sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

SENADO ANALISA INSCRIÇÃO DE LOTE INDIVIDUAL DA REFORMA AGRÁRIA NO CAR

SENADO ANALISA INSCRIÇÃO DE LOTE INDIVIDUAL DA REFORMA AGRÁRIA NO CAR

Em reunião na terça-feira (5), a Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) deverá analisar, em caráter terminativo, o Projeto de Lei de Senado (PLS) 733/2015, que altera a legislação atual como forma de possibilitar a inscrição de lotes individuais de assentamentos da reforma agrária no Cadastro Ambiental Rural (CAR). A reunião tem início às 11h na sala 7 da ala Alexandre Costa.
A instrução normativa do Ministério do Meio Ambiente 2/2014 estabelece que o registro no CAR é gratuito, tendo por base a área total dos assentamentos, sendo vedada a inscrição de lotes individuais caso o perímetro do assentamento não esteja completamente registrado. Isso impossibilita a inscrição dos lotes que se encontram em condições de se inscreverem regularmente e que possam arcar com os custos de sua parte, seja por cotização, pelo apoio de sua associação, pelo apoio do sindicato de trabalhadores rurais ou entidade representativa da criação do projeto de assentamento.
Para eliminar essa discriminação, o PLS 733/2015 prevê que será de responsabilidade do órgão fundiário competente a inscrição no CAR dos assentamentos de reforma agrária, a ser realizada tanto por meio do registro do perímetro desses assentamentos, como diretamente pelos interessados por meio da individualização dos lotes.
De autoria do senador Wellington Fagundes (PR), o projeto conta com parecer favorável do senador Waldemir Moka (PMDB-MS). Ao projeto foi apresentada emenda do senador Paulo Rocha (PT-PA), ainda pendente de parecer do relator.

AUDIÊNCIA DEBATE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DO PANTANAL

AUDIÊNCIA DEBATE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DO PANTANAL

A Comissão de Meio Ambiente do Senado Federal realizou audiência pública esta semana para debater as políticas públicas desenvolvidas para o bioma Pantanal, em especial a efetividade da conciliação entre preservação ambiental e desenvolvimento sustentável nessa região. O chefe-geral da Embrapa Pantanal, Jorge Lara, representou a empresa na audiência, que foi presidida pelo senador Wellington Fagundes, e que contou com a participação de vários especialistas.
O chefe-geral defendeu a necessidade de envolver toda a sociedade nos debates sobre o bioma. “Nós temos a obrigação de federalizar essa discussão. É o passo mais importante para que a sociedade brasileira como um todo entenda o que é o Pantanal e possa contribuir para o seu desenvolvimento”, afirmou. Para ele, as soluções para o desenvolvimento sustentável da região passam pelo consenso entre as partes envolvidas nesse processo.
Não será possível conservar o Pantanal, onde 95% do território é composto por propriedades particulares, sem que haja retorno econômico para os donos de terra, que dependem dela para o sustento de suas famílias, acredita Jorge Lara. “No Brasil apenas 3% da renda bruta do produtor rural vem de incentivos, sejam fiscais ou incentivo financeiro direto. É um percentual bem abaixo da média mundial”, esclareceu.
O pantanal historicamente é dedicado à pecuária de corte. “É uma pecuária extensiva feita muitas vezes em pastagens nativas e considerada sustentável”, explicou Lara, afirmando que, no entanto, existem outras atividades econômicas importantes no bioma, como a pesca e o turismo. Ele lembrou ainda da apicultura, cuja cadeia, segundo ele, ainda não está organizada.
Jorge Lara elencou quatro pontos a serem levados em consideração para a produção sustentável no Pantanal. O primeiro é investir em inteligência territorial. “Mas não é só fazer um mapa. É cruzar dados, é discutir as questões com os moradores, com o governo, com as ongs e termos um mapa realmente estratégico, que envolva o meio ambiente, o turismo, a produção, usando informações do IBGE e da Embrapa”, afirmou.
O segundo ponto é a comunicação. Ele propôs a elaboração de planos regional, nacional e mundial para divulgação do Pantanal. “Fazer o pantanal ser o xodó do Brasil é para mim uma grande saída”, disse, esclarecendo que é preciso dar informações às pessoas para que elas possam tomar decisões em apoio ao bioma. “Porque só os contribuintes dos estados do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul não serão suficientes para manter o Pantanal conservado”.
O turismo foi elencado como o terceiro importante ponto. “O Pantanal tem enorme potencial turístico e poderia ser um dos destinos turísticos do país mais visitados, porque ele está 85% preservado”, afirmou. Ele disse que além do ecoturismo, existem outras possibilidades a serem exploradas como o agroturismo e o turismo científico, além da história e da cultura local.
O quarto ponto é a promoção da piscicultura no Pantanal. “Qualquer atividade aquícola na região do Pantanal deve levar em conta a decoada” explicou Lara, referindo-se ao fenômeno regular e anual, onde ocorre um aumento substancial de matéria orgânica nos rios levando a elevada mortalidade de peixes no Pantanal. Ele apresentou soluções desenvolvidas pela Embrapa para fomentar a atividade, como a criação de pacu em tanques-rede.
De acordo com Lara, grande parte da pesca praticada na região é de subsistência. “Hoje são pescados os principais peixes pantaneiros: o pintado e o pacu, mas existem 273 espécies de peixes e cerca de20 a 30 deles tem potencial de exploração comercial”, disse.
Lara disse que já existem várias tecnologias desenvolvidas pela Embrapa e por parceiros para o bioma. Ele exemplificou com a “Fazenda pantaneira sustentável”, uma ferramenta que avalia os processos produtivos da pecuária de corte local para conhecer o nível de sustentabilidade nas dimensões econômica, social e ambiental das propriedades e que está em fase de negociação para que seja disponibilizada para os produtores. Ele lembrou ainda de outras tecnologias como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta para a região pantaneira, técnicas de reprodução e técnicas de substituição de pastagens nativas por pastagens cultivadas.
Também participaram do debate representantes do Ministério do Meio Ambiente; do Ministério do Turismo; do Centro de Pesquisa do Pantanal (CPP), do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul); da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famasul); da Federação de Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato) e do Instituto ECOA.
Após o debate, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, aprovou o projeto de lei do Senado PL nº 750, de 2011, de autoria do Senador Blairo Maggi, que dispõe sobre a Política de Gestão e Proteção do Bioma Pantanal. Esse PL teve significativa participação da Embrapa Pantanal, cujo parágrafo único do art. 1º diz que a delimitação do Pantanal brasileiro está definida conforme estudos realizados pela Unidade de Pesquisa.
O projeto de lei segue para a Comissão de Meio Ambiente, em caráter terminativo, ou seja, não irá para votação em plenário.

FALTA DE CHUVAS CAUSOU REPLANTIO DE 94 MIL HECTARES EM MATO GROSSO, APONTA IMEA

FALTA DE CHUVAS CAUSOU REPLANTIO DE 94 MIL HECTARES EM MATO GROSSO, APONTA IMEA

A instabilidade climática no início da safra de soja em Mato Grosso deixou muitos agricultores apreensivos. A falta de chuvas regulares inibiu o começo da semeadura e, entre os que arriscaram, houve replantio. De acordo com levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea),
94,75 mil hectares, ou 1% da área total no estado, teve que ser ressemeada.
Em boletim divulgado esta semana, o Imea informa que as regiões mais afetadas foram Médio-Norte e Nordeste. O impacto climático se deu principalmente nas áreas que foram semeadas logo após o fim do vazio sanitário.
Para o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Endrigo Dalcin, o dado fornecido pelo instituto está dentro do aceitável. “Apesar da cautela dos produtores no início da semeadura, tivemos muita instabilidade e atraso em todas as regiões. Agora é aguardar as condições climáticas para os próximos meses para definir a safra”, afirma.
Em Campo Verde, região Sul de Mato Grosso, a produtora rural Leila Rugeri teve que replantar 5% da área da propriedade. “Estávamos com o calendário planejado para a lavoura de soja e, na sequência, iríamos fazer segunda safra de milho e algodão. Havia chovido um pouco e esperamos que as precipitações se regularizassem, o que não ocorreu”, conta.
Naquela propriedade, Leila utilizou sementes próprias, então o impacto não foi tão negativo em termos de custos. “A maior dificuldade foi realmente remanejar todo o calendário operacional, pois tivemos que trocar áreas onde plantaríamos algodão, por exemplo, e usar variedades de ciclo mais curto”, informa.
A semeadura de soja já atingiu 96,06% do total da área estimada em Mato Grosso (mais de 9 milhões de hectares).

RELATÓRIO PREVÊ MUDANÇAS NA LEI DE CULTIVARES

RELATÓRIO PREVÊ MUDANÇAS NA LEI DE CULTIVARES

A comissão especial que analisa o Projeto de Lei 827/15 com alterações à Lei de Proteção de Cultivares, apresentou o relatório do deputado Nilson Leitão (PSDB), presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). Mesmo após a leitura, a votação do parecer do relator foi adiada. A próxima reunião está marcada para terça-feira (5), às 14h30.
O objetivo do projeto em análise na Câmara é aperfeiçoar a atual legislação (Lei 9.456/9) para promover uma maior sustentabilidade da agricultura com o melhoramento genético dos produtos e incentivar a pesquisa de novas cultivares, por meio de investimentos a quem desenvolve as novas espécies.
Atualmente, segundo o relator do projeto, o chamado uso próprio leva a uma substancial diminuição dos investimentos em pesquisa de novas variedades pelos obtentores. “A ideia principal, primeiro, é salvar sementes. Esse é o ponto que o agricultor quer. Quer salvar e, para que salve, precisa ser pago. A pesquisa tem que ser respeitada nesse ponto de vista”, destacou Nilson Leitão.
As mudanças propostas seguem modelo francês que já prevê o pagamento de royalties para quem registrar a propriedade intelectual da cultivar (melhoria genética). O valor dos royalties será decidido por um grupo (Grupos Gestores de Cultivares – GGCs) com representantes dos pesquisadores, dos produtores e dos chamados multiplicadores, que são as empresas que vendem as sementes para o agricultor. A composição terá a responsabilidade de definir, mediante acordo, aspectos relativos aos royalties incidentes sobre a semente salva, respeitando uma porcentagem de destinação desses recursos aos obtentores.
O autor do projeto, deputado Dilceu Sperafico (PP-PR), integrante da FPA, afirma que o PL vai direcionar pesquisas que aperfeiçoem a qualidade das cultivares do País. “A melhoria virá não apenas para as sementes, mas também para frutíferas, abrangendo mais de 150 espécies”, disse o parlamentar. Para o presidente da comissão especial, deputado Evandro Roman (PSD-PR), o objetivo principal das discussões é ampliar o controle e a fiscalização sobre o uso de sementes melhoradas. “É primordial que os interessados busquem seus parlamentares e discutam a proposição com o objetivo de entrarem em consenso sobre a votação”, afirmou Roman.
Para Alexandre Schenkel, diretor da Aprosoja, é preciso investir no desenvolvimento de novos materiais de pesquisa que envolvam a participação dos produtores. “É necessário que o produtor esteja inserido na tomada de decisões, tornando a legislação mais moderna e tirando a burocracia do meio rural. A nossa agricultura é empresarial e familiar. É preciso dar eficiência”, ressaltou o diretor.
O relator da proposta, deputado Nilson Leitão, complementou que, caso não sejam feitas as mudanças necessárias na legislação atual, o estímulo à produção de novas cultivares ficará cada vez mais obsoleto. “Isso deixa a segurança alimentar e a sustentabilidade agropecuária ameaçadas, o que se volta contra o próprio produtor rural que perde muito em competitividade e produção”, finalizou o parlamentar.

CONSELHO LIBERA R$ 7 BILHÕES PARA CONCESSÕES DE CRÉDITO POR BANCOS RURAIS

CONSELHO LIBERA R$ 7 BILHÕES PARA CONCESSÕES DE CRÉDITO POR BANCOS RURAIS

O Banco do Brasil (BB) e outras instituições financeiras que operam a poupança rural poderão conceder R$ 7 bilhões em crédito para pessoas físicas e jurídicas. O Conselho Monetário Nacional (CMN) redirecionou recursos captados da poupança rural para o BB, as cooperativas de crédito e os bancos cooperados emprestarem livremente.
O CMN reduziu de 65% para 60% a fatia dos depósitos em poupança rural que as instituições financeiras são obrigadas a destinar ao crédito rural (agrícola e pecuário). Em troca, elevou de 14% para 19% – também da poupança rural – o percentual que elas podem aplicar de forma livre.
O chefe do Departamento de Regulação, Supervisão e Controle das Operações de Crédito Rural do Banco Central, Cláudio Figueiras, disse que a redução do direcionamento da poupança rural foi possível porque outras fontes de crédito para a agropecuária cresceram. Dessa forma, o total de crédito para os produtores rurais será mantido, liberando o dinheiro para o crédito livre.
Em junho, o CMN tinha elevado a parcela dos depósitos à vista e dos recursos aplicados em Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) que devem ser destinadas ao crédito rural. Com isso, segundo Figueiras, uma parcela dos depósitos de poupança rural estava empoçada, destinada a empréstimos para a agropecuária, mas sem demanda.
“A redução se destina a readequar o fluxo de recursos do Sistema Financeiro Nacional à demanda do setor rural. Com isso, o percentual que as instituições financeiras captadoras de poupança rural podem aplicar livremente também foi ajustado”, informou o Banco Central em nota.

SOJA EM CHICAGO COMEÇA DEZEMBRO TESTANDO ALTAS




SOJA EM CHICAGO COMEÇA DEZEMBRO TESTANDO ALTAS

No pregão desta sexta-feira, o primeiro do mês de dezembro, as cotações da soja têm uma manhã de ligeiras altas. As principais posições subiam, por volta de 7h55 (horário de Brasília), entre 1,25 e 1,50 ponto, levando o maio/18, referência para a safra brasileira, a US$ 10,09 por bushel.
O questionamento dos analistas e consultores internacionais neste momento é sobre a movimentação dos fundos nesse início de um novo mês. Ainda assim, sabem que há poucas novidades entre os reais fundamentos desse mercado que possam movimentá-lo de forma mais intensa a mudar o cenário atual.
Há alguns pontos às margens dos fundamentos, porém, que continuam a ser acompanhados – como a posição da Agência de Proteção Ambiental dos EUA em relação aos biocombustíveis nos EUA, por exemplo – mas que também ainda não possuem ‘influência’ suficiente para trazer as mudanças.
O foco principal permanece sobre o clima na América do Sul, e a nova safra segue sem trazer problemas sérios o bastante também para mudar o patamar das cotações na Bolsa de Chicago. Ao mesmo tempo, a demanda permece muito firme, tal qual a oferta global ainda é ‘confortável’ para os compradores nesse momento, ainda segundo analistas e consultores.

Pesquisa ataca eficiência da produção do etanol 2G em parceira com empresas. Com cana energia, multiplica-se rendimento

Publicado em 01/12/2017 17:00



Além de pesquisar a produção de enzimas, utilizadas na ‘quebra’ da celulose do bagaço e da palha, no local da planta industrial, barateando os custos em 30%, estudos tentam melhorar a performance do movimento mecânico da biomassa, um dos gargalos industriais. Quanto à cana energia, com a produtividade de 240 t/ha, a equivalência é de 240 barris de petróleo – a sacarina, convencional, com 80 t/ha, a proporção é de 80 barris. Zillor, Raízen, GranBio, São Martinho e outras são parceiras do CTBE.
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Por: Giovanni Lorenzon
Fonte: Notícias Agrícolas