Nesta terça-feira (23), os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago dão continuidade ao movimento positivo e trabalham com leves altas no pregão desta terça-feira (23)
As cotações, por volta de 8h15 (horário de Brasília), subiam entre 1,50 a 1,75 ponto, com o contrato maio/18 buscando os US$ 10,00 por bushel. O julho/18 já tinha US$ 10,07.
Como explicam analistas internacionais, o mercado tira o momento para tomar um fôlego após acumular um alta de mais de 3% nas últimas sessões ainda de olho no clima da América do Sul. A preocupação maior continua mantida sobre a Argentina.
"O tempo ainda está bem seco na Argentina e essa é a razão para a alta dos preços", diz um analista à Reuters Internacional. E a previsão é de que as condições se mantenham ainda adversas para as lavouras do país, que já começam a perder produtividade.
Veja como fechou o mercado nesta segunda-feira:
Soja: Preços sobem na Bolsa de Chicago, mas altas no Brasil são apenas pontuais nesta 2ª
Os preços da soja trabalharam durante todo o dia em campo positivo na Bolsa de Chicago e terminaram o pregão desta segunda-feira (22) com altas de pouco mais de 7 pontos entre os principais contratos. Assim, o março/18 fechou com US$ 9,84 e o maio/18 com US$ 9,95 por bushel. Já os vencimentos mais distantes conseguiram encerrar a sessão acima dos US$ 10,00 por bushel.
Ainda nesta segunda, o dólar também voltou a subir frente ao real, com o mercado se comportando de forma cautelosa antes do julgamento do ex-presidente Lula, que acontece nesta quarta-feira (24). A moeda americana fechou com R$ 3,2092, subindo 0,25%.
"Apesar do otimismo em relação ao desfecho do julgamento, faz sentido (o mercado ficar mais cauteloso)", afirmou o operador da H.Commcor, Cleber Alessie Machado à agência de notícias Reuters.
Apesar dessa conjunção de fatores, os preços no Brasil não subiram de forma generalizada. Apenas algumas praças de comercialização do interior do Brasil registraram ganhos, e entre os portos, apenas as referências no porto de Rio Grande.
No interior, os destaques ficaram por conta de Ponta Grossa, no Paraná, com alta de 1,45% para R$ 70,00 por saca, Palma Sola, em Santa Catarina, onde o valor subiu 1,56% para R$ 65,00 e o Oeste da Bahia, onde o valor foi a R$ 60,00 com ganho de 5,26%.
Em Paranaguá, estabilidade nos R$ 72,00 para a soja disponível e nos R$ 71,50 para o produto da safra nova. Em Rio Grande, porém, altas de 0,41% e 0,27%, respectivamente, para R$ 72,80 e R$ 74,00 por saca.
A semana, assim, ainda começa com uma velocidade um pouco mais lenta de negócios no mercado brasileiro, como explica o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting.
"Temos pouca presença dos vendedores que estão vendo a soja em alta em Chicago e esperam ganhos no Brasil que está com dólar fraco limitando parte dos ganhos. Assim, os negócios têm ficado atrelados aos consumidores regionais e seguem lentos de oferta de grão novo porque a colheita ainda é restrita a pontos do Centro Oeste e Paraná", diz.
Bolsa de Chicago
O foco dos investidores na Bolsa de Chicago segue sobre o clima na Argentina, princiapalmente, o tempo seco previsto para as próximas duas semanas na Argentina. Assim, um dos principais fatores de destaque neste momento, embora o Brasil possa compensar a quebra, estimada entre 3 a 5 milhões de toneladas, como explica o analista de mercado Luiz Fernado Gutierrez, da Safras & Mercado.
"O clima seco na Argentina está promovendo mais uma cobertura de posições após um novo fim de semana de tempo seco no país", diz o analista do portal norte-americano Farm Futures. "Os mapas para as próximas duas semanas continuam a mostrar chuvas limitadas na parte norte da região produtora argentina. E mais chuvas podem continuar atrasando a colheita no Brasil", completa.
Há muitos pontos em que as chuvas passam a ser um problema em função de seu excesso, travando o andamento dos trabalhos de campo. Além do atraso, já provocam também o aparecimento de doenças de final de ciclo, compromete a qualidade do grão e tem causado, em alguns pontos do país, a queda de vagens.
Além disso, a demanda ainda forte também favorece. Os números dos embarques semanais de soja dos EUA reportados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) ficaram acima das expectativas do mercado e colaboraram para as altas.
Os embarques de soja somaram 1.419,4 milhões de toneladas na semana encerrada no dia 18 de janeiro. O volume ficou acima das expectativas dos participantes do mercado, entre 980 mil a 1,39 milhão de toneladas.
Data de Publicação: 23/01/2018 às 10:30hs
Fonte: Notícias Agrícolas
Fonte: Notícias Agrícolas

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