sexta-feira, 29 de abril de 2016

29/04/2016 - 18:26

AGR Brasil reduz previsão de 2ª safra de milho do Brasil para 52,1 mi t




Gustavo Bonato/Reuters



A segunda safra de milho do Brasil, que será colhida nos próximos meses, deverá cair para 52,1 milhões de toneladas, já distante do recorde de 2015, devido ao clima quente e seco em Goiás e outros Estados do Brasil, estimou nesta sexta-feira a consultoria AGR Brasil.

A estimativa representa um corte de 5,5 milhões de toneladas ante a previsão divulgada em março e um corte de 1,6 milhão de toneladas ante a previsão do início de abril.

"Realmente a história mudou... e não adianta ficar esperando (para reduzir as previsões de colheita). O maior 'estrago' está acontecendo em Goiás", disse à Reuters o presidente da consultoria, Pedro Dejneka.

Ele citou problemas com o clima também em Minas Gerais e na região conhecida como Matopiba --Maranhão, Tocantins, Piauí e oeste da Bahia--, mas onde o volume de colheita não é tão significativo ante o total do país.

Dejneka disse ainda que algumas regiões de Mato Grosso, principal produtor de milho do Brasil, "também estão complicadas, mas é a minoria". O Estado deve ter uma boa safra, perto de 20 milhões de toneladas, mesmo com algumas reduções de produtividade.

Já no Paraná, segundo maior produtor de milho do país, houve pequenas reduções de produtividade, em função de seca recente e algumas geadas esta semana. "No entanto, o cenário (de perdas) é longe de ser generalizado no Estado", completou o analista.

O mercado brasileiro e internacional está de olho na segunda safra de milho do Brasil, que responde por dois terços da produção nacional anual e deve reabastecer, ao longo do segundo semestre, granjas de aves e suínos abaladas pela atual escassez do grão.

A chamada "safrinha" também tem, habitualmente, um grande excedente exportável, que permite ao Brasil ocupar a segunda posição no ranking dos maiores exportadores globais do cereal.

Na véspera, o presidente da gigante do agronegócio Bunge estimou que a seca das últimas semanas no Brasil poderá provocar uma quebra de 5 milhões a 10 milhões de toneladas na segunda safra do Brasil.

"Isso vai ser tirado das exportações e, portanto, o produto terá que ser fornecido por Estados Unidos e/ou Mar Negro, Ucrânia em particular", disse Soren Schroder.

Caso a estimativa de 52,1 milhões de toneladas se confirme, ela ficará abaixo do recorde de 54,6 milhões de toneladas colhidos na temporada passada no Brasil, segundo dados oficiais da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

29/04/2016 - 18:00

Brasil fecha 1º tri com 11 milhões de desempregados, novo recorde da Pnad Contínua




Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira/Reuters



O Brasil fechou o primeiro trimestre deste ano com taxa de desemprego de 10,9 por cento, 11,1 milhões de desempregados e renda em baixa, em meio ao cenário de recessão econômica e crise política.

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, divulgada nesta sexta-feira, mostrou piora da taxa de desemprego, que havia ficado em 9,0 por cento no quarto trimestre, renovando mais uma vez a máxima da série histórica iniciada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2012.

O quadro de forte deterioração do mercado de trabalho fica ainda mais claro quando se compara com o primeiro trimestre do ano passado, quando a taxa de desemprego foi de 7,9 por cento. No trimestre encerrado em fevereiro, a taxa havia passado de dois dígitos pela primeira vez, a 10,2 por cento.

"Não houve no primeiro trimestre deste ano efetivação de temporários. O mercado de trabalho é reflexo da conjuntura e, como ela está desfavorável, há impacto direto no emprego", o coordenador da pesquisa no IBGE, Cimar Azeredo.

No trimestre passado, o número de desempregados chegou ao novo recorde de 11,089 milhões, alta de 22,2 por cento sobre o quarto trimestre. Em relação a um ano antes, o salto foi de 39,8 por cento, o que representa 3,155 milhões de pessoas a mais procurando emprego.

Já a população ocupada, segundo a Pnad Contínua, mostrou queda de 1,7 por cento no primeiro trimestre sobre o quarto e de 1,5 por cento sobre igual período de 2015, ou 1,384 milhão de pessoas a mais sem trabalho em relação ao ano passado.

O rendimento médio da população ocupada, informou ainda o IBGE, apresentou avanço de 0,3 por cento no primeiro trimestre sobre o período anterior, mas queda de 3,2 por cento sobre os três primeiros meses de 2015, para 1.966 reais.

No primeiro trimestre do ano, foram fechadas 319.150 vagas formais de trabalho, segundo dados do Ministério do Trabalho.

A pesquisa Focus do Banco Central, que ouve semanalmente uma centena de economistas, mostra que a expectativa é de que o Produto Interno Bruto (PIB) sofra contração de 3,88 por cento este ano.

29/04/2016 - 18:00

Investimento em bens de capital segue em trajetória de queda, mostra Ipea




R7.com


A taxa de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que mede o quanto as empresas investiram em bens de capital, caiu 14,1% em 2015, levando os investimentos líquidos no país a sofrer uma perda de 40%. Dados divulgados hoje (29) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostram que a FBCF do primeiro bimestre caiu 1,7% em relação aos últimos três meses de 2015, já descontados os efeitos sazonais.

Segundo o coordenador do Grupo de Estudos de Conjuntura (Gecon) do Ipea, José Ronaldo de Castro Souza Júnior, se o ritmo do último trimestre de 2015 se mantiver, a FBCF cairá 7,8% este ano, mas a tendência é que o decréscimo seja mais acentuado.

A FBCF tem um peso grande no cálculo do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma dos bens e serviços produzidos no país. Em 2015, a taxa contribuiu com - 2,72 pontos percentuais para a queda do PIB, que registrou queda de 3,8%. “O que a gente pode concluir por meio desse número (previsão de queda de 7,8% da FBCF) é que o cenário recessivo ainda não se esgotou, que a redução do PIB não parou”, analisou o economista.

Os dados sobre a FBCF fazem parte da Carta de Conjuntura do Ipea. O documento, segundo Souza Júnior, mostra que a redução do investimento “está diminuindo a nossa capacidade de crescimento”. Na opinião do economista, a resposta para a crise da economia brasileira não será rápida nem fácil. “A gente tem que construir uma melhora de perspectiva de médio e longo prazo nas finanças públicas, que é condição necessária e essencial para qualquer retomada com maior fôlego.”

As mudanças, segundo o economista, devem ter foco principalmente na sustentabilidade das contas públicas, o que nem sempre pode ser feito apenas pelo Executivo, porque dependem de mudanças legais e constitucionais.

Desemprego

O Ipea identificou como pontos positivos no cenário atual o aumento das exportações e a desaceleração da inflação ao consumidor. “Embora ainda tímida, está ocorrendo”.

Já o aumento do desemprego registrado pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, não favorece o crescimento do PIB, segundo o Ipea. Até março, o desemprego acumulado em 12 meses atingiu mais de 1,8 milhão de trabalhadores formais.

Segundo o economista do Ipea, o desemprego está reagindo à queda na atividade econômica. “O PIB cai, se produz menos e aí, pessoas são mandadas embora”. A tendência, segundo Souza Júnior, é de continuidade da queda do nível de emprego em 2016. “É uma tendência forte, não há muito o que fazer, a não ser melhorar as perspectivas da economia para evitar um cenário ainda pior.” 

29/04/2016 - 17:21

Inscrições para a Corrida da Soja se encerram amanhã





Assessoria Prefeitura de Sorriso



Amanhã (30) é o ultimo dia de inscrição para a 3.ª edição da Corrida da Soja, que será realizada pela Administração Municipal de Sorriso no dia 8 de maio, às 7 horas. A prova já se consolidou como um dos eventos alusivos ao aniversário de 30 anos de Sorriso, celebrado no dia 13 de maio.

“Este é um evento para toda a família, com provas para crianças e adultos, por isso estamos tomando todo o cuidado para proporcionar uma corrida tranquila para todos os atletas”, destaca o professor de Atletismo da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, Marcos Flademir Vieira. A competição integra o calendário da Confederação Brasileira de Atletismo e, além da corrida principal de 10 km, também conta com a Corrida do Grãozinho, voltada para crianças e adolescentes de 6 a 16 anos; e a caminhada de 3 km.

A inscrição deve ser feita no site da Prefeitura de Sorriso (sorriso.mt.gov.br), na página da Secretaria de Esporte e Lazer. Não há custo para a inscrição nas provas, no entanto, é solicitada a doação voluntária de um litro de leite longa vida, que pode ser entregue no ato de retirada do kit para a corrida e será destinado para instituições sociais.

Os atletas sorrisenses que disputarão a prova principal devem retirar o kit (camiseta, número de peito e chip) no dia 07 de maio, das 15 h às 19 horas, no Ginásio Domingão. Já para os atletas que vêm de fora para participar da prova, a entrega será feita no dia 08, das 6h às 7 horas, quando também serão entregues as camisetas para os participantes das outras provas.

O regulamento da prova, bem como o percurso, que passou por alterações para facilitar a logística do evento, podem ser conferidos aqui. Outras informações também podem ser obtidas na própria secretaria ou pelo telefone 3545 4702.

29/04/2016 - 16:54

Simpósio aborda aumento de produtividade e futuro da pecuária brasileira





Pauta Pronta



A eficiência reprodutiva do rebanho bovino foi amplamente abordada na noite desta quinta-feira (28) durante o 2° Simpósio da Pecuária de Corte que aconteceu em Rondonópolis (MT). O evento contou com três palestras que trouxeram experimentos, resultados, produtos, demandas e desafio nas propriedades rurais que implementaram a tecnologia de Inseminação Artificial por Tempo Fixo (IATF).

O pesquisador e professor Dr. Pietro Baruselli abriu as ministrações apresentando estratégias para melhorar a produção de vacas de corte. Para ele, a tecnologia além de introduzir a inseminação, traz ganho genético, possibilita o incremento do rebanho, o que resulta em um impacto econômico significativo ao longo dos anos nas propriedades com a eficiência reprodutiva.

“O rebanho brasileiro é composto por 80 milhões de vacas reprodutivas e destas apenas 12% são inseminadas. A IATF procura facilitar o processo, tanto que já está chegando a pouco mais de 15 anos, a 80% de todas as técnicas de inseminações utilizadas no Brasil”, destaca o professor.
Conforme o pesquisador, hoje a técnica já substituiu a forma tradicional de inseminação, porém ainda há muitas vacas cobertas por touros sem avaliação genética, o que não permite a transmissão das características de qualidade.

“Temos que aumentar o percentual de vacas inseminadas com uma grande finalidade de melhorar a genética. O benefício é grande, conseguimos com esta tecnologia, fazer a vaca emprenhar muito cedo após o parto, não esperamos mais o cio para isso. Induzimos a ovulação e assim conseguimos fazer ela emprenhar cedo, fazendo produzir um bezerro por ano, o que é zootecnicamente desejável. No Brasil uma vaca produz um bezerro a cada 17 meses”, compara Baruselli.

O segundo palestrante da noite, Rodrigo Chiroli, do departamento técnico da Ouro Fino, avaliou o evento como muito positivo, pois com casa cheia, conseguiu trazer em uma única linguagem a melhoria de matrizes, a evolução do mercado e o que a empresa oferece em termos de produtos e corpo técnico no Mato Grosso.
“Na grande maioria dos nossos clientes a tecnologia IATF tem sido utilizada. Os produtores tem tido uma boa aceitação, e esses retornos tem acontecido junto aos nossos consultores que estão atendendo no campo, colhendo junto cada resultado. A Ouro Fino está à disposição, estamos com um time muito bom no Mato Grosso, composto por 12 profissionais, sendo sete deles técnicos voltados ao consumidor para levar tecnologia para as propriedades”, explica Chirolli.

O organizador do evento, Aylon Arruda, diretor da empresa Zoofértil, diz que o objetivo do evento foi alcançado, pois além de trazer tecnologia, reuniu produtores interessados em conhecer o que há de melhor na indústria e o que pode ser utilizado no campo.

“A IATF pode ser utilizada pelo pequeno, médio e grande produtor. É uma tecnologia conhecida, mas precisa ser bem utilizada para que a pecuária não tenha perdas. O Brasil é o país que tem a maior condição de produzir carne e leite no mundo, e nosso futuro é promissor, temos que aproveitar esse momento. Paulatinamente estamos crescendo e vamos conseguir ultrapassar os Estados Unidos e sermos líder nestes dados”, prevê Arruda.

REFLEXOS DA CRISE - Marcus Buso que é gerente de marketing e produtos no segmento gado de corte da empresa Ouro Fino, ponderou a conjuntura econômica do país, pois falar em tecnologia e investimento é complicado neste momento de crise, mas para ele é fundamental melhorar a cadeia de produtividade, otimizando aquilo que já se tem, usando a mesma estrutura para ter maior desfrute.

“A pecuária é um dos únicos setores que não estão sentindo a crise. Os dados nos deixam otimista quanto à exportação, é hora de investir e acreditar. Não vemos ninguém que aderiu a tecnologia sair dela. É um setor bom, o país está preparando uma produção de fêmeas muito grandes, estamos na contramão do mundo. Minhas expectativas são as melhores para os próximos anos”, anseia Michel Torteli, chefe da mesa de negociações do Minerva Foods.

Guilherme Bazagli que é produtor e veterinário já utiliza a técnica em sua propriedade e a avaliação do simpósio foi muito positiva, pois trouxe novidades na implantação da IATF. “Os novos protocolos e novos produtos hormonais para aumentar a taxa de prenhes utilizados chamou muita atenção, vi que é possível aprimorar e ter ainda mais resultados”, pontuou.

Já o produtor Gilson Alves Dourado disse que ainda há muita resistência para a inserção da inseminação artificial nas propriedades e que um evento como este promove conhecimento e amadurecimento das ideias acerca do assunto provando o quanto é viável.

29/04/2016 - 16:01

Aneel confirma bandeira tarifária verde na energia em maio





Da Redação - Viviane Petroli


Foto: Reprodução/Internet/Ilustração
Aneel confirma bandeira tarifária verde na energia em maio
A bandeira tarifária verde permanecerá no mês de maio na conta de energia elétrica dos brasileiros. A permanência para a manutenção da bandeira tarifária atual tem como fatores o período úmido e a redução da demanda por energia elétrica.

Uma reunião para definir qual bandeira tarifária vigoraria em maio estava marcada para esta sexta-feira, 29 de abril, como o Agro Olhar comentou, porém a mesma foi cancelada, segundo nota da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), após resultado do Programa Mensal de Operação (PMO) de maio.



"O PMO indicou Custo Marginal de Operação - CMO abaixo de R$ 211,28/MWh para todos os subsistemas. Com isso, a Bandeira Tarifária de Maio foi acionada verde de acordo com a regra prevista no PRORET 6.8", explica a Aneel.

Ao contrário das bandeiras vermelha, R$ 3 (patamar 1) e R$ 4,50 (patamar 2), e da amarela, R$ 1,50, aplicados a cada 100 kWh consumidos, a bandeira tarifária verde não possui custo adicional na conta de energia elétrica do consumidor.

O sistema de bandeiras tarifárias foi regulamentado em dezembro de 2012 pela Aneel e entre julho de 2013 e dezembro de 2014 as bandeiras foram divulgadas em caráter didático sem cobrança.

A cobrança, no caso da bandeira vermelha, teve início em janeiro de 2015 e vigorou até fevereiro de 2016. No mês de março começou a vigorar a bandeira amarela.

29/04/2016 - 15:00

Brasileiros guardam 7,4 bilhões de moedas, diz Febraban




Do G1, em São Paulo


A população brasileira guarda em bolsos, cofrinhos e gavetas 7,4 bilhões de moedas, informou nesta sexta-feira (29) a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). O total de moedas acumuladas representa 32% das emitidas até dezembro de 2015, de acordo com dados do Banco Central. Ou seja, de todo o volume de cédulas e moedas emitidas pela Casa da Moeda, um terço está retido pela população.

Atualmente, o estoque de moedas existente no mercado corresponde a 100 unidades para cada habitante - equivalentes à média internacional. Entretanto, segundo a Febraban, usar moedas não é hábito dos brasileiros, diferentemente do que ocorre em outros países em que é comum o maior pagamento e recebimento de moedas.

O diretor de operações da Febraban, Walter de Faria, explica que esse hábito de guardar e não usar moedas acaba provocando restrições em sua circulação na economia. “Esse costume é um resquício do período de inflação alta, quando o dinheiro perdia valor muito rapidamente e, por isso, as moedas eram menosprezadas”, afirma.

Após a estabilização do real, no entanto, as moedas esquecidas na bolsa ou na gaveta podem ser suficientes até para pagar pequenas contas. “É importante que as pessoas se sensibilizem sobre o valor que as moedas têm e sobre a importância também das cédulas de pequenas denominações. Elas precisam circular no mercado, pois facilitam o troco no comércio e reduzem as despesas do governo com novas emissões de dinheiro”, diz.
Para quem tem o hábito de economizar nos gastos do dia a dia, guardar as moedas no cofrinho é prática bastante comum. Mas, segundo a Febraban, não é preciso abrir mão da poupança diária para ajudar na circulação de moedas.

Veja vantagens de colocar moedas em circulação, segundo o diretor de educação financeira da Febraban, Fabio Moraes:
- Abra o cofrinho com frequência para a troca de moedas poupadas por cédulas de maiores denominações.

- Faça uma aplicação com o montante guardado. Além de ajudar o sistema financeiro a colocar moedas em circulação, você também faz o seu dinheiro render, ao colocá-lo em uma aplicação financeira em vez de mantê-lo parado em casa, perdendo valor.

- Uma maior circulação das moedas impacta diretamente no dia a dia de toda a população, independente de sua localização, faixa etária ou classe social e beneficia comerciantes, lojistas, prestadores de serviços e os próprios consumidores.

- A circulação das moedas em transações diárias é necessária para validar as trocas econômicas e manter um sistema financeiro eficiente.