quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Soja: Com ampliação do período de plantio no Paraná, produtores devem redobrar atenção com a ferrugem

Publicado em 21/12/2017 11:18



Cultivos mais tardios estão mais suscetíveis à doença. Soja semeada em 10 de dezembro já conta com a alta pressão da ferrugem. Plantio está liberado até o dia 14 de janeiro no estado. No Paraná, algumas regiões já apresentam problemas com a ferrugem. Além do vazio sanitário, utilização de fungicidas protetores podem ajudar no controle da doença.
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Rafael Moreira Soares, pesquisador da Embrapa Soja, comenta que há uma preocupação em torno da Portaria n°345 da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (ADAPAR), que libera o plantio de soja até 14 de janeiro de 2018 no estado do Paraná, já que uma das principais formas de manejo contra a ferrugem asiática têm sido o plantio o mais cedo possível para escapar do maior período de pressão da doença.
Com os dados colhidos pela Embrapa Soja até então, foi identificada a incidência da doença em vários municípios. Os cultivos mais tardios, portanto, estão mais suscetíveis, frente a uma situação na qual já foi identificada a resistência aos três principais grupos químicos utilizados e o Paraná foi um dos principais estados nessa identificação.
A principal época de plantio para o estado é outubro. Uma soja semeada em 10 de dezembro já conta com a alta pressão da ferrugem. Caso hajam chuvas intensas, a doença pode, ainda, aumentar rapidamente e se espalhar.
Segundo Soares, as últimas duas safras apresentaram um bom controle da doença, que não tem gerado prejuízos sérios. A recomendação é que os produtores sejam preventivos e não deixem o problema se tornar sério a ponto de inviabilizar o cultivo, realizando aplicações em horários adequados, tentando evitar repetir o mesmo produto na sequência, prestando atenção na regulagem das máquinas e respeitando o vazio sanitário, que ajuda a diminuir a população do fungo na entressafra.
Ele visualiza que a ADAPAR divulgou a portaria considerando toda uma conjuntura para que não haja prejuízos para os produtores e para o estado. "Mas tecnicamente, em relação à ferrugem, ficamos um pouco mais preocupados em relação a essa medida, que exige uma atenção redobrada para a doença", salienta.
Por: Fernanda Custódio e Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas

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