sexta-feira, 1 de junho de 2018

Produção dos Cafés do Brasil equivale a 36% da produção mundial em 2018



Publicado em 01/06/2018 14:01



País produzirá 58 milhões de sacas e produção mundial equivale a 160 milhões de sacas de 60kg



A produção dos Cafés do Brasil será de 58,04 milhões de sacas de 60kg e a produção mundial de 160 milhões de sacas em 2018. A produção da espécie arábica no nosso País atingirá o volume de 44,33 milhões de sacas e a produção mundial desse tipo de café 97,43 milhões de sacas. Em relação à produção de café conilon, a safra será de 13,71 milhões de sacas no Brasil e de 62,24 milhões de sacas em nível mundial. Para fins de comparação da produção brasileira com a mundial, foi considerado o ano cafeeiro da Organização Internacional do Café – OIC, o qual corresponde ao período de outubro a setembro.
No território nacional, a área da cafeicultura que está em produção neste ano de 2018 é de 1,88 milhão de hectares, que terão produtividade média recorde de 30,86 sacas por hectare, considerando a estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento – Conab constante do 2° Levantamento da Safra de Café de 2018 - maio 2018, o qual está disponível na íntegra no Observatório do Café do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café. Para a Conab, atribui-se esse recorde de produtividade ao “ciclo de alta bienalidade, sobretudo em lavouras da espécie arábica, às condições climáticas favoráveis e à melhoria do pacote tecnológico, principalmente de variedades mais produtivas”. A bienalidade, no caso, é um fenômeno da cafeicultura que alterna produtividade menor em um ano com maior no ano seguinte.
Especificamente em relação ao aumento de produtividade da safra de 2018, a Conab em suas análises aponta para o café conilon que “(...) Em praticamente todos os estados onde predomina o cultivo de conilon, a expectativa é de produtividades superiores à safra anterior em razão das melhores condições climáticas durante o desenvolvimento das lavouras”. E, quanto ao café arábica, que essa “(...) espécie mais influenciada pelo ciclo bienal, entrará este ano num novo ano de bienalidade positiva. (...) Isso é uma característica natural dessa cultura perene, ocasionada pelo esgotamento da planta, uma vez que no ano negativo ela se recupera para produzir melhor no ano subsequente. A estimativa é que a produtividade atinja 29,45 scs/ha, aumento de 27,4%”, em relação ao ano anterior.
Em relação ao volume da produção brasileira, o ranking dos seis maiores estados produtores em 2018, em ordem decrescente, é o seguinte: Minas Gerais, em primeiro lugar, com 30,7 milhões de sacas, corresponde a 53% da produção; Espírito Santo, em segundo, com 12,81 milhões de sacas (22%); São Paulo, em seguida, com 6,07 milhões de sacas (10%); Bahia, 4,50 milhões de sacas (8%), Rondônia, 2,19 milhões de sacas (4%) e Paraná, sexto Estado produtor, com 2%, produz 1,05 milhão de sacas.
No contexto da produção mundial, com base nos números ora em destaque da Conab em relação ao Brasil, e os números da OIC para os demais principais países produtores, tem-se o seguinte ranking: Brasil, em primeiro lugar, com 58 milhões de sacas, 36% do total produzido; Vietnã, em segundo lugar, com 29,5 milhões de sacas e 18% da produção global; Colômbia, em terceiro, com 14 milhões de sacas (9%); Indonésia, quarto, com 12 milhões de sacas (8%); Honduras, na sequência com 8,3 milhões de sacas (5%); e Etiópia, sexto colocado, com 7,7 milhões de sacas que correspondem a 5% da produção global. Acesse os dados da produção de café em nível mundial divulgados pela  OIC na página Dados Históricos.
Os dados da OIC, que constam do Relatório sobre o mercado de Café Abril - 2018, destacam que o consumo mundial neste ano cafeeiro será de 159,92 milhões de sacas e superará a produção (159,66) em aproximadamente 254 mil sacas. Com base nesses números da performance da cafeicultura é possível verificar que mais de 1/3 do café consumido no mundo é produzido no território nacional (36,2%).
Levantamento da Safra de Café - A Conab realiza quatro levantamentos da safra de café a cada ano. O primeiro, objeto desta divulgação, é feito nos meses de novembro e dezembro e divulgado em janeiro, e retrata o período pós-florada do cafeeiro. O segundo, realizado e divulgado no mês de maio, representa o período de pré-colheita. O terceiro, realizado em agosto e divulgado em setembro, compreende o período de plena colheita no País. O quarto levantamento, realizado e divulgado em dezembro, compreende o período de pós-colheita, momento em que são corrigidos e consolidados todos os dados obtidos no campo.
Comitês Diretores do Conselho Deliberativo da Política do Café – CDPC - A Conab, à semelhança da Embrapa Café, também faz parte dos seguintes Comitês Diretores do CDPC/Mapa: Comitê Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento do Café CDPD/Café; e de Planejamento Estratégico do Agronegócio Café - CDPE/Café. Clique aqui e saiba as competências institucionais do CDPC e dos seus respectivos Comitês Diretores.
Por fim, recomendamos que acessem o site do Observatório do Café para ler na íntegra o 2° Levantamento da Safra de Café de 2018, da Conab, pelo link: http://www.sapc.embrapa.br/arquivos/consorcio/levantamento/conab_safra2018_n2.pdf
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Fonte: Embrapa Café

Café robusta encerra sessão desta 6ª feira com leve baixa na Bolsa de Londres



Publicado em 01/06/2018 17:45



As cotações futuras do café robusta encerraram a sessão desta sexta-feira (1º) com leve baixa na Bolsa de Londres (ICE Futures Europe). O mercado externo seguiu a desvalorização do arábica e se ajustou ante a alta na véspera.
O vencimento julho/18 encerrou a sessão cotado a US$ 1750,00 por tonelada com queda de US$ 2, o setembro/18 anotou US$ 1738,00 por tonelada com recuo de US$ 6 e novembro/18 anotou US$ 1742,00 tonelada com US$ 6 de baixa.
Na quarta-feira (30), o Indicador CEPEA/ESALQ do robusta, tipo 6, peneira 13 acima, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 334,76 e alta de 0,25%.
Por: Jhonatas Simião
Fonte: Notícias Agrícolas

Café: Mercado do arábica encerra semana com alta acumulada próxima de 2% na Bolsa de Nova York



Publicado em 01/06/2018 17:49



O mercado do arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) encerrou a semana com alta acumulada de quase 2%, com o vencimento julho/18, referência de mercado, acima de US$ 1,22 por libra-peso mesmo com queda hoje (1º). As oscilações durante a semana ocorreram com operadores de olho nas informações sobre a safra do Brasil e câmbio.
No mercado interno, os negócios seguiram lentos em meio aos reflexos da greve dos caminhoneiros e o feriado ontem no Brasil. (Veja mais informações abaixo)
Nesta sexta-feira, o vencimento julho/18 registrou 122,75 cents/lb com queda de 95 pontos e o setembro/18 anotou 124,95 cents/lb com baixa de 95 pontos. Já o contrato dezembro/18 fechou o dia com 128,45 cents/lb e desvalorização de 100 pontos, enquanto o março/19, mais distante, fechou com recuo de 95 pontos, a 131,90 cents/lb.
Apesar do feriado "Memorial Day" na segunda-feira (28) nos Estados Unidos e do "Corpus Christi" nesta quinta-feira (31) no Brasil, o mercado do arábica teve mais uma semana de ganhos. A previsão de frio em áreas produtoras brasileiras foi o principal fator de suporte. Na quinta-feira, inclusive, já havia possibilidade de geada.
"Áreas de cultivo no Sul de Minas Gerais registraram temperaturas bastante frias a ponto de danificar a colheita na semana passada, mas quase não houve relatos de prejuízos. As temperaturas estão modestas nesta semana, mas podem cair com o frio que está vindo", disse em relatório o analista da Price Futures Group, Jack Scoville.
Algumas previsões apontam frio para áreas produtoras, mas o centro da massa de ar frio deve ficar mais intenso apenas para o Rio Grande do Sul. Além disso, áreas produtoras do Brasil podem receber chuvas nos próximos dias com o avanço de uma frente fria. Algumas lavouras de Minas Gerais tiveram perdas com geadas nos últimos dias.
A Reuters informou durante a semana que essas informações climáticas impulsionaram algumas compras. Além disso, reflexos da greve dos caminhoneiros também foram acompanhados. De acordo com o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café), o país deve deixar de exportar 900 mil sacas de 60 kg de café neste mês de maio em decorrência dos protestos, com um prejuízo de até R$ 560 milhões.
Em parte da semana, mais do lado baixista, o mercado do arábica também repercutiu no mercado, como nesta sexta. O dólar comercial encerrou o dia com alta de 0,80%, cotado a R$ 37667 na venda, no maior nível desde o dia 7 de março de 2016, após Pedro Parente deixar a Petrobras. Na semana, a moeda subiu 2,68%. As oscilações cambiais impactam diretamente nas exportações da commodity e repercutem nos preços externos.
"A demissão gera dúvidas sobre a continuidade das políticas ortodoxas do governo", afirmou o economista-sênior do Banco Haitong, Flávio Serrano, para a Reuters.
Operadores disseram para a Reuters internacional que a perspectiva da safra brasileira segue favorável. O Escritório brasileiro do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) estimou recentemente a produção de café no Brasil em até 60,2 milhões de sacas de 60 kg, um incremento de 18% ante a temporada anterior. Já a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) aponta produção de 58 milhões de sacas no país.

Mercado interno

O mercado brasileiro de café foi impactado nesta semana ainda pelos reflexos da greve dos caminhoneiros na semana passada e o feriado de "Corpus Christi", que ocorreu nesta quinta-feira (31). Além disso, produtores estão atentos aos trabalhos de colheita que, segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Esalq/USP) também está em ritmo lento. "O clima desfavorável em algumas regiões e a greve dos caminhoneiros dificulta as atividades", disse em nota.
O café tipo cereja descascado registrou maior valor de negociação no dia em Guaxupé (MG) com saca a R$ 520,00 e alta de 1,96%. A maior oscilação no dia dentre as praças ocorreu em Espírito Santo do Pinhal (SP) com alta de 2,13% e saca a R$ 480,00.
O tipo 4/5 registrou maior valor de negociação em Franca (SP) com saca cotada a R$ 500,00 e alta de 4,17%. Foi a maior oscilação no dia dentre as praças.
O tipo 6 duro anotou maior valor de negociação em Guaxupé (MG) com saca a R$ 487,00 e alta de 2,10%. A maior oscilação no dia dentre as praças verificadas ocorreu em Franca (SP) com avanço de 3,19% e saca a R$ 485,00.
Na quarta-feira (30), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 456,63 e queda de 0,12%.
Por: Jhonatas Simião
Fonte: Notícias Agrícolas

Soja inicia junho com leves altas em Chicago nesta 6ª operando com estabilidade



Publicado em 01/06/2018 08:39 e atualizado em 01/06/2018 11:00



Após as baixas registradas na sessão anterior, os preços da soja testaram algumas leves altas no pregão desta sexta-feira (1) na Bolsa de Chicago, que não se sustentaram e o mercado voltou a atua com estabilidade. O mercado se ajusta para começar junho, neste primeiro pregão do novo mês, segundo explicam analistas internacionais. Assim, por volta de 10h40 (horário de Brasília), os preços tinham leves altas de pouco mais de 0,25 ponto.

Apesar desse ajuste e desses ganhos técnicos, o mercado continua atento às negociações entre China e Estados Unidos, bem como a possibilidade de algum progresso entre as conversas que impactam os acordos comerciais entre as duas maiores economias do mundo.

Até que novidades efetivas partam desse quadro, o caminhar dos preços na CBOT deverá ser limitado.

"Apesar do recente cenário otimista criado com promessas de acordos bilaterais que intensificariam o comércio direto entre os estadunidenses e os chineses, a Administração de Trump voltou a ameaçar a imposição tarifária sobre produtos de importação da China, cujo foi um dos estopins para tal embate. Em contrapartida, o Governo chinês retoma o seu posicionamento de retaliação caso qualquer tarifa seja implantada em suas exportações. O Mercado carece de confirmações para adicionar ou retirar o peso deste fator na equação dos preços", dizem os analistas da AgResource Mercosul.

O outro fator que direciona o andamento dos futuros da oleaginosa é o clima no Meio-Oeste americano. Ainda como explica a consultoria americana, as novas lavouras norte-americanas se mostram com bom desenvolvimento, o plantio caminha bem nessa temporada e, até esse momento, não há grandes ameaças.

" No entanto, a chegada de temperaturas mais quentes sobre o Centro-Oeste do país na próxima semana, preocupa os produtores desta região", informa o boletim da ARC.

Ainda nesta quinta, o mercado se atenta também aos números das vendas semanais norte-americanas para exportação divulgadas pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Os números vieram fracos, por mais uma semana, da safra velha e dentro do esperado para a nova. 
Na semana encerrada em 24 de maio, as vendas americanas de soja 2017/18 foram de 273,4 mil toneladas, enquanto o mercado esperava algo entre 300 mil e 600 mil toneladas. O Japão foi o maior comprador. Da safra nova, as vendas somaram 771,6 mil toneladas, contra projeções de 350 mil a 750 mil toneladas.
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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

Com 89,3% da área colhida, safra de soja entra na reta final na Argentina



Publicado em 01/06/2018 09:23



Na Argentina, a colheita de soja chega em sua reta final, segundo o Panorama Agrícola Semanal (PAS) da Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA). Até então, 89,3% da safra foi colhida a nível nacional, com rendimento médio de 2230kg (37,1 sacas) por hectare e volume parcial de 33,5 milhões de toneladas.
Faltam, ainda, colher 1,8 milhões de hectares para encerrar o ciclo, sendo estes, em maioria, localizados no Nordeste e no Noroeste Argentino, extremo sul de Santa Fe e em Buenos Aires.
A produção nacional, caso essa colheita ocorra em ordem, tende a atender a expectativa da Bolsa para uma safra de 36 milhões de toneladas.
Por: Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas

COFCO compra soja dos EUA, mas novas ameaças de Trump geram tensão em compradores chineses



Publicado em 01/06/2018 17:20



Por Hallie Gu e Dominique Patton
(Reuters) - A estatal chinesa de grãos COFCO comprou cargas de soja dos Estados Unidos, disseram duas fontes próximas ao assunto, embora compras futuras possam ser ameaçadas por novas tensões comerciais entre os dois países.
Na semana passada, a China deu às empresas estatais permissão para a retomada de compras da oleaginosa, usada em ração animal, depois que Pequim concordou em 19 de maio em importar mais bens e serviços dos EUA, seu principal parceiro comercial, para aliviar uma diferença de 335 bilhões de dólares no comércio entre os dois países.
Isso foi considerado um sinal de que a atual guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo foi evitada por enquanto.
No entanto, o presidente dos EUA, Donald Trump, endureceu inesperadamente sua postura comercial nesta semana. Ele pediu tarifas sobre 50 bilhões de dólares em importações da China, a menos que o país trate de acusações de roubo de propriedade intelectual de empresas dos EUA.
Embora não tenha ficado claro quantos carregamentos a COFCO reservou, uma das duas fontes informadas sobre a compra disse que a COFCO e a empresa estatal de grãos Sinograin compraram pelo menos 10 cargas de soja dos EUA.
A COFCO não respondeu a um e-mail pedindo comentários. A Sinograin se recusou a comentar.
A soja é a principal exportação agrícola dos EUA para a China, com um valor de 12 bilhões de dólares em 2017.
Em resposta ao novo pedido de tarifas de Trump, Pequim alertou que está pronta para revidar se os EUA estiverem em busca de uma guerra comercial. O secretário de Comércio norte-americano, Wilbur Ross, vai visitar a capital chinesa em 2 e 3 de junho.
Os compradores na China continuam cautelosos em comprar grãos dos EUA por causa da incerteza, disseram quatro operadores envolvidos no mercado.
Uma fonte de uma operadora internacional com base na China disse que as consultas sobre os produtos agrícolas dos EUA aumentaram, mas os compradores ainda estão nervosos.
"Mesmo que alguns compradores quisessem comprar dos EUA, não ousamos vender. Nós iríamos exigir um depósito maior, mas os compradores não iriam querer. Por isso, ainda não há comércio", disse ele.
(Por Hallie Gu e Dominique Patton)
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Soja no BR termina semana com preços perto dos R$ 90 nos portos acompanhando o dólar



Publicado em 01/06/2018 17:47




Além do feriado prolongado nesta semana no Brasil, a paralisação dos caminhoneiros ajudou a manter os negócios travados no mercado nacional da soja. As cotações registraram poucas variações e, em algumas praças de comercialização, chegaram até mesmo a manter sua estabilidade. 
As exportações nacionais foram severamente comprometidas, bem como o andamento dos negócios no mercado interno e os prejuízos ainda estão sendo contabilizados. 
"Isso é preocupante, uma vez que o Brasil disputa o primeiro lugar como exportador de soja, essa paralis geral mostra que podemos ter problemas sérios para escoar todo o produto. Temos uma logística falha, onde 80% das rodovias não são pavimentadas. A legislação portuária é boa, mas quando a questão é fazer dragagem e limpeza do canais, caímos na questão ambiental", diz a analista de mercado Rita De Baco, da De Baco Corretora de Mercadorias. 
"Nossa eficiência, dentro da porteira, supera os países de primeiro mundo. Nossa ineficiência, fora da porteira, proporciona despesas adicionais que corroem os ganhos competitivos do agro", conclui.
Nesta sexta-feira (1), apenas os portos registraram variações, com destaque para Parnaguá. No terminal paranaense, os ganhos superaram 1,7% e levaram o disponível aos R$ 88,00 por saca e o março/19 a R$ 89,00. Em Rio Grande, alta de 0,23% para R$ 86,20 no disponível e de 0,35% no junho/18 para R$ 86,80. 
O caminhar do dólar também favoreceu esse cenário, que culminou com o pedido de demissão do presidente da Petrobras, Pedro Parente. A moeda americana fechou o dia com alta de 0,8% e valendo R$ 3,76. Na semana, a divisa subiu 2,68%.
"A demissão gera dúvidas sobre a continuidade das políticas ortodoxas do governo", afirmou o economista-sênior do Banco Haitong, Flávio Serrano à agência de notícias Reuters. 
Leia mais:
>> Dólar sobe a R$ 3,76 após Parente deixar Petrobras
Mercado Internacional
Na Bolsa de Chicago, as cotações acumularam perdas de quase 2% entre os principais vencimentos, com o julho/18 valendo US$ 10,21 por bushel, e o setembro com US$ 10,30. Nesta sexta, o mercado atuou com estabilidade durante todo o dia. 
O mercado continua atento às negociações entre China e Estados Unidos, bem como a possibilidade de algum progresso entre as conversas que impactam os acordos comerciais entre as duas maiores economias do mundo.
Até que novidades efetivas partam desse quadro, o caminhar dos preços na CBOT deverá ser limitado.
"Apesar do recente cenário otimista criado com promessas de acordos bilaterais que intensificariam o comércio direto entre os estadunidenses e os chineses, a Administração de Trump voltou a ameaçar a imposição tarifária sobre produtos de importação da China, cujo foi um dos estopins para tal embate. Em contrapartida, o Governo chinês retoma o seu posicionamento de retaliação caso qualquer tarifa seja implantada em suas exportações. O Mercado carece de confirmações para adicionar ou retirar o peso deste fator na equação dos preços", dizem os analistas da AgResource Mercosul.
O outro fator que direciona o andamento dos futuros da oleaginosa é o clima no Meio-Oeste americano. Ainda como explica a consultoria americana, as novas lavouras norte-americanas se mostram com bom desenvolvimento, o plantio caminha bem nessa temporada e, até esse momento, não há grandes ameaças.
"No entanto, a chegada de temperaturas mais quentes sobre o Centro-Oeste do país na próxima semana, preocupa os produtores desta região", informa o boletim da ARC.
Ainda nesta quinta, o mercado se atenta também aos números das vendas semanais norte-americanas para exportação divulgadas pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Os números vieram fracos, por mais uma semana, da safra velha e dentro do esperado para a nova. 
Na semana encerrada em 24 de maio, as vendas americanas de soja 2017/18 foram de 273,4 mil toneladas, enquanto o mercado esperava algo entre 300 mil e 600 mil toneladas. O Japão foi o maior comprador. Da safra nova, as vendas somaram 771,6 mil toneladas, contra projeções de 350 mil a 750 mil toneladas.
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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas