. São esperadas melhores classificações de colheita", completa.
Ainda no final da tarde de hoje, o USDA elevou em 1%, para 61%, o índice de lavouras em boas ou excelentes condições. O número ficou em linha com o esperado pelos participantes do mercado. De acordo com as agências internacionais, a expectativa era de uma melhora entre 1% a 2%. No mesmo período do ano anterior, o percentual era de 73%.
O departamento ainda manteve em 28% o índice de lavouras em condições regulares. Já o percentual de lavouras de soja em condições ruins ou muito ruins recuou de 12% para 11%. Em torno de 93% das plantações estão em formação de vagens. Na semana passada, o número era de 87%.
Em relação ao Furacão Harvey, as informações seguem no radar dos investidores. Contudo, a perspectiva é que a tempestade tropical deverá afetar mais áreas de algodão nos Estados Unidos. “Ainda assim, o furacão está na Costa do Golfo do Texas, mas a área não é conhecida pela produção de soja ou milho, embora os pecuaristas e produtores de algodão estejam sendo impactados", reportou o site internacional Agriculture.com.
Enquanto isso, os embarques semanais de soja somaram 716,2 mil toneladas. O volume ficou acima do registrado na semana anterior, de 668,2 mil toneladas. As estimativas giravam em torno de 571,5 mil a 707,6 mil toneladas do grão. No acumulado da temporada, os embarques do grão somam 57.933,4 milhões de toneladas. Para essa temporada, a estimativa do USDA é de 58,51 milhões de toneladas.
Mercado brasileiro
O início da semana foi de ligeiras movimentações aos preços da soja praticados no mercado doméstico. Segundo levantamento realizado pelo economista do Notícias Agrícolas, André Lopes, o preço caiu 4,92% em Luís Eduardo Magalhães (BA), com a saca a R$ 58,00. Em Brasília, a queda foi de 3,31%, com a saca a R$ 58,50.
Em contrapartida, em Sorriso (MT), a saca subiu 2,52% e o preço ficou em R$ 52,80. Na região de Rio Verde (GO), o ganho ficou em 1,96% e a saca a R$ 52,00. No Porto de Paranaguá, a saca futura subiu 0,78% e encerrou o dia a R$ 70,00.
Já o câmbio encerrou a segunda-feira a R$ 3,1623 na venda, com ganho de 0,25%. "Houve um compasso de espera antes de uma agenda intensa nesta semana, com destaque para a votação dos destaques da medida provisória que cria a Taxa de Longo Prazo (TLP) e das novas metas fiscais, além do relatório do mercado de trabalho nos Estados Unidos", reportou a Reuters.


Data de Publicação: 29/08/2017 às 10:10hs

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