terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Café: Cotações do arábica voltam a cair mais de 100 pts nesta manhã de 3ª feira na Bolsa de Nova York



Após alta na véspera, os futuros do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) operam com queda de mais de 100 pontos nesta manhã de terça-feira (23)



O mercado volta a repercutir o otimismo com o abastecimento na próxima temporada diante das informações sobre alta produção no Brasil na safra 2018/19, confirmada pela Conab.
Por volta das 09h15 (horário de Brasília), o contrato março/18 estava cotado a 121,35 cents/lb com queda de 120 pontos, o maio/18 caía 120 pontos, a 123,80 cents/lb. Já o vencimento julho/18 trabalhava com recuo de 95 pontos, negociado a 126,40 cents/lb, e o setembro/18 perdia 95 pontos, cotado a 128,75 cents/lb.
"Comerciantes estão notando o bom tempo sendo relatado no Brasil e esperam outra grande safra. Estas ideias tem o apoio na estimativa da Conab que veio maior do que o esperado pelo mercado e foi muito em linha de muitas estimativas privadas", disse em relatório o analista e vice-presidente da Price Futures Group, Jack Scoville.
No Brasil, no último fechamento, o tipo 6 duro era negociado a R$ 440,00 a saca de 60 kg em Espírito Santo do Pinhal (SP) – estável, em Guaxupé (MG) os preços também seguiam estáveis a R$ 440,00 a saca e em Poços de Caldas (MG) estavam sendo cotados a R$ 437,00 a saca.
Veja como fechou o mercado na segunda-feira:
Café: Bolsa de Nova York sobe mais de 100 pts nesta 2ª e renova ganhos após quedas recentes
As cotações futuras do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) encerraram a sessão desta segunda-feira (22) com alta próxima de 100 pontos. O mercado se ajusta tecnicamente depois de chegar aos níveis mais baixos desde dezembro após repercutir a divulgação da primeira estimativa da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) para a safra 2018/19 do Brasil.
O vencimento março/18 fechou a sessão de hoje cotado a 122,45 cents/lb com alta de 120 pontos, o maio/18 registrou 124,80 cents/lb com avanço de 110 pontos. Já o contrato julho/18 encerrou o dia com 127,25 cents/lb e valorização de 115 pontos e o setembro/18, mais distante, fechou a sessão cotado a 129,60 cents/lb com 120 pontos de alta. Essa é a segunda alta consecutiva do mercado.
O mercado passa por acomodação técnica e estende os ganhos de sexta-feira depois de as cotações da variedade quase ficarem abaixo de US$ 1,20 por libra-peso. "Após as quedas verificadas nos últimos dias, tivemos um dia de ajustes técnicos e recompras de posições por parte de fundos e especuladores", disse em relatório o analista da Origem Corretora, Anilton Machado.
A queda recente foi motivada pela divulgação da primeira estimativa de safra da Conab, que renovou as perspectivas do mercado de alta na produção brasileira. Agências internacionais de notícias apontam que a perspectiva de uma safra recorde ainda deve manter os preços pressionados ou limitar recuperação dos preços.
"Comerciantes estão notando o bom tempo sendo relatado no Brasil e esperam outra grande safra. Estas ideias tem o apoio na estimativa da Conab que veio maior do que o esperado pelo mercado e foi muito em linha de muitas estimativas privadas", disse em relatório o analista e vice-presidente da Price Futures Group, Jack Scoville.
Na última quinta-feira, a Conab estimou a safra 2018/19 do Brasil entre 54,44 e 58,51 milhões de sacas de 60 kg. A autarquia atribuiu a alta produção à bienalidade positiva das lavouras e condições climáticas favoráveis para produção nos últimos meses. O levantamento foi realizado nas regiões produtoras no mês de dezembro.
Em entrevista ao Notícias Agrícolas, nesta segunda-feira, o produtor de café Alexandre Maroti disse que as estimativas de safra próxima de 60 milhões de sacas não condizem com a realidade. "O número está muito alto e não temos essa produção aqui... Na nossa região, temos muitas lavouras esqueletadas e que registraram problemas com a queda dos chumbinhos", disse.
Mercado interno
O mercado brasileiro segue com negócios isolados nas praças de comercialização. Os preços não esboçam muitas mudanças mesmo com variações no cenário externo. O Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Esalq/USP) destaca que os negócios devem ganhar mais ritmo nos próximos dias e que as condições climáticas favoreceram o melhor desenvolvimento das lavouras nos últimos meses e que isso tende a limitar alta nas cotações internas.
O café tipo cereja descascado registrou maior valor de negociação em Espírito Santo do Pinhal (SP) com saca a R$ 490,00 – estável. A maior oscilação ocorreu em Guaxupé (MG) com alta de 1,05% e saca a R$ 480,00.
O tipo 4/5 registrou maior valor de negociação em Franca (SP) (estável) e Varginha (MG) (+1,10%), ambas com saca a R$ 460,00. A maior oscilação no dia dentre as praças ocorreu na cidade mineira.
O tipo 6 duro anotou maior valor de negociação em Araguari (MG) com saca a R$ 460,00 – estável. A maior oscilação no dia dentre as praças verificadas ocorreu em Patrocínio (MG) com alta de 2,27% e saca a R$ 450,00.
Na sexta-feira (19), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 443,86 e alta de 0,01%.

Data de Publicação: 23/01/2018 às 11:10hs
Fonte: Notícias Agrícolas

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