As principais posições da commodity testavam modestos ganhos entre 0,25 e 0,75 pontos, perto das 8h24 (horário de Brasília)
Na Bolsa de Chicago (CBOT), os futuros do milho iniciaram a sessão desta quinta-feira (21) com ligeiras altas. As principais posições da commodity testavam modestos ganhos entre 0,25 e 0,75 pontos, perto das 8h24 (horário de Brasília). O vencimento março/18 era cotado a US$ 3,49 por bushel e o maio/18 operava a US$ 3,58 por bushel.
As cotações tentam consolidar o terceiro dia seguido de alta no mercado internacional. Contudo, a movimentação é decorrente de um ajuste nas posições por parte dos fundos de investimentos frente às festividades de final de ano, reforçam as agências internacionais.
No quadro fundamental, o clima e o consequente desenvolvimento da safra na América do Sul permanece em pauta. No caso da Argentina, o retorno das chuvas, que permitiu o retorno dos trabalhos nos campos essa semana, segue como principal fator no radar dos participantes do mercado.
Em contrapartida, o mercado ainda é pressionado pela grande oferta global. O que, segundo os especialistas, tem limitado as valorizações nos preços. Ainda hoje, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reporta seu novo boletim de vendas para exportação. O relatório é um importante indicador de demanda e pode influenciar o andamento das negociações.
Veja como fechou o mercado nesta quarta-feira:
Milho: Com movimentação técnica, mercado sobe pelo 2º pregão consecutivo na Bolsa de Chicago
Pelo segundo pregão consecutivo, os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) encerraram com ligeiras altas. Nesta quarta-feira (20), as principais posições da commodity finalizaram o dia com valorizações entre 1,75 e 2,00 pontos. O vencimento março/18 era cotado a US$ 3,49 por bushel, enquanto o maio/18 operava a US$ 3,57 por bushel.
De acordo dados da Reuters internacional, "o milho encontrou suporte na cobertura de posições por parte dos investidores após as perdas recentes". Os participantes do mercado ainda ajustam as carteiras, buscando o reequilíbrio, antes dos feriados de final de ano e início de 2018, ainda conforme informações da agência.
Paralelamente, as chuvas na Argentina permanecem no radar dos investidores. "As chuvas que caíram no principal cinturão de produção na Argentina no último final de semana trouxeram alívio para a soja e o milho, reportaram os meteorologistas", conforme destacado pela Reuters internacional.
Como fator limitante aos ganhos nos preços internacionais está os grandes suprimentos globais. Essa semana, a Informa Economics elevou a perspectiva da safra americana do grão para essa temporada.
Ainda no radar dos participantes do mercado está a incerteza com a safrinha brasileira. Diante do atraso no plantio da soja no país, os especialistas já reforçam o comprometimento da janela ideal de cultivo no milho na safra de inverno.
"O início do plantio da soja foi adiado especialmente em Mato Grosso e Goiás, o que significa que a janela ideal para o milho safrinha menor do que o normal no início do próximo ano", disse o renomado consultor internacional, Michael Cordonnier ao Agrimoney.com.
Mercado brasileiro
A quarta-feira (20) foi de estabilidade aos preços do milho praticados no mercado doméstico. Em Sorriso (MT), o preço caiu 6,67%, com a saca a R$ 14,00. Na região de Brasília, a queda ficou em 3,45%, com a saca a R$ 28,00.
Por outro lado, o valor subiu 2,00%, com a saca a R$ 25,50 na região de Assis (SP). No Porto de Paranaguá, o dia foi de estabilidade com a saca do cereal a R$ 31,50. As informações fazem parte do levantamento diário realizado pelo economista do Notícias Agrícolas, André Lopes.
"O mercado do milho continua mostrando pouco movimento, típico de final de ano, com os grandes do setor de ração parados e fazendo manutenção dos seus equipamentos", reportou o consultor de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze em seu boletim diário.
No caso dos portos, não há interesse comprador, uma vez que, os compradores já estão cobertos com as posições que serão embarcadas nos próximos dias, ainda segundo dados da consultoria. Do mesmo modo, a retração nas vendas tem mantido os preços do milho sustentados nesse final de ano.
Já o dólar recuou 0,06%, com a moeda a R$ 3,2945 na venda nesta quarta-feira. "Os investidores ainda estão de olho no mercado externo após o Congresso dos Estados Unidos aprovar sua reforma tributária, como o esperado, em meio a cautela sobre o seu impacto na economia e política monetária no país", ressaltou a Reuters.
Data de Publicação: 21/12/2017 às 10:10hs
Fonte: Notícias Agrícolas
Fonte: Notícias Agrícolas

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